Luis Felipe Miguel

A democracia e a Rússia revolucionária

18/08/2017 // 6 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Os primeiros anos da Rússia revolucionária testemunharam a convivência contraditória entre (por um lado) um espírito decididamente libertário, com uma explosão criativa nas artes e na cultura e sua transformação num verdadeiro laboratório de novas práticas sociais, emancipadoras e voltadas à ampliação da autonomia de todos e de cada um, e (por outro lado) as exigências autoritárias da guerra e da reconstrução econômica do país." [...]

Diretas já – pelos direitos e pela democracia

18/05/2017 // 7 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Os últimos desdobramentos da crise política deixam claro que se tornou insustentável a permanência de Michel Temer no poder. As evidências que partem das denúncias de Joesley Batista são fortes demais, mesmo com a enorme tolerância que cerca o atual governo. A reação da bolsa de valores e do câmbio mostra que o capital entendeu que a manutenção de Temer gera desgaste excessivo. Se ele alimentou a esperança de abafar o escândalo com a cumplicidade do Congresso, do Judiciário e da mídia, como vinha fazendo até agora, essa esperança se desfez nas últimas horas." [...]

O futuro da democracia no Brasil

05/05/2017 // 9 comentários

Por Luis Felipe Miguel / Sem mobilização social permanente para além das instituições políticas, por meio das greves, ocupações, manifestações, “perturbações da ordem pública” e outros atos de desobediência civil, permaneceremos prisioneiros do dilema que sempre assombrou a política brasileira: o regime democrático só sobrevive quando abre mão do enfrentamento das desigualdades. [...]

O fim daquele medo bobo

03/03/2017 // 23 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "A história política brasileira é marcada por canções. Foi “Para não dizer que não falei de flores”, no momento de fechamento do regime militar; “Apesar de você”, quando a derrota da esquerda estava configurada; “O bêbado e a equilibrista”, na luta pela anistia; “Vai passar”, anunciando a redemocratização; “Brasil, mostra a tua cara”, para as decepções da Nova República, e assim por diante. A trilha sonora do momento brasileiro é “Medo bobo”, imortalizada (?) por Maiara e Maraisa – o que, por si só, revela a decadência criativa da música popular, mas essa é outra conversa. Tal como o casal da música, o governo do Michel ficou paralisado por um medo que, mais tarde, percebeu que não tinha razão de ser." [...]

Incêndios adormecidos

06/01/2017 // 19 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Que neste 2017 o movimento popular saiba alimentar as chamas da revolta e fazê-las tomar as ruas do Brasil, de norte a sul." [...]

A cidadania sitiada

14/11/2016 // 6 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Apostar que em 2018 teremos uma reversão do quadro é não entender a natureza do processo político em curso. A continuada criminalização da esquerda política torna o próximo pleito presidencial muito mais difícil do que foram os anteriores. O cerceamento dos espaços de debate amplifica a influência já gigantesca dos oligopólios da mídia. Mais importante ainda, a destituição da presidente Dilma Rousseff sinalizou que os interesses dominantes no Brasil definiram uma tutela sob os governantes eleitos. Mesmo que ocorra a vitória eleitoral de uma candidatura mais popular em 2018, ela precisará enfrentar esta tutela, o que significa, em primeiro lugar, que terá margem limitada para reverter o retrocesso destes últimos tempos." [...]

Transição à ditadura

28/10/2016 // 16 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Assim como sofremos um golpe de novo tipo, estamos vivendo o início de uma ditadura de novo tipo – a palavra “ditadura” pode parecer excessiva, mas é exatamente disto que se trata." [...]

PEC 241: A ofensiva do capital

14/10/2016 // 8 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Entre as muitas medidas que revelam o programa que o governo ilegítimo de Michel Temer deseja implantar, a PEC 241 é a mais cristalina. A PEC é a tentativa de engessar as políticas do Estado brasileiro por vinte anos, isto é, por cinco mandatos presidenciais – feita por um presidente que não conquistou nenhum mandato. Há muito o que discutir na PEC, mas o principal talvez seja a falta de discussão. É uma proposta com enorme impacto na vida do país, mas foi simplesmente tirada de uma gaveta: não houve debate com a sociedade e não há debate no Congresso, em que a os parlamentares da situação, instruídos pelo governo Temer, estão apenas cumprindo o ritual, da maneira mais acelerada possível." [...]

Para entender o Golpe

01/09/2016 // 10 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "A reflexão sobre o golpe de 2016 impõe a adoção de uma moldura teórica capaz de abranger o conflito social para além de sua expressão nas instituições vigentes." [...]