Colaborações especiais

A Teoria Crítica no “Fim de partida” 

10/06/2026 // 1 comentário

Bruna Della Torre: "O botão já foi apertado. A aniquilação por uma bomba atômica não pode ser um exercício especulativo – daí a ingenuidade da ficção científica que a pensa sob a forma do “e se…” e da mudança de sentido da dialética benjaminiana. Nada a especular, nem passível de adiamento. É preciso entender o que já aconteceu. Qualquer pretensão de abordar o fim do mundo como algo do futuro é necessariamente ideológica." [...]

Três correntes no marxismo debateram a excepcionalidade brasileira

08/06/2026 // 1 comentário

Valerio Arcary: "O capitalismo no Brasil, entendido como capitalismo comercial, não foi tardio. Tardias foram a urbanização e a industrialização. E não há capitalismo sem capitalistas. Esse esclarecimento é uma dívida que o marxismo tem com Caio Prado Júnior. Foi ele quem formulou no Brasil, pela primeira vez, pioneiramente, ainda nos anos quarenta do século XX, o problema." [...]

Günther Anders, o inimigo do apocalipse

22/05/2026 // 1 comentário

Jorge Grespan apresenta "O inimigo do apocalipse", de Felipe Catalani, livro do mês do Armas da Crítica: "Ainda pouco conhecida no Brasil, a obra de Günther Anders é examinada com uma precisão conceitual que não deixa de lado a poesia de sua prosa e a experiência radical que a constitui. Este livro vem à luz num momento histórico que torna suas ideias cruciais." [...]

“Bella ciao” e seus inimigos 

21/05/2026 // 1 comentário

Alvaro Bianchi escreve sobre "Bella ciao, per la libertà", documentário de Giulia Giapponesi: "'Bella ciao' ajudou a condensar uma experiência coletiva complexa, feita de luta armada, sofrimento, esperança e reconstrução democrática. Sua força residia na possibilidade de ser cantada em comum, até mesmo por quem não sabia a letra. Era um gesto de reconhecimento, pertencimento e afirmação de uma esperança coletiva nascida da derrota do fascismo e do nazismo." [...]

O que se continua buscando no bolsonarismo!?

16/05/2026 // 1 comentário

Felipe Brito: "Tanto as 'normatividades' territoriais armadas quanto a 'prerrogativa' estatal de 'tocar o terror', com suas subjacentes cargas traumatizantes, não apenas municiam um entrincheiramento (hiper)individualista, mas fornecem a ele um contorno securitário (que conduz, por exemplo, ao armamentismo, um dos baluartes do bolsonarismo). E, assim, anaboliza os protótipos de desconfiança (anti)social e abastece as interpelações bolsonaristas." [...]

Recrutando no Shopping 

15/05/2026 // 1 comentário

Bruna Della Torre e Eduardo Altheman: "Recrutar no shopping significa transformar a vida militar em mais um estilo de vida a ser consumido. Ainda mais sintomática do que a ausência dos termos “nacionalismo” ou 'patriotismo', a palavra 'guerra' nunca aparece – embora seja ela, é claro, a raison d’être de toda a operação." [...]

Luiz Carlos Prestes, Euclides da Cunha e a Semana Euclidiana de São José do Rio Pardo 

29/04/2026 // 1 comentário

Anita Prestes: "Grande admirador de Euclides da Cunha, Prestes lera Os sertões ainda durante o curso na Escola Militar, no Rio de Janeiro. Muito antes de sua adesão ao marxismo e ao comunismo no final dos anos 1920, Luiz Carlos Prestes cultivaria um interesse permanente pela vida e obra do notável escritor. [...] Valorizava muito as posições de Euclides da Cunha favoráveis a Marx, algo inusitado nos meios intelectuais do Brasil no final do século XIX e início do século XX. Costumava citar e recomendar a leitura de 'Contrastes e Confrontos'." [...]

O macho e o cu

23/04/2026 // 8 comentários

Douglas Barros: "O que a fala de Paulo Galo revela é justamente um imaginário do trabalhador cuja genealogia se liga à noção protestante do que é ser trabalhador. Numa sociedade como a brasileira – cujas raízes coloniais permanecem operando os modos de distribuição dos corpos – esse trabalhador imaginário será branco, e sua sexualidade, marcada pela normatividade. Quem dá o cu, supostamente, não trabalha." [...]