Por que estão “chutando o balde”!? Eleições de 2026 no Brasil e disrupções das extremas-direitas

Manifestantes na região central do Rio de Janeiro. Fonte: Agência Brasil

Por Felipe Brito

É plausível valorar o fim da escala de trabalho 6 x 1, sem redução de salários, como um marco histórico da “Nova República”, sobretudo quando se consideram, com centralidade, as raízes coloniais, escravocratas, latifundiárias da formação social brasileira, bem como a prevalência de uma modernização concentradora de renda e riqueza, infensa à participação popular, eivada de truculências e “soluções” (golpistas) pelo alto. Um passo crucial nessa direção foi dado no dia 2 de setembro de 2026, com a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. O próximo passo seria pautar a matéria no plenário. Entretanto, irrompeu no meio disso uma “chutação de balde” perpetrada por um Ministro do STF (organicamente vinculado ao bolsonarismo), que capturou o “debate” público e provocou uma “cacofonia” cujas consequências foram abafar o supracitado passo crucial e a magnitude desse marco histórico. Aliás, no embalo dessa cacofonia, o candidato oficial do bolsonarismo, que é Senador da República, arregimentou a sua “tropa de choque” e arrancou mais uma procrastinação no trâmite da matéria, evitando que fosse levada ao plenário.

O fato é que a aprovação de uma matéria apoiada por cerca de 78% da população foi obstaculizada e a repercussão social de um tema referente ao cotidiano de milhões de pessoas no Brasil ficou marginalizada1. De roldão, a referida “chutação de balde” ministerial, que tirou o lawfare da cartucheira e reeditou alguma coisa do modus operandi lavajatista, em meio ao fervor de disputas eleitorais atravessadas pela intervenção estadunidense, além de favorecer o travamento da aprovação do fim da escala 6 x 1, propiciou o alastramento daquela representação social difusa do “nada presta no Brasil”. A rigor, mais do que representação: trata-se também de uma forma de experiência da sociedade brasileira atual, que vem servindo como combustível (anti)político das interpelações bolsonaristas.


De estrondo em estrondo, as extremas-direitas vão se nutrindo e se espraiando. Essa acumulação de estrondos remete, em larga escala, ao ativismo digital (que abordarei em textos subsequentes). Por “debaixo da ponte” do ativismo digital, entretanto, “corre muita água”. As extremas-direitas “esticam as cordas”, “chutam os baldes”, “chutam os paus das barracas”, impulsionadas por metas, métodos e instrumentos disruptivos que, todavia, não corroboram a autoproclamação de “antissistema”. Esse debate acerca do atributo “antissistêmico” requer empenho de complexificação, posto que volumosas cargas disruptivas compõem o miolo do “sistema” econômico e político vigente. Posicionando o foco no segmento hegemônico do campo da extrema-direita brasileira, no repertório de tecnologias bolsonaristas de militância e governança constam boicotes, esvaziamentos, desmantelamentos, mas também invectivas, esculhambações, menosprezos, desferidos contra um conjunto amplo de instituições do regime político erguido no pós-ditadura de 1964-1985. Coetaneamente, esse repertório alberga termos relevantes da política tradicional – fator condizente com a própria formação do bolsonarismo, que aglutinou características oligárquicas, fisiológicas, entreguistas e golpistas das “velhas” direitas e os pedaços espalhados da emergência de uma “nova” direita, na esteira das jornadas de junho de 2013, recebendo uma significativa alavancagem no contexto das maquinações em torno do impeachment da Presidenta Dilma Rousseff.

Segundo consta, pelo menos desde as duas últimas semanas do mês de agosto, verifica-se uma ciranda de subida do dólar e queda da Bolsa. A Faria Lima já procede a tal “precificação” da eleição presidencial, com vistas a exigir da candidatura lulista uma “camisa de força” fiscal e um “cabresto” sobre o Banco Central. Pari passu, acompanha, amiúde, os desdobramentos do supracitado estrondo oriundo do STF, dada a convergência de gramática econômica e de revestimentos políticos entre o mercado financeiro e o campo da extrema-direita no Brasil, modulada e abastecida por dispositivos de espoliação/expropriação de fundo público, ativos públicos, recursos naturais e socioculturais. Esses dispositivos armazenam munições disruptivas. Por exemplo, o binômio combinado dólar nas alturas/real depreciado constitui um dispositivo econômico-político com munição disruptiva, suscetível de provocar turbulências sociais. Diante do pano de fundo sócio-histórico global de superacumulação de capital na forma monetária, predomínio de fluxos econômicos com procedência financeiro-rentista-especulativa, desregulamentações financeiras abrangentes, volatilidade do câmbio, cadeias globais de valor atreladas ao dólar, turbulências cambiais engendram turbulências sociais, na medida em que suscitam inflacionamento do preço dos alimentos e de insumos industriais. A ameaça de se promover turbulência cambial municia o emparedamento do governo federal em nome da blindagem do escoadouro de fundo público, via pagamento de juros da dívida pública que, entre julho de 2025 e julho de 2026, atingiu cerca de R$ 1,15 trilhão.2

Logo, disrupção não é algo estranho ao mercado financeiro. É possível verificar propensões disruptivas incrustadas nas próprias bases de funcionamento do sistema financeiro vigente. No Brasil atual, um reservatório de geração de turbulências econômicas, políticas e sociais encontra-se alojado em um tipo usual de operação no mercado financeiro, chamada carry trade, que consiste, resumidamente, em prospectar, buscar e captar dinheiro a custo quase zerado (em países com taxas básicas de juros próximas a zero, como Japão, alguns países europeus e EUA) para aplicar/investir em ativos financeiros de curtíssimo prazo, por aqui, atraído pela taxa básica de juros exorbitante do Banco Central. Diante do mencionado pano de fundo composto por superacumulação de capital na forma monetária, desregulamentação financeira ostensiva, dolarização econômica, volatilidades cambiais, basta uma milimétrica elevação da taxa básica de juros do Federal Reserve, o Banco Central estadunidense, para provocar uma ávida sucção dos dólares que aqui circulam em busca de ganhos financeiros imediatistas na esteira dos tais carry trades. Uma saída abrupta e volumosa de dólares do país engendra a combinação de dólar nas alturas e real depreciado. Como consequência social turbulenta, é capaz de provocar pressão inflacionária sobre alimentos e insumos, conforme já pontuado. Movimentação e efeitos análogos acontecem quando a tal “taxa de carry” do Brasil discrepa perante a de países periféricos ou semiperiféricos, como México e África do Sul. Para segurar dólares no país e reter a disparada do câmbio, a taxa básica de juros definida pelo Banco Central é manuseada como ferramenta de gestão da rentabilidade do tal carry trade

Essas propensões disruptivas ficam, ainda, suscetíveis de recrudescimento pela atuação orgânica da Faria Lima (ou, pelo menos, de setores expressivos da Faria Lima) que, escorada (ou escorados) nos efeitos sociais disruptivos que uma turbulência cambial pode provocar, instrumentaliza o câmbio como arma político-econômica e empareda o governo federal para garrotear gastos/investimentos públicos, manter a Taxa Selic nas alturas e blindar spreads bancários abusivos. No bojo da tal “precificação” da eleição presidencial, o anúncio de um aumento do salário mínimo acima da inflação, em proporção maior do que a projetada pelo mercado, está servindo como um pretexto recente para a “milionésima” coação fiscal perpetrada pela Faria Lima. Por conta do anúncio de um aumento de 121 reais no salário mínimo, o mercado ficou “nervoso”, conforme a proclamação do mainstream empresarial e midiático (que, aliás, imputa afetos ao mercado). Segundo alardeou o referido mainstream, esse aumento não somente “atrapalharia” a formação do tal “superávit primário”, mas “incrementaria” a formação do tal “déficit primário” – uma aferição fiscal que não leva em conta o gasto com juros da dívida pública (de longe, o principal sorvedouro de fundo público).

A propósito, para sublinhar o peso disruptivo da instrumentalização do câmbio como arma econômica, é importante resgatar um aspecto (pouco considerado) na guerra estadunidense-sionista perpetrada contra o Irã.  Na prévia dos bombardeios de mísseis, já em meio ao assassinato de autoridades, foram desferidos bombardeios econômicos, instrumentalizando o câmbio como arma. O próprio Secretário do Tesouro dos EUA admitiu que promoveu manipulação cambial no Irã (mais especificamente, “escassez de dólares”) para provocar turbulências sociais. “Criamos uma escassez de dólares – bancos colapsaram, a moeda entrou em colapso. A inflação explodiu e o povo iraniano foi para as ruas”, sentenciou o Secretário. De fato, em dezembro de 2025, pulularam protestos de rua naquele país.3


Fornecendo mais um passo no percurso apresentado no texto, vale ressaltar: o que subjaz à hipertrofia financeiro-rentista-especulativa do capitalismo vigente são dispositivos de espoliações e expropriações (não apenas de fundo público, mas também de ativos públicos, recursos naturais e socioculturais), sobretudo nos países e regiões periféricas do sistema. No âmbito dessas balizas, atualiza-se e evidencia-se um caráter (indelével) da “lumpenburguesia” brasileira: abdicação/boicote a redesenhos de projetos de desenvolvimento nacional (no que for possível, diante da elevada fronteira tecnocientífica), sobretudo se pautados por objetivos de distribuição direta de renda/riqueza e ampliação da participação popular como vetor de governabilidade. Com isso, agrava-se o atrelamento do país à especialização primário-exportadora de commodities e à financeirização econômica. Nos parâmetros supracitados, reside um elo significativo entre a extrema-direita brasileira (com ênfase no bolsonarismo) e as classes dominantes (nas suas diversas frações). O travamento da aprovação do fim da escala 6 x 1, sem redução de salários, e a cisma secular perante uma política de valorização continuada do salário mínimo constituem exemplos.

Esse elo entre o bolsonarismo e as classes dominantes enseja ganchos para se abordar a intervenção dos EUA nas eleições brasileiras (mantendo, ainda, como fio condutor o empenho de análise dos sentidos e funções das propensões disruptivas das extremas-direitas). É nítido que os EUA “estão de olho” nas reservas de terras raras brasileiras, no Pix e estão intervindo, descaradamente, no processo eleitoral brasileiro. Aliás, o candidato oficial do bolsonarismo à Presidência da República já franqueou ao governo estadunidense as reservas de terras raras e até a equipe governamental de transição, em caso de vitória no pleito presidencial de outubro/novembro de 20264. Em movimentos coordenados, agentes políticos do trumpismo (que ocupam posições governamentais) e do bolsonarismo requentaram invectivas contra o sistema eleitoral brasileiro.


O trumpismo está empreendendo uma disrupção global, “jogando para o alto o tabuleiro” que os próprios EUA criaram e implementaram. Descartando qualquer véu ideológico “universalista”, ataca ingredientes da tal “globalização” econômica, abalada pela crise de 2008, e posiciona, diretamente, a “alça de mira” na tal da “governança global”, composta pelos tais organismos multilaterais, cujos alicerces remontam ao contexto de reconstrução capitalista do pós-Segunda Guerra, sob a égide da hegemonia estadunidense. Os EUA retiraram-se, segundo consta, de 66 instituições desse tipo5. Organismos como, por exemplo, a Organização Mundial de Saúde, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e acordos, como o de Paris. Até a OTAN e os históricos aliados europeus não escaparam das “bordoadas” trumpistas. Os EUA não se retiraram da OTAN, mas a tensionaram e a vilipendiaram. Tripudiando a Organização Mundial de Comércio, desferem bombardeios tarifários para acuar o mundo e, sob os impactos desse acuamento, arrancar “renegociações” bilaterais. “Coisa linda de se ver”, declarou Trump sobre os tarifaços.6

Sintetizando a argumentação entabulada no texto, o “sistema” engendra disrupções e, enquanto tal, conflui para vias “antissistêmicas”. Essas vias “antissistêmicas”, por sua vez, confluem para os direcionamentos disruptivos “sistêmicos”. O que se convenciona nomear como “antissistêmico” nas extremas-direitas, a rigor, não é o “outro” da lógica imanente do sistema econômico em vigência (que carrega propulsores de disrupção econômica, política, cultural, afetiva e ecológica). O trumpismo, por exemplo, catalisa e espalha “ingovernanças” e “desgovernanças”, mobilizando ferramentas disruptivas econômicas, geopolíticas, militares, culturais. No mesmo compasso, mantém-se aferrado a um dos baluartes da “governança” capitalista do pós-Segunda Guerra – a hegemonia do dólar (cujo lastro, a propósito, não se ancora em fatores econômicos, mas no maquinário de guerra). Defender, a qualquer custo, a hegemonia do dólar é um posicionamento mais do que “sistêmico” – é “ultrassistêmico”. O contexto estrutural de crise econômica (que se desdobra em crise social e ecológica) catalisa formas (auto)destrutivas de vivências (anti)sociais e de interação com a natureza.

A extrema-direita “estica a corda”, “chuta o balde”, “chuta o pau da barraca”, impulsionada por metas, métodos e instrumentos disruptivos. Com isso, fornece algum tipo de representação, mimetização desse ethos destrutivo “sistêmico”, passível de ser “agarrado” por milhões de pessoas. Cabe frisar, entretanto, que a postulação dessas interfaces entre trumpismo e bolsonarismo precisa de acuidade metodológica: se, por um lado, há vínculos e um jogo recíproco de espelhamentos entre ambos, por outro, há subalternização do bolsonarismo perante o trumpismo e distâncias quilométricas. Enquanto no trumpismo, por exemplo, há ativismo estatal na corrida tecnológica e na política industrial, no bolsonarismo há ativismo nos bloqueios e abdicações a qualquer esboço de projeto de desenvolvimento nacional (sintonizado com o caráter prevalecente da “lumpenburguesia” brasileira), que atinge o nível rebaixado de franquear as terras raras (in natura, mesmo) aos EUA.


Precificações, lavajatismos, bombardeios algorítmicos perfazem um emaranhado de “governalidades” e “in/desgovernalidades” e uma teia de disrupções/conturbações/estrondos, atrelados às metas capitalistas prevalecentes de expropriação/espoliação. Para o “andar de cima”, o bolsonarismo tem a oferecer balizamentos e ferramentas para o atrelamento ao capitalismo de pilhagem. Mas, e quanto aos milhões de pessoas comuns dos “andares de baixo”, o que tem a oferecer!? Como um trajeto plausível de resposta, cabe tomar como ponto de partida a avaliação de que um dos principais combustíveis do bolsonarismo decorre das representações/sensações difusas de desconfiança (anti)social. Essas representações/sensações não estão soltas no ar: encontram lastro no caráter (estrutural) de descomprometimentos/desimplicações sociais abrangentes e seculares, circunscritos no sistema categorial da formação social brasileira.

As tecnologias bolsonaristas de (des)governança e militância não somente abdicam de apontar caminhos de ultrapassagem dos fatores objetivos que permeiam o caráter (estrutural) de descomprometimentos/desimplicações sociais, mas recrudescem tais fatores. Ato contínuo, galvanizam as representações de desconfiança (anti)social e fixam enquadres particularistas de se experienciar a sociedade. Assim, oferecem “entrincheiramentos” hiperindividualistas e “farrapos” de conexões entre essas pessoas “entrincheiradas” (visto que, mesmo “entrincheiradas”, não abdicam, por completo, de demandas por conexões, socializações, reconhecimentos). Acumulação de metas e métodos disruptivos tendem a provocar, imantar vivências da sociedade mediadas por “entrincheiramentos” subjetivos. De conturbação em conturbação, as extremas-direitas vão se nutrindo e se capilarizando. Porém, por mais “entrincheiramentos” que favoreçam, as necessidades/demandas materiais e afetivas das pessoas comuns ainda urgem e clamam por respostas. Assim, a gramática das políticas sociais públicas não se tornou completamente estranha. Ao contrário.

Cabe, então, insistir no questionamento: nas eleições que se aproximam, o fim da escala 6 x 1, sem redução de salário, cujo apoio alcança cerca de 78% da população, vai perfurar os bloqueios disruptivos!?

Notas

  1. Bittencourt, Julinho. Pesquisa aponta que 78% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1. Revista Fórum, 2026. Disponível em: https://revistaforum.com.br/revista-forum/pesquisa-78-brasileiros-favor-fim-escala-6×1/. Acesso em 8 de setembro de 2026. ↩︎
  2. Martello, Alexandre. Contas públicas: superávit em julho e dívida recorde de 82,5% do PIB, maior nível em mais de cinco anos. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/google/amp/economia/noticia/2026/08/31/contas-publicas-tem-superavit-em-julho-divida-sobe-para-825percent-do-pib-maior-nivel-em-mais-de-cinco-anos.ghtml. Acesso em 08 de setembro de 2026. ↩︎
  3. Secretário do Tesouro dos EUA admite que criou escassez de dólares no Irã para causar agitação pública. 2026. Disponível em: https://www.brasil247.com/mundo/secretario-do-tesouro-dos-eua-admite-que-criou-escassez-de-dolares-no-ira. Acesso em 8 de setembro de 2026. ↩︎
  4. No dia 28 de março de 2026, o candidato oficial do bolsonarismo, em solo norte-americano e falando em inglês, declarou que o Brasil seria a “solução” para os EUA na questão das terras raras. Em carta enviada ao Secretário de Estado daquele país, o candidato bolsonarista registrou a intenção de colocar à disposição das autoridades estadunidenses a equipe de transição governamental no caso de vitória no pleito. ↩︎
  5. Couto, Cláudio. Diplomacia às favas. Carta Capital, 2026. Disponível em:     https://www.cartacapital.com.br/opiniao/diplomacia-as-favas/. Acesso em 08 de setembro de 2026. ↩︎
  6. ‘Coisa linda’: Trump elogia ‘tarifaço’ um dia após entrada em vigor. UOL, 2026. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2025/04/06/coisa-linda-trump-elogia-tarifaco-um-dia-apos-entrada-em-vigor.htm. Acesso em 08 de setembro de 2026. ↩︎

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Felipe Brito é docente do curso de Serviço Social da UFF (Universidade Federal Fluminense) no Campus de Rio das Ostras. Pela Boitempo, organizou, com Pedro Rocha de Oliveira, o livro Até o último homem: visões cariocas da administração armada da vida social (2013). Autor do artigo “Territórios Transversais” (em conjunto com Pedro Rocha de Oliveira), que integra o livro Cidades Rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil.


Até o último homem: visões cariocas da administração armada da vida social (2013), autoria de Felipe Brito e Pedro Rocha de Oliveira

Análise sobre a militarização das favelas cariocas, revelando as UPPs como ocupações armadas e revelando a complexidade da gestão do colapso social. A coletânea destaca a relação entre militarização e vida cotidiana, desmistificando a suposta eficácia das políticas de ocupação permanente.

Fascismo tardio: raça, capitalismo e política da crise, autoria de Alberto Toscano

Em um mundo tomado por crises ecológicas, econômicas e políticas, as forças do autoritarismo têm saído na frente. Como nomear e responder a esse estado de coisas? Em Fascismo tardio: raça, capitalismo e política da crise, Alberto Toscano critica a associação do fascismo unicamente com o tipo de violência política dos regimes europeus de meados do século XX. Em vez de procurar analogias históricas, ele entende o fascismo como um processo mutável, ancorado no capitalismo racial e colonial, que antecede e sobrevive às suas encarnações na Itália de Mussolini e na Alemanha de Hitler.

Junho de 2013, autoria de Camila Rocha

Análise multifacetada dos eventos de junho de 2013 no Brasil, que abalaram o país e desencadearam transformações sociais e políticas complexas. Diferentes perspectivas e vozes destacam o caráter híbrido desses protestos, fornecendo insights sobre seu impacto duradouro.


Cidades Rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil, autoria de Mauro IasiLincoln Secco; Silvia Viana; Raquel Rolnik e Venicio A. de Lima e Leonardo Sakamoto e Jorge Luiz Souto Maior e Carlos Vainer e João Alexandre Peschanski e Pedro Rocha de Oliveira e David Harvey e Ermínia Maricato e Mike Davis e Ruy Braga e Slavoj Zizek e Felipe Brito

Refletindo sobre as manifestações do Movimento Passe Livre, reúne análises de renomados pensadores. Aponta para temas como desigualdade social, direito à cidade e esgotamento do modelo político, apresentando uma visão multifacetada das vozes rebeldes nas cidades brasileiras.



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