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Cultura inútil: Nacionalismo e patriotismo

11/07/2018 // 6 comentários

No rescaldo da derrota da seleção brasileira na Copa do Mundo, Mouzar Benedito propõe uma reflexão sobre nacionalismo e patriotismo, e reúne as melhores frases e ditados sobre o tema, de Einstein a Rosa Luxemburgo, passando por Cecília Meireles e Schopenhauer. [...]

Despedida de um guerreiro de coração vermelho

04/07/2018 // 1 comentário

Por Mauro Iasi / "Wagner foi, e sempre será, meu mestre. Perdi um irmão... perdi um amigo. Uma dor do seu tamanho toma conta da minha vida. Quando seu corpo reencontrava a terra, uma chuva fina caia sobre o Cemitério da Vila Euclides. Quando as lágrimas rolavam descontroladas vi no meio daquele povo a Juracy, mulher negra com seus cabelos brancos, dizendo com seu tom de voz inconfundível (uma das melhores oradoras que já vi falar): “quando chove no enterro de um guerreiro... é para germinar”." [...]

Em busca da “América”

03/07/2018 // 1 comentário

Luiz Bernardo Pericás narra a fantástica "road trip" realizada por Ilf e Petrov, dois escritores soviéticos nos EUA dos anos 30, e depois repetida pelo humorista Ilya Shatunovsky no final dos anos 1960. [...]

O desejo de ser outro

26/06/2018 // 1 comentário

Christian Dunker escreve sobre o novo livro de Maria Rita Kehl / "A obra de Maria Rita Kehl inaugura um modo de pensar e de fazer a psicanálise no Brasil, menos colonialista, menos provinciano, menos bovarista. Ela nos mostra como boa clínica é crítica social feita por outros meios. Meios que não são a militância de massa, mas a escuta pessoal de cada um, meios que não se reduzem a oposições genéricas em torno do monopólio da crítica." [...]

Deformações perspectivas entre Índia e Brasil

06/06/2018 // 3 comentários

Por Christian Dunker / "Brasil e Índia têm pouco em comum do ponto de vista da suas formações históricas e culturais. Não temos castas, não fomos colonizados por ingleses, não temos um passado ancestral de invasões muçulmanas e mongóis, nem nos formamos em uma cultura da sabedoria politeísta com 33 milhões de divindades. Mas há uma espécie importante de homologia que podemos propor para esses dois países: lá e cá notamos a ausência seletiva do Estado, a tolerância seletiva do assassinato de minorias e da corrupção, compreendida como forma de gestão política." [...]