#EleNão e #EleSim: uma perspectiva feminista sobre os protestos em São Paulo e sua repercussão

O número de mulheres brancas e universitárias de classe média no #EleNão não pode subtrair a presença de mulheres negras, lésbicas, pobres, indígenas, trans, sem-terra, periféricas, antifascistas, sem-teto e outras que estavam no ato liderando os blocos. Mesmo que representem um número estatisticamente pouco expressivo, elas estão na linha de frente e dão forma, sentido e direção ao ato. E isso não é pouco.

Por Isabela Oliveira Kalil.

Uma matéria veiculada em 01/10/18 na BBC, que aponta a “elite de esquerda” como maioria no protesto #EleNão contra Bolsonaro em São Paulo, causou uma série de reações críticas nos grupos de mulheres mobilizadas por essa pauta. Os atos do #EleNão, simultâneos em várias cidades do país e fora do Brasil, tiveram uma repercussão tímida na TV e nos jornais impressos. Isso amplia a visibilidade de notícias como essa, considerando que são poucos os dados e reflexões que temos sobre o evento. A matéria apresenta e comenta os resultados da pesquisa coordenada por Pablo Ortellado e Marcio Moretto, pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da Universidade de São Paulo. Está claro que é preciso fazer uma distinção entre os resultados da pesquisa e o teor da matéria jornalística em si. Me atenho, portanto, aos dados: eles apontam que quase 60% dos participantes do ato de mulheres contra Bolsonaro na capital paulista têm renda familiar maior que cinco salários mínimos, sendo 26% mais que dez salários mínimos. Quem lida com pesquisas sabe que cálculos que agrupam diferentes faixas de renda são sempre controversos e há pouco o que se fazer em termos de coleta de dados. Imagine a elaboração de um questionário que seja curto e objetivo o suficiente para ser aplicado no meio de uma manifestação em movimento. Imagine uma multidão caminhando e gritando palavras de ordem ou cantando enquanto o pesquisador pergunta sobre uma série de questões relacionadas a posicionamentos políticos e morais, além da sua renda. E é isso o que temos aqui.

Porém, outro dado que nos ajuda a fornecer o perfil dos participantes do ato é o de que 86% do público entrevistado está cursando faculdade ou já tem diploma de curso superior. Esse dado é inversamente proporcional à realidade da população brasileira. No Brasil, apenas 14% dos adultos chegaram ao ensino superior, de acordo com dados de 2016 da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Cruzando outros dados da pesquisa, o perfil que melhor expressa essa multidão é o de uma mulher paulistana, branca, de classe média ou média alta, com acesso ao ensino superior e que se identifica como de esquerda – o que a matéria jornalística denomina “elite de esquerda”.

Este é o ponto das divergências e é sobre isso que proponho uma reflexão a partir dos dados das pesquisas sobre protestos no espaço público que tenho coordenado no Núcleo de Etnografia Urbana da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, desde 2015. As pesquisas são distintas e expressam resultados não comparáveis, quantitativos de um lado e qualitativos de outro, mas tratam do mesmo fenômeno. Se o levantamento estatístico de Ortellado e Moretto nos evidencia uma questão importante sobre o perfil dos participantes do ato, uma perspectiva etnográfica nos ajuda na sua compreensão. Não desconfio dos números e resultados de Ortellado e Moretto (com quem inclusive coordenei algumas pesquisas), mas discordo da interpretação dada por Ortellado a partir deles. Meu argumento é o de que esses resultados carecem de outra perspectiva – contexto etnográfico, eu diria. Nesse sentido, proponho pensarmos a partir da descrição de dois eventos, os atos #EleNão de mulheres contra Bolsonaro e os atos #EleSim de mulheres com Bolsonaro.

Sábado, dia 29/09, #EleNão em São Paulo. Uma bandeira preta identificava o bloco Mulheres Antifascistas. Negras, brancas, uma mulher indígena, jovens, periféricas, mulheres de classe média, universitárias, secundaristas. As mulheres posicionadas na linha de frente estão com os rostos cobertos com lenços da cor lilás, a cor do feminismo. Apesar do rosto coberto, reconheço algumas de outros atos que venho acompanhando desde os protestos de mulheres do Fora Cunha de 2015 e a mobilização das estudantes secundaristas. Já vi algumas dessas jovens em confronto com grupos conservadores e de extrema direita na Marcha da Maconha, ou ainda cruzei com outras em pequenos eventos. Eu também havia passado o dia anterior em um grupo de WhatsApp falando com algumas delas para a realização de entrevistas para a pesquisa.

Mas não só com elas. Na sexta, 28/09, outro grupo no meu WhatsApp reunia apoiadoras de Bolsonaro e elas me contavam dos preparativos para o ato #EleSim de domingo. Com elas, também realizaria entrevistas semi-abertas e em profundidade. Uma de suas lideranças aceitou me encontrar, mas teríamos que escolher bem o lugar porque elas não abririam mão de usar a camiseta de seu candidato e temiam ser agredidas. No domingo, 30/09, o número de mulheres foi visivelmente menor do que o dos homens, apesar de ser um evento de mulheres apoiando Bolsonaro. Se, no sábado, as mulheres usavam lenços lilás para esconder o rosto e eventualmente não serem identificadas pela polícia ou potenciais agressores, no domingo elas portavam balões cor de rosa para se destacarem em meio à multidão de homens.

É difícil fazer uma síntese ou uma comparação dos dois atos, mas considero fundamental analisar estes dois campos em relação, por mais distintos que possam parecer. Traduzindo a pesquisa de campo em cenas, duas me parecem especialmente importantes. No #EleSim de São Paulo, com público estimado de 155 mil pessoas, havia carros de som concentrados em diferentes pontos da Avenida Paulista. Vista de cima, a multidão parecia compor uma unidade na manifestação, porém, de dentro, havia uma separação entre os carros de som de um lado, de Jair Bolsonaro, e do outro, de seu vice, General Mourão. Próximo a cada um dos carros estavam bonecos infláveis gigantescos representando cada um deles. Ao redor do boneco do General havia um público menor, mas curiosamente seu boneco também portava a faixa presidencial. Do lado da aglomeração do boneco de Bolsonaro (o candidato em pessoa não participou do ato), as pessoas se aglomeravam ao redor do carro de som chamado DEMOLIDOR enquanto os bonecos foram se enchendo de ar, se erguendo na via pública. Quem quiser saber mais sobre esses avatares de 12 metros pode conferir uma matéria publicada no Correio do Estado sobre a vida dos dois bonecos. O ato durou pouco e foi interrompido por uma repentina tempestade que dispersou os manifestantes. O formato desse ato não permite o deslocamento dos manifestantes e essa limitação se dá por conta da impossibilidade do percurso dos bonecos pelas ruas da cidade.

Não é correto, como tem se propagado nos memes em grupos da esquerda, que as mulheres não estavam presentes no #EleSim, em São Paulo. Muito pelo contrário. Ainda que as performances protagonizadas pelos homens se expressem em uma estética masculinizante, são as mulheres que fornecem o contraponto necessário para os homens na realização dos atos no espaço público. Quero dizer com isso que a presença das mulheres nos eventos, mesmo que possa ser numericamente pouco expressiva, ajuda a justificar e a legitimar as pautas de defesa da família, proteção da mulher, os argumentos em torno do movimento escola sem partido e o repúdio da chamada “ideologia de gênero”. Do ponto de vista analítico, é preciso considerar que a própria categoria mulher está em disputa e é central para o avanço das pautas conservadoras, mesmo quando mobilizada pelos homens.No #EleNão de São Paulo, com público estimado de 500 mil pessoas, a tática adotada foi a concentração no Largo da Batata e deslocamento pela cidade em formato de marcha. As mulheres, maioria no ato, estavam em movimento. Visto de cima, as imagens se parecem com uma erupção vulcânica vagarosamente escorrendo pela cidade em ruas que não cabiam e transbordavam pessoas. A cena marcante deste dia eu não presenciei, e por isso mesmo a forma como eu tomei conhecimento dela é importante para compreender as dinâmicas de circulação das táticas de mobilização das mulheres aderindo ao movimento #EleNão, que vai muito além de uma simples hashtag, como nos aponta Rosana Pinheiro-Machado.

A cena ocorreu no ato #EleNão do Rio de Janeiro, 29/09. Uma criança se perdeu na multidão em meio a um grupo de mães com crianças e bebês. Do microfone tentaram localizar o menino. Espera e desespero, nada do pequeno, até que o improvável aconteceu e alguém pediu para que a multidão toda se abaixasse para procurarem Uimael. As pessoas se agacham e, em meio a “uma multidão com altura de criança”, alguém acha o menino. Sei do relato porque Juliana Leite o descreveu e compartilhou com Carol, que compartilhou com Taniele, que compartilhou comigo. Eu não conheço pessoalmente nenhuma dessas mulheres, nossa interação é pelas redes sociais a partir de uma pauta comum. O mesmo relato de Juliana também foi compartilhado no grupo de quase quatro milhões de mulheres que, desde o início de setembro, têm buscado estratégias improváveis para impedir o avanço do que está sendo tratado nesses grupos como da ordem do inominável.

As duas cenas são boas para se pensar sobre a importância desses eventos e as formas de analisá-los. Em uma, políticos rivalizam para mostrar quem detém o maior boneco. Na outra, uma multidão de corpos tentando alcançar a altura de uma criança. Compreender e relacionar ambos os fenômenos requerem uma mudança de escala de observação, a adoção de formas plurais e não excludentes de se fazer pesquisas, e de se produzir conhecimento. Visto de fora, e em uma escala mais distanciada, temos a enormidade dos bonecos e carros de som, dada a verticalidade desses elementos. A mesma escala aplicada para a observação das cenas das mulheres deixa pouco visíveis as formas de colaboração em rede de uma multidão silenciosa agachada e atenta, dada a horizontalidade dessas últimas. Os modos de se compreender a política e as mobilizações sociais de mulheres e de outros grupos insurgentes passa por uma necessária mudança de escala de observação para análise e uma imprescindível alteração de lugar para a coleta dos dados de pesquisa, bem como noções de autoria e a realização de trabalho coletivo.

Isso porque o que pode parecer fraqueza (uma multidão criança) visto de fora e de longe, se mostra potência e astúcia quando vistos de dentro e de perto e com uma pluralidade de pontos de vista e lugares de observação. De perto e de dentro são termos usados pelo antropólogo José Guilherme Magnani que temos incorporado nas pesquisas que coordeno e que têm sido construídas a partir do trabalho também de alunos e pesquisadores estudando especificamente alguns destes coletivos, movimentos e formas de mobilização política. Da mesma forma, a reflexão se beneficia das contribuições de outras mulheres que estão produzindo no mesmo campo e com quem tenho dialogado, como Sonia Onufer Corrêa.

Não é de hoje que autoras feministas apontam que a chave para construirmos formas mais sofisticadas sobre a política passa por colocar em suspeita nossas definições de público e privado. O mesmo serve para definições clássicas que apartam as categorias de classe das de gênero e raça construindo esquemas conceituais em que não podem caber certos contextos etnográficos e presenças insurgentes. Entretanto, a imagem de Golias e Davi (nossos bonecos de 12 metros expandidos de ar versus corpos se comprimindo para alcançar a altura de uma criança) é a forma como Hannah Arendt explora a distinção entre força e poder. Um dos muitos cartazes do ato em São Paulo dizia “somos a fraquejada que vai te derrubar”, em referência a declaração de Bolsonaro de que, depois de 4 filhos homens, deu uma fraquejada e nasceu uma mulher. O poder de mobilização das mulheres está exatamente em terem tomado para si a fraquejada como forma de luta.

Meu ponto é que as manifestações do final de semana foram demonstrações públicas de força, mas elas são apenas parte de um fenômeno mais complexo de táticas que estão sendo construídas no âmbito do privado, em grupos vedados aos homens – incluindo pesquisadores e analistas. A força do movimento de mulheres está exatamente na fraquejada, por isso poucas análises têm considerado de forma mais detida os grupos de mulheres. Ignorar o grupo principal de 4 milhões de mulheres (há uma série de outros) é como ignorar numericamente a população do Líbano em 2013. A análise de Ortellado expõe uma série de privilégios envolvidos na participação dos protestos por parte das feministas acadêmicas brancas. Mas não podemos desconsiderar que esse movimento só foi possível graças à criação de um grupo de internet criado por uma mulher negra, jovem, nordestina, portanto longe das mobilizações de rua do eixo Rio-São Paulo.

Da mesma forma, essa série de eventos realizados também internacionalmente tem perfis de participantes variados nas diferentes regiões do Brasil. Mesmo no caso de São Paulo, é preciso considerar ainda que esses atos são devedores da mobilização de outros eventos de pouca visibilidade como a Marcha das Mulheres Negras, a Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais, a Marcha das Margaridas, a Marcha da Maconha ou outros pequenos eventos de mulheres antifascistas e anarquistas realizados nas periferias. Não menos importante, este movimento #EleNão expressa indignação com a ausência de respostas em relação ao assassinato de Marielle Franco.

Visto de dentro e de perto, minha análise é a de que o número de mulheres brancas e universitárias de classe média no ato não pode subtrair a presença de mulheres negras, lésbicas, pobres, indígenas, trans, sem-terra, periféricas, antifascistas, sem-teto e outras que estavam no ato liderando os blocos. Mesmo que representem um número estatisticamente pouco expressivo, elas estão na linha de frente e dão forma, sentido e direção ao ato. E isso não é pouco. Os dados do perfil dos atos chamam atenção para algo fundamental sobre os impasses, privilégios e limites do feminismo acadêmico branco. Mas precisamos ir além. A questão agora é como refinar essa crítica para se compreender outras dimensões e tornar visível outras centralidades, inclusive fora da circulação desses atores sociais em São Paulo.

Ainda tratando da repercussão dos atos do #EleNão, a pesquisa divulgada em 02/10/18 pelo DataFolha apresenta um aumento na adesão de mulheres à candidatura de Bolsonaro, um expressivo crescimento de 21% para 27%. Partindo da premissa de que os resultados do Datafolha possam de fato expressar uma tendência de aumento de apoio feminino ao candidato, uma leitura possível é a de que a mobilização das mulheres teria surtido um efeito contrário ao esperado pelo movimento #EleNão. A justificativa seria de que os atos teriam propiciado uma exposição “perigosa” de pautas morais (como legalização do aborto, descriminalização das drogas, liberdade de expressão e autonomia do corpo, lgbtfobia e outros temas) que, desta perspectiva, não deveriam ter sido evidenciadas publicamente em um momento político crítico. Esta não me parece ser a melhor resposta.

Circulam nos grupos de WhatsApp de simpatizantes e apoiadores de Bolsonaro uma série de conteúdos que descontextualizam e ridicularizam as imagens dos atos do #EleNão. Essas imagens produzem um efeito negativo quando manipuladas pelos conservadores e disseminadas amplamente para deslegitimar a luta feminista. Entretanto, o fato é que sabemos pouco sobre as formas de produção, circulação e recepção dessas imagens. Uma das questões que destaco é que muitas delas não se referem ao ato em si, do dia 29/09. Uma das imagens de maior apelo trata de uma performance realizada na Argentina, em 2017, ou seja, essas montagens não têm como referência o que se passou de fato no #EleNão. No contexto de circulação destas imagens, os fatos ligados ao 29/09 pouco importam. Uma hipótese que pode explicar esse fenômeno talvez seja o que Eliane Brum tem chamado de autoverdade, uma “verdade” pessoal que não estaria nem na sua ligação com os fatos, nem com a produção de fake news.

Último fator que aponto para refletir sobre o crescimento da adesão de mulheres a Bolsonaro é a recente declaração de voto de Edir Macedo ao candidato. Exatamente um dia antes do ato #EleNão, no dia 29/09. Edir Macedo lidera a segunda maior denominação neopentecostal brasileira agregando milhões de fiéis – os dados do IBGE do Censo de 2010 contabilizam em torno de 2 milhões, entretanto, os dados atualizados da própria Universal falam em 8 milhões). Além disso, o bispo comanda um conglomerado de empresas de comunicação, sendo a mais importante delas um dos maiores canais de TV do Brasil. Ou seja, este apoio não é nada desprezível. Não é novidade que a relação entre conservadorismo e religião é algo a ser investigado. Nossas pesquisas mostram que as recentes configurações neste campo, como a colaboração de “católicos e evangélicos contra a ideologia de gênero”, apenas para citar um exemplo, ainda carecem de análises.

Não é de hoje que as mulheres, indígenas e grupos LGBT oferecem uma resistência aos avanços do conservadorismo. Esses grupos foram os primeiros a denunciar a presença desses dicursos e ações na política, antes mesmo de Bolsonaro assumir destaque no debate nacional. A questão é que, enquanto a violência tinha como alvo apenas os corpos de mulheres, indígenas, pessoas trans, jovens negros e a população LGBT, os efeitos violentos do avanço de pautas conservadoras pareciam restritos a eventos sem relação entre si. Desta perspectiva, não é como se a noção de democracia estivesse repentinamente em risco. O que ocorre é que ameaças de perdas de direitos e violências, já conhecidas por esses grupos identitários, só recentemente passaram a ser um problema de todos. Retomar o significado da máxima “o pessoal é político” é evidenciar que a violência sofrida por grupos subalternos é um problema de ordem pública e não privada. Portanto, estão longe de representar apenas “pautas morais”, são questões cruciais para a tentativa de realização de qualquer projeto democrático.

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Boitempo nas eleições // Na nossa cobertura das eleições 2018 realizamos uma série de ações que buscam contribuir com a reflexão coletiva durante o período, entre as quais a publicação de textos inédito no Blog da Boitempo, vídeos na TV Boitempo e um serviço gratuito de indicações de leituras pelo WhatsApp, com curadoria da equipe editorial. Reflexões de Luis Felipe Miguel, Boaventura de Sousa Santos, Vladimir Safatle, Flávia Biroli, Esther Solano, Ricardo Antunes, Mauro Iasi, Christian Dunker, Rosane Borges, Mouzar Benedito, Dênis de Moraes, Flávio Aguiar, Felipe Brito, entre outros. Clique aqui para conferir.

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Isabela Oliveira Kalil é Doutora em Antropologia Social (USP), com estágio doutoral na Universidade de Columbia, na cidade de Nova Iorque. Como docente atua na Escola de Sociologia e Política (FESPSP), no Programa Internacional Brazilian Studies (PUC-SP) e como local faculty em programas acadêmicos internacionais de estudos comparativos de cidades no Brasil, Índia, Estados Unidos e África do Sul. É coordenadora do NEU (Núcleo de Etnografia Urbana), onde tem desenvolvido e coordenado pesquisas sobre protestos e manifestações no espaço urbano. Colabora com o Blog da Boitempo esporadicamente. Dela, leia também “O que acontece aos sábados na política? Militarização e desmilitarização da vida cotidiana” e “A tragédia depois da tragédia do incêndio no Largo do Paissandu: uma ferida aberta na cidade“.

1 comentário em #EleNão e #EleSim: uma perspectiva feminista sobre os protestos em São Paulo e sua repercussão

  1. Belo texto. Longo, sofisticado e como os EleNão, atinge pouco 86% (dado do texto) da classe trabalhadora, ou seja, um ótimo texto para conquistar o diretório de Comunicação da PUC;

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