Luis Felipe Miguel

Marx e a ciência política

07/05/2018 // 2 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Toda a ciência social digna de seu nome toma por base alguma concepção materialista da história e, assim, é tributária do pensamento de Marx." [...]

Entre o fascismo e nós, só há nós

20/04/2018 // 9 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Quem nos protegerá do avanço do fascismo? Certamente não a lei, que vigora de forma tão insuficiente e que se encontra nas mãos de pessoas dispostas a compactuar com esse avanço na medida em que colabore para a promoção de seus próprios interesses." [...]

Quem Marielle Franco representa?

21/03/2018 // 4 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Marielle vinha das comunidades pobres e dedicava a elas o melhor de suas forças. Seu mandato, embora conquistado com muitos votos da Zona Sul, era voltado para a favela e com ela mantinha interlocução densa e permanente. É por isso, também, que sua morte representa um revés tão sério para a luta popular, no Rio e no Brasil." [...]

O enterro da “democracia utópica”

22/02/2018 // 10 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Quando as nuvens do golpe de 2016 já sombreavam o horizonte, a maior parte da ciência política brasileira ainda via nossa democracia como “consolidada”. E mesmo hoje, quando o som dos coturnos em marcha alcança nossos ouvidos, muitos ainda se perguntam como pôde ter acontecido o que aconteceu e não vislumbram nenhum projeto além da restauração da ordem que foi derrubada junto com a presidente Dilma Rousseff." [...]

Neste momento, defender Lula é defender a justiça e a democracia

23/01/2018 // 15 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "O que se condena em Porto Alegre não é o ex-presidente e seu direito de concorrer às eleições deste ano. O que se condena é o que resta do império da lei e da democracia formal no Brasil. Se não ocorrer algum inesperado e o TRF-4 seguir o script, amanhã o golpe terá dado um novo e importante passo e estaremos ainda mais próximos da instauração de uma ordem abertamente autoritária." [...]

Entender as opressões para combatê-las

10/11/2017 // 9 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Não se trata mais apenas expressar os interesses de uma classe operária entendida como sujeito coletivo unitário, mas de construir a vontade política e a unidade na ação de uma multiplicidade de grupos dominados. Para isso, entender com profundidade como se cruzam as diversas estruturas de opressão é fundamental." [...]

A democracia e a Rússia revolucionária

18/08/2017 // 8 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Os primeiros anos da Rússia revolucionária testemunharam a convivência contraditória entre (por um lado) um espírito decididamente libertário, com uma explosão criativa nas artes e na cultura e sua transformação num verdadeiro laboratório de novas práticas sociais, emancipadoras e voltadas à ampliação da autonomia de todos e de cada um, e (por outro lado) as exigências autoritárias da guerra e da reconstrução econômica do país." [...]

Diretas já – pelos direitos e pela democracia

18/05/2017 // 7 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Os últimos desdobramentos da crise política deixam claro que se tornou insustentável a permanência de Michel Temer no poder. As evidências que partem das denúncias de Joesley Batista são fortes demais, mesmo com a enorme tolerância que cerca o atual governo. A reação da bolsa de valores e do câmbio mostra que o capital entendeu que a manutenção de Temer gera desgaste excessivo. Se ele alimentou a esperança de abafar o escândalo com a cumplicidade do Congresso, do Judiciário e da mídia, como vinha fazendo até agora, essa esperança se desfez nas últimas horas." [...]

O futuro da democracia no Brasil

05/05/2017 // 9 comentários

Por Luis Felipe Miguel / Sem mobilização social permanente para além das instituições políticas, por meio das greves, ocupações, manifestações, “perturbações da ordem pública” e outros atos de desobediência civil, permaneceremos prisioneiros do dilema que sempre assombrou a política brasileira: o regime democrático só sobrevive quando abre mão do enfrentamento das desigualdades. [...]

O fim daquele medo bobo

03/03/2017 // 23 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "A história política brasileira é marcada por canções. Foi “Para não dizer que não falei de flores”, no momento de fechamento do regime militar; “Apesar de você”, quando a derrota da esquerda estava configurada; “O bêbado e a equilibrista”, na luta pela anistia; “Vai passar”, anunciando a redemocratização; “Brasil, mostra a tua cara”, para as decepções da Nova República, e assim por diante. A trilha sonora do momento brasileiro é “Medo bobo”, imortalizada (?) por Maiara e Maraisa – o que, por si só, revela a decadência criativa da música popular, mas essa é outra conversa. Tal como o casal da música, o governo do Michel ficou paralisado por um medo que, mais tarde, percebeu que não tinha razão de ser." [...]