A palavra perdida contra a bala perdida | Resposta de Dunker a Rodrigo Constantino

15 05 25 Christian Dunker A palavra perdida contra a bala perdida

Por Christian Ingo Lenz Dunker.

Lacan dizia que o equívoco é a essência da comunicação. É no deslize, na palavra que escapa, naquele tom de voz descompassado, é na incompreensão que o inconsciente trabalha gerando equívoco de sentido, posicionando os sujeitos mais além do que eles “queriam dizer” em seus devaneios e intenções mais ou menos conscientes. Recuperar a essência perdida da palavra, em meio à série dos equívocos que ela necessariamente acarreta talvez seja uma das tarefas mais importantes se quisermos constituir uma política sobre a violência que não seja ela mesma um exercício de violência, de guerra e de vandalização do outro. Acredito que esse tipo de consequência com a palavra – seja ela uma atitude ética ou rigorosa, seja ela uma atenção implicada ou cuidadosa – poderia tratar nosso atual pressuposto de que não é possível conversar e, portanto, reconhecer os que estão fora de nosso condomínio.

Trata-se, portanto, de uma espécie de experimento de casos mais simples mas em que se encontra em jogo um princípio maior. Muitos dizem que contra os irracionais, os incultos, os bárbaros os mal-intencionados não é desejável partilhar a palavra. Eles não se conformarão a nenhuma ideia e violarão permanentemente o que “nós” entendemos por debate público, por conversa ou por argumentação. “Eles” nos posicionam em uma pequena categoria diagnóstica e, a partir disso, repetem sempre a mesma ladainha de preconceitos sobre o tal inimigo imaginário nos quais nos tornamos, como um espantalho. Deles nós devemos nos afastar.

Tenho que admitir: “deixar secar”, não se envolver em brigas com alguém que não seja de seu tamanho, manter a política da “caravana passa enquanto os cães ladram” é uma atitude salubre. Contudo, manter-se na zona de conforto seria um ideal simples e razoável, não fosse o fato de que o equívoco, sendo a essência da comunicação, torna a nossa zona de conforto uma zona de confronto. A palavra perdida, na comunicação com o outro, volta como uma bala perdida. E dela temos que nos proteger, com novos muros, objetivos e subjetivos. Quanto mais recusamos a reconhecer nossa palavra simbolicamente perdida, mais ela tende a voltar como bala no Real.

São duas tarefas: nos proteger da palavra e da bala perdida. Nisso nosso mundo vai ficando menor. Mal tratado, isso caminha até tornar-se impossível habitar o lugar onde estamos. É neste ponto que nos mudamos para Miami ou para a Austrália (o Brasil que deu certo). Por isso a conversa com os “impossíveis” é uma tentativa de explorar os limites da palavra perdida. Espero que aqui o equívoco ressoe conforme a escolha do leitor: perda de tempo, extravio da palavra, suspensão do diálogo, derrota na batalha verbal, inconsequência no uso do sentido, palavra mal-dita, palavra maledicente.

O caso que trago à consideração do leitor baseia-se em uma trivial sequencia de equívocos, semelhante à que vemos em filmes como Faça a coisa certa (1989, dir. Spike Lee), Babel (2006, dir. Alejandro Iñarritu) ou Cronicamente inviável (2000, dir. Sergio Bianchi). Neles os acontecimentos acumulam desencontros, desacertos e equívocos que terminam em bala perdida, que depois ninguém consegue entender como aconteceu.

Pois bem, na gravação do Café Filosófico da TV Cultura, que tem por tema meu livro Mal-estar, sofrimento e sintoma: uma psicopatologia do Brasil entre muros, afirmei que há duas linhas de afeto concorrendo para a experiência simbólica do condomínio no Brasil.

A primeira reproduz expectativas de segurança e de solução para o medo. Defendo-me do mundo perigoso lá fora, erguendo muros e criando uma lei interna para consumo próprio com meus síndicos e regulamentos. A segunda determinação afetiva da vida em forma de condomínio baseia-se na inveja. Uma vez guarnecido e protegido imagino que o meu sonho é também o dos outros. Mas só alguns conseguem realizar esta ambição de consumo. Há uma graça adicional em pensar que os outros desejam ter o que eu tenho, portanto, que os outros me invejam. Isso faz parte da mais banal lógica do consumo conspícuo. Minhas determinações de consumo não são dadas pela satisfação para minhas necessidades, ainda que sejam as mais básicas necessidades de proteção e segurança.

Uma consequência trivial da psicanálise para a teoria do consumo é pensar que este seja sobre-determinado pelo desejo do Outro. Isso torna o consumo um ato de palavra. Ao usar um tênis, pilotar um carro importado ou comprar uma casa em um condomínio não estou apenas satisfazendo necessidades, estou dizendo algo para os outros. Este ponto é crucial, pois se não levo isso em conta, se minha palavra é perdida neste ponto, posso não perceber que estou dizendo coisas agressivas, provocativas ou violentas. Posso não entender que para outras pessoas a minha opulência e ostentação possam causar desagradável inveja. E ao não reconhecer isso, a inveja, que é um dos nomes do desejo, pode virar ódio. Desta maneira, ao perder a dimensão a palavra, envolvida em meus gestos, inclusive os gestos de consumo, particularmente os que têm expressão pública, posso reforçar a mensagem de perigo e violência da qual tento fugir. Pois bem, o leitor pode verificar a pertinência deste resumo do que eu disse na gravação do Programa por si mesmo, afinal a tese é de que a palavra vem com o equívoco.


Mas qual não foi minha surpresa quando vejo a coluna de meu interlocutor Rodrigo Constantino comentando minha apresentação, redescrita por Francisco Razzo, da seguinte maneira:

“Nem me dei ao trabalho de quem é a pérola. Há fortes indícios de ser mais uma análise de um desses ‘psicólogos sakamotianos’ tomados pelo espírito de justiça social tentando realizar uma anatomia da alma dos opressores.”

Ou seja, basta saber quem você é para que imediatamente possamos julgar a pertinência ou veracidade do que está sendo dito. A palavra está perdida para a pessoa. E assim, por ouvir dizer de outro, auto-declaradamente preguiçoso, Rodrigo Constantino comenta, não a tese, mas a pessoa que a enuncia:

“Esses psicanalistas parecem filósofos frustrados ou escritores ressentidos, e no fundo fazem de tudo para atacar os mais bem-sucedidos. […] Vivendo numa redoma, essas pessoas se blindam contra o ‘real’ e não querem se deparar com o Outro.”

Atualmente vivendo em Miami, ele defende-se da crítica de que teria fugido do Brasil por covardia, dizendo que essa é uma atitude racional (para os que podem). “Eles” psicanalistas frustrados, ressentidos atacam a “nós” pessoas “mais bem sucedidas”. Ou seja, se Constantino está certo eu (junto com toda minha classe) o invejo. Mas era exatamente isso que eu estava dizendo sobre a inveja e, portanto, ele me dá razão ao dizer que eu a perdi. Também quando diz que estou em uma “redoma blindada contra o real” reencontro meu argumento sobre a vida em forma de condomínio sendo empregado, desta vez contra mim. Ou seja, minhas palavras estão certas, minha pessoa é que está errada.

Este ponto é decisivo para entendermos como este discurso gera violência. O que vemos aqui é a transformação das diferenças sociais, da existência de pobres e ricos, da distribuição não equitativa de bens materiais e simbólicos, em um ressentimento de classe. Por isso os que estão na esquerda caviar são traidores, hipócritas e impostores. Eles não jogam no time dos ricos contra o time dos pobres. Pela regra do jogo os que perderam direito a palavra só podem se vingar por meio da bala. Por isso a coisa mais “lógica” a fazer é retirar-se para o condomínio, de preferência em Miami, e viver uma vida de refugiado sobrevivente.

Aqui encontramos o tradicional argumento da ameaça. Se você critica a vida em condomínio, e diz que ela envolve um tanto de inveja que pode causar nos que estão fora, você está apoiando o crime, o tráfico, os bandidos… enfim, os pobres que não podem ter condomínio. Mais uma vez os intelectuais (ou “pseudo-intelectuais”) são traidores. Se eles defendem os pobres eles deveriam… ser pobres. Quem come caviar não pode querer que os de outros condomínios comam também. Isso é um contra senso, uma ameaça ao mais geral princípio da identidade.

(Aliás, por esta lógica de equívocos é bom lembrar que o melhor caviar é feito de ovas do esturjão, peixe que abunda o mar Cáspio, que circunda a Rússia, que por sua vez é parte da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas… tá vendo? Caviar é da esquerda, você é que só sabe comer “x-burguêis”!)

Mas em outro sentido Constantino tem razão e suas palavras se ligam com sua pessoa. Somos traidores porque não aceitamos que a regra do jogo seja a da guerra de ricos contra pobres. Somos traidores porque acreditamos que as palavras recuperadas podem ser o meio para a suspensão das balas perdidas. Somos traidores porque acreditamos na regra da palavra, como meio de reconhecimento, entre ricos e pobres. E temos tanto medo quanto todos nós, pobres e ricos. Portanto estamos de acordo na medida em que:

“Não querem[os] encontrar o ‘outro’ mascarado e prestes a estuprar sua filha. Não querem[os], enfim, encontrar uma bala ‘real’.

Mas estamos em desacordo que este medo:

“É só fuga.”
(Rodrigo Constantino, “O gozo da inveja e o rancor dos pseudointelectuais“, Blog da Veja)

O que o colunista da revista Veja, que acredita que estou parasitando sua audiência ao discutir com ele, não consegue perceber é que o condomínio é uma estrutura. Semelhante à prisão, ao Shopping Center ou à favela. Por não ter assistido o programa, nem lido o livro, nem qualquer de suas resenhas e críticas (o que torna bastante prática esta lógica do ‘basta saber quem você é’), Constantino simplesmente não entendeu o conceito de vida em forma de condomínio e acha que estou recriminando as pessoas que optam por este tipo de moradia, por bons e maus motivos.

Ele não entendeu que esta lógica toca a todos nós no Brasil de hoje. Não entendeu que ela concorre para a produção da violência da qual ele e todos nós nos queixamos. Um equívoco, gerado por outro equívoco, o do Sr. Razzo (e isso não é uma piada lacaniana!), que por sua vez engendra outros equívocos, que são soberbamente reproduzidos pelos leitores de Constantino. Esses sim são objeto de minha extrema preocupação (e ‘inveja’, dirá meu interlocutor). Como já havia verificado em outras ocasiões, nestes comentários encontramos uma mutação de tom, um aumento de virulência, uma acréscimo de gozo, que culminará na violência. Como se para agradar o mestre fosse preciso exagerar e amplificar seus métodos. Reproduzo as pérolas:

“Nosso suado dinheiro que banca as micaretas acadêmicas dessa corja.”

“São simplesmente idiotas, imbuídos de má-vontade, tentando parecer importantes.”

“O que um psicopata quer mesmo, principalmente se ele for de esquerda, não é ajudar os que ainda querem se arrumar na vida. Ele quer mesmo é atacar os que lutaram e conseguiram através do trabalho uma vida razoavelmente boa.”

“Gozo através da inveja têm esses merdinhas que podem olhar debochadamente da nossa cara.”

“Se Dunker mora em um prédio assim, é um hipócrita, como é a maioria dos intelectuais da Unicamp, USP., UERJ, UFF, PUC…”

“Na verdade, o que sustenta a suposta postura magnânima desta “psicanalhada”, é um profundo desrespeito pelo tal desejo do Outro, desejo de escolha, Liberdade para cada um decidir o seu próprio caminho, aspectos que ficam esquecidos no meio desta maldita Patrulha do Pensamento, que se instalou no campo da psicologia e da psicanálise neste país.”

“Psicanalistas, psicólogos e semelhantes, na esmagadora maioria, sempre tiveram graves distúrbios mentais que os inclinaram a essas atividades em busca de aliviar seus próprios males!”

Ora, depoimentos como estes já são em si a prática da violência da qual se gostaria de fugir. Preconceitos contra professores, intelectuais, psicanalistas, psicólogos, uso de expressões ofensivas, declarações de ódio, como se o problema do país fossem seus… professores! O leitor deve ter percebido uma espécie de escalada discursiva, primeiro um comentário levemente depreciativo e desinformado do Sr. Razzo, depois uma incitação generalizada do Sr. Constantino, e ao final a força covarde de um grupo cantando o jogral do ódio contra outros grupos. Qual seria o próximo passo?

Acredito que uma parte substancial da violência não decorre das diferenças reais com as quais temos que lidar, mas como desprezo por seu reconhecimento enquanto diferenças de palavra. Uma série como a que apresentei acima é o retrato banal de como diferenças evoluem rapidamente numa somatória de equívocos para convergirem em uma violência, inicialmente verbal mas cujo passo seguinte todos sabemos bem qual é. Uma vez que as palavras do outro não importam, pois já sabemos o que ele vai dizer, basta classificar pessoas. Depois da classificação vem a segregação e finalmente a violência. A palavra perdida cria a bala perdida. É assim que funciona a lógica do condomínio, Sr. Constantino. Menos do que em sua moradia norte-americana ela está em suas próprias palavras.

***

Christian Dunker é um dos autores do novo livro de intervenção Bala perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação, que chega às livrarias em junho de 2015 (impresso R$10; e-book R$5). Com textos curtos e afiados, de perspectivas diversas, a obra incita o debate público sobre o tema e traz propostas para reverter o quadro atual. Integram o volume, textos de nomes como Marcelo Freixo, Luiz Eduardo Soares, Maria Rita Kehl, Maria Lucia Karam, Coronel Íbis Pereira, Stephen Graham, Tales Ab’Saber, Jean Wyllys, Laura Capriglione, João Alexandre Peschanski, Renato Moraes, Guaracy Mingardi, Eduardo Suplicy, Fernanda Mena, Movimento Independente Mães de Maio, Vera Malaguti Batista, e do Núcleo de Estudos da Violência (USP), além de um conto inédito de B. Kucinski, quadrinhos de Rafael Campos Rocha e ensaio fotográfico de Luiz Baltar que retrata remoções forçadas e ocupações militares em diversas comunidades e favelas do Rio de Janeiro desde 2009. Saiba mais aqui. Enquanto o livro não chega… acompanhe o dossiê especial “Violência policial: uso e abuso”, no Blog da Boitempo:

dossiÊ violência policial

Confira o dossiê especial “Violência policial: uso e abuso“, no Blog da Boitempo, com artigos, reflexões, resenhas e vídeos de Ruy Braga, Slavoj Žižek, Antonio Candido, Luis Eduardo Soares, Edson Teles, Mauro Iasi, Christian Dunker, Gabriel Feltran, Maurilio Lima Botelho, Marcos Barreira, José de Jesus Filho, Guaracy Mingardi, Maria Orlanda Pinassi, David Harvey, Vera Malaguti Batista, Laurindo dias Minhoto e Loïc Wacquant, entre outros.

***

Christian Ingo Lenz Dunker é psicanalista, professor Livre-Docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Analista Membro de Escola (A.M.E.) do Fórum do Campo Lacaniano e fundador do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da USP. Autor de Estrutura e Constituição da Clínica Psicanalítica (AnnaBlume, 2011) vencedor do prêmio Jabuti de melhor livro em Psicologia e Psicanálise em 2012, seu livro mais recente é Mal-estar, sofrimento e sintoma: a psicopatologia do Brasil entre muros (Boitempo, no prelo). Desde 2008 coordena, junto com Vladimir Safatle e Nelson da Silva Junior, o projeto de pesquisa Patologias do Social: crítica da razão diagnóstica em psicanálise. Colabora com o Blog da Boitempo mensalmente, às quartas.

10 comentários em A palavra perdida contra a bala perdida | Resposta de Dunker a Rodrigo Constantino

  1. Que massacre, Constantino deve estar chupando o dedo e soltando “gugudada’s” histéricos…

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  2. Bala perdida? Aqui no Brasil a palavra pode estar perdida, a bala, nunca. Sempre encontrou bem seu alvo.

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  3. O Sr. Constantino se arrogou no direito de ser o defensor da segregação social como algo a ser aceita pois esta faz parte da “natureza” dos homens. O que faz o Sr. Constantino ser tão superficial encontra-se diretamente ligada na sua (escassez) teórica. Como um “bom” adepto da economia neoclássica, tudo se enquadra na utilidade das coisas e ao partir desse ponto, o aprofundamento teórico torna-se algo cansativo e desgastante e para ele, inútil. O conhecimento dele se resume a uma leitura resumida de manuais de economia onde as frases de Mises são verdades eternas e legítimas. Percebemos a insuficiência dos (como ele gosta de cobrar) argumentos Constantianos (se é que isso existe) quando ele caracteriza todo o pensamento e construção teórica que não seja de cariz neoliberal como doutrinação ideológica e a doutrina ideológica que ele tanto se arroga como puramente científica. Mas ele não para aí…com um esforço descomunal aprofunda sua virulência e passa a dizer o que as Universidades devem produzir de conhecimento tendo a censura prévia a qualquer conhecimento ou visão de mundo, diferente da sua. Lembro-me quando Kalashnikov faleceu, o Sr. Constantino logo publicou em seu blog que o homem que inventou uma arma para matar vidas inocentes tinha morrido. O que dá a entender que antes do AK 47 ninguém tinha morrido por arma de fogo. Na cabeça dele, Hiroshima e Nagasaki foi a exponenciação ao milhão da arma criada pelo soviético falecido em 2012. Mas suas inconstâncias são constantes. Ele acusa a esquerda de se auto intitular defensora das “causas nobres” e que a direita não se preocupa com isso, mas ao mesmo tempo, ele passa a ser o único defensor das virtudes e das nobres causas (do mercado)…eu como não sou psicanalista não consigo entender se esse problema é uma questão de ego ou de receita de bolo. Lembro-me do trauma que ele adquiriu quando foi debater com Ciro Gomes (tem no youtube) e foi nocauteado em todos os rounds (devido a agressividade do adversário) e até hoje comenta sobre esse debate ( e já faz 07 anos) na tentativa de desqualificar o oponente. Isso seria uma forma de recalque? Por fim, agora ele se presta ao papel de falar mal de artistas, professores, intelectuais, ativistas, blogueiros etc…tudo em nome da democracia…até Demétrio Magnoli foi “corrigido” por Constantino. Quando o mesmo escreveu o “livro” : A esquerda caviar (que penso eu, poderia ser distribuído em fascículos junto com a Revista Caras ou Quem Acontece) se ofereceu para ser convidado a dar entrevista no Jô Soares, agora acusa este de…esquerda caviar. Bom….fica evidente que se Constantino tivesse robustez teórica não escreveria A esquerda caviar mas teria a capacidade de debater temas mais relevantes do que a vida de cada um….que é uma fofoca pouco econômica (sem trocadilhos rsrsrs).

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  4. Certamente, pseudo-intelectual, que foi posto conjunturalmente de uns anos p/ cá na Mídia pró-Capital pela Direita, é o próprio Rodrigo Constantino.

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  5. A mensagem de fundo é muito clara, mas para isso é necessário uma interpretação além da simplista que rotineiramente fazemos, e é exatamente nesse ponto que vejo um problema. Como levar a mensagem a joãos e marias de forma com que eles entendam, se mesmo pessoas com algum grau de instrução já tem dificuldade nisso? Acredito que temos que voltar um pouco ao tempo e começar a doutrinar pela simplicidade, por elementos visuais, por mensagens curtas e de vocabulário mais usual.

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  6. Rodrigo Constantino representa a “bala” da revista Veja, no seu papel sacrossanto de desinformar mentindo e difamando. É triste constatar a existência de seres supostamente formados em universidades brasileiras cérebros possam se tornar instrumentos de revistas de ínfima categoria como a Veja.

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  7. CORRIGINDO:
    Rodrigo Constantino representa a “bala” da revista Veja, no seu papel sacrossanto de desinformar mentindo e difamando. É triste constatar a existência de seres supostamente formados em universidades brasileiras possam se tornar instrumentos de revistas de ínfima categoria como a Veja.

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  8. geraldopontesjr // 27/05/2015 às 0:56 // Responder

    Dunker, ando sem tempo para me deter em leituras extras por causa de minha lida de professor – agora mesmo, por volta das dez da noite, ainda preparando aula – mas seu sacerdócio sempre me obriga a suspender um pouco meu tempo e me rouba até mesmo mais um pouco dele na elaboração de uma resposta, só pq tive que abrir a caixa de msgs e aproveitar para dar uma olhada por alto no que baixara. Então eu o li – é sempre prazeroso – e chego cada vez mais à conclusão: sim, você é um sacerdote, rigorosamente vocacionado. Já eu, sou meio simplório, a ponto de, entre reflexões e aprendizados decorrentes da leitura de seus argumentos, dispor ainda mais de meu curto tempo para a divagação que se – e me – dispersa e me perguntar: quem estaria pagando essa terapia a você? Ou é mesmo por total abnegação sacerdotal que você a leva a cabo, com coerência por não ratificar a atitude salubre, que você exemplifica, de deixar a caravana passar? Bom, irreverências à parte, já que a vida também é curta – e balas perdidas estão aí para prová-lo -, estou me tornando uma espécie de inscrito, com grande deleite, nesse seu Ensino à Distância gratuito. A psicanálise, como anda-se vulgarizando até em meios científicos, está sendo vista como algo ultrapassado. Não sei se as formas de terapia de divã, diante de uma cultura do confronto cada vez mais instantânea, e isso sempre seria relativo. Mas sem dúvida não pode ser considerado ultrapassado o saber que ela encerra, que esclarece como ainda podem ser espantosos os espetáculos de fúria da expressão do recalque em pleno século XXI. Espetáculos com cara de barbárie pré-histórica.

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