extrema direita

Por que estão “chutando o balde”!? Eleições de 2026 no Brasil e disrupções das extremas direitas

10/09/2026 // 1 comentário

Da 6x1 travada à Faria Lima e ao trumpismo, Felipe Brito mostra que as disrupções da extrema direita nada têm de antissistêmicas. "A extrema direita “estica a corda”, “chuta o balde”, “chuta o pau da barraca”, impulsionada por metas, métodos e instrumentos disruptivos. Com isso, fornece algum tipo de representação, mimetização desse ethos destrutivo “sistêmico”, passível de ser “agarrado” por milhões de pessoas. Cabe frisar, entretanto, que a postulação dessas interfaces entre trumpismo e bolsonarismo precisa de acuidade metodológica: se, por um lado, há vínculos e um jogo recíproco de espelhamentos entre ambos, por outro, há subalternização do bolsonarismo perante o trumpismo e distâncias quilométricas", diz Felipe Brito. [...]

O que é fascismo para a Teoria Crítica?  

31/08/2026 // 1 comentário

Bruna Della Torre: "No interior do marxismo, a Escola de Frankfurt constitui a tradição que se dedicou de maneira mais prolongada e sistemática, inclusive no plano empírico, ao estudo do fascismo. Enquanto diversos autores abordaram individualmente o tema, de Clara Zetkin, Antonio Gramsci, Nicos Poulantzas e Ernest Mandel a formulações mais recentes e situadas em polos distintos, como as de Domenico Losurdo e Enzo Traverso, a Teoria Crítica fez dele um objeto de investigação coletiva." [...]

Notas sobre mercado, Estado e bolsonarismo: quando o “sistêmico” é “antissistêmico” (e vice-versa)

31/07/2026 // 1 comentário

Felipe Brito parte da revelação de que o Banco Master teria disponibilizado R$ 134 milhões para Flávio Bolsonaro supostamente financiar um filme sobre o pai e extrai um fio da meada que permite percorrer o novelo que embola circuitos financeiros da Faria Lima, crime organizado, setores do establishment político (sobretudo o Centrão e a extrema direita), Poder Judiciário, aparatos policiais etc." [...]

A ideologia alemã: a Escola de Frankfurt e os “Gruppenexperiment”

25/06/2026 // 1 comentário

Bruna Della Torre: "O Instituto de Pesquisa Social inicia agora um projeto de publicação da parte inédita de um estudo pouquíssimo comentado inclusive pela bibliografia especializada da chamada Escola de Frankfurt: os “Experimentos de Grupo”. A pesquisa foi realizada entre 1950 e 1951 na Alemanha Ocidental com quase duas mil pessoas e atesta como a Escola de Frankfurt foi a tradição do marxismo que mais pesquisou o fascismo também de uma perspectiva empírica, ao contrário do que dizem seus detratores." [...]

A nova esfera pública particular: entrincheiramento de posições na “terra de ninguém” das plataformas digitais

18/05/2026 // 1 comentário

Thiago Canettieri: "Havia um certo otimismo quanto ao caráter descentralizado da rede social, em que os consumidores de informações se tornavam replicadores e até produtores de conteúdo. A revolução digital promoveria, portanto, uma mudança no filtro editorial dos grandes conglomerados da comunicação e ressaltaria a conectividade entre as pessoas. Ora, essas palavras hoje certamente soam como notícias de outra era ideológica – e, de fato, era outra época. Afinal, já se sabe muito bem o que as redes sociais implicam." [...]

O que se continua buscando no bolsonarismo!?

16/05/2026 // 1 comentário

Felipe Brito: "Tanto as 'normatividades' territoriais armadas quanto a 'prerrogativa' estatal de 'tocar o terror', com suas subjacentes cargas traumatizantes, não apenas municiam um entrincheiramento (hiper)individualista, mas fornecem a ele um contorno securitário (que conduz, por exemplo, ao armamentismo, um dos baluartes do bolsonarismo). E, assim, anaboliza os protótipos de desconfiança (anti)social e abastece as interpelações bolsonaristas." [...]

Recrutando no Shopping 

15/05/2026 // 1 comentário

Bruna Della Torre e Eduardo Altheman: "Recrutar no shopping significa transformar a vida militar em mais um estilo de vida a ser consumido. Ainda mais sintomática do que a ausência dos termos “nacionalismo” ou 'patriotismo', a palavra 'guerra' nunca aparece – embora seja ela, é claro, a raison d’être de toda a operação." [...]

Morrer por uma causa justa: o individualismo encantado da extrema direita  

17/04/2026 // 1 comentário

Thiago Turibio: "Como o bolsonarismo pôde soldar, com o fogo do entusiasmo, o favelado e o rentista bilionário, o precário e o dono da fábrica, o sem terra e o barão da soja? Em tempos comuns, esse tipo de prestidigitação desmoraliza o mágico, não convence. Algo na materialidade brasileira, e do mundo, deve ter mudado para que a comunidade de interesse fascista voltasse a ter capilaridade e poder de encantamento. " [...]