Flávio Aguiar

Antonio Candido, intérprete do Brasil

12/05/2017 // 5 comentários

Em homenagem a Antonio Candido de Mello e Souza, crítico literário, engajado militante socialista e figura pioneira da nossa dita "tradição crítica", que nos deixou hoje, dia 12 de maio de 2017, o Blog da Boitempo disponibiliza, na íntegra, o capítulo dedicado a ele, e assinado por Flávio Aguiar, no livro "Intérpretes do Brasil: clássicos, rebeldes e renegados", organizado por Luiz Bernardo Pericás e Lincoln Secco. [...]

O primeiro e-book a gente nunca esquece

04/05/2017 // 2 comentários

Por Flávio Aguiar / "Acaba de sair na praça virtual meu primeiro e-book: trata-se de um romance policial, O legado de Capitu. Sinto-me assim como se tivesse atravessado o Rubicão, tanto pelo novo formato (para mim) da edição, quanto por ter passado a fronteira de um novo (também para mim) gênero." [...]

O perigoso Flávio Wolf de Aguiar

18/01/2017 // 8 comentários

Por Flávio Aguiar / "Quem assistiu A vida dos outros certamente se lembrará do agente Gerd Wiesler (representado por Ulrich Mühe, infelizmente já falecido), da Stasi da Alemanha Oriental, aliás HGWXX17, que era seu código de registro no serviço secreto, a quem o livro do dramaturgo perseguido e por ele salvo é dedicado no final. Bem, cada um tem o HGWXX17 que merece. Ou pode ter." [...]

2016, o ano que não deveria ter começado…

03/01/2017 // 8 comentários

Por Flávio Aguiar / "Quando o Papa Gregório XIII instituiu seu novo calendário em 1582, o mundo pulou magicamente de 4 de outubro para 15 do mesmo mês. 10 dias (de 5 a 14 de outubro) foram simplesmente suprimidos. Fico assaltado por uma dúvida: me refugiar nestes dias que não existiram, o que equivaleria a um exílio para sempre, ou pedir ao Papa Francisco I que cancele o ano de 2016, fazendo-nos pular de 2015 para 2017, o ano do centenário da Gloriosa Revolução. " [...]

Vida de cachorro

16/11/2016 // 3 comentários

Por Flávio Aguiar / "“A gente deveria ser como os cachorros imaginam que a gente é: leal, gentil, fiel…” Sabedoria do veterinário que cuidava de meus cães. Mas na vida, esta imagem ideal do mundo canino tem sua contrapartida demoníaca: certos donos exigem de seus cães subserviência, ferocidade contra os outros, um banditismo assassino… É disto que trata o romance 'Cabo de guerra', de Ivone Benedettii: daquilo que se exige dos cachorros. Só que aqui os cachorros são humanos: designam aqueles ex-guerrilheiros que eram recrutados pela repressão para, voltando a seus quadros, os delatarem, ajudando a destruí-los. O protagonista-narrador do romance é um deles." [...]

A República do Bananal

11/10/2016 // 5 comentários

Por Flávio Aguiar / "Era uma vez a República do Bananal. Com uma peculiaridade: nela, banana era do gênero masculino. Porque depois de um certo tempo, só bananas masculinos entrevam pro governo. Por isto ela era também conhecida como a República dos Bananas. Havia milhões de bananas – de todos os sexos – na República do Bananal. Havia dois times de futebol – os azuis e os vermelhos. Muito tempo atrás houve uma história muito confusa." [...]

Manifesto em favor do arco-íris

06/10/2016 // 5 comentários

Por Flávio Aguiar / "5 de outubro de 2016: o governo anuncia que quer tirar o Brasil do vermelho. Não é bem assim. Porque este governo está transformando o Brasil num cheque sem fundo para os brasileiros, mas especial e sem limite para as multinacionais, as petroleiras, as financeiras. Na verdade o que o governo quer é expulsar o vermelho do Brasil. Não vai dar certo. Pra começo de conversa, o governo teria de aprovar uma PEC reformando o arco-íris." [...]

O caso das merendas italianas

28/09/2016 // 9 comentários

Por Flávio Aguiar. Convenhamos: “o caso das merendas italianas” poderia ser o título de um romance policial, no estilo Miss Marple, com envenenamentos à vista. Mas não é. Ao invés, é o [...]