eleições 2018

O doloroso abandono do direito pelo capitalismo

01/11/2018 // 3 comentários

Por Joelton Nascimento. / "O livro 'Crise e golpe' de Alysson Mascaro é de longe sua obra mais importante até o momento. Ele tanto estabelece a maturidade de sua concepção teórica quanto a põe sob à prova na realidade conturbada do presente. Com três capítulos inéditos e sete recolhidos de outras publicações, o livro perfaz um estudo sobre os anos de crise brasileira de 2013-2018 sob a ótica da filosofia crítica do direito e do estado." [...]

Mais Mano Brown: reflexões pós-eleições (parte 1)

01/11/2018 // 3 comentários

Por Juliana Borges / "O discurso de Mano Brown foi muito mal interpretado, principalmente pelos setores médios do progressismo. Mas o intelectual orgânico, forjado nas ruas do Capão Redondo, estava apenas alertando para como a barbárie havia se instaurado nas relações e no cotidiano das periferias e o quanto a falta de presença e de construção coletiva estava cegando a nossa defesa por princípios democráticos." [...]

Aspectos ideológicos do bolsonarismo

31/10/2018 // 7 comentários

Por Felipe Catalani / "A própria ameaça se tornou um dos cernes da ideologia: com o poder de ameaçar sente-se que algum poder é possível ter, nem que seja o de botar medo, mesmo que para além disso não se tenha poder algum. A única felicidade possível do bolsonarista, que não é felicidade alguma, é o prazer proporcionado pela ameaça ou pela punição, em que se misturam ressentimento e requintes de sadismo." [...]

Bolsonaro e o momento hiperautoritário do neoliberalismo

29/10/2018 // 6 comentários

Por Christian Laval / "Alguns falam de momento fascista ou neofascista do neoliberalismo. Eu chamaria essa fase de momento hiperautoritário do neoliberalismo. É difícil entender, mas trata-se de um tipo de dialética perversa: o neoliberalismo conseguiu capturar e explorar todas as formas de reação e de ressentimento que esse mesmo neoliberalismo suscitou." [...]

Você não poderá dizer que não sabia

26/10/2018 // 8 comentários

Por Rodrigo Nunes / "Costuma-se dizer que, dois anos depois de sua eleição, era praticamente impossível encontrar quem houvesse votado em Collor; no mundo das redes sociais, em que nossas opiniões estão registradas para sempre diante de todos, é mais difícil desaparecer. Por tudo que sabemos, os riscos de arrependimento nesta eleição são potencialmente bem maiores que em 1989. Espero sinceramente que, ganhe quem ganhar, nada de ruim aconteça a você ou a seus entes queridos. Mas se acontecer, é bom estar preparado para viver com as consequências de sua escolha; você não poderá olhar a si mesmo no espelho e dizer que não sabia." [...]