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“A Fúria”: o ato final de uma trilogia da luta

08/05/2026 // 1 comentário

Diogo Dias: "Ícone do cinemanovismo, Ruy Guerra demonstra seu compromisso com a inventividade cinematográfia e a resistência política na tela. O novo longa, codirigido por Luciana Mazzotti, marca o encerramento da trilogia iniciada em 1964, com 'Os Fuzis', passando por 'A Queda', de 1978 (codirigido com Nelson Xavier), e fecha também um longo ciclo político testemunhado pelas lentes do cineasta." [...]

“Eat the rich”, mas salvem Miranda Priestly: o que “O diabo veste Prada 2” tem a dizer sobre o presente?

07/05/2026 // 2 comentários

Alysson Oliveira: "A contradição mais rasteira entre valor de uso e valor de troca foi figurada por 'O diabo veste Prada', o original, no famoso monólogo de Miranda Priesley sobre o suéter azul cerúleo. Uma fala como essa não encontra ecos no segundo longa, pois se na trama original ela era uma vilã do mercado de trabalho, na mais recente versão ela se adapta à nova realidade e se torna inclusive vítima de um mercado de itens de luxo que ela mesma delineou." [...]

“O Drama”: o que fazer com as cinzas?

16/04/2026 // 1 comentário

Matheus Cosmo escreve sobre "Hora do Recreio", documentário de Lucia Murat: "Hora do Recreio revela ao espectador que a incorporação discursiva das pautas progressistas ainda não alterou a materialidade dos processos sociais, que são mesmo historicamente lentos e demorados. Por ora, conseguimos conviver muito bem juntando bandeiras de diversidade e acolhimento a práticas de exclusão e silenciamento." [...]

Educação e violência: da sala de aula à “Hora do Recreio”

09/04/2026 // 1 comentário

Matheus Cosmo escreve sobre "Hora do Recreio", documentário de Lucia Murat: "Hora do Recreio revela ao espectador que a incorporação discursiva das pautas progressistas ainda não alterou a materialidade dos processos sociais, que são mesmo historicamente lentos e demorados. Por ora, conseguimos conviver muito bem juntando bandeiras de diversidade e acolhimento a práticas de exclusão e silenciamento." [...]

Paulo Arantes e o fim do mundo segundo Radu Jude  

02/04/2026 // 1 comentário

Alysson Oliveira comenta exibição de "Não Espere Muito do Fim do Mundo" e debate com Paulo Arantes na Cinemateca Brasileira: “O fim do mundo já ocorreu, e a única coisa que continua acontecendo é o trabalho”, apontou o filósofo Paulo Arantes após a exibição do longa. Apesar de todo catastrofismo do longa, lembra ele, “o filme ainda é otimista, pois se vale do humor para falar sobre isso.” [...]

O cinema inerente de Paul Thomas Anderson

21/03/2026 // 1 comentário

Alysson Oliveira: "Os prêmios são bem-vindos, mas não que ele precisasse deles para provar que é um dos maiores cineastas da atualidade. Sua carreira em longas começou há exatos 30 anos, com Jogada de Risco, um drama independente que já ensaiava suas marcas-registradas como diretor – seja no seu interesse por personagens à margem ou o uso da música, por exemplo. Mas, mas do que isso, em sua filmografia, Anderson é um cronista da história do seu país sob a estrutura de sentimento da pós-modernidade." [...]

A dialética contracolonial de “Pecadores” 

12/03/2026 // 1 comentário

Patricia de Aquino: "Narrativas vampirescas assombram o imaginário ocidental desde tempos imemoriais, mas foi Drácula que se consolidou como a representação fundacional do mito. Diferentemente do que sugerem muitas adaptações cinematográficas, o projeto de Drácula não era romântico, mas político: sair da Transilvânia e subjugar a Inglaterra. Seu maior crime não era sugar sangue, mas ameaçar a supremacia britânica ao interromper o progresso da metrópole, valendo-se daquilo que era visto como o primitivismo oriundo de terras longínquas do Leste Europeu. Mais do que um monstro, Drácula era um estrangeiro que ousava contracolonizar o centro do império." [...]

Léxico infamiliar

10/03/2026 // 1 comentário

Bruna Della Torre: "Em diversos dos filmes indicados ao Oscar neste ano, a família, bem como sua transformação/dissolução), está no núcleo da narrativa, ainda que não sejam 'dramas familiares' em sentido estrito. Por que a ênfase na família? Por que agora? A hipótese mais fácil e plausível é a de que essa instituição está no centro da política contemporânea." [...]