Flávio Aguiar

O Dia D

07/09/2017 // 3 comentários

Por Flávio Aguiar / "Quando criança eu adorava soldadinhos de chumbo. Os que eu tinha eram herança de meu avô e de meu pai. Resistiram ao tempo, resistiriam a mim." [...]

As minhas revoluções soviéticas

17/08/2017 // 1 comentário

Por Flávio Aguiar / "A evocação mais pungente e pessoal dos tempos soviéticos se deu em conversa com um velho professor de História e militante comunista. Perguntado se ele tinha saudade do regime comunista, ele disse que não (isto em 1996, cinco anos depois da queda do Muro). Disse que o regime virara algo policialesco, mais ocupado em controlar seus cidadãos do que em combater 'o outro lado'. Mas acrescentou: 'eu tenho saudades dos sonhos que tive, e hoje não tenho mais'. Esta crônica é dedicada, como homenagem, a este velho militante, o Comunista Desconhecido, cujo nome não sei, e a seus sonhos. Que eles possam renascer das cinzas em que hoje estamos mergulhados." [...]

Lembrança de Marco Aurélio Garcia

21/07/2017 // 3 comentários

Por Flávio Aguiar / "Esta é a lembrança mais constante que tenho dele: sorridente e feliz, engraçado e irônico, profundo e grave nos momentos necessários, mas sempre pronto para um pique veloz na direção da alegria e do bom humor." [...]

Os grandes detetives têm intuições, convicção e… provas!

05/07/2017 // 5 comentários

Por Flávio Aguiar / "O mais famoso dos primeiros detetives da Scotland Yard – Jack Whicher –, lembra, de longe, os tenazes procuradores e juízes de Curitiba, Brasília e arredores, empenhados em desdobrar em acusações as suas convicções arraigadas em sua personalidade. Além disto, Whicher, reconhecidamente, inspirou a criação de uma plêiade de detetives ingleses, incluindo o famoso Sherlock Holmes. É. Mas há diferenças gritantes. A mais importante delas é a de que uma vez estabelecida a sua convicção, o trabalho do detetive se concentrava na obtenção de provas materiais que a corroborassem. Sem isto, o caso desabava. " [...]

As paixões de Antonio Candido

22/06/2017 // 2 comentários

O artigo que se segue foi preparado pelo professor e escritor Flávio Wolf de Aguiar a partir do texto-base da homenagem feita por ele a Antonio Candido de Mello e Souza na abertura do III Salão do Livro Político no dia 5 de junho de 2017. Recebida pela sua filha, Marina de Mello e Souza, a homenagem foi sucedida por uma conferência da presidente eleita Dilma Rousseff. Confira o vídeo completo da abertura ao final deste post. [...]

Antonio Candido, intérprete do Brasil

12/05/2017 // 5 comentários

Em homenagem a Antonio Candido de Mello e Souza, crítico literário, engajado militante socialista e figura pioneira da nossa dita "tradição crítica", que nos deixou hoje, dia 12 de maio de 2017, o Blog da Boitempo disponibiliza, na íntegra, o capítulo dedicado a ele, e assinado por Flávio Aguiar, no livro "Intérpretes do Brasil: clássicos, rebeldes e renegados", organizado por Luiz Bernardo Pericás e Lincoln Secco. [...]

O primeiro e-book a gente nunca esquece

04/05/2017 // 4 comentários

Por Flávio Aguiar / "Acaba de sair na praça virtual meu primeiro e-book: trata-se de um romance policial, O legado de Capitu. Sinto-me assim como se tivesse atravessado o Rubicão, tanto pelo novo formato (para mim) da edição, quanto por ter passado a fronteira de um novo (também para mim) gênero." [...]

O perigoso Flávio Wolf de Aguiar

18/01/2017 // 8 comentários

Por Flávio Aguiar / "Quem assistiu A vida dos outros certamente se lembrará do agente Gerd Wiesler (representado por Ulrich Mühe, infelizmente já falecido), da Stasi da Alemanha Oriental, aliás HGWXX17, que era seu código de registro no serviço secreto, a quem o livro do dramaturgo perseguido e por ele salvo é dedicado no final. Bem, cada um tem o HGWXX17 que merece. Ou pode ter." [...]

2016, o ano que não deveria ter começado…

03/01/2017 // 8 comentários

Por Flávio Aguiar / "Quando o Papa Gregório XIII instituiu seu novo calendário em 1582, o mundo pulou magicamente de 4 de outubro para 15 do mesmo mês. 10 dias (de 5 a 14 de outubro) foram simplesmente suprimidos. Fico assaltado por uma dúvida: me refugiar nestes dias que não existiram, o que equivaleria a um exílio para sempre, ou pedir ao Papa Francisco I que cancele o ano de 2016, fazendo-nos pular de 2015 para 2017, o ano do centenário da Gloriosa Revolução. " [...]