Jones Manoel

“Negacionismo” de esquerda: militares e genocídio

15/04/2021 // 3 comentários

Jones Manoel / "Seguindo a tradição brasileira, vemos agora a costura de um novo pacto. De olho em 2022, babando para se aliar com quem até outro dia desses era chamado de 'golpista', vários nomes e setores da esquerda brasileira preparam terreno para o grande pacto de esquecimento do século XXI." [...]

Quando deixamos de exigir o impossível

10/09/2020 // 1 comentário

Jones Manoel / "A burguesia ganhou a luta de classes no século vinte. Precisamos de um balanço histórico e político sério da época contrarrevolucionária em que vivemos e das últimas décadas da esquerda brasileira. Só assim poderemos libertar nossa imaginação política do pragmatismo rasteiro em que ela se encontra aprisionada." [...]

O lugar de Marx e Engels na modernidade: raça, colonialismo e eurocentrismo

31/07/2020 // 1 comentário

Por Jones Manoel / "O materialismo histórico, na época de Marx e Engels, não combatia apenas o idealismo e outras formas filosóficas burguesas. Batia de frente com as teorias racialistas. O marxismo, antes de qualquer “adaptação nacional” nos países dependentes, coloniais e semicoloniais da África, Ásia ou América Latina e Caribe, já estava inclinado a transformar-se numa indispensável arma na luta antirracista e anticolonial." [...]

A humanidade partida: reflexões fanonianas sobre a pandemia

02/06/2020 // 5 comentários

Por Jones Manoel / "A humanidade, enquanto a unidade do gênero humano numa comunidade de interesses histórico-universais, não existe. É uma potencialidade não realizada. A ameaça ao gênero humano como um todo, a exemplo da atual pandemia, não vai produzir um apagamento dessas contradições dilacerantes." [...]

O negro no mundo (intelectual) do branco: breve nota sociológica

11/02/2020 // 3 comentários

Por Jones Manoel / "O intelectual negro tende a passar por um profundo sentimento de isolamento e solidão nos ambientes universitários e nos espaços intelectualizados porque não se reconhece nos seus pares, nos temas de pesquisa disponíveis nem na simbologia desses locais. Mesmo quando o sujeito não é militante e não tem qualquer nível de debate crítico, ele inevitavelmente sente isso como um mal-estar difuso. É como se a dinâmica em funcionamento gritasse todos os dias que “este não é o seu lugar”. [...]