Articles by Boitempo

O marxismo de Angela Davis

26/09/2016 // 1 Comment

Por Silvio Luiz de Almeida / "Atentar para a forma adquirida pelo racismo e pelo sexismo no interior do capitalismo permite ao marxismo não ser engolfado pelo idealismo ou por esquemas mecânicos que inviabilizam uma concepção verdadeiramente científica da sociedade." [...]

Clássico de Raymond Williams sobre televisão ganha edição brasileira

23/09/2016 // 0 Comments

Esther Hamburguer / "A bem-vinda edição em português de Televisão: tecnologia e forma cultural, obra clássica na área, originalmente publicada na Inglaterra em 1974, adensa a bibliografia disponível. O livro deve ajudar a tirar do lugar-comum o debate político-cultural candente em que a televisão muitas vezes figura isoladamente como vilã. Em Williams, a televisão é tratada com rara sensibilidade crítica e desprovida de preconceito." [...]

Frei Henri: “O Brasil vive um golpe branco”

22/09/2016 // 0 Comments

O corpo do velho guerreiro está cansado e agora deve ficar deitado a maior parte do dia para poupar a saúde. Mas o espírito permanece vivo e a voz clara, especialmente quando se trata de caracterizar o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, que se concretizou no dia 31 de agosto de 2016. “Para mim é claramente um golpe de Estado. Um golpe branco”, diz Frei Henri Burin des Roziers, padre dominicano francês e grande figura das lutas camponesas no Brasil que se aposentou em Paris há 3 anos atrás. Este ano, ele publicou pela editora Cerf "Comme une rage de justice". [...]

As ideias imprescindíveis de Angela Davis

21/09/2016 // 2 Comments

Por Rosane Borges / "Um clássico, para o pensador Norberto Bobbio, é um intérprete único de seu tempo, com tamanha reserva de atualidade que cada época e cada geração têm a necessidade de relê-lo e, ao relê-lo, de reinterpretá-lo." [...]

Sabedoria: nada a ver com a “esperteza” de Eduardo Cunha

20/09/2016 // 1 Comment

Por Mouzar Benedito / "Esperteza, quando é demais, engole o dono.” Eduardo Cunha devia ter pensado nesse velho ditado antes de pretender ser demasiadamente esperto e tornar-se um espertalhão. Como presidente da Câmara dos Deputados, usou e abusou da esperteza, e acabou engolido por ela. Há quem confunda esperteza com inteligência. Sim, há muitas inteligências e o esperto ou espertalhão precisa ter uma ou alguma delas. Mas acho que esperteza e sabedoria não são sinônimos. [...]

Caudwell, pioneiro da crítica marxista inglesa

19/09/2016 // 1 Comment

Por José Paulo Netto / "Parece haver um consenso mínimo entre os estudiosos do marxismo inglês: na crítica da literatura (e, mais amplamente, da cultura), há um autor seminal – Christopher Caudwell. Ele é o ponto fundacional de um complexo desenvolvimento balizado sintética e diferencialmente pelas obras de George Thomson, Raymond Williams e, enfim, Terry Eagleton. Caudwell, estranho ao meio acadêmico, inaugura a reflexão marxista sobre a literatura e a cultura na Inglaterra." [...]

Habermas e o papel da filosofia no marxismo

16/09/2016 // 0 Comments

Por Ricardo Musse / "Para a reconstrução do materialismo histórico (1976), o mais recente lançamento da coleção Habermas, reúne artigos publicados na primeira metade da década de 1970.1 Em sua heterogeneidade conceitual e temática torna visível, de certo modo, as trilhas, desvios, atalhos e ladeiras que conduziram a uma inflexão em sua obra, geralmente descrita como a passagem do “primeiro” para o “segundo” Habermas." [...]

Um salto no escuro

15/09/2016 // 1 Comment

Por Izaías Almada / "Sonhar era preciso. Pedro voltou ao Brasil após uma temporada de quase seis anos no exterior, entre 1990 e 1996, onde viveu em Lisboa, cidade que, em muitos aspectos, o iria marcar para o resto de sua vida." [...]

Urubus e arapongas nas manifestações e o nó que amarra a democracia

14/09/2016 // 9 Comments

Por Edson Teles / "Parece que o capitão do Exército Wilson Pina Botelho, disfarçado sob o codinome Balta, se infiltrou entre jovens ativistas e militantes e armou, no dia de uma das maiores manifestações contra o governo golpista de Michel Temer (por enquanto), uma arapuca contra um grupo que se reunia para caminharem juntos em direção à avenida Paulista. Em uma espécie de história digna de ditadura, misturado com a imagem de uma piada sobre a espionagem no país, o caso chamou a atenção para a presença do falso perfil de esquerda em meio aos movimentos de protesto. Teria ele sacrificado sua identidade secreta para prender duas dezenas de jovens que não representavam 'perigo à ordem pública'?" [...]
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