A covardia de Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho abriu uma queixa-crime em reação à minha coluna aqui no Blog da Boitempo. A petição jurídica é um documento de autoconfissão da miséria intelectual que assola nosso país. É disso que é feita essa empáfia bélica baseada na retórica das armas: a covardia.

Por Christian Ingo Lenz Dunker.

Olavo de Carvalho abriu uma queixa-crime contra mim por calúnia, difamação e injúria baseando-se em uma coluna, publicada aqui no Blog da Boitempo, na qual eu o apresento como “ideólogo de Bolsonaro”. A queixa baseia-se na suposta afirmação de que Olavo não tem diploma universitário. Diz ela:

“o querelado, num revezamento macabro, em tese, com outros mercenários, incautos ou subservientes aos podres poderes populistas bolivarianos, aduzem com ênfase que; o Mestre Olavo não teria curso reconhecido, como se isso nos impedisse de admirar Jô Soares, Silvio Santos, Pelé, Ronaldo Fenômeno, Santos Dumont e tantos outros gênios em suas áreas.”1

A petição é um exemplo estético-jurídico do tosco brasileiro, que testemunha o rigor textual que encontramos nas argumentações de Olavo de Carvalho, pois na coluna em questão eu afirmava justamente que:

“O fato de que ele não tem nenhuma formação regular, como uma graduação em ciências humanas, nem mestrado nem doutorado, não deveria ser um empecilho, afinal existem muitos bons pensadores que vieram de fora do sistema universitário ou permaneceram em sua periferia.”

Christian Dunker, “Olavo de Carvalho, o “ideólogo de Bolsonaro”, contra o professor Haddad”, Blog da Boitempo, 15 out. 2018.

Ou seja, a paranoia de Olavo o faz repetir meu argumento em sua própria queixa, como que a antecipar uma crítica que eu não fiz, mas que quiçá o atormenta. Isso é o que se chama de falta de rigor. Em filosofia, rigor é critério de método, seja na precisão, seja na compreensão, interpretação e crítica de textos. Em vez disso, abundam termos desqualificativos como “mercenário” e “bolivariano”, assim como a típica “humildade” que coloca a si próprio ao lado de… “Ronaldo Fenômeno”. A comparação é simples: Olavo estaria para a filosofia assim como Santos Dumont está para a aviação. Complemento: Eike Batista e os donos da JBS “não têm formações acadêmicas basais”. Só faltou dizer: “o Palmeiras não tem mundial, e daí?”

Mas o que declaro aqui em primeira mão é que Olavo de Carvalho perdeu o processo que movia contra mim, como perdeu todos os sete outros processos que foram julgados até aqui. Vai ter que pagar advogado, custas e tudo mais. Estes foram os termos da juiz que que me deu ganho de causa:

“Mostra-se incompatível, com o pluralismo de ideias (que legitima a divergência de opiniões), a visão daqueles que pretendem negar, aos meios de comunicação social (e aos seus profissionais), o direito de buscar e de interpretar as informações, bem assim a prerrogativa de expender as críticas pertinentes.”

Posso traduzir para você, Olavo, aqui no nosso cantinho da verdade, em síntese quase dialética entre seu estilo e o meu: chupa que é de uva, senta que é de menta.

Mas voltemos à causa. Argumentei, no referido artigo, que o problema não estava na ausência de diploma, mas na irrelevância da produção de Olavo, segundo critérios quantitativos que valem para qualquer pesquisador e que qualquer leitor pode verificar por si mesmo em bases informáticas de dados que contam quantas vezes a obra de alguém é mencionada por outros, indicando sua consequência ou importância para aquela área. O livro O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota foi citado 39 vezes por especialistas; O imbecil coletivo, apenas 28 vezes; e O jardim das aflições, 36 vezes – na maior parte dos casos como exemplos da ascensão do novo irracionalismo brasileiro. Para ter uma base de comparação, Paulo Freire, que o governo quer destituir como patrono da educação é, atualmente, o autor brasileiro mais citado, com 342.711 menções. Marilena Chaui, uma das autoras preferencialmente atacadas por Olavo, e que tem idade comparável à dele, possui 24.095. Ou seja, leia com atenção, agora por extenso: vinte e quatro mil e noventa e cinco trabalhos a mencionam como fonte fidedigna de pesquisa.

A petição jurídica de Olavo é um documento de autoconfissão da miséria intelectual que assola nosso país. Dele passo agora a extrair os termos vexatórios da peça jurídica a que fomos expostos:

  1. Amiguismo intelectual. Presente em expressões como “ao nosso sentir: meu e do Mestre Olavo”, repetida três ou quatro vezes, combinando a elitização provinciana da linguagem com a grandiloquência da cultura de bacharel passadiço.
  2. Citacionismo. Uso de referências eruditas feitas para impressionar. Por exemplo: Santo Agostinho, Tomás de Aquino, Sócrates e Aristóteles, autores que teriam sido lidos por Olavo. Frases de efeito do tipo: “o que fazemos em vida ecoa pela eternidade”, de Marcus Aurelius (com nome em latim em vez do usual Marco Aurélio, um caso de exibicionismo para incautos).
  3. Intimidação. Exemplificada pela interrogação ao juiz: “de qual o lado o meritíssimo quer passar para a história?”. Pérolas do mau gosto retórico combinam-se com referências totalmente estranhas à matéria em juízo: “pústulas, que não passam de traidores da pátria, que por intermédio de expedientes heterodoxos, vem lesando os cofres públicos e a nossa pátria mãe gentil. Faz parte de um plano macabro para assassinar reputações […]”; ou: “canalhas, canalhas e canalhas nada mais do que subservientes aos poderes populistas bolivarianos”.
  4. Defesa contextual. Aqui entra de tudo: “Lula, o chefe de uma organização criminosa”, “notinhas contra Deltan e Moro”, “IBOPE e Instituto Vox”, “fome e sede na Coréia do Norte, Cuba e Venezuela”.
  5. Ausência de volumetria egóica. A acusação arrola como testemunhas para um caso de disputa textual nada menos do que o ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, a ministra Damares Alves e o ex-ministro Ricardo Vélez Rodrigues.

O conjunto da obra é um exemplo maiúsculo do tosco brasileiro na área do marketing jurídico. O autointitulado “maior pensador do Brasil” tinha a seu dispor vários argumentos. Ele poderia ter dito que a contagem de citações é um índice muito tecnocrático, mas aparentemente ele não conseguiu entender a crítica e transformou isso em uma “contagem de palavras” ou de livros publicados. Ele poderia ter dito, ainda, que a quantidade de menções refletiria simplesmente aquilo que já sabíamos: todos os universitários, não só os brasileiros, estão envolvidos nesta grande conspiração vermelha que tomou conta do mundo. Ele poderia ter mostrado textualmente como a Escola de Frankfurt defende a erotização das relações entre mãe e filho, contrariando ao que objetei em minha crítica. Mas, em vez disso, o “vacilão” escolhe partir para a intimidação jurídica. Ou seja, confessa assim que seus argumentos não são suficientes e se acovarda no plano das ideias. Arrega como arregou no desafio lançado por Débora Diniz para que ele viesse debater no Brasil. É disso que é feita esta empáfia bélica baseada na retórica das armas: a covardia.

O ideólogo de Bolsonaro xinga e esperneia, mas quando é confrontado no texto apela para o papaizinho jurídico. Perdeu na bola, grita e recorre à justiça. O parecer do Ministério Público comenta da seguinte maneira a queixa de Olavo:

“Não há como cogitar, portanto, que o querelado, ao proferir suas críticas, estivesse no afã de atingir a honra objetiva do querelante.”2

Será que se poderia dizer o mesmo das afirmações alopradas de Olavo, do tipo:

“Pegue um garoto alfabetizado pelo método socioconstrutivista e aplique-lhe um enema de Jacques Lacan na faculdade. Ele vira o Christian Donkey.”

Parece que depois da “mamadeira de piroca”, o “enema de Lacan” tornou-se o novo fetiche da fixação anal que tomou conta do governo.

A prática compulsiva de processos jurídicos é uma espécie de compensação sintomática, como que levar a sério o que o outro diz para ocultar sua própria inconsequência com a própria palavra. Isso ocorre com Olavo, isso ocorre com Bolsonaro: a cada semana digo algo diferente e oposto no Twitter e tudo bem. No meio da confusão, ninguém paga a conta. Essa inconsequência com as palavras é a cláusula de isenção para o programa eleitoral de Bolsonaro e suas sucessivas inequidades discursivas no governo. Quando alguém responde na mesma moeda, ou um pouco menos, a pessoa se sente ofendida e processa seu opositor. O acusacionismo tomou conta do país e, com ele, os acusões. Quando sua filha, Heloisa Arribas, denunciou o descaso e abuso sexual sofrido na infância, a resposta de Olavo foi a mesma: processar e acusar a própria filha.

É essa nuvem contagiosa e imbecilizante que estamos enfrentando. Olavo de Carvalho processou Daniel Tourinho Perez, professor de filosofia da UFBA, porque este mostrou como ele não sabe ler Kant. Processou Gilberto Dimenstein quando este apresentou dados sobre sua suspeita situação econômica. Pede dinheiro aos discípulos para despesas médicas e o emprega em despesas jurídicas. Morando fora do Brasil, esconde-se da réplica jurídica, mas foi surpreendido por Caetano Veloso que o processou de volta, em solo americano, tendo em vista o uso ofensivo de expressões como: “delinquente travestido”.

O sistema discursivo de Olavo de Carvalho, cujo único interesse é estar assimilado ao poder conferido pelo presidente e seus filhos, baseia-se em projetar nos outros aquilo que ele mesmo está a praticar. Calunia a honra dos generais, acusando-os de conspiradores. Difama professores brasileiros, como corruptores e ignorantes. Injuria a honra de adversários, recorrendo a palavrões e ofensas. Ao agir assim, cria-se uma espécie de balbúrdia calculada. O efeito “briga de marido e mulher” equaliza fatos e argumentos estimulando a sensação de incerteza que faz cada qual reforçar seus próprios preconceitos e estereótipos. Ao fim e ao cabo, Olavo acusa um, acusa outro, e se mostra mesmo um “acusão”.

Não posso mais que refazer a pergunta que coloquei lá atrás em minha primeira coluna aqui no Blog da Boitempo, desde meus debates com Rodrigo Constantino, discípulo de Olavo: o que aconteceu com a direita brasileira que ela se tornou incapaz de argumentar? É certo que desde então o número de deslocamentos nesse campo da direita aumentou: Reinaldo Azevedo mudou de postura, Villa experimentou um solavanco de deslealdade, Pondé ensaia uma abertura de conversa com a democracia, e até Lobão parece ter largado a Vida Bandida.

Será que só você, Olavo, continuará na covardia em vez de defender seus pontos de vista a céu aberto como um verdadeiro filósofo?

Notas

1 Processo 1000175-60.2019.8.26.0050 conforme Petição Inicial ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: Vara do Juizado Especial Criminal. Grifos nossos.
2 Juizado Especial Criminal do Foro Central da Capital, auto 1000175-60.2019.8.26.0050.

***

Christian Ingo Lenz Dunker é psicanalista, professor Livre-Docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Analista Membro de Escola (A.M.E.) do Fórum do Campo Lacaniano e fundador do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da USP. Autor de Estrutura e Constituição da Clínica Psicanalítica (AnnaBlume, 2011) vencedor do prêmio Jabuti de melhor livro em Psicologia e Psicanálise em 2012 e um dos autores da coletânea Bala Perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação (Boitempo, 2015). Seu livro mais recente é Mal-estar, sofrimento e sintoma: a psicopatologia do Brasil entre muros (Boitempo, 2015), também vencedor do prêmio Jabuti na categoria de Psicologia e Psicanálise. Desde 2008 coordena, junto com Vladimir Safatle e Nelson da Silva Junior, o projeto de pesquisa Patologias do Social: crítica da razão diagnóstica em psicanálise. Colabora com o Blog da Boitempo mensalmente, às quartas.

20 comentários em A covardia de Olavo de Carvalho

  1. Flavio Wolf de Aguiar // 06/06/2019 às 11:32 am // Responder

    Nossa, Christian, você se valeu de quase 130 linhas para contestar o guru do Bolsonatro. Bastava meia linha: “Olavo é um idiota”! Grande abraço, Flavio Aguiar, de Berlim.

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  2. Caro Christian, quem o lê ou assiste aos seus vídeos sabe reconhecer a diferença que há entre um pensador e uma fraude. Estamos juntos. Um abraço.

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  3. Marcela Lins // 06/06/2019 às 12:06 pm // Responder

    você arrasa, christian

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  4. José David Urbaez Brito // 06/06/2019 às 12:50 pm // Responder

    Ler um texto do Christian Dunker é continuar acreditando na nossa capacidade de pensar, de admirar a mezcla de erudição com pedagogia, de se posicionar politicamente. Inclusive quando o tema é tão bárbaro e repugnante como qualquer coisa relacionada ao Olavo de Carvalho, personagem delirante, que se tornou pauta devido à tosquicie que invadiu o Brasil. Grato Christian.

    Curtido por 1 pessoa

  5. Um abraço Christian. É difícil atacar a honra de quem não a tem , não é? Para o astrólogo caçador de patos o debate é um insulto pelo simples fato que, para ele, o insulto é o argumento que mais utiliza.

    Até breve

    Mauro

    Curtido por 1 pessoa

  6. Texto claro e bem redigido que desmarcara esse tiozinho que se acha um grande gênio da humanidade. Nas últimas semanas entrou até em uma empreitada defendendo a teoria da terra plana, cômico rs

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  7. Thirson Rodrigues de Medina // 06/06/2019 às 5:22 pm // Responder

    Impressionante como o guru da virgínia urra jargões e impropérios……
    O que será que ele fuma naquele cachimbo dele?

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  8. Eugenio Pereira // 06/06/2019 às 10:07 pm // Responder

    Todo meu apoio ao Prof Dunker

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  9. Paulo Lacerda // 07/06/2019 às 5:34 am // Responder

    Mais um processo que o astrologo está fadado a perder na justiça, pobre Brasil que trabalha e paga impostos e NÃO MERECE mais esta farsa midiática política cansativa diária, envolvendo este camarada, que deveria voltar ao Brasil e concorrer a cargo público na política suja no Brasil e viver de impropérios que NADA trazem de positivo ao Brasil e tudo segue como dantes no quartel de Abrantes, não é verdade? BASTA de tanta FALÁCIA de astrologo desocupado..

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  10. Sambando no túmulo do homi kkkkk… ♪O saaaamba, a gente não perde o prazer de cantaaar… e fazem de tudo pra silenciar, a batucada dos nossos tantãs…♪

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  11. Não seria melhor não dar importância ao Olavo? Se ele tem importantância, esta foi construída para servir a direita. Intelectualmente é medíocre, e ele mesmo sabe disso, daí sua arrogância e necessidade de rebaixar, sobretudo aqueles que têm conteúdo.

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  12. Manoel De Sousa // 07/06/2019 às 12:14 pm // Responder

    Excelente texto. E concordo com o moço que disse que para refutar Olavo, poucas palavras bastam. Ele é um idiota, o Carvalho.

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  13. Mônica Valentim // 07/06/2019 às 6:41 pm // Responder

    Quem lê um texto desses e continua dando razão ao astrólogo lunático precisa ser tratado como objeto de estudo. Que lavada!

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  14. Fr. Almeida Santos // 07/06/2019 às 9:22 pm // Responder

    Boa noite. Muito grato! Olavo de Carvalho, como todos os bolsominions, responde com intimidação. Quem não tem argumento ou quem tem argumento fraco, diante de certas situações, tem duas formas de agir ou reagir: com o uso da força física ou levantando a voz intimidatória contra seu adversário. Tipo ganhar no grito pela imposição do medo.

    Em qui, 6 de jun de 2019 às 11:11, Blog da Boitempo escreveu:

    > Boitempo posted: ” Por Christian Ingo Lenz Dunker. Olavo de Carvalho abriu > uma queixa-crime contra mim por calúnia, difamação e injúria baseando-se em > uma coluna, publicada aqui no Blog da Boitempo, na qual eu o apresento como > “ideólogo de Bolsonaro”. A queixa baseia-se ” >

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  15. Fernandes João // 08/06/2019 às 7:56 am // Responder

    Olha Cristian, jogar pedras em idosos, sem reconhecer suas limitações, é covardia, Também não concordo com tudo o que ele fala, mas assim é covardia.. Mais covardia ainda será apagar minha ponderação. Espero que isso não aconteça. Bom dia.

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  16. Luiz Sérgio Gomes // 08/06/2019 às 8:04 pm // Responder

    Rapaz . Você pegou pesado . Poderia ter aliviado um pouco para os incautos. Se amanhã você encontrar na rua algum bolssominion , dizendo que você falou bonito para Olavo é porque eles são leitores de um livro só e não entenderam nada do que foi escrito. rs

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  17. Jacinto Pereira Sousa Júnior // 11/06/2019 às 1:59 pm // Responder

    Dunker, tal esclarecimento só demonstra a fragilidade intelectual – será que o astrólogo possui – para enfrentar dialeticamente seu oponente e, por isso mesmo, utiliza-se de subterfúgios jurídicos para impressionar os seu medíocres/alienados seguidores. Parabéns, não apenas por expor a ridícula tentativa do astrólogo em ‘intimidá-lo com a ação, mas, sobretudo, pela serenidade como trata as questões fundamentais envolvendo nosso país, ao mesmo tempo, colocando no devido lugar o “único”, o “ícone”, o “apedeuta” no lixo da história.

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  18. Muito bem! Vou divulgar.

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  19. Iara Thielen // 25/06/2019 às 2:33 pm // Responder

    O termo “acusão” é elucidativo…

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  20. Juarez Paiva // 01/08/2019 às 6:57 pm // Responder

    Sabe, Christian Dunker, estou sem computador e aproveito esse tempo pra pensar nos meus comentários que escrevi e planejar o que escrever na hora que eu voltar a ter um computador. Estou escrevendo no computador do meu pai mas meu nome é Aída Paiva. Eu acho que o Olavo de Carvalho e seus seguidores pedem ajuda pra escrever bem falar bem e serem considerados pensadores também apesar da falta de escolaridade. Da mesma forma que Olavo e seus seguidores milhões de brasileiros querem pensar, escrever e falar bem. Estive esse tempo em que fiquei sem computador pensando num jeito de ensinar através de comentários a argumentar através da escrita, defender seus pensamentos através da escrita sem o uso de palavrões e agressões verbais. Acredito que por trás dos comentários violentos e agressivos existe uma oposição a determinado tipo de pensamento e a gente precisa ensinar essas pessoas discordantes e a expressarem seus pensamentos de oposição através da escrita. Acredito que precisamos ouvir essas pessoas a pra isso é preciso que essas pessoas saibam expressar seus pensamentos. Acredito que exista uma verdade atrás da violência verbal dessas pessoas. Agora acreditar que o LULA é ladrão eu não acredito. Existe uma verdade atrás do xingamento de que LULA é ladrão mas que não é que o LULA é ladrão.

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