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O recesso da democracia e as disputas em torno da agenda de gênero

24/05/2019 // 1 comentário

Por Flávia Biroli / "A apologia conservadora à família é um ponto de convergência entre diferentes conservadorismos e se conecta a duas faces do recesso democrático: a restrição da dimensão pública da política, apoiada em uma lógica orçamentária e traduzida na privatização e na retirada de direitos sociais, de um lado, e a restrição de direitos individuais e de minorias, apoiada na noção de 'maioria moral', por outro." [...]

Os sinais da decadência vêm de longe…

09/05/2019 // 1 comentário

"Bolsonaro veste chinelo? Jânio vestia alpargatas Sete-Vidas, com sola de borracha." Flávio Aguiar faz um breve panorama das estratégias da direita frente ao Governo Federal desde o fim do Estado Novo até os tempos que correm. [...]

55 anos do Golpe de 1964: as lições da história

04/04/2019 // 3 comentários

Por Carlos Eduardo Martins / "Entre as lições a se tirar dos golpes de 1964 e de 2016, que se vinculam no tempo e na história, está a de que o assalto ao Estado foi precedido por longa articulação na sociedade civil. Este assalto relacionou-se com a unidade ideológica das classes dominantes e as vacilações e ambiguidades das lideranças progressistas para lhe responderem com firmeza. Tais ambiguidades e vacilações, seja por concessões realizadas ou por falta de vontade para o enfrentamento radical, proporcionaram o espaço para a formação de uma base de massas provisória para lhe dar suporte." [...]

1964: a infâmia, a cicatriz e o bufão

29/03/2019 // 2 comentários

Por Mauro Iasi / "Entre as muitas coisas que o presidente-miliciano não sabe está quanto seu ato de reconhecimento colocou os militares em uma situação altamente constrangedora, incômoda e na contramão de toda a estratégia tão eficaz construída para ocultar o golpe nas brumas do esquecimento. Na tentativa de se manter no poder, ele pode ter assinado seu passaporte para fora do governo em breve." [...]

O que resta da ditadura?

28/03/2019 // 1 comentário

Por Edson Teles / "Hoje, a ditadura se mostra mais presente do que nunca. No discurso de ódio, na retomada da guerra a um inimigo mais apropriado à Guerra Fria, na presença ostensiva dos militares no governo, na violência contra o pensamento dissonante, na opção pela legitimação explícita da violência de Estado. Talvez, junto à pergunta sobre o que resta da ditadura, seria necessário perguntarmos também como tamanha presença autoritária pôde permanecer ou ressurgir" [...]

Tempos sombrios, tempos de ternura

20/03/2019 // 6 comentários

Por Mauro Iasi / "Mesmo o ódio justo transforma as feições e torna rouca a voz, embrutece a alma e pode aviltar os fins éticos justos. Neste momento é necessário um distanciamento muito difícil para que não nos percamos na lama destes tempos sombrios. Talvez seja esta a dimensão ética que nos distingue da barbárie e que impede que nos misturemos à mesma lama de ódio que ela secreta." [...]

Marighella: o filme e a resistência de ontem e de hoje

18/02/2019 // 1 comentário

De Berlim, Flávio Aguiar escreve sobre a estreia de "Marighella", de Wagner Moura: "Retratando os guerrilheiros como participantes de uma luta desesperada para se contrapor ao regime ditatorial, num momento em que todas as liberdades e garantias democráticas eram anuladas pela ditadura de então, o filme não deixa de mostrar todas as contradições e limites da luta armada que abraçaram. O filme está longe de ser uma apologia da violência, embora também não queira fazer o julgamento post-mortem dos que escolheram o caminho da guerrilha urbana, nem daqueles que sobreviveram até hoje." [...]