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“O Drama”: o que fazer com as cinzas?

16/04/2026 // 1 comentário

Matheus Cosmo escreve sobre "Hora do Recreio", documentário de Lucia Murat: "Hora do Recreio revela ao espectador que a incorporação discursiva das pautas progressistas ainda não alterou a materialidade dos processos sociais, que são mesmo historicamente lentos e demorados. Por ora, conseguimos conviver muito bem juntando bandeiras de diversidade e acolhimento a práticas de exclusão e silenciamento." [...]

Educação e violência: da sala de aula à “Hora do Recreio”

09/04/2026 // 1 comentário

Matheus Cosmo escreve sobre "Hora do Recreio", documentário de Lucia Murat: "Hora do Recreio revela ao espectador que a incorporação discursiva das pautas progressistas ainda não alterou a materialidade dos processos sociais, que são mesmo historicamente lentos e demorados. Por ora, conseguimos conviver muito bem juntando bandeiras de diversidade e acolhimento a práticas de exclusão e silenciamento." [...]

Paulo Arantes e o fim do mundo segundo Radu Jude  

02/04/2026 // 1 comentário

Alysson Oliveira comenta exibição de "Não Espere Muito do Fim do Mundo" e debate com Paulo Arantes na Cinemateca Brasileira: “O fim do mundo já ocorreu, e a única coisa que continua acontecendo é o trabalho”, apontou o filósofo Paulo Arantes após a exibição do longa. Apesar de todo catastrofismo do longa, lembra ele, “o filme ainda é otimista, pois se vale do humor para falar sobre isso.” [...]

O cinema inerente de Paul Thomas Anderson

21/03/2026 // 1 comentário

Alysson Oliveira: "Os prêmios são bem-vindos, mas não que ele precisasse deles para provar que é um dos maiores cineastas da atualidade. Sua carreira em longas começou há exatos 30 anos, com Jogada de Risco, um drama independente que já ensaiava suas marcas-registradas como diretor – seja no seu interesse por personagens à margem ou o uso da música, por exemplo. Mas, mas do que isso, em sua filmografia, Anderson é um cronista da história do seu país sob a estrutura de sentimento da pós-modernidade." [...]

A dialética contracolonial de “Pecadores” 

12/03/2026 // 1 comentário

Patricia de Aquino: "Narrativas vampirescas assombram o imaginário ocidental desde tempos imemoriais, mas foi Drácula que se consolidou como a representação fundacional do mito. Diferentemente do que sugerem muitas adaptações cinematográficas, o projeto de Drácula não era romântico, mas político: sair da Transilvânia e subjugar a Inglaterra. Seu maior crime não era sugar sangue, mas ameaçar a supremacia britânica ao interromper o progresso da metrópole, valendo-se daquilo que era visto como o primitivismo oriundo de terras longínquas do Leste Europeu. Mais do que um monstro, Drácula era um estrangeiro que ousava contracolonizar o centro do império." [...]

Léxico infamiliar

10/03/2026 // 1 comentário

Bruna Della Torre: "Em diversos dos filmes indicados ao Oscar neste ano, a família, bem como sua transformação/dissolução), está no núcleo da narrativa, ainda que não sejam 'dramas familiares' em sentido estrito. Por que a ênfase na família? Por que agora? A hipótese mais fácil e plausível é a de que essa instituição está no centro da política contemporânea." [...]

A família entre o amor e o ódio: sobre o novo filme de Isild Le Besco

05/03/2026 // 1 comentário

Cauana Mestre escreve sobre "Minha querida família": "Freud ensinou que nossa relação com o objeto de amor é marcada, desde os primórdios, pelo par amor-ódio. Lacan nos oferece, muito mais tarde, o neologismo amódio, que concentra essa ambivalência afetiva em uma única palavra. Chamo de ambivalência e não de paradoxo, pois o que interessou Freud é exatamente essa não contrariedade entre o ódio e o amor, pois ambos são feitos da mesma matéria: libido." [...]