Flávio Aguiar

Lúcifer! Lúcifer! Lúcifer!

21/01/2020 // 1 comentário

Por Flávio Aguiar / "Deparei com uma aluna que fazia o sinal da cruz cada vez que eu dizia a palavra “Diabo”. No começo a benzeção me incomodou. Depois, acho que inconscientemente, despertou em mim um viés algo sádico. Como Cristo multiplicara pães e peixes, comecei a multiplicar as referências ao Capiroto, com ênfase crescente." [...]

No trem

19/12/2019 // 1 comentário

Por Flávio Aguiar / "Acabamos aportando na estação de um hotel de luxo, onde podíamos comer durante o dia. Dormíamos no trem. Havia cerca de 100 passageiros, distribuídos em três vagões. Devido ao frio, dormíamos todos num único vagão, empilhados e amassados uns aos outros para nos aquecermos. Ali desfrutei da experiência que inspirou este poema." [...]

O levante dos búfalos

22/11/2019 // 5 comentários

Por Flávio Aguiar / "Na Índia, onde esta história se passa, vacas, bois, touros e seus rebentos são sagrados. Isso é mais que sabido. O que não se sabe é que então os búfalos arcam com o prejuízo. Fazem o trabalho pesado. [...]

O governo Bolsonaro e a Teoria Literária

12/06/2019 // 1 comentário

Northrop Frye desenvolveu um complexo sistema para situar, de acordo com suas características em relação às do leitor comum, os personagens de uma obra. Flávio Aguiar aplicou-o à tragicomédia de erros do Governo Bolsonaro e seus arredores. [...]

Os sinais da decadência vêm de longe…

09/05/2019 // 1 comentário

"Bolsonaro veste chinelo? Jânio vestia alpargatas Sete-Vidas, com sola de borracha." Flávio Aguiar faz um breve panorama das estratégias da direita frente ao Governo Federal desde o fim do Estado Novo até os tempos que correm. [...]

Marighella: o filme e a resistência de ontem e de hoje

18/02/2019 // 1 comentário

De Berlim, Flávio Aguiar escreve sobre a estreia de "Marighella", de Wagner Moura: "Retratando os guerrilheiros como participantes de uma luta desesperada para se contrapor ao regime ditatorial, num momento em que todas as liberdades e garantias democráticas eram anuladas pela ditadura de então, o filme não deixa de mostrar todas as contradições e limites da luta armada que abraçaram. O filme está longe de ser uma apologia da violência, embora também não queira fazer o julgamento post-mortem dos que escolheram o caminho da guerrilha urbana, nem daqueles que sobreviveram até hoje." [...]