Colaborações especiais

O que se continua buscando no bolsonarismo!?

16/05/2026 // 1 comentário

Felipe Brito: "Tanto as 'normatividades' territoriais armadas quanto a 'prerrogativa' estatal de 'tocar o terror', com suas subjacentes cargas traumatizantes, não apenas municiam um entrincheiramento (hiper)individualista, mas fornecem a ele um contorno securitário (que conduz, por exemplo, ao armamentismo, um dos baluartes do bolsonarismo). E, assim, anaboliza os protótipos de desconfiança (anti)social e abastece as interpelações bolsonaristas." [...]

Recrutando no Shopping 

15/05/2026 // 1 comentário

Bruna Della Torre e Eduardo Altheman: "Recrutar no shopping significa transformar a vida militar em mais um estilo de vida a ser consumido. Ainda mais sintomática do que a ausência dos termos “nacionalismo” ou 'patriotismo', a palavra 'guerra' nunca aparece – embora seja ela, é claro, a raison d’être de toda a operação." [...]

Luiz Carlos Prestes, Euclides da Cunha e a Semana Euclidiana de São José do Rio Pardo 

29/04/2026 // 1 comentário

Anita Prestes: "Grande admirador de Euclides da Cunha, Prestes lera Os sertões ainda durante o curso na Escola Militar, no Rio de Janeiro. Muito antes de sua adesão ao marxismo e ao comunismo no final dos anos 1920, Luiz Carlos Prestes cultivaria um interesse permanente pela vida e obra do notável escritor. [...] Valorizava muito as posições de Euclides da Cunha favoráveis a Marx, algo inusitado nos meios intelectuais do Brasil no final do século XIX e início do século XX. Costumava citar e recomendar a leitura de 'Contrastes e Confrontos'." [...]

O macho e o cu

23/04/2026 // 8 comentários

Douglas Barros: "O que a fala de Paulo Galo revela é justamente um imaginário do trabalhador cuja genealogia se liga à noção protestante do que é ser trabalhador. Numa sociedade como a brasileira – cujas raízes coloniais permanecem operando os modos de distribuição dos corpos – esse trabalhador imaginário será branco, e sua sexualidade, marcada pela normatividade. Quem dá o cu, supostamente, não trabalha." [...]

Morrer por uma causa justa: o individualismo encantado da extrema direita  

17/04/2026 // 1 comentário

Thiago Turibio: "Como o bolsonarismo pôde soldar, com o fogo do entusiasmo, o favelado e o rentista bilionário, o precário e o dono da fábrica, o sem terra e o barão da soja? Em tempos comuns, esse tipo de prestidigitação desmoraliza o mágico, não convence. Algo na materialidade brasileira, e do mundo, deve ter mudado para que a comunidade de interesse fascista voltasse a ter capilaridade e poder de encantamento. " [...]

A nova luta de classes é uma luta pelo tempo: da escala 6×1 à gestão algorítmica da vida

08/04/2026 // 1 comentário

Erik Gomes: "O que está em jogo é a própria configuração da classe trabalhadora contemporânea, fragmentada, dispersa, submetida a formas múltiplas e combinadas de subordinação que vão do chão da fábrica ao algoritmo, do contrato de experiência à pejotização compulsória. A pergunta que a mobilização contra a escala 6x1 recoloca, sob forma popular e concreta, é a mesma que atravessa toda a tradição crítica da economia política: quem controla o tempo social?" [...]

1936: 90 anos da prisão de Luiz Carlos Prestes e da criação do Tribunal de Segurança Nacional (TSN)

02/04/2026 // 1 comentário

Anita Prestes analisa o contexto repressivo instaurado após 1935 e as condições de prisão de Luiz Carlos Prestes: “Se não foi torturado fisicamente, como aconteceu com centenas de outros presos, Prestes foi submetido a tortura psicológica, pois, além do isolamento, não podia receber notícias da família nem da situação de Olga. Ele sofreu o impacto da notícia da extradição dela para a Alemanha pela leitura de um jornal.” [...]

W. E. B. Du Bois e a disputa pela verdade histórica nos Estados Unidos

31/03/2026 // 1 comentário

W.E.B. Du Bois: "Ninguém que leia a história dos Estados Unidos entre 1850 e 1860 pode ter a menor dúvida de que a escravidão dos negros foi a causa da Guerra Civil, e, no entanto, na época e desde então, aprendemos que uma grande nação assassinou milhares e destruiu milhões por causa de doutrinas abstratas sobre a natureza da União Federal"  [...]

Só há um mundo: cinco hipóteses contra a falência da crítica e por um novo horizonte comunista 

20/03/2026 // 1 comentário

Douglas Barros: "Existe uma multiplicidade de formas de habitar o mundo. Mas o mundo mesmo é apenas um: não como uma unidade homogênea que apaga as diferenças, mas como o campo comum de realidade histórico-material dentro do qual diferentes coletivos humanos estabelecem relações, conflitos e trocas simbólicas. Capturar essa tensão também implica compreender que multiplicidade e unidade não são dicotomias fechadas, mas antagonismos recíprocos que se retroalimentam" [...]