José Paulo Netto

Sociedad Latinoamericana György Lukács: uma excelente ideia

13/03/2017 // 3 comentários

Por José Paulo Netto / "Surgiu, há pouco, uma excelente ideia – que já está sendo divulgada entre nós e em vários países da América Latina – que merece uma atenção especial e que, penso, diz respeito a todos aqueles que, independentemente de suas posições ideoteóricas, têm intervenção/interesses no chamado mundo da cultura. Trata-se da proposta da criação da Sociedad Latinoamericana György Lukács, formulada pelo Prof. Miguel Vedda, da Universidade de Buenos Aires, personalidade já conhecida nos meios acadêmicos brasileiros e admirada pela sua competência e rigorosa produção no domínio da teoria estética e dos estudos literários. A meu juízo, a proposta de Vedda deve ser divulgada, debatida e implementada." [...]

Avelãs Nunes e a história da Economia Política

15/02/2017 // 7 comentários

Por José Paulo Netto / "O nome de Avelãs Nunes é bastante conhecido nos meios acadêmicos do Direito no Brasil. Mas não é a intervenção jurídico-acadêmica de Avelãs Nunes que atrai meu interesse aqui. É como historiador do pensamento econômico que me importa lembrá-lo aqui." [...]

Recordando Garaudy, um homem de fé

14/11/2016 // 1 comentário

Por José Paulo Netto / "A trajetória de Roger Garaudy não me parece a de um “renegado”. Ao longo dos seus quase cem anos de vida, jamais traiu os valores fundamentais com que se comprometeu na juventude. Examinada com atenção e sem preconceitos, a sua trajetória revela-se como o itinerário de um teólogo frustrado que nunca perdeu a fé." [...]

Eneida, a voz poderosa

31/10/2016 // 2 comentários

Por José Paulo Netto / "É possível arriscar a hipótese de que as novas gerações brasileiras, mesmo nos seus segmentos letrados e que passam pela academia, não conheceram/conhecem Eneida. Se a hipótese tem pertinência, agora o que há a fazer é contribuir para que este público se interesse por conhecê-la. Estas gerações só têm a ganhar – sob todos os aspectos – se também ouvirem a voz poderosa de Eneida." [...]

Caudwell, pioneiro da crítica marxista inglesa

19/09/2016 // 1 comentário

Por José Paulo Netto / "Parece haver um consenso mínimo entre os estudiosos do marxismo inglês: na crítica da literatura (e, mais amplamente, da cultura), há um autor seminal – Christopher Caudwell. Ele é o ponto fundacional de um complexo desenvolvimento balizado sintética e diferencialmente pelas obras de George Thomson, Raymond Williams e, enfim, Terry Eagleton. Caudwell, estranho ao meio acadêmico, inaugura a reflexão marxista sobre a literatura e a cultura na Inglaterra." [...]

V. Perlo e H. Magdoff: americanos diferentes, americanos notáveis

15/08/2016 // 2 comentários

Por José Paulo Netto / "Estes dois americanos, diferentes e notáveis, permanecem como exemplos para os pesquisadores e intelectuais que, na entrada do século XXI, nos mais diversos cantos do mundo, dispõem-se a contribuir para a solução socialista dos dilemas que hoje ameaçam a existência da humanidade." [...]

A. Lifschitz, editor e crítico

11/07/2016 // 1 comentário

Por José Paulo Netto / "Já vinha de 1930 a amizade que vinculou Lifshitz a Lukács, quando este passou meses em Moscou e teve conhecimento de textos do “jovem” Marx, ainda inéditos, no Instituto Marx-Engels-Lenin. Foi então que iniciaram a colaboração intelectual que os uniu ao longo dos anos 1930: ambos sustentavam a tese, à época original, de que a partir dos materiais marxianos seria possível construir uma estética especificamente marxista. Em vários passos de seus textos autobiográficos, Lukács – que dedicou a Lifschitz um de seus livros fundamentais, 'O jovem Hegel', concluído em 1938, mas só publicado dez anos depois – refere-se à sua relação com ele." [...]

Ainda vale a pena ler J. D. Bernal, o sábio

10/06/2016 // 4 comentários

Por José Paulo Netto / "Nada justifica o relativo esquecimento, ou desconhecimento, da obra de J. D. Bernal pelas gerações atuais. Ao contrário: a sua leitura, com as lentes críticas que o tempo presente disponibiliza, qualifica os jovens pesquisadores para uma enriquecida compreensão do desenvolvimento científico e para a urgente necessidade de superar o fosso entre os especialistas das ciências duras e os que se dedicam à teoria social. Um fosso que tem propiciado, no campo das ciências sociais e humanas, a proliferação das imposturas intelectuais (a expressão é de Sokal e Bricmont) que fazem as delícias pós-modernas." [...]