Deixar queimar, deixar morrer

Está aberto ao público e à visitação geral esse novo monumento que são as ruínas do Museu Nacional. Junto com as ruínas da UERJ e do Hospital Universitário da USP elas formam parte do novo patrimônio histórico nacional, obra final dessa política que agora tenta se reeleger com DEM, PSDB, PMDB e quejandos.

Por Christian Ingo Lenz Dunker.

O incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro é o símbolo e a realização material do governo Temer, mas também de uma forma de vida que parece ter chegado ao seu ápice, exibindo-se em todo seu poder e sua glória. Em setembro de 2018 o museu queimou 90% de seu patrimônio histórico ali acolhido.

Os Afrescos de Pompéia resistiram à erupção do Vesúvio no século 1 a.c., mas não resistiram a este novo jeito “administrativo” de governar que consiste em simplesmente não repassar verbas destinadas para um determinado fim. Como em Pompéia e Herculano, a escolha é seletiva e anônima, pois em meio à engrenagem negocial quem lembrará que o ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão veio a ocupar um Ministério antes extinto? Ou que o cargo de presidente do Instituto Nacional de Museus estava vago há dois anos? O corte desproporcional de recursos, mesmo em comparação com outras áreas, reduzidos à metade nos últimos cinco anos, torna este um incêndio criminoso.

Trata-se de um procedimento análogo ao que ocorre com o discurso da corrupção. Se alguém desvia verbas para outros fins, ainda que dentro do interesse público, isso caracteriza um crime; mas se alguém suspende o repasse de verbas para as universidades, como é o caso da UFRJ, mantenedora do Museu Nacional, isso é sentido apenas como “contenção de gastos”. É isso que significa redução do tamanho do Estado: deixar queimar a cultura, deixar morrer as pessoas. Sua realização material mais imediata é deixar queimar nossos bens simbólicos e depois lamentar a tragédia como se fosse outro que a tivesse levado a cabo. Está aberto ao público e à visitação geral esse novo monumento que são as ruínas do Museu Nacional. Junto com as ruínas da UERJ e do Hospital Universitário da USP elas formam parte do novo patrimônio histórico nacional, obra final dessa política que agora tenta se reeleger com DEM, PSDB, PMDB e quejandos. Bolsonaro, um dia depois do incêndio, diz que não há nada a fazer e que vai extinguir o Ministério da Cultura. Fica claro que não se trata apenas de limitação ocasional, mas de uma política afirmativa contra o que os museus simbolizam: memória e reflexão, cultura e estudo, crítica e pensamento. Quando apenas três partidos têm propostas para a cultura isso se torna ainda mais evidente.

Luiz Felipe Pondé deve estar contente com o fim dos jantares de “inteligentinhos” discutindo se a múmia de Atacama tinha 3 ou 4 mil anos de idade. Marco Antonio Villa teve seu dia de glória e sua noite dos cristais, quando queimaram-se os últimos 30 crânios dos índios Botocudos, esses devastadores de florestas, nômades malvados. A instituição científica mais antiga do país, criada em 1818 por Dom João VI, só podia ser de esquerda, pois estava sendo investigada pelo Ministério Público Federal há dois anos. Devia ser feminista também, afinal abrigava Luzia, a ancestral humana mais antiga das Américas. Com certeza era defensora das cotas, pois guardava o trono de Daomé, onde se sentaram os governantes da África Ocidental no século XVIII. Tive que ouvir, com os olhos que esta terra há de comer, como comeu o Tropeagnathus Mesembrinus, que o incêndio só aconteceu porque o dinheiro da Lei Rouanet e do Proac foi desviado pelo Chico Buarque para o pessoal da esquerda.

Nove rolos de pergaminhos da Torá, adquiridos pelo Imperador Dom Pedro II, foram salvos do incêndio porque estavam em restauração na Biblioteca do Horto. Mas será uma questão de tempo para eles juntarem-se ao Museu da Língua Portuguesa ou ao Museu do Ipiranga, que, sob os auspícios da USP, caiu no golpe do “aumente o número de vagas que depois eu aumento o repasse”. Como aparece nos comentários ao post de Leandro Karnal: “Onde tem comunista a destruição é total, já prenderam o reitor e seus asseclas?”. Ou seja: primeiro a gente tira todo o dinheiro deles, depois a coisa cai, daí a gente põe a culpa neles mesmos.

99% da população do Rio de Janeiro jamais verá o sarcófago egípcio de Sha-amun-em-su. Mas, ainda assim, desta soberba ignorância emergirá a sabedoria suprema: ‘Lula ou Bolsonaro é tudo igual”, como tive que ouvir em canto gregoriano recente. Tudo queima como os dois lados de uma folha de papel. Não vale a pena deixar estes 1% de privilegiados continuarem a ter acesso à cultura, à história e aos museus. A inconsequência com o passado é apenas o simétrico da imprevidência com o futuro. O orçamento de ciência e tecnologia é 19% menor e segundo o diretor da Capes, se não houver nova redistribuição de verbas, a pesquisa brasileira vai parar em agosto de 2019. Jamais esqueceremos o papel do ministro da Educação, Rossieli Soares, que operou a reforma do Ensino Médio no mesmo espírito da queima de processos e de desprezo pelo papel da universidade na formação de políticas públicas. Enquanto isso Gilberto Kassab (PSD-SP), ministro da Ciência e Tecnologia, ora pro nobis. A chamada “PEC do fim do mundo” é a institucionalização desse modo de fazer política de brincadeirinha. As verbas estão destinadas, mas o ministro ou o secretário não repassa, porque há uma trava legal. Se der errado, a gente diz que os gestores não souberam buscá-la, ou então não foram espertos o suficiente para encontrar financiamento na iniciativa privada.

O orçamento para lavar os 83 carros dos deputados federais é quase três vezes maior do que o do Museu Nacional e apenas um deputado estadual do Rio de Janeiro se ocupou com uma emenda parlamentar ao Museu. Aqueles que lutam contra a “lava” da corrupção não percebem que existe uma corrupção “branca”, uma “corrupção dentro da lei”, que suspende repasses previstos em lei para depois lamentar seus efeitos caóticos. Este é o caso do plano nacional anti-drogas, da política nacional de segurança, da política de educação e particularmente das universidades. Confunde-se, metodicamente, política de Estado com políticas de governo, de tal maneira que quando perguntamos “Quem responderá por isso?” a resposta silenciosa e obscena é: “Os mesmos que mataram Marielle e Anderson”.

Deixar queimar, deixar morrer. Este deveria ser o nome correto dessa imitação de austeridade. Nesta tanatopolítica, como propôs Fábio Franco, o truque consiste em criar um sentimento de pobreza e de penúria, que é a própria execução seletiva da lei, para em seguida matar pessoas. Isso significa deixar de fora, por exemplo, funcionários do judiciário ou caminhoneiros, mas prejudicar a implantação do Sistema Único de Saúde, do Sistema Único de Assistência Social ou a Saúde Mental. Argumente que a reforma trabalhista trará mais empregos e, quando isso não acontece, culpe governos anteriores ou conjunturas internacionais. Não é acaso que enquanto nossos indicadores educacionais regridem e a mortalidade infantil cresce, 20% da população acha que a solução está no mandamento de armar-se uns aos outros ou que nosso inimigo é a Venezuela. Falta teoria. Falta prova empírica. Falta demonstração persistente de teses. Falta o museu da indecência do pensamento. Mas isso também será esquecido pelo método da queima de arquivos.

O crime perfeito precisa apagar suas pistas, sem deixar para trás provas. Essa é a verdadeira lava a jato, depois torce e passa fogo. Isso consiste em esquecer nosso passado, recriar momentos de opressão como necessidades históricas e atacar artistas e intelectuais, que afinal são os que têm por função e ofício nos lembrar de onde viemos, para nos ajudar a pensar para onde vamos. Isso é tarefa difícil e cara. Mais simples é deixar morrer e apagar a memória do massacre, com o silêncio caridoso dos sobreviventes, como tive que ouvir de um cidadão de bem: “que azar esse incêndio no museu, bem que poderia ter sido numa favela, não é?

Por que esta não pode ser uma opinião como tantas outras, apenas mais antiga e conservadora, como o esqueleto do Maxakalisaurus, nosso dinossauro brasilis? Afinal, por que tanta preocupação, uma vez que 99% dos cariocas nunca foram ao Museu Nacional? Para que toda essa comoção hipócrita? Museu bom é museu morto. De quebra economizamos o salário desses indolentes pesquisadores interessados na pré-história das populações amazônicas. Tanta gente passando fome e estes privilegiados fazendo pseudo-ciência. Enquanto Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional, implorava pela aplicação da lei que garante os recursos devidos, o resto do país gozava com o novo reino da ordem e da virtude. Nunca se atacou tanto museus, universidades e centros de pensamento como nestes dois anos de barbárie. O ridículo ministro impostor do governo impostor vem a público responsabilizar governos anteriores e o próprio reitor Roberto Leher da UFRJ. O mesmo reitor afirma que faltou bom senso e que com o empréstimo de um terreno ao lado a perda poderia ter sido evitada. Assim, nos lembramos do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier, que se suicida diante de uma acusação injusta.

Assim, tudo queima e ninguém paga a conta, literal e metaforicamente.

Só que desta vez vai ter desobediência civil e caçada impiedosa aos gestores iletrados e aos inconsequentes da memória. Temos que transformar a cultura da gestão em gestão da cultura. Vamos ter que afogar em letras esses estúpidos, incendiando com teses e palavras esses cínicos assassinos de museus. Tenho certeza que múmias, fantasmas e zumbis nos ajudarão a pegar esses safados, pois cemitérios e museus nunca são profanados impunemente.

***

Christian Ingo Lenz Dunker é psicanalista, professor Livre-Docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Analista Membro de Escola (A.M.E.) do Fórum do Campo Lacaniano e fundador do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da USP. Autor de Estrutura e Constituição da Clínica Psicanalítica (AnnaBlume, 2011) vencedor do prêmio Jabuti de melhor livro em Psicologia e Psicanálise em 2012 e um dos autores da coletânea Bala Perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação (Boitempo, 2015). Seu livro mais recente é Mal-estar, sofrimento e sintoma: a psicopatologia do Brasil entre muros (Boitempo, 2015), também vencedor do prêmio Jabuti na categoria de Psicologia e Psicanálise. Desde 2008 coordena, junto com Vladimir Safatle e Nelson da Silva Junior, o projeto de pesquisa Patologias do Social: crítica da razão diagnóstica em psicanálise. Colabora com o Blog da Boitempo mensalmente, às quartas.

25 comentários em Deixar queimar, deixar morrer

  1. Eu sinceramente fico bestificado quando um acidente irrelevante ou estratosférico acontece com as sandices ditas pela nossa imprensa varonil em perfeito conluio com os “formadores de opinião”. De repente surgem especialistas com “saber acadêmico” até mesmo para aferir o diâmetro das fezes do cabrito se está ou não de acordo com as Normas Técnicas da ABNT. Ao menos até agora, nenhum erudito, astrólogo, mãe de santo, “achologista”, ou alguém mesmo da “plebe ignara” vaticinou sobre a “causa causante” do terrível incêndio; o “porquê” de ter pegado fogo no patrimônio Histórico-cultural de maior relevância para definir “de onde viemos”. Circula até mesmo uma “gag” dando conta de que o país, por falta das provas – que foram queimadas – teria que ser devolvido a Portugal. Oras! pelo que eu saiba, antes dos “murrugas” aqui aportarem, estas terras, que “em se plantando tudo dá!”, pertenciam aos índios… Também estão atribuindo a infelicidade à falta de “grana”, seja lá por qual motivo tenha ocorrido Desta forma acabaram por descobrir o diâmetro perfeito do cocô do cabrito. Também que focinho de porco não é tomada, mas que muita gente ainda vai levar choque…Vamos lá: entre gastar dinheiro com olimpíadas, torneiros de futebol e outros quetais, fogos de artifício nas viradas de ano, paradas de orgulho “gay”, shows de virada cultural (sic), shows de virada de anos, leis de incentivos fiscais para a cultura, etc. (fiquemos nos etcs.), quem decide com o que é mais importante e prioritário gastar a grana? Ora bolas…bolinhas…boletas!!! É sempre no “panis et circenses”! Então: de quem é a culpa? Como diria o saudoso “vassourinha” com suas hilárias tiradas: “o bom político tem que cuidar bem é por onde o bispo vai passar!…”! Que eu saiba, nem mesmo o Papa, quando aqui esteve, visitou o museu!

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    • Eh chato ler voce porque voce escreve de um jeito confuso e inicia falando de abobrinha e termina falando em cabelo. Escreva melhor!

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      • Se você sabe como começa e termina o que ele escreveu, é sinal de que não foi tão chato ao ponto de te fazer deixar de ler! Talvez seja chato porque ele não pensa como você. Se pensasse talvez fosse mais legal…

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  2. Ronaldo Resende // 05/09/2018 às 4:32 pm // Responder

    Triste a falta de percepção do óbvio para os obtusos!

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    • Resende, as pessoas que ficam em cima do muro acabam despencando la de cima. Ate os milicos estao com a gente porque eles sao nacionalistas e nos estamos com o Brasil. Se liga, peao!

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  3. Antonio Tadeu Meneses // 05/09/2018 às 5:11 pm // Responder

    Alocação de Verbas para Copa do mundo + Verbas para Olimpíadas + Anos sucessivos de Corte de Verbas + Desvios de Finalidade da Lei Ruanet + Corrupção + Incompetência Administrativa + Negligência + Imprudência + Imperícia + Falta de seguir Normas de Segurança e Proteção + Descaso + EC95 de 2016* + Desperdícios + Etc. = Destruição do Acervo Histórico, Científico e Cultural do Museu Nacional + Crime de Lesa Pátria + Crime de Lesa Humanidade

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    • Nao concordo com o que voce escreveu. Pra mim voce eh crente e esta a servico do Bolsonaro. Voce tambem frequenta o perfil do Zizek nesse blog da Boitempo. Parece que voce gosta das pessoas que fazem sucesso! E o seu sucesso quando vai comecar? Construa seu sucesso sem destruir os outros!

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  4. Antonio Tadeu Meneses // 05/09/2018 às 5:13 pm // Responder

    PS.: O Incêndio foi em setembro e não em agosto como diz o artigo

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  5. Para o Bolsonaro não precisamos de museus, blibiotecas, apenas de armas para o cidadão

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  6. Antonio Elias Sobrinho // 06/09/2018 às 11:04 am // Responder

    Desde muito que a cultura nesse país tem sido algo desprezível, e não é só pelos homens do poder e do dinheiro. Lógico que a responsabilidade maior é deles, porque se estão na direção do país é para cuidar das coisas e da vida das pessoas. Porém, aí é onde está o caroço. Como vivemos numa democracia de baixa densidade, de representação pífia, então a tendência é que as prioridades estejam voltadas mais para aqueles que possuem maior influência no centro do poder. Nesse caso, é ingenuidade esperar que aquela patota envolvida até o pescoço em especulações, em ganhos fáceis e imediatos, na manutenção das posições e dos privilégios, venham a se preocupar com esqueletos velhos, múmias e cabeças milenares que não rendem nada. Assim, enquanto essa gente estiver no comando da roleta muitas tragédias ainda virão.

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  7. Chode Infamous // 06/09/2018 às 11:28 am // Responder

    Ô seu esquerdopata canalha filho da puta, foi o seu reitorzinho viado afiliado ao MST quem deixou o museu queimar. Ao invés de usar o dinheiro que ele recebeu do governo federal para a reforma do museu, seu reitorzinho psolista financiou festinhas de bicholas loucas maconheiras dentro da universidade. Então enfia no seu rabo essa sua fake news.

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    • Infame, gostaria de saber o que eh importante pra voce porque se o Dunker nao eh importante pra voce quem sera que pode se importar com voce?
      Voce eh importante para o Bolsonaro enquanto ele se interessar por voce mas assim que Bolsonaro conseguir o que quer voce vai parar na mao do Beleleu. Eu acho mais confiavel voce ficar do lado que esta a maioria, que estao as pessoas pobres iguais a mim a e a voce. Bolsonaro esta com os ricos e os ricos estao com voce ate o momento em que precisarem de voce depois Baubau Menelau. Sabe voce deve voltar pra nossa classe que eh sua classe social que eh a minha classe social: os pobres. Se voce esta com o Bolsonaro voce esta contra seus proprios irmaos de classe social. Pense bem no que voce esta deixando o Bolsonaro fazer com voce. Volte pra sua classe social.

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  8. Ypsilone Yvone // 06/09/2018 às 12:33 pm // Responder

    Francamente, quem é que está se importando realmente com o Museu? Apenas e talvez a suposta “elite pensante”, que fala demais em cultura, patrimônio e o escambau – mas não move uma palha, sequer, para entender o país em que vive, e o povo que aqui está. O brasileiro médio, de fato, não está nem aí. Não vai a museus, nem a nada que se relacione com “velharia”. É caro, não é atrativo, é chato, custa caro manter… e, quando a tragédia acontece, não consegue entender como é que aquela tralha toda tinha algum valor, seja a brasileira ou a internacional. Enquanto a “elite” chora, o povão quer saber… de segurança. Economia. E só.

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  9. Tenho certeza que o Professor Dunker não tomará meu comentário como algo que acrescente valor ou júbilo. Mas, tenho que dizer: Brilhante!

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  10. A expressão humana é fruto da memória. Impossível a vida humana se aprofundar sem revisitar espaços de memória. E os museus são imprescindiveis na condução do sujeito, no retorno ao passado, rumo ao futuro. Brasil avançado é com gente sensível na presidência.

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  11. Julieta Quayle // 06/09/2018 às 9:12 pm // Responder

    Lindo e verdadeiro. Queria que não fosse….

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  12. Eu nao gosto de museu mas gosto de Arte. Cursei uma disciplina na Unicamp chamada Historia da Arte I e foi incrivel tanto a nivel de memoria nacional quanto a nivel de cultura e historia do Brasil. As informacoes que obtive no curso possibilitaram que eu pensasse melhor depois de dois anos de ter feito a disciplina e compreender um assunto no livro Psicologia da Arte do russo Vygotsky. O Alzheimer eh um problema que degenera a memoria quando comecamos a morrer a primeira faculdade mental que vai pras cucuias eh a memoria preservar a memoria eh postergar a vida.

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  13. O Rio de Janeiro esta indo pro Beleleu desde os tempos do Cesar Maia. Foi com o Maia que comecou uma fase da maior roubalheira acontecida no estado do Rio. Em seguida veio o Garotinho e seu desprezo por tudo que nao fosse dinheiro e esse governador roubou ate a alma do Rio de Janeiro. E depois ainda veio Cabral que eu nao sei o que ele roubou porque acho que nao tinha mais nada no Rio quando Cabral chegou ao governo. Entao, eu acho que nao podemos culpar o Temer. O PT nao conseguiu conter a onda de destruicao vinda dos ricos depois que perceberam que tudo ia mudar quando o PT chegou ao poder. Eu acho injustica culpar o Temer porque essa onda destruidora vem bem antes do Temer.

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  14. Análise perfeita da perversidade de um governo golpista

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  15. Eu nao gosto de museu mas a maioria das pessoas gosta. Do que voce gosta? E se os governadores iniciassem a destruicao dos lugares que voce ama? E se queimassem os retratos e roupas e pertences de sua familia? E se num passe de magica queimassem sua memoria? Mais simples: e se algum hacker apagasse a memoria do seu computador? Viu como a memoria eh importante?
    Se eu nao vou ao museu alguem vai e essa informacao da pessoa que vai ao museu chega ate mim de outra forma. Se os pobres nao vao ao museu os professores dos pobres e alguns amigos vao e dessa forma as informacoes relevantes vao sendo transmitidas. Voce gosta do Raul Seixas? Entao o brasileiro medio esta sentado na privada de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar. A gente veio ao mundo pra nao morrer assim temos que valorizar a nossa vida e cumprir a nossa missao. Eu sou pobre igual a voce e entendo o que voce quer dizer sei que voce nao estudou ou teve que estudar mal mas acho que essa revolta esta mal colocada. Voce nao identificou seus inimigos.

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  16. Aída Paiva // 08/09/2018 às 8:23 am // Responder

    Eu pensei mais a respeito do que Dunker escreveu. Descobri no texto que Dunker alerta pro fato que Sao Paulo esta indo para o mesmo buraco que o Rio de Janeiro:
    – A Unicamp esta sem verbas e nao aumenta o salario dos seus funcionarios fazem varios anos
    – A urgencia do HC-Unicamp sofre uma reforma que nao acaba fazem 18 anos ou desde que o PSDB esta no governo de Sao Paulo
    – A farmacia de alto custo do estado esta com falta de varios medicamentos
    – Eu nao consigo explicar como o HC-Unicamp esta funcionando ainda
    – Alckmin nao terminou as obras do rio Capivari aqui perto da minha casa
    – O Centro de Convivencia em Campinas, um teatro que existe na cidade desde 1970, esta interditado.
    – Alckmin iniciou varias obras em Campinas mas nao terminou nenhuma
    – Os servicos de saude mental estao cheios de moradores de rua e drogados (Campinas)
    – A farmacia do municipio esta com falta de muitos medicamentos (Campinas)
    – O prefeito nao esta conseguindo manter a boa qualidade que tinham os servicos de saude mental na sua gestao anterior (Campinas)
    – O prefeito fala que a prefeitura deve pouco mas existe o problema de fluxo de caixa (Campinas)
    – As instalacoes fisicas dos servicos de saude mental nao estao boas e necessitam de manutencao (Campinas)
    – Apesar da falta de dinheiro muita coisa pode ser feita por funcionarios da saude mental. Vejo alguns problemas que persistem desde a instalacao desse tipo de atendimento em saude mental pelo PT e estao relacionados com a performance profissional de muitos funcionarios do servico.
    – A regiao Sudeste eh uma regiao que esta se subdesenvolvendo juntamente com a regiao Sul.
    _ O Nordeste, Norte, Centro-Oeste sao regioes que estao se desenvolvendo.
    _ Pra mim Sao Paulo caminha nos mesmos trilhos de destruicao do Rio de Janeiro

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  17. Maria Rita Molleiro // 10/09/2018 às 1:04 pm // Responder

    É isso. A esperança que tenho é que muito mais que 1% de nós rejeite com as vísceras esse obscurantismo e se proponha a recusar essas candidaturas neoliberais retrógradas!

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