Continuar falando sobre a Palestina significa, sobretudo, aprender a escutar sem exigir a cada dia uma nova imagem insuportável. Ninguém deveria precisar exibir o corpo de seu filho para voltar a merecer atenção. A criança que procura uma escola, o agricultor impedido de alcançar sua terra e a família que tenta reconstruir uma casa já têm razões suficientes para exigir nossa presença política. Aproximamo-nos dos três anos do 7 de outubro com uma responsabilidade que o “cessar-fogo” não suspendeu. Enquanto a liberdade palestina continuar adiada, não temos o direito de tratar essa história como assunto encerrado.
[...]