#BoitempoAssiste

Algo horrível vai acontecer 

11/06/2026 // 1 comentário

Douglas Barros escreve sobre a nova série da Netflix: "Tão próximo e tão distante, Freud daria a essa sensação o nome de Unheimlich – o infamiliar surge como uma tradução mais adequada justamente àquilo que o horror promove. A série criada por Haley Z. Boston é, sem dúvida, um convite à revisitação do infamiliar." [...]

Decupar o mal-estar freudiano como exercício de descolonização da escuta clínica em solo brasileiro

04/06/2026 // 1 comentário

Raoni Machado Moraes Jardim: "Deivison Faustino, ao propor o termo “Mal-estar colonial”, lança um paralelo relevante entre o mal-estar da entrada na civilização – essa condição desprazerosa da vida em sociedade – e uma certa condição racista da vida em sociedade a partir do capitalismo colonial, muito mais intensamente percebida entre as populações não brancas. De fato, o alinhamento entre esses dois sentidos de mal-estar parece se manifestar amplamente, por exemplo, no contexto brasileiro atual." [...]

“Bella ciao” e seus inimigos 

21/05/2026 // 1 comentário

Alvaro Bianchi escreve sobre "Bella ciao, per la libertà", documentário de Giulia Giapponesi: "'Bella ciao' ajudou a condensar uma experiência coletiva complexa, feita de luta armada, sofrimento, esperança e reconstrução democrática. Sua força residia na possibilidade de ser cantada em comum, até mesmo por quem não sabia a letra. Era um gesto de reconhecimento, pertencimento e afirmação de uma esperança coletiva nascida da derrota do fascismo e do nazismo." [...]

“A Fúria”: o ato final de uma trilogia da luta

08/05/2026 // 1 comentário

Diogo Dias: "Ícone do cinemanovismo, Ruy Guerra demonstra seu compromisso com a inventividade cinematográfia e a resistência política na tela. O novo longa, codirigido por Luciana Mazzotti, marca o encerramento da trilogia iniciada em 1964, com 'Os Fuzis', passando por 'A Queda', de 1978 (codirigido com Nelson Xavier), e fecha também um longo ciclo político testemunhado pelas lentes do cineasta." [...]

“Eat the rich”, mas salvem Miranda Priestly: o que “O diabo veste Prada 2” tem a dizer sobre o presente?

07/05/2026 // 2 comentários

Alysson Oliveira: "A contradição mais rasteira entre valor de uso e valor de troca foi figurada por 'O diabo veste Prada', o original, no famoso monólogo de Miranda Priesley sobre o suéter azul cerúleo. Uma fala como essa não encontra ecos no segundo longa, pois se na trama original ela era uma vilã do mercado de trabalho, na mais recente versão ela se adapta à nova realidade e se torna inclusive vítima de um mercado de itens de luxo que ela mesma delineou." [...]

“O Drama”: o que fazer com as cinzas?

16/04/2026 // 1 comentário

Matheus Cosmo escreve sobre "Hora do Recreio", documentário de Lucia Murat: "Hora do Recreio revela ao espectador que a incorporação discursiva das pautas progressistas ainda não alterou a materialidade dos processos sociais, que são mesmo historicamente lentos e demorados. Por ora, conseguimos conviver muito bem juntando bandeiras de diversidade e acolhimento a práticas de exclusão e silenciamento." [...]

Educação e violência: da sala de aula à “Hora do Recreio”

09/04/2026 // 1 comentário

Matheus Cosmo escreve sobre "Hora do Recreio", documentário de Lucia Murat: "Hora do Recreio revela ao espectador que a incorporação discursiva das pautas progressistas ainda não alterou a materialidade dos processos sociais, que são mesmo historicamente lentos e demorados. Por ora, conseguimos conviver muito bem juntando bandeiras de diversidade e acolhimento a práticas de exclusão e silenciamento." [...]

Paulo Arantes e o fim do mundo segundo Radu Jude  

02/04/2026 // 1 comentário

Alysson Oliveira comenta exibição de "Não Espere Muito do Fim do Mundo" e debate com Paulo Arantes na Cinemateca Brasileira: “O fim do mundo já ocorreu, e a única coisa que continua acontecendo é o trabalho”, apontou o filósofo Paulo Arantes após a exibição do longa. Apesar de todo catastrofismo do longa, lembra ele, “o filme ainda é otimista, pois se vale do humor para falar sobre isso.” [...]