A nova esfera pública particular: entrincheiramento de posições na “terra de ninguém” das plataformas digitais
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Por Thiago Canettieri
A virada para o século XXI foi marcada por um certo tipo de otimismo: o mundo poderia, finalmente, entrar na era da “aldeia global”. Um período sem guerras, em que a ação comunicativa prevaleceria e a concertação bem-arrazoada entre indivíduos e grupos ocorreria sem muitos problemas. Acreditava-se, nesse período, que as pessoas naturalmente buscariam “a verdade” e que a informação, uma vez que circulasse devidamente, poderia tornar o debate de ideias mais preciso, buscando um entendimento mútuo: “o fanatismo político unidimensional do passado” ficaria, finalmente, para trás. O modelo desta explicação é, como bem se sabe, tributário da teoria da ação comunicativa de Jürgen Habermas1. A filosofia de Habermas conferiu centralidade à construção conjunta de um entendimento mútuo, produzido pelo agir comunicativo. Nesse quadro, ocorre o fenômeno da “coerção não coercitiva do melhor argumento”. Habermas está ciente de que o pressuposto dessa formulação é a garantia de uma “situação ideal de fala”, caracterizada por condições de simetria que excluem influências coercitivas e garantem a busca cooperativa dos envolvidos pela verdade e, portanto, pelo entendimento. Essa situação, como discutiu Nancy Fraser no ensaio “O que há de crítico na Teoria Crítica?” (republicado em Destinos do feminismo), é muito desigual na sociedade. Certas pessoas conseguem garantir a situação ideal de fala; outras, não. Um quadro propriamente iluminista, pode-se dizer. A expectativa do Iluminismo (ou Esclarecimento, como prefiram traduzir Aufklärung) é que a razão iluminaria os mitos do universo e que, contra as luzes da razão, não haveria discordância possível. Habermas, portanto, pode ser visto como um continuador do projeto intelectual europeu iniciado no século XVIII, reivindicando o potencial emancipatório da razão, da democracia, do debate público. Para ele, a modernidade é um projeto inacabado que aguarda sua derradeira realização.
Toda essa expectativa positiva em relação à ação comunicativa foi renovada com a internet – afinal, a rede permitiria a circulação ainda mais eficiente de informações e discursos que, ao se encontrarem, resultariam em um entendimento compreensivo.
Avançamos duas décadas na discussão e encontramos Manuel Castells2, que passou a pensar as redes sociais no contexto das manifestações convocadas pela internet, como a Primavera Árabe, os Indignados e o Occupy. Castells interpretou as redes sociais como um motor da “autocomunicação de massas”, processo caracterizado por mensagens geradas, direcionadas e selecionadas de forma autônoma pelos próprios usuários, formando redes horizontais, interativas e multimodais. Segundo o autor, é no espaço livre e seguro da internet que os indivíduos conseguem expressar suas dores, encontrar empatia cognitiva em outras pessoas e coordenar ações coletivas, rompendo o monopólio historicamente exercido por governos e corporações de mídia sobre a comunicação. A internet ofereceria, assim, a plataforma tecnológica que permite aos movimentos sociais deliberar, coordenar táticas e expandir suas lutas de forma descentralizada, sem a necessidade de um centro de comando formal. Desse modo, a internet permitiria que os movimentos emancipatórios ultrapassem a esfera pública instituída e institucionalizada, frequentemente bloqueada pelos interesses das elites. Castells, ainda, dá outro giro no parafuso e insiste que, mais do que a ação comunicativa racional habermasiana, o que circula na esfera pública é, antes, um conjunto de emoções. O sociólogo catalão reconhecia, portanto, que as construções de consenso e de posicionamento não nascem estritamente do debate racional ou de um programa político prévio, mas do contágio de emoções: a raiva e a indignação diante da injustiça auxiliam na superação do medo e transformam-se em entusiasmo e esperança.
Surpreende olhar esses textos, concebidos num outro contexto político, em que parecia possível imaginar um potencial de circulação de ideias e de construção de entendimento na Internet. Havia um certo otimismo quanto ao caráter descentralizado da rede social, em que os consumidores de informações se tornavam replicadores e até produtores de conteúdo. A revolução digital promoveria, portanto, uma mudança no filtro editorial dos grandes conglomerados da comunicação e ressaltaria a conectividade entre as pessoas. Ora, essas palavras hoje certamente soam como notícias de outra era ideológica – e, de fato, era outra época. Afinal, já se sabe muito bem o que as redes sociais implicam.
O próprio Habermas, mais recentemente3, reconheceu que a “plataformização da esfera pública” subverteu as condições para que a ação comunicativa ocorra adequadamente. Em vez de criar uma deliberação universal e inclusiva, o ambiente digital fragmentou o público em “esferas semipúblicas” em que a instância particular é “inflada até a esfera pública”, o que sugere que convicções pessoais têm o mesmo peso nos debates políticos. Além disso, a estrutura das redes sociais produz um efeito de câmaras de eco isoladas umas das outras. Nesses espaços, o esforço argumentativo cede lugar à autoafirmação narcisista e à confirmação autorreferencial entre pessoas com visões semelhantes, blindando os usuários contra o contraditório. Nesse terreno cercado, brota todo tipo de fake news que não circulam apenas como falsidade de uma verdade absoluta, mas também como viés confirmativo dos pressupostos de cada bolha. O próprio Habermas reconhece, portanto, que essa nova transformação estrutural da esfera pública política submete as condições de fala a algoritmos digitais geridos por empresas com interesses comerciais e políticos. A degradação da ação comunicativa imaginada por ele anos atrás acelerou-se radicalmente.
Parece que, até para o teórico da ação comunicativa, os seus limites acabaram expostos pela nova arquitetura da circulação de informações e afetos constituída pelas grandes plataformas de redes sociais.
Não faltam críticas neste sentido: Max Fisher4 explica que a engenharia algorítmica da plataforma é incompatível com a racionalidade deliberativa herdada do Iluminismo, em que se privilegia a razão. Com base na maximização do engajamento, elas devem sempre apelar à indignação moral, que provoca reações extremas. Letícia Cesarino5 reconhece que o procedimento essencial da rede social é, antes, baseado na interpelação dos processos primários (afetos, instintos, hábitos), que acabam contornando os processos reflexivos secundários, condição para a argumentação lógica deliberativa.
Parece-me que o que Fisher e Cesarino descrevem aponta para uma certa convergência ao enfatizarem que essa realidade social é produzida algoritmicamente. Os algoritmos rastreiam continuamente o comportamento dos usuários e aprendem suas preferências, entregando conteúdos altamente personalizados que despertarão respostas emocionais, garantindo, assim, o engajamento com determinada rede. Esse processo produz as chamadas bolhas que se alinham aos vieses pré-existentes e, assim, promovem a conexão entre iguais, eliminando o espaço da divergência, tão caro ao princípio habermasiano da esfera pública. Certamente, a infraestrutura das plataformas não é neutra e depende da contínua estimulação emocional de seus usuários.
Em 2018, no contexto da eleição presidencial que culminou na vitória de Jair Bolsonaro, circulou um texto que, a meu ver, partia do mesmo princípio heurístico, afirmando que “Sua tia não é fascista; ela está sendo manipulada”6. O argumento insistia na arquitetura digital das plataformas, alimentada pelo algoritmo tal da Cambridge Analytica, que teria sido responsável por traçar perfis psicológicos detalhados dos indivíduos e por distribuir publicações capazes de manipular as pessoas. Não quero aqui invalidar essa interpretação, mas tenho dúvidas se esse é, de fato, o elemento explicativo de maior peso. Sobretudo porque essa explicação parece separar o joio do trigo: quem é manipulável e quem não é; quem cai nas fake news e quem ainda guarda algum resplendor do brilho do Esclarecimento.
Não é o caso de retomar toda a vasta bibliografia sobre as predisposições psicológicas do fascismo, mas apenas lembrar o seguinte: a personalidade narcísica, que parece ser constitutiva da realidade em crise do capitalismo tardio, como demonstra Christopher Lasch7, é, por assim dizer, o outro lado da personalidade autoritária, como já escreveu Felipe Catalani aqui no Blog da Boitempo.
Na Dialética do Esclarecimento, Adorno e Horkheimer demonstraram que a racionalidade moderna e a racionalidade paranoica estão relacionadas. A modernidade se fundou sobre o princípio da identidade, que nega constantemente o papel constitutivo do encontro com o não-idêntico. Como escreveram os frankfurtianos, “a sociedade burguesa está dominada pelo equivalente”, ou seja, a modernidade nada mais é do que a pura repetição de si mesma. Eventualmente, nessa incessante rejeição, o que foi denegado insiste em retornar e, assim, essa tendência mimética se manifesta de forma distorcida. Trata-se, portanto, de falsas projeções, o reverso da mimese genuína, nas quais se projetam os conflitos internos para fora de si. Desse choque da diferença entre o que se espera do mundo (que o mundo seja idêntico ao sujeito) e o que o mundo realmente é, surge o imperativo categórico fascista da eliminação, baseado na circulação da violência e na dessensibilização. Ou seja: sinto dizer-lhe que sua tia é fascista. Mas ela é fascista porque vive na sociedade moderna. Assim como eu ou você. Em seu mais recente livro, Vladimir Safatle8 oferece uma interpretação pertinente desse fenômeno, pois identifica, no cerne da estrutura da personalidade moderna, o germe do fascismo.
Dito isso, parece-me mais razoável supor uma espécie de retroalimentação do processo social fascistizante pelas redes sociais do que sustentar uma manipulação algorítmica, ainda que definitivamente possa existir.
Foi assistindo a uma palestra de Silvia Viana9 que essa ficha caiu. A nova paisagem política brasileira (talvez do mundo) passa hoje, necessariamente, pelas redes sociais. Seja por meio dos políticos tiktokers ou dos influenciadores digitais de esquerda e de direita, a política funciona agora em um novo meio. Se voltarmos à concepção castelliana, talvez possamos sustentar que ali, nas redes, se constitui alguma esfera pública — ainda que, como dito anteriormente, mobilizada pelos afetos. Depois do que já foi dito, não tem como não ficarmos com os dois pés atrás. Mas Silvia vai mais longe. A pesquisa atual da autora de Rituais de sofrimento envolve horas e horas de YouTube, Twitter (agora X), Instagram e outras plataformas. Ela percebe, então, que as pessoas nessas redes estão em suas próprias bolhas. Um fenômeno chamou a atenção da autora e, por tabela, a minha: de um tempo para cá, começaram a aparecer nas redes sociais conteúdos de embates. Uma pessoa, com qualquer opinião, sentada no centro de uma roda, cercada por um número muito maior de pessoas com opiniões contrárias, e ali “debatem”. A chamada dos vídeos costuma ter ares de duelo (“posição X” versus “posição Y”). O “debate”, contudo, não tem, de partida, a função do agir comunicativo habermasiano. Em tais condições não se constrói entendimento algum. Pelo contrário, a tendência parece ser o reforço das posições iniciais por meio do antagonismo direto. No final das contas, ninguém sai convencido — mas com um repertório de cenas para os cortes que serão lançados em outra rede para o mesmo secto que já os seguia.
Nessas redes, as pessoas não estão numa arena pública, mas em trincheiras. Quando se está em trincheiras, não há arrazoamento possível. Claro, soa quase iluminista reivindicar essa posição, habermasiano demais. Mas o que interessa aqui é que as condições objetivas para a “coerção não coercitiva do melhor argumento” se perderam. Desse modo, tomar posição política é, antes, um “entrincheiramento” de posições.
Claro, entrincheiramento rentável. Afinal, como bem notou Rodrigo Nunes10, a monetização das redes sociais atraiu um enxame de empreendedores digitais para o nicho de mercado das polêmicas e do engajamento, performando extremismo e lacres. Cria-se, assim, um circuito no qual a acumulação de seguidores e de engajamento pode ser convertida em empreendimentos.
Nessas condições, por que parte da esquerda busca disputar as redes sociais como meio de avançar sua posição política? Nas redes sociais, o meio contamina o conteúdo da mensagem. A forma tem prevalência no conteúdo e, de alguma maneira, o primeiro altera o segundo. Isto é, o modo de operação da rede social obriga os “produtores de conteúdo” a engajarem-se de tal maneira em sua linguagem e métrica que, antes que se perceba, a mensagem é distorcida. Há algo no modo como se devem produzir, circular e consumir as informações nessas plataformas que implica a imposição de uma forma que contradiz pressupostos emancipatórios e reforça uma dimensão fascistizante.
Quando questionadas, pessoas de esquerda que atuam nesse tipo de atividade frequentemente dizem que é importante disputar corações e mentes dentro dessas redes. Mas, menos frequente, é a percepção de que, ao entrar nelas, há algo do conteúdo da mensagem que deve se adequar de tal maneira ao meio de circulação dela que acaba por alterar seu sinal. Trata-se de uma nova onda de agitprop da era digital, que deve entrar no meio fascista para realizar seu assim-chamado trabalho de base. O que, já de pronto, não me parece uma boa ideia.
O que isso produz, em geral, é o reforço autorreferente das posições, o que aprofunda o entrincheiramento dessas posições na terra de ninguém das redes sociais — que, na verdade, têm donos. Se Habermas pensava na esfera pública como espaço de possibilidade da ação comunicativa, e se Castells concebia as redes sociais como possibilidade de produção de reconhecimento entre diferentes indivíduos, o cenário atual deixa bastante claro que tanto um como outro só ocorrem entre iguais. A empatia, assim como a aversão, é bastante nichada e já direcionada a priori. A esfera pública torna-se particular porque é vivenciada no interior de pressupostos e identidades que permanecem inquestionáveis. Já que falei em identidade, a dinâmica das redes sociais é, como bem decifrou Douglas Barros, algo que reforça e intensifica o identitarismo:
“Toda uma parafernália é posta em ação: as redes sociais, o influencer de nicho, a construção de representantes das pautas, de muros entre grupos historicamente violentados pelo colonialismo e, sobretudo, de uma gramática que não ponha em xeque a raiz da exploração universal do sistema. Isso forja um esquema paternalista e meritocrático: ao vencerem, os representantes mostram aos representados o caminho a seguir” (O que é identitarismo?, p.155).
A estrutura da rede social, com a formação de sectos de seguidores, tende a reforçar, como o autor argumenta, as bolhas identitárias que esvaziam a política (à esquerda e à direita, é claro). Em tais condições, a esfera pública torna-se particular, pois é vivenciada no interior de pressupostos e identidades que permanecem inquestionáveis. Presos na imediatez da identidade, da estrutura narcísica do “eu=eu”, a dinâmica das redes sociais, mesmo num canal de esquerda, oferece ao sujeito um “espelho de satisfação narcísica que elimina do campo de vista o negativo”. O resultado é o fechamento dos sujeitos em rebanhos virtuais e ilusórios, perdendo a capacidade de construir entendimento em favor de emoções impulsivas e reativas. Nas palavras de Douglas Barros:
“A redução dos indivíduos a meros consumidores encaixotados no mundo virtual em grupos de afinidades produz um processo de “sociável dessocialização” no qual o eu, fechado em si mesmo, se torna também gregário, isto é, necessita da referência de um grupo de identificação narcisicamente orientado. Esse é o modo como o identitarismo na rede se processa: uma construção literalmente virtual de um pacto simbólico orientado por exposição diuturna e engajamento individual que fornecem mais dados e mais fechamento à identificação. Tudo se baseia em imagens e na mobilização de afetos. Nas malhas da rede, o sujeito tem na janela do seu computador um espelho de satisfação narcísica que elimina do campo de vista o negativo, que é sempre combatido, linchado ou cancelado” (O que é identitarismo?, p.163).
Uma vez consolidado este modo de socialização, o campo da experiência se comprime, reduzindo-se à circulação de imagens11. As redes sociais traduzem isso de maneira muito concreta: a passagem do textão para os reels não é mera coincidência.
Essa nova arena pública particular do entrincheiramento das identidades é, no final das contas, o meio que garante a eliminação do pensamento. Com frequência, retorno a um textinho imprescindível de Hegel.12 Quem pensa abstratamente? pergunta-se o filósofo do idealismo alemão. Neste ensaio de cinco páginas, ele responde: quem pensa abstratamente é quem pensa sem as devidas mediações. Um pensamento imediato é aquele que conecta diretamente o objeto e seu predicado. Pensar abstratamente é aquilo que é simples, arrancado de seu contexto, de suas relações, de suas mediações. Um pensamento unidimensional, como é próprio da dinâmica das redes sociais contemporâneas e, mais ainda, como é próprio desta sociedade.
Em um livro fundamental, mas ainda sem uma edição brasileira, Oskar Negt e Alexander Kluge13 pensam a esfera pública além de seu caráter normativo para dar ênfase à sua base material que organiza a experiência social. Escrito no começo dos anos 1970, o giro explicativo proposto pela dupla de autores torna o livro uma contribuição importante para a reflexão sobre a contemporaneidade, especialmente no capítulo sobre a indústria da consciência. Olhando para os cartéis midiáticos da época, descrevem uma infraestrutura que transforma a consciência, reforçando o caráter imediato, a falsa interatividade e a alienação, estruturalmente presentes no capitalismo.
Para Negt e Kluge, a “indústria da consciência” opera por meio da constituição de cartéis midiáticos que não vendem mercadorias isoladas, mas sim um contexto de vida e de aprendizado — o que chamam de “macromercadoria”. As redes sociais contemporâneas funcionam sob a exata premissa da totalização e do achatamento da realidade. Imersos nas dinâmicas de engajamento das bolhas identitárias, os usuários têm a impressão de exercer ali uma atividade voluntária/consciente. O que o algoritmo faz, no entanto, ao entregar, na realidade, um espelho de satisfação narcísica e identitária, é justamente o que Negt e Kluge diagnosticavam como a captura da experiência social para a inserir num regime de “troca compulsória”. Os autores explicam: a troca torna-se “compulsória” porque o indivíduo perde a capacidade de consumir ou de interagir fora das amarras do cartel. A infraestrutura atua fundindo vida privada, ação política e consumo em um único ecossistema fechado.
A esfera pública particular torna-se, assim, o meio para a prática política que parece, de saída, interditar qualquer emancipação. Parte do Zeitgeist do momento, as expectativas decrescentes (como diria Paulo Arantes sobre O novo tempo do mundo). Na onda desta conjuntura, quem surfa melhor é a direita. Recorrentemente colocada no lugar de mera difusora de fake news, talvez haja algo nessa circulação que comunique, por trás da falsidade, alguma verdade: a fascistização da sociedade.
Notas
- Jürgen Habermas, Teoria da Ação comunicativa. Volume 1: Racionalidade da ação e racionalização social e Volume 2: Para a crítica da razão funcionalista (Unesp, 2022 [1981]). ↩︎
- Manuel Castells, Redes de indicação e esperança: movimentos sociais na era da internet (Jorge Zahar, 2013 [2012]). ↩︎
- Jürgen Habermas, Ein neuer Strukturwandel der Öffentlichkeit und die deliberative Politk (Suhrkamp, 2022). ↩︎
- Max Fisher, A máquina do caos: como as redes sociais reprogramaram nossa mente e nosso mundo (Todavia, 2023). ↩︎
- Letícia Cesarino, O mundo do avesso: verdade e política na era digital (Ubu, 2022). ↩︎
- Rafael Azzi, Sua tia não é fascista, ela está sendo manipulada (Jornalistas Livres, 09 de outubro de 2018). ↩︎
- Christopher Lasch, O mínimo eu: sobrevivência psíquica em tempos difíceis (Brasiliense, 1986 [1970]); Christopher Lasch, A cultura do narcisismo: a vida americana em uma era de expectativas decrescentes (Fósforo, 2023 [1979]). ↩︎
- Vladimir Safatle, A ameaça interna: psicanálise dos novos fascismos globais (Ubu, 2026). ↩︎
- Palestra realizada no contexto da V Jornada de Filosofia Política da Universidade de Brasília: a paz será total? crítica social e ação política em tempos. ↩︎
- Rodrigo Nunes, Do transe à vertigem: ensaios sobre bolsonarismo e um mundo em transição (Ubu, 2022). ↩︎
- Guy Debord, Sociedade do espetáculo (Contraponto, 1997 [1967]). ↩︎
- Georg W. F. Hegel, Quem pensa abstratamente? (Síntese Nova, 22(69), 1995 [1807]). ↩︎
- Oskar Negt & Alexander Kluge, Public sphere and experience: Toward an analysis of the bourgeois and proletarian public (Verso Books, 1993 [1972]). ↩︎
***
Thiago Canettieri é professor do departamento de urbanismo da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
LEITURAS PARA SE APROFUNDAR NO ASSUNTO


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Rituais de sofrimento, de Silvia Viana



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