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Paulo Arantes e o fim do mundo segundo Radu Jude  

02/04/2026 // 1 comentário

Alysson Oliveira comenta exibição de "Não Espere Muito do Fim do Mundo" e debate com Paulo Arantes na Cinemateca Brasileira: “O fim do mundo já ocorreu, e a única coisa que continua acontecendo é o trabalho”, apontou o filósofo Paulo Arantes após a exibição do longa. Apesar de todo catastrofismo do longa, lembra ele, “o filme ainda é otimista, pois se vale do humor para falar sobre isso.” [...]

Uma real economia política da tecnologia: réplica a Morozov 

02/04/2026 // 1 comentário

Aaron Benanav : "O mundo em que vivemos é moldado pelas tecnologias que adotamos. As tecnologias não são meras ferramentas; elas reorganizam práticas sociais, remodelam identidades e aspirações e expandem o leque de futuros que as pessoas podem vislumbrar de forma significativa. Escolher a IA generativa ou a energia verde como o caminho tecnológico dominante alteraria profundamente a forma como vivemos e trabalhamos. " [...]

A violência é a maior marca do Estado brasileiro 

01/04/2026 // 1 comentário

Edson Teles: "Desde o feminicídio e o crime racial até as tentativas de golpe, o contexto histórico nos mostra que se não houver imaginação e coragem para enfrentar o problema da violência de Estado, não me parece que seja possível construir uma democracia ou impedir que o fascismo se aposse do Estado de direito. " [...]

W. E. B. Du Bois e a disputa pela verdade histórica nos Estados Unidos

31/03/2026 // 1 comentário

W.E.B. Du Bois: "Ninguém que leia a história dos Estados Unidos entre 1850 e 1860 pode ter a menor dúvida de que a escravidão dos negros foi a causa da Guerra Civil, e, no entanto, na época e desde então, aprendemos que uma grande nação assassinou milhares e destruiu milhões por causa de doutrinas abstratas sobre a natureza da União Federal"  [...]

Mostra na Cinemateca Brasileira reúne filmes e debates sobre a crise do trabalho contemporâneo, com autores da Boitempo  

30/03/2026 // 1 comentário

Entre os dias 1 e 5 de abril, a Cinemateca Brasileira recebe a mostra Trabalho em transe, que reúne uma seleção de filmes e debates dedicados a pensar as transformações do mundo do trabalho contemporâneo. A programação inclui conversas após as sessões com três dos principais pensadores do capitalismo e do mundo do trabalho no Brasil: Paulo Arantes, Ruy Braga e Ricardo Antunes. [...]

Função material da misoginia no projeto reacionário 

30/03/2026 // 1 comentário

Marcela Magalhães: "A família é tratada como célula do Estado e a subordinação feminina como requisito para a ordem pública. A misoginia nazifascista, assim, é técnica de governo, porque controla sexualidade, regula reprodução, reorganiza o trabalho e produz um tipo de cidadania em que as mulheres aparecem sobretudo como meio biopolítico e não como sujeito pleno de participação e direção social." [...]

Será que Marx era estiloso? Entrevista com Vincent Berthelier

27/03/2026 // 1 comentário

Vincent Berthelier: "O estilo, em Marx, adquire diferentes formas de expressão e essas formas remetem tanto a tarefas políticas distintas, quanto a problemas políticos difíceis de resolver. Eu não sou obviamente o primeiro a formular estas questões: elas já foram abordadas por outros críticos. Meu objetivo era também o de propor uma síntese. Mas, sobretudo, tratava-se de entrar não somente no pensamento de Marx – sobre o qual há bibliotecas inteiras – mas naquilo que seu estilo desenha como trajetória de engajamento." [...]

Um manual para conhecer Walter Benjamin

26/03/2026 // 1 comentário

Jeanne Marie Gagnebien: "Querido diferencia com razão a diversidade e a amplitude do pensamento de Benjamin, que o tornam ao mesmo tempo inclassificável e sedutor, da pecha de incoerência ou mesmo de contradição. Nesse percurso, procura seguir um “fio vermelho” na obra labiríntica de Benjamin, “um pensamento destrutivamente produtivo”. [...]

O feminismo não é wokismo 

24/03/2026 // 1 comentário

Marcela Magalhães: "Nas últimas semanas, o caso Epstein voltou ao centro da cena mundial como uma radiografia da economia política da impunidade. Uma rede de exploração sexual incrustada nas elites, sustentada por dinheiro, prestígio, intermediários e pela cumplicidade ativa de aparelhos institucionais que deveriam proteger a vida, mas que operaram e seguem operando, na prática, para proteger patrimônios, reputações e alianças. O que se escancara ali é um mecanismo de impunidade de classe: tem gente que consegue violentar por décadas e seguir intacta." [...]