Que fim levou a direita ilustrada?

14.07.01_Christian Dunker_Que fim levou a direitaPor Christian Ingo Lenz Dunker.*

Confira aqui a tréplica de Christian Dunker à resposta de Rodrigo Constantino a este artigo.

Quando entrei na USP em 1984 meus avós ficaram preocupados. Ainda era época do degelo militar e a Psicologia vinha com um traço “róseo” que levantava suspeitas em meu querido avô. Formado da tradição liberal inglesa, voraz leitor do Estadão, ele iniciou uma espécie de profilaxia que consistia em receber-me, às quartas feiras, para uma conversa sobre temas de sua livre escolha: economia, política ou cultura. Minha avó esperava a ocasião com uma generosa torrada sobre a qual repousavam dois ovos pochés, em cima dos quais salpicava-se pimenta, extraída de um daqueles antigos e compridos moedores feitos de madeira. Depois do fausto e antes da partida de xadrez, vinha a chamada oral em torno dos artigos, previamente selecionados na semana anterior: Delfim Neto, Pedreira, Paulo Francis, Simonsen, Joelmir Beting e ao fim o indefectível Bob Fields (Roberto Campos), combinavam-se com artigos mais informativos do The Economist ou das revistas francesas ou alemãs, que minha avó conseguia interpolar na conversa. Lembro particularmente de um luminar da direita americana chamado Rush Limbaugh, que quando ativado era o código para “agora o comunismo vai tremer nas bases” e Cuba deixará de ser o exemplo eterno de superioridade moral em matéria de educação e saúde. Rapidamente descobri que havia alguns caras que “pegavam mais leve” e que havia uma tensão a ser explorada entre meus dois avós, já que ela gostava mesmo era da Folha.

À medida que a esquerda foi entrando, no país e nos meus anos de graduação, as batalhas verbais com meu avô aumentavam em teor de pimenta. Daquela época retive o diagnóstico de que as verdadeiras ideias liberais jamais tinham sido realmente implantadas no Brasil. Não tínhamos instituições fortes, nossa economia era ridiculamente fechada e o espírito de discussão livre, pública e democrática havia sido sequestrado por dois grandes malfeitores: o governo corruptor de adultos e a esquerda corruptora de jovens. A alma do capitalismo é o risco, e as joint ventures públicas ou privadas deviam ser o ponto nevrálgico de um grande sistema baseado em punições e recompensas, praticadas pelas mãos invisíveis de Adam Smith.

Havia ainda outro lado da direita liberal. Sua capacidade de erudição, seu gosto cultivado e seu exercício da ilustração. Independente do sentido aristocrático ou popular deste tipo de virtude, ela não vinha sem alguma humildade, característica daqueles que sabem o tamanho do problema que se está a enfrentar. Talvez seja por isso que os antigos cadernos culturais tinham títulos diminutivos como o Pasquim e o Folhetim, ou que indicavam sua condição acessória como o Suplemento Literário. Hoje passamos para a época dos superlativos como o Mais!, ou a atual Ilustríssima. À esquerda podia-se perdoar a falta de lastro cultural, que em tese seria substituído pela aposta em novas formas, vanguardas ou não, populares se benfazejas. Afinal, cultura implica conservar, cuidar, manter. Por isso a direita tinha a obrigação moral de pagar o imposto por sua própria vocação e conservar os clássicos, louvar as origens e cantar as descendências. Foi assim que a própria relação entre política e cultura tornou-se um tema mais político para a esquerda e mais cultural para a direita.

Fato é que aprendi a respeitar este tipo de pensamento liberal que era realmente uma forma de pensamento, um estilo, que podia ser mais ou menos conservador, mais inglês que francês, mais protestante que católico, mais liberal do que progressista, mais aderido aos fatos do que às interpretações, mais realista do que construtivista. Ser de direita não tornava o sujeito imediatamente desrespeitável, mas um adversário a ser batido. Podia-se refazer a genealogia imaginária deste tipo de liberalismo no pessimismo auto-irônico de Machado de Assis (o nosso Chesterton), na poesia densa de João Cabral, na sobriedade metodológica de Villa Lobos, ou nas tragédias de Nelson Rodrigues (o nosso Swift). Todos eles expressões mais ou menos reativas ao positivismo francês e seu moralismo de ocasião.

Nos anos 1980 a ecologia apareceu como um tema emergente, meio político, meio cultural. Logo foi metabolizado pelos liberais na seguinte máxima: “nada menos ecológico do que uma criança com a barriga vazia”. Para este tipo de pensamento progresso e economia vêm primeiro, justiça e distribuição são uma espécie de consequência natural: “Primeiro vamos fazer o bolo crescer, depois distribuímos suas fatias” – era a lei de Delfim. Para esta narrativa nossos heróis são os capitães de indústria de Mauá a Hermírio de Morais passando por Chatô. Foi também nesta época que o tema do “social” caiu no colo da esquerda, para desespero de meu avô. Como observou outro dia Paulo Arantes, em entrevista a Mario Sergio Conti, no… GloboNews (isso sim teria levado meu velho ao colapso) a identificação entre a esquerda e a defesa de temas sociais é relativamente recente. E esta ideia de um Estado benemérito, sem mexer no “core” da economia, é, no fundo, senão estratégica, um pouco estranha.

Tais “maravilhosas” sínteses facultavam que na hora de escolher entre o sórdido caráter egoísta e hobbesiano ou a alegre idealização de nós mesmos, promovida pela Liga da Justiça formada pelos descendentes de Rousseau e Marx, seria preciso optar sempre pela primeira alternativa.

Gostaria que meu velho avô Colin voltasse para este mundo, apenas para ver ao que se reduziu o pensamento de direita e quiçá dar-me razão, pelo menos uma vez, senão em vida, depois da morte. Talvez ele tenha prenunciado os novos tempos quando em um de seus últimos gestos renunciou à revista Veja dizendo que aquilo tinha virado propaganda de remédio aplicada à política. Quando leio Reinaldo Azevedo, Olavo de Carvalho, Diogo Mainardi, Rodrigo Constantino e os chamados neoconservadores eu me pergunto: o que aconteceu com a tênue, mas boa, tradição da direita ilustrada brasileira? Que fim levou o pessoal que realmente acreditava nas ideias de Milton Friedman, que queria discutir Ayn Rand ou que, no geral, tinha teses para interpretar o Brasil?

Gostaria de dizer para meu velho avô: olha aí, aquilo deu nisso. Mas não é verdade. Há uma espécie de erro de continuidade neste filme onde, de repente, aparece um pessoal dançando uma espécie de “Lepo Lepo” sanguinário contra o PT. Uma espécie de macarthismo retórico contra tudo o que cheire, pareça ou suporte a projeção vermelha. É uma turma que surge do nada, fantasiada de Capitão Nascimento, dizendo coisas que nem o Maluf do “estupra, mas não mata” seria capaz de dizer. Há uma fratura de gerações na direita, que de repente deu a luz a espécimes mutantes capazes de argumentar que o “2014” escrito em vermelho no logotipo da Copa do Mundo só pode ser uma propaganda subliminar da esquerda. Se o poder perdeu a vergonha, a reflexão de direita sobre o poder transformou a crítica em pichação. Esquecendo sua nobre origem liberal, não se pode reconhecer nos neoconservadores nem mesmo os bibelôs da história: seus heróis, ideias ou compromissos. Basta entrar no Bonde do “Ai se eu te pego” para perseguir, criar e vender inimigos, qual romanos vendendo bárbaros aprisionados como escravos.

Ninguém viu, ninguém sabe como chegaram esses sujeitos a posições de reputada representação em grandes diários, revistas, canais de televisão ou blogs correlatos. Passagem pelo governo, partido ou qualquer outro órgão politicamente formativo: nenhuma. Experiência com movimentos sociais, terceiro setor ou com grandes corporações: desprezível. Reputação acadêmica da moçada: zero. Aliás, para esta turma, a academia deveria ser extinta, privatizada, vendida como ferro velho, ou comprimida e coada antes da floculação tendo em vista a extração vendável de pigmento vermelhiforme.

Da antiga indignação liberal, ainda que com a típica arrogância dos vencedores, que não obstante entendiam-se como guardiões da virtude, não sobrou mais que a raiva dos impotentes. Leia-se: a cólera esbravejante dos que acreditam que possuem mais poder do que realmente têm. Antes a velha direita cheirava a dinheiro e gostava de dizer-se acima de esquerdas ou direitas, pois era tão somente contrária à vulgaridade. Ao que a velha esquerda respondia com “o meu partido é um coração partido”. Hoje, denunciam, reagem e latem como caçadores baratos de celebridade. E o sentimento basal é de vergonha alheia. Com uma direita destas quem precisa de esquerda?

Esta direita está mais para os ovos poché de minha avó do que para o Rush Limbaugh de meu avô. São quadrados, ásperos e chatos como uma torrada queimada. Os ovos são moles e espalham tudo com qualquer furinho à toa. Mas o pior é que ainda não entenderam que não é para sentar em cima do moedor de pimenta.

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Confira o debate “O Brasil entre muros: segregação é ódio no Brasil partido”, com Christian Dunker, Paulo Arantes, Maria Rita Kehl e Vladimir Safatle, que marcou o lançamento do livro Mal-estar, sofrimento e sintoma: a psicopatologia do Brasil entre muros, de Christian Dunker:

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Christian Ingo Lenz Dunker é psicanalista, professor Livre-Docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Analista Membro de Escola (A.M.E.) do Fórum do Campo Lacaniano e fundador do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da USP. Autor de Estrutura e Constituição da Clínica Psicanalítica (AnnaBlume, 2011) vencedor do prêmio Jabuti de melhor livro em Psicologia e Psicanálise em 2012, seu livro mais recente é Mal-estar, sofrimento e sintoma: a psicopatologia do Brasil entre muros (Boitempo, 2014). Desde 2008 coordena, junto com Vladimir Safatle e Nelson da Silva Junior, o projeto de pesquisa Patologias do Social: crítica da razão diagnóstica em psicanálise. Colabora com o Blog da Boitempo mensalmente, às quartas.

54 Comments on Que fim levou a direita ilustrada?

  1. Aída Paiva // 02/07/2014 às 11:24 // Responder

    Gostei do que li e concordo com o autor. É sempre bom ver nossas ideias confirmadas lembrando que não podemos parar.

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    • paulo manoel antonio // 13/03/2016 às 16:32 // Responder

      A direita aristocrática, aquela da qual sinto saudades, não existe mais. Essa direita teria pudor em ir às ruas, se sentiria vulgar com certos slogans. Você disse bem, todos, esquerda e direita, se encontram no mesmo amor pela tolice, no desamor pela cultura, no orgulho em ser burro.

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  2. Considerando a sua ampla erudição, gostaria que o sr. citasse, com nomes e datas, em que situações e/ou ocasiões o “positivismo francês” apresentou “moralismo de ocasião”. Essa expressão – “moralismo de ocasião” – parece apenas uma frase de efeito, de caráter retórico, boa para aparecer em um blogue de esquerda, mas no fundo vazia.

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  3. Alex Fonte // 02/07/2014 às 16:21 // Responder

    Muito interessante (e concordo, em suma), mas acho que o autor do artigo poderia ter citado alguns trechos desses “pseudo-intelectuais-de-miole-mole”, pra usar uma frase criada por um dos mais importantes liberais brasileiros, José Guilherme Merquior.

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  4. Discurso cansativo de uma esquerda que não soube aproveitar a dignidade de estar no poder. Toda essa retórica e linguajar de forçada erudição, diga-se de passagem, não convence e nos faz pensar como e o porquê essa corja toda estar no poder. Se você afirma que a direita não tem grife então a esquerda a comprou na loja da nike, com o cartão do bolsa família.

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  5. Fingir-se de superior sem precisar demonstrar superioridade nenhuma é a marca registrada do esquerdista semiculto.

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    • Calma Olavito, vai fazer um vídeo sobre os refrigerantes e fetos quem sabe vc fica relax, mas qualquer coisa a gente manda uns baseado maneiro pra você também.
      Bjs

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    • Julio Cesar // 14/03/2016 às 6:41 // Responder

      Grande Olavo, ótimo ao se auto-descrever. Quem melhor que você ao fazer isso, um semiculto que nega teses científicas bem fundamentadas e amplamente aceitas e que acredita em ditadura comunista? É de cair o cú da bunda sua retórica arrogante e faláciosa.

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  6. Este cidadão quer se fazer de muito erudito mas não sabe nem que ovos (no plural) não são “poché” e sim “pochés”.

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    • Esse é o seu único contra-argumento?

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    • Rindo do Olavinho // 04/07/2014 às 0:48 // Responder

      Olha só o Olavinho comprovando as ideias do autor. Hahahahha

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    • O Sr. Olavo corrige o francês do sujeito, mas nem sabe usar vírgulas. Acho que já me arrependi. Vai que ele só quis atirar outro de seus arenques vermelhos, né?

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    • Depois desse artigo onde o Olavo de Carvalho pede doação para morar nos EUA para provar suas teses malucas (Nova Ordem Internacional) ele perdeu todo o respeito. Não passa de um cara de pau que pede dinheiro para morar nos EUA dizendo para seus seguidores que vai tentar divulgar sua tese. E aí, já atingiu o objetivo ? Se não conseguiu, não vai devolver o dinheiro ?
      http://www.olavodecarvalho.org/donation.html

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      • Carlos fc // 06/07/2014 às 4:09 // Responder

        Não seja maldoso,rapaz.Até Jesus Cristo pedia ajuda financeira.E Judas era o tesoureiro.Olavo não está tentando enganar ninguém.Releia o artigo.Ele deixou tudo muito claro:”o dinheiro jamais é neutro – se não serve ao bem, serve ao mal.”

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    • Esse senhor, cuja profissão é astrólogo, vem tentando fazer filosofia mas, não tem competência para isso. Penso que esse sujeitinho não merece ser chamado de Filósofo. Nem mesmo de m* de filósofo, nem filósofo de m*. Os únicos atributos que cabem a ele são os de medíocre e idiota. Pois, só sabe falar palavrões e xingar; considero o uso de palavrões e xingamentos como próprio dos fracos que não possuem capacidade argumentativa, nem reflexiva. Na verdade esse 171 é um “falósafo”.

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  7. Lacerdismo piorado.

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  8. Estranho falar em “neoconservadores” sendo que nenhum dos 4 indicados na foto se considerariam isto e nem concordariam totalmente entre si com relação as suas posições politicas. O autor mistura de tudo que é contra a esquerda (conservador, neoconservador, liberal, etc.) no mesmo balaio da direita.

    Engraçado também perguntar o que aconteceu com a “direita” brasileira sendo que ela nunca existiu enquanto movimento político com alguma chance de ação concreta. Talvez o mais próximo que possamos chegar a uma tradição de “direita” brasileira seriam os partidos Liberal e Conservador extintos junto com o Brasil Império. A nossa direita ainda é muito personificada na imagem dos militares que durante a ditadura, ironicamente, fomentaram a hegemonia esquerdista nos meios de comunicação e universidades. Com o tempo qualquer resquício dos poucos indivíduos liberais/conservadores (alguns citados no texto) que estavam em evidência foram sumindo e apenas recentemente, através da internet, e iniciativas individuais começaram a tomar força novamente e espalhar as idéias de “direita”.

    Me parece que esse ressurgimento incomoda a esquerda, que agora tenta desqualificar os poucos indivíduos que divergem deles por estarem ganhando destaque na mídia. Com esse ar de superioridade, o autor mostra desconhecer as varias iniciativas que estão surgindo por ai e despreza as obras destes autores, por fim dando a impressão que existia uma grande tradição direitista/liberal brasileira que já não é mais respeitavel.

    Agora pergunto: após tantos anos de hegemonia: quem são os grandes atuais intelectuais/colunistas de esquerda? Vladimir Safatle? Sakamoto? Marilena Chauí? Socialista Morena? Jean Wyllys? Leonardo Boff? Emir Sader?

    Em relação ao que aconteceu com a direita brasileira e o que ela é, um dos próprios criticados (Olavo de Carvalho) já respondeu, em vários artigos/aulas/entrevistas/livros:

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/120302dc.html

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/070409dc.html

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/120803dc.html

    https://pt-br.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10151659044767192

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  9. Achei uma chatice o seu texto. Desiste.

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  10. eles chegam em bando hahahah é tão engraçado. ótimo texto!

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    • Roberto Sterling // 04/07/2014 às 14:24 // Responder

      Quem chega em bando ? a esquerda caviar ?? Ótimo texto ?? mais um que não sabe do que fala e deve ter como leitura de cabeceira as cartilhas sindicais… Acorde, estamos no século 21 !

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  11. Francisco Roberto // 04/07/2014 às 10:40 // Responder

    “eles chegam em bando hahahah é tão engraçado”

    Quem anda em bando é comunista…

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  12. Desde os militantes da ralé do lulopetismo, passando pelos elementos mais graduados da nomenklatura e chegando até aos intelecdiotas da esquerda, não se vê de vcs um único argumento contra qualquer crítica aos dogmas da decadente e terminal religião marxista .É o caso aqui: não há aí nenhuma contestação, nenhum argumento, nada, nadinha que se possa contrapor a qualquer artigo/afirmação feita por aqueles ” hereges”.
    É aquela coisa de sempre: vc não gosta do que eles escrevem, embora não os tenha lido; ou lê, mas não os entende (o que é muito comum entre os esquerdiotas);ou lê e entende, mas não tem recursos culturais e intelectuais para argumentar contra (o que também é muito comum).
    Você apenas repete o que se fazia há alguns séculos: apontar em listas negras os hereges-ou, como queira: reacionários, direitistas etc- que devem ser levados à fogueira.

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  13. Tipicamente esquerdista achar que para ter opinião política a pessoa tem que ter pertencido a partido, governo, movimento social. Ser reconhecido pela academia ou ter tido sucesso em grandes corporações.
    Como todo esquerdista, o povo que trabalha, que tem uma pequena pizzaria, um carrinho de cachorro-quente ou que varre ruas só pode ser ouvido se for fagocitado por um movimento social ou partido.
    Como todo esquerdista ele não entende que indivíduos possam ter opinião, possam chegar a conclusões sem serem guiados como gado. Ele usa sua própria experiência e projeta nos outros suas limitações pessoais.
    Esse não foi criado com sucrilhos e sim com ovo poché.

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  14. Luiz Cláudio Ribeiro // 04/07/2014 às 13:39 // Responder

    Bateu o desespero nos esquerdopatas. Até pouco tempo a estratégia deles era o silêncio sepulcral, pois já se consideravam hegemônicos pelo fato de estarem ocupando espaços acadêmicos e midiáticos de forma autoritária e sub-reptícia, sem se preocuparem com qualquer contestação. Quando começam a perceber a água entrar na canoa partem para o ataque àqueles que ameaçam fazer ruir as bases de seu ‘status quo’ alcançado por meio da empulhação e da doutrinação gramsciana, principalmente das mentes mais jovens, desinformadas e abandonadas pelo Estado que tanto veneram. Essa história sobre o avô deve ser uma ficção para dar um ar de contraponto entre duas gerações diferentes. Coisa de psicanalista com problema de referências pessoais.

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  15. Roberto Sterling // 04/07/2014 às 14:23 // Responder

    O autor do texto tenta, tenta, mas não consegue mostrar nada mais do que um ranço esquerdista e falta total de argumentos consistentes para provar o que diz… Aí, é fácil, queria ver ele debatendo com os “acusados”…

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  16. Luiz Cláudio Ribeiro // 04/07/2014 às 14:23 // Responder

    Gostei muito da resposta do Rodrigo Constantino. Ele destacou muito bem o viés utilizado nesse texto de um psicanalista que está precisando urgentemente de um tratamento lacaniano: a acusação gratuita com base em um repertório característico da falácia ‘ad hominem’. Se forem pessoas sérias leiam o post dele e contra-argumentem! Assim, que sabe, o debate realmente aconteça. Para facilitar informo o link: http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/

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    • O Constantino postou no blog e mandou os seguidores comentar ! Patético como alguém se sujeita a isso. E dizem que defendem a liberdade individual ! Mas será que seguidores que agem em bando tem “liberdade individual” ?

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  17. Típico comportamento de esquerda que faz exatamente o que está escreve neste texto e joga a culpa no “inimigo”, pois oposição não existe para os vermelhos…

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  18. Não compreendo como o autor junta Rush Limbaugh com o que ele compreende como boa direita. É um verdadeiro mistério. Limbaugh é tudo que tem de mais histriônico, conspiracionista e alarmista na mídia americana. É mais truculento, mais hidrófobo que o pior elemento de nossa direita. Ou a obra do luminar (sic) era muito diferente umas tantas décadas atrás ou o autor desconhece os autores que menciona.

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  19. Jorge Isper Abrahim Filho // 05/07/2014 às 1:33 // Responder

    Se essa direita é frustradamente impotente de onde vêm os milhões de acessos aos seus blogs? Os blogs de esquerda tão cultos não conseguem
    nem 10% desses acessos.

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    • Robert Moraes // 25/07/2014 às 4:04 // Responder

      Os blogs de esquerda possuem acessos verdadeiros.Os milhões da direita que você cita não possuem título de eleitor? Nas urnas a esquerda tem mais de 10% rssss

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  20. Antisemita 2014 // 05/07/2014 às 5:00 // Responder

    Tinha que ser judeu o imbecil! Ô racinha maldita pra criar intriga e jogar uns contra os outros. Seu lugar é em Aushwitz.

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  21. Antisemita 2014 // 05/07/2014 às 5:04 // Responder

    Todo judeu gosta de apoiar tudo que não presta. O comunismo é uma doutrina tipicamente judaica, vitimista ao extremo. Não é a toa que os judeus inventaram a maior farsa do século 20, o holocausto.

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  22. Antisemita 2014 // 05/07/2014 às 5:07 // Responder

    Com esse sobrenome ridículo deve um maldito filho de sião. Zyklon b neles.

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  23. João Silva // 07/07/2014 às 11:08 // Responder

    Comecei a ler o texto e percebi logo que era escrito por um burguês, tomando o chá “inglês” do final de tarde com os avós.
    O texto escrito por Jorginho Guinle?

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  24. William Antônio Siqueira // 08/07/2014 às 5:16 // Responder

    Me identifiquei em várias partes do seu texto. Não sou das esquerdas, mas sou de esquerda, logo não me atentei a diversas referências, mas entendo o que quer dizer. Segue a reprodução de um texto que mandei no facebook após acompanhar as três postagens:

    Os textos do Constantino, Azevedo e Olavo sempre faltaram com algo que o autor cita: uma solução para o Brasil. Não li os livros, mas os textos recentes são medíocres e se reduzem a fazer ataques aos que se declaram de esquerda, deixa pobre todo e qualquer debate político na internet.
    Os debates se reduzem a ficar provando que você não é petista, que tem uma posição política X e que apoia o PT em certas ações pelos motivos X,Y e Z, mas o infeliz(quem debate com você) tem um sério problema cognitivo que não consegue enxergar um palmo a frente e gerar uma solução à direita para admirarmos.
    As pessoas que me inspiraram a ser de esquerda, como Brizola e Darcy, tinham um discurso que visivelmente levava em conta diversos aspectos históricos do nosso país e sempre tinham soluções coerentes com relação aos nossos problemas, tanto que o Darcy falava de uma solução brasileira, diferente de tudo. Essas infelizes da oposição (que acham que para ser contra o PT tem que lamber saco dos escritores de direita) se reduzem a falar bobeiras e repetir discursos rasos, falsos e agressivos, coisas que não levam a nada, mas sim a um “stress”, mas que continuamos a debater com a pequena esperança de uma hora clarear a mente da pessoa. Esses debates, no entanto, no fazem ter que descer a esse nível podre de discussão, acabando por tornar-se improdutivo e uma total perda de tempo. Eu estou evitando perder meu tempo ultimamente.

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  25. Mal Acostumado // 09/07/2014 às 18:13 // Responder

    A Baixa Direita, representada por Reinaldo Azevedo, Olavo de Carvalho, Diogo Mainardi e Rodrigo Constantino são filhotes de Roberto Campos,o ramo mais fraco da antiga a brilhante Grande Direita, de Gustavo Corção, Nelson Rodrigues, Alceu de Amoroso Lima, Golbery do Couto e Silva, Miltom Campos, Carlos Lacerda e outros luminares. Que saudade!

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  26. Direita com raízes liberais? Por que é que acham que liberais são de direita? O liberalismo nasceu na esquerda, era contra o regime monárquico vigente na época, este sim, direita. Como fazem confusão, inclusive acadêmicos… no exterior, até hoje os liberais são considerados de esquerda. Mas a crítica aos tais neo conservadoras é boa. Bom texto.

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  27. Alvaro F. // 25/07/2014 às 1:02 // Responder

    Neoconservadores e neopentecostais atuam, cada um em seu campo, em sintonia. Compactuam da mesma virulência ao tratar dos que pensam diferente e usam o mesmo discurso contra o inimigo maior que, não à toa, eles mesmos tratam de fundir na figura do “demônio comunista”.

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  28. Eu acho que o autor do texto teve muita preocupação em querer mostrar que é muito intelectual, e que isso vem de família, e que essa família é perfeita, com excessão da tendência do avô para a direita. Inclusive salienta que o intelecto do avô não chega aos pés do dele próprio. Que gostaria que o avô tivesse vivo para dizer o seguinte: TÁ VENDO? EU SEMPRE TIVE CERTO, E VOCÊ ESTAVA ERRADO E SEM VISÃO DAS COISAS. Que superou o seu próprio avô intelectual. Também tenta salientar de que um dia houve alguém de direita que teve algum intelecto, mas os da direita de hoje são puros lixos. Outra coisa que também chama a atenção é que ele parte firmemente na defesa do petê. O que não entendo é como um intelectual do tão alto nível dele se rebaixa diante do grande LIZINAÇO MULLA DA SILVA, que agora é dotô, e que só falta concluir a quarta série primária. Ele também se esqueceu de defender o “alto” nível cultural que as escolas do governo da esquerda está deixando para a geração atual.
    Mas faltou muito mais coisas. Por exemplo, faltou citar textos desses caras da direita que, PRA ELE, não tem informação, formação e nem cultura nenhuma, e mostrar os pontos controversos dos respectivos textos. Ele foi simplesmente incapaz de entrar em qualquer discussão contra qualquer texto desses direitistas que ELE ACHA que não sabem argumentar, simplesmente por citá-los.
    Acho que o autor desse texto deveria passar um bom tempo com o Lula para receber mais injeçōes de cultura.
    Obrigado, CHRISTIAN DUNKER, pela aula de intelectualidade que você aprendeu com o LULA.
    Só pra finalizar, meu caro autor, você sabia que o teu sobrenome DUNKER, se tirar as duas últimas letras (ER) me lembra muito outra palavra do inglês? DONKEY.

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  29. Rafael Morena // 25/07/2014 às 10:35 // Responder

    Concordo com a crítica, mas deixo uma reflexão: até pouco tempo atrás, o sentimento político geral era de um esgotamento das narrativas de esquerda, intelectuais como Zizek apontam o constrangimento e quase silêncio do marxismo frente a derrocada da URSS. Hoje eu vejo florescer alguns focos de pensamento mais qualificado e adaptado aos novos tempos na esquerda, só que estamos longe de um cenário intelectual verdadeiramente efervescente. Tanto à esquerda, quanto à direita, percebo a utilização de chaves conceituais e frases gastas, como se estivéssemos parados na década de 70. Para mim, além de irritante (as argumentações nos debates sobre quaisquer temas me parece delirante), isso é extremamente angustiante. A tentação pelo discurso mais agressivo é um perigo e a nossa direita bebe nessa fonte.

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  30. luiz henrique // 25/07/2014 às 12:34 // Responder

    O texto é excelente e vai direto ao ponto. Pena que 95% dos que comentaram não tem a capacidade de entendê-lo. Aí, ficam comentando sobre aquilo que não sabem o que é. Compreensível para leitores de Folha, Veja, Estadão…leitores de cabeçalhos e rodapés. São representantes da famosa e mais nova geração de leitores, a geração “só a cabecinha”. Não se aprofundam no texto. Não vão ao núcleo da notícia. Se contentam em ler os cabeçalhos das manchetes, por preguiça ou incapacidade cognitiva, não se aprofundam. No entanto, como demonstração máxima de suas capacidades, se contentam, e acham isso o máximo, em reproduzirem, como uma xerox, pensamentos, neologismos e frases de (d)efeito.É uma indigência intectual sem precedentes.

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  31. Rui Werneck de Capistrano // 25/07/2014 às 22:41 // Responder

    Se alguém, um só entre todos os que comentaram aqui, me apresentar uma só pessoa, uminha, que seja de DIREITA ou de ESQUERDA… no Brasil, eu vou dar risada a vida inteira. Nem precisarei mais assistir aos filmes do Woody Allen!

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  32. Interessante as inúmeras respostas à direita…

    Deixou-me surpreso o parágrafo abaixo:

    “Ninguém viu, ninguém sabe como chegaram esses sujeitos a posições de reputada representação em grandes diários, revistas, canais de televisão ou blogs correlatos. Passagem pelo governo, partido ou qualquer outro órgão politicamente formativo: nenhuma. Experiência com movimentos sociais, terceiro setor ou com grandes corporações: desprezível. Reputação acadêmica da moçada: zero. Aliás, para esta turma, a academia deveria ser extinta, privatizada, vendida como ferro velho, ou comprimida e coada antes da floculação tendo em vista a extração vendável de pigmento vermelhiforme.”

    Como assim, para aparecer tem que ter pedigree e este tem que estar dentro dos formatos aqui apresentados? Não basta ter trabalhado,escrito e conquistado seu espaço? A ser verdade, quantos acessos vc consegue aqui por dia?
    É argumento tosco demais…
    MAM

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  33. Sério? Esquerda e direita? Um governo que reúne Sarney, Kassab, Calheiros e Lula e vc ainda insiste em taxar esse governo como de esquerda, meu caro, controle da mídia, como ser mais de direita do que isso? Acorda pro mundo, quer falar de Cuba, fale por completo, sistema totalitário anti-democrático, e isso que vc quer? que entreguemos o país para o Lula, Dirceu e companhia? Castro manda na Ilha desde o tempo do seu avó, Seu “velho” nunca foi tão atual…

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  34. Jerry Bassi // 13/03/2016 às 20:32 // Responder

    Que comunista mais chato! Vai pra Cuba!!!!

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  35. Christian Dunker, quanta elegância para chamá-los de burros mesmo. Esses, nem condições de entender o que você quis expor eles têm. Não querem o conhecimento que preste ao argumento e a defesa. São apenas cães que ladram. Infelizmente, creio que também são consequencia dos infelizes equívocos da governança PT. A geração do seu avô parece não ter produzido herança intelectual verdadeira a serviço da direita conservadora ou o com o hábito pelo conhecimento. Com o fim da ditadura e as aberturas oriundas, me parece que o interesse consumista venceu. Mas, sem esquecer, que com a democracia, a economia brasileira foi inúmeras vezes reformada com seus tantos planos cruzados e avessos… O resistente, esse sim, manteve seu interesse para frente. Nunca desistimos da luta pelo justo. E seja como for, assim como foi e é com você, estamos sempre buscando mais na história e com os livros, e hoje, com a imprensa séria que podemos ter acesso com a internet. Não importa a geração, o injustiçado pode até ficar calado e submetido, mas é atento. E essa conversa vai longe porque assim é.

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  36. Fabio Dal Molin // 19/03/2016 às 13:40 // Responder

    Olavo de Carvalho é o Paulo Francis com o QI da Carla Perez

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  37. Mas preferes eternamente o ovo da vó do que o Rush Limbaugh do vô!!!!!!!!!!!
    Foras um tanto machista na sua conclusão.

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