Ilustrando a barbárie | Tréplica de Christian Dunker a Rodrigo Constantino

14.07.07_Christian Dunker_Ilustrando a barbáriePor Christian Ingo Lenz Dunker.

Caro Rodrigo Constantino, seu comentário a meu texto, sobre o declínio da ilustração na direita brasileira, afirma que o apelido “Bob Fields” é uma “expressão pejorativa usada pela esquerda nacionalista”, seguido pela ilação de que “simulo uma suposta nostalgia em relação a esta direita mais nobre”. Isto como se não fosse possível que alguém com um familiar liberal pudesse transformar-se em um “esquerdista lacaniano” – ao que outros complementam: “só pode ser um trauma”. É o que se chama de argumento ad hominem, pelo qual você diz: olhem para esta pessoa, ela está mentindo sobre o próprio avô, a prova disso é o apelido que ele emprega (Bob Fields), não leiam o que ele está dizendo, este ‘desonesto’, mas atentem para suas intenções, que são as da esquerda nacionalista. Em suma, evitem o argumento e olhem bem para quem é este sujeito: lacaniano, leitor de “malucos”, que trabalha com gente do PSOL e que deve ser tomado como uma “cobaia”.

Vou poupar suas críticas ao PT, pois meu texto foi, obviamente, tomado apenas como pretexto para repetí-las. A presença ou ausência do PT é indiferente ao argumento, mas aparentemente você precisa localizar qualquer crítico neste lugar. Entenda, não é porque alguém te critica que este alguém é vermelho, esquerda caviar ou PT. O mundo é maior que isso. Contudo, nunca afirmei que você, nem o movimento que você ilustra, tenha sido paranoico ou radical. Aliás, justamente lhe falta radicalidade, no sentido de remeter a raízes, que você ainda não apresentou. E quanto à paranoia, só vejo, neste caso, a fragilidade banal de quem quer ganhar reputação amealhando preconceito e criando inimigos. Por isso você não consegue admitir que respeito, sim, a direita liberal. Gostaria de ouvir dela mais e melhores razões para o projeto de Brasil que precisamos. Algo que vá um pouco além da eliminação ou desqualificação de adversários vermelhos. Sua resposta, neste sentido, é uma boa ilustração do problema que eu estava a descrever. Em minha réplica bastaria acrescentar: como se queria demonstrar (CQD).

De fato, sinto falta de um José Guilherme Merquior, em seu De Praga a Paris argumentando de forma crítica e instrutiva contra o pós-estruturalismo francês. E você realmente quer comparar um trabalho como este, que teve papel formativo para muitos de minha geração, a livros como O Guia não sei o quê, do Politicamente Incorreto? É vergonhoso. E se não for deixar você vermelho demais, de vergonha, desafio-o a discutir em detalhe qualquer trabalho desta série ou seus análogos. Em suma, a minha pergunta, ainda sem resposta, poderia ser reduzida a: onde está hoje o De Praga a Paris? Virou De Cuba a Miami?

Não percebo humildade alguma em sua atitude, que se recusa responder à pergunta que coloquei, substituindo argumentos por pichações genéricas sobre a esquerda (exatamente como descrevi) em tom de paródia ao meu texto anterior. Você realmente escreveu um livro sobre a romancista Ayn Rand, mas posso depreender disso que você está advogando que a cura para os males do Brasil depende da implementação, em escala moral, cultural e institucional do que ela chama de “egoísmo racional”? Quer dizer que somos demasiadamente altruístas e a solução é aumentar, genericamente, nossa disposição ao individualismo, o que nos fará melhores, segundo a lei geral da inveja aos mais fortes e bem sucedidos? Acho que isso vai terminar, como está terminando, em violência e ressentimento social.

Sim, você traduz obras de Milton Friedman, mas onde está sua coluna dizendo que diante da crise de 2008 devíamos deixar os bancos quebrarem e manter o governo, neste caso o Americano, fora da economia? É isso que chamo de moralidade de ocasião do positivismo brasileiro.

Você não entendeu que meu artigo é sobre a hipótese de declínio, voluntário ou acidental, real ou imaginário, da atitude de ilustração, da qual você é somente um exemplo, quiçá equivocado. Ilustração significa crença no poder libertador do progresso cultural, sem que este acompanhe-se, necessariamente, de transformações políticas equivalentes. Você poderia facilmente ter dito que isso é uma ilusão de minha parte. Que tendemos a achar que o passado era melhor que o presente, pois, como éramos mais jovens e incautos, as ideias liberais pareciam melhores antes do que hoje. Meu texto era sobre o liberalismo, mas parece que você gosta mesmo é de falar de comunismo.

Era fácil ver em meu texto uma alusão à hipótese de que antes o liberalismo criticava a economia, guarnecido na cultura, hoje fala de política sem se exigir explicitar referências, simplesmente apoiado em um moralismo vulgar. Entendo como exemplos de moralismo vulgar sua crítica do estatuto do idoso, sua objeção ao “feriado racista”, sua oposição às cotas raciais, sua defesa do livre mercado de órgãos humanos, sua proposta da privatização da floresta amazônica, sua alusão aos “bárbaros incapazes de reconhecer sua própria inferioridade” (os que participam de “rolezinhos”) e principalmente sua declaração sintética em matéria de saúde mental:

“A verdadeira desordem psiquiátrica é justamente esse esquerdismo doente, que relativiza tudo e não encontra mais parâmetro algum de comportamento decente.” (Rodrigo Constantino. “Pedofilia: uma orientação sexual?”. Veja,  31.10.2013. Página visitada em 20.11.2013.)

Orientação política não pode ser uma patologia, e esta não tem nada a ver com comportamento decente ou indecente. É este tipo de estrepitosa ignorância que vejo representada em sua versão de nova direita liberal. Mesmo assim acho que há algo de fóbico e de francamente não resolvido nesta sua tendência a patologizar os outros, em suas orientações políticas ou religiosas, tendência ademais disseminada entre seus acólitos.

A direita neoconservadora de hoje parece inculta, não porque não tenha méritos ou seus próprios critérios de erudição, mas porque não quer vir para o debate. Cultura não é posse de conhecimento acumulado, mas convivência em conflito de diferenças. Que interesse há em ganhar uma discussão pela métrica de predicados e habilidades? Entendo que você tenha tomado assim a crítica – como um confronto de elites onde o mais forte vence, como diria Ayn Rand – mas aí teríamos que medir títulos, o que você não quer e eu não acho necessário. A questão realmente importante é como sair deste Fla-Flu imaginário que leva a comparação ao território da força, do coro e da quantidade de vozes, em vez do problema real que se está a discutir. Se este é o discurso do liberalismo baseado no “egoísmo racional individualista”, como impedir que a diferença transforme-se em violência?

Você não teve humildade para ver que meu argumento não diz que a esquerda possuiria qualquer forma de superioridade cultural, pelo contrário, afirmo que isso não se espera dela, ainda que de vez em quando aconteça. A comparação que propus não é entre esquerda e direita, nem mesmo entre a direita em geral, ontem e hoje, mas sobre certa direita liberal de hoje e seus antepassados dos anos 1980, se é que os elegi corretamente. Isso você poderia ter corrigido, ou respondido, mas não o fez. A pergunta de fundo não era sobre suas credenciais, mas sobre seu percurso. Seria ele endogamicamente fundado e reproduzido no interior do jornalismo pirotécnico, do sensacionalismo político, ou há alguma experiência, representativa, que o habilite para tal? Caso contrário, entendo seu impulso a ir sempre mais à frente, elevando a voz e incitando a raiva: é uma estratégia para angariar descontentes.

Contudo, a questão mais preocupante, e que me levou a escrever esta réplica, não está em seu comentário, mas no tipo de reação que ele suscita em seus leitores. E este é o problema maior que temos pela frente: o acirramento de posições que se recusam a ceder o mínimo de reconhecimento à parte oposta (como tentei fazer em minha deferência ao liberalismo ilustrado). Um discurso não se mede apenas pelas insígnias de quem o pratica, nem pelo conteúdo de seus argumentos, mas também pelos efeitos que ele produz. E constatei que, no seu caso, suas colocações incitam comentários, que colhi nominalmente no Blog da Veja e no Blog da Boitempo, despertando o seguinte tipo de reação contra meu texto:

“Tinha que ser judeu o imbecil! Ô racinha maldita pra criar intriga e jogar uns contra os outros. Seu lugar é em Aushwitz. (…) Com esse sobrenome ridículo deve [ser] um maldito filho de sião. Zyklon b neles.”

“esquerdopata”, “idiota”, “gente asquerosa!”, “acéfalo”, “pessoas assim merecem o ostracismo”, “o próprio estudo do marxismo já torna o cidadão paranoico”, “imerso nos seus delírios”, “uma besta quadrada”, “boçal”, “sociopatia”, “todo esquerdista é um abestado incurável”, “analfabeto funcional”, “vade retro satanás”, “verme”, “abutre fedorento”, “só se o pai fosse um pulha este comportamento seria explicado”, “esquerdista nojento”, “tem que chutar a canela desses caras”, “a verdadeira face desses canalhas”, “os intestinos estão acima e atrás dos olhos”, “desonestos”, “só existe um jeito dele fazer este bem, é se matando”, “precisa de uma longa terapia”, “malucão uspiano”, “para ser esquerdista, tem que ser canalha”

Se você quer mesmo me tomar como cobaia, vai precisar ilustrar seu experimento melhor que isso.

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miniaturaEm outubro a Boitempo lança Mal-estar, sofrimento e sintoma, de Christian Dunker. Novo título da coleção Estado de Sítio, coordenada por Paulo Arantes, o livro parte de uma psicanálise da vida em condomínios para desenvolver uma aprofundada reflexão interdisciplinar sobre a privatização do espaço público e inserção da psicanálise no Brasil.

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Christian Dunker assina a orelha de A visão em paralaxe, de Slavoj Žižek. Confira a aula Žižek e a psicanálise de Christian Dunker ministrada no “Curso de introdução à obra de Slavoj Žižek” do Seminário Internacional Marx: a criação destruidora, que trouxe, entre outros, David Harvey e o filósofo esloveno ao Brasil:

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Christian Ingo Lenz Dunker é psicanalista, professor Livre-Docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Analista Membro de Escola (A.M.E.) do Fórum do Campo Lacaniano e fundador do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da USP. Autor de Estrutura e Constituição da Clínica Psicanalítica (AnnaBlume, 2011) vencedor do prêmio Jabuti de melhor livro em Psicologia e Psicanálise em 2012, seu livro mais recente é Sofrimento, mal-estar e sintoma (Boitempo, 2014, no prelo). Desde 2008 coordena, junto com Vladimir Safatle e Nelson da Silva Junior, o projeto de pesquisa Patologias do Social: crítica da razão diagnóstica em psicanálise. Colabora com o Blog da Boitempo mensalmente, às quartas.

30 Respostas para “Ilustrando a barbárie | Tréplica de Christian Dunker a Rodrigo Constantino

  1. Muito bem!

    Não parece incrível que nenhum argumento de mínima pertinência venha de colaboradores da Veja. Um se diz economista e não fala sobre economia de uma forma séria, vive a “massacrar” (se isso pudesse) a “esquerdopatia” (não entendendo bulhufas de psicanálise); o outro fala de cultura e irreverência, o que está claro nas piadas, como na pérola “obama é comunista”.

  2. A tréplica é arrasadora e indica uma linha de meditação: a nova direita brasileira. Por que se destacou nos últimos anos? Quais seus traços definidores? De onde tanta frustração e ódio? Tirante isso, resta observar que a discussão, do ponto de vista de Dunker, apresenta um evidente paradoxo. Se Constantino, por definição, exime-se ao debate, é impossível com ele debater. Talvez esse seja um vício (de efeito conservador) da esfera pública brasileira: ocupá-lo com (falsos) debates de modo a exaurir-lhe as potencialidades transformadoras.

  3. Há, a esquerda… Ou fazendo vítimas, ou se fazendo de vitima

  4. Daniel Alves Teixeira

    Parabens pela resposta professor Christian Dunker.

  5. Interessante discussão.
    Certamente servirá para muitos amigos da direita. Mas eu esperava o mesmo para a esquerda, entretanto, a resposta do colunista da veja foi, como de costume, raivosa, e dali pouco se extraí.

    Abraços.

  6. Até aqui li 153 comentários e apenas encontrei bizarrices incultas. Nada que elevasse o debate e que o trouxesse para o campo da argumentação saudável. Vejo na proposta do prof. Christian Dunker um convite a que se abra e amplie o debate sobre o que significa pregar a liberdade sem a realização da necessária incursão pelo campo da política, coisa que a direita no Brasil separa muito bem. Realmente é muito lamentável ver novamente a possibilidade de ampliação do diálogo ser enlameada pela selvageria mesquinha e barata de quem sabe que jogar pedra é uma saída estratégica para não considerar a alteridade, quer dizer, o outro que acena com uma chance de dar ao presente e ao futuro a possibilidade de construirmos novas leituras sobre o passado sobre o que nos determina para que assim possamos ressignificar este presente e o futuro já de antemão condenado.

  7. Faz tempo que não leio um texto tão claro, inteligente e bem escrito. Lê-lo foi uma delícia
    Parabéns, Dunker

  8. Texto cruelmente sensato e, mesmo respeitoso, deveras humilhante para os dentes rangentes da outra parte. Por uma direita, qualquer direita, que superou a desventura emocional da antiga quinta série do primeiro grau.

  9. Caramba, até comentário nazista rolou; O.o

  10. Luís Fernando

    Poucas vezes vi uma resposta tão bem dada. Não estou aqui para engrossar fileiras a favor do professor Dunker, nem mesmo por questões ideológicas de afinidade, mas simplesmente porque o texto suscita alto que há muito me chama a atenção: o quanto algumas personalidades acirram o ódio ideológico ao contrário, ao diferente, sem o enfrentamento justo e honesto das ideias. Constantino não consegue ver nada além de ódio ao PT, ao comunismo, ao “esquerdismo”. Chegou a confessar que isso faz dele alguém pior, alguém mais odioso. Mas ele não encara o problema, não apresenta questões profundas, mas o que está ali, imerso: que o PT tem culpa por qualquer problema do país e que a esquerda é mal no mundo. Não, não é, nem um e nem outro. Nem a direita é. O mal está em pessoas como o Constantino, que procura um inimigo imaginário e faz dele um Judas a ser malhado. Ou, então, faz do linchamento moral uma produção de superioridade. Isso é desumano. Desnecessário. Mais do que isso: cria um certo ódio ao redor que faz com quem pense o contrário fique intimidado. Eu mesmo, como professor de História, vejo muitos alunos citando ele e outros autores como se eles fossem conhecedores da área. Eu não me meto na economia, porque não sou economista. Não entendo porque Constantino quer criar teorias políticas como a “esquerda caviar” se ele sequer consegue aprofundar seu conceito a não ser pelo: todo mundo de esquerda tem que ser pobre. Mas se um pobre é de esquerda, ele é ludibriado, enganado, doutrinado. Decida-se. Enquanto isso, pare de se meter em assuntos que você nada entende e só contribui de forma negativa e depreciativa ao debate. Nós agradecemos.

  11. O que mais me assusta nisso tudo é quão raso se tornou a direita atual, o campo argumentativo gira atualmente todo ao redor de especulações de um quase esquizofrênico delírio onde tudo são afirmações, “golpe comunista, pra ser de esquerda tem que ser desonesto, bolsa família é bolsa esmola”…

    O auge disso é que temos que discutir homens medíocres como Constantino, homens sem nenhuma relevância filosófica cujas ideias rasas são todas baseadas na perpetuação de um discurso de odio e manipulação por total falta de qualquer representatividade séria da direita.

  12. Perfeito! Parabéns Christian, mais uma vez deixando claro como nossos debates políticos vão mal…

  13. Pingback: A esquerda dissimulada | Rodrigo Constantino - VEJA.com

  14. Francisco Roberto

    “Não estou aqui para engrossar fileiras a favor do professor Dunker, nem mesmo por questões ideológicas de afinidade, mas simplesmente porque o texto suscita alto que há muito me chama a atenção: o quanto algumas personalidades acirram o ódio ideológico ao contrário, ao diferente, sem o enfrentamento justo e honesto das ideias”

    Mas será que você não percebe que o debate foi iniciado justamente porque o Sr. Dunker fez exatamente o que você disse e “acirrou o ódio ideológico” ao “diferente”, sem o “enfrentamento justo e honesto das ideias”…

    • Você leu mal, caro Francisco Roberto. A postura e o argumento do Professor Dunker não assinalam para nada disparatado como o que afirmas – ele não fez nenhum juízo de valor mesquinho, tacanho, preconceituoso ou coisas do gênero sobre o Constantino. Desde quando argumentar com seriedade, defender as coisas em que acredita racionalmente e de forma aberta inclusive para mudar de ideia caso se encontre com argumentos superiores, é “acirrar o ódio ideológico” ou “fugir do enfrentamento justo e honesto das ideias”? Perceba que esse tipo de comentário surge quando alguém se encontra despreparado para agir com este grau de maturidade intelectual (não falo isso em nenhum sentido pejorativo – o Brasil inteiro precisa avançar muito neste quesito, independentemente de sua filiação política partidária ou ideológica etc.). O Constantino é impermeável a quaisquer argumentos, faz-se surdo ao que o Dunker respeitosamente propõe, e você vem defender a atitude dele? Pense bem… Achar que argumentos sólidos são insulto só denota uma irreprimível sensação de impotência que se transforma em ódio, raiva, frustração e gera mais problemas, injustiças e incompreensões; tudo por não se procurar ouvir o outro, além de estudar mais e ser mais aberto ao “diferente” – o que só se faz quando a crítica e a autocrítica caminham juntas.

  15. Não existe mais debate de ideias no Brasil. Desde que o PT assumiu o poder, qualquer crítica e oposição é demonizada como se fosse uma verdadeira heresia.
    Mas a esquerda sempre foi autoritária, como comprovam enfaticamente os fatos históricos e os próprios evangelhos de sua religião. Como afirma Hayek, em O Caminho da Servidão: “No que se referia à liberdade, os fundadores do socialismo não escondiam suas intenções. Eles consideravam a liberdade de pensamento a origem de todos os males do séc XIX.” O socialismo de Marx, como está claro em toda a sua obra, é impossível de se realizar sem ditadura. Ele mesmo, nas Teses sobre Feuerbach, decreta literalmente o fim do pensamento, exortando os filósofos a se tornarem meros agentes a serviço da “verdade” revelada por ele. Não havia mais o que pensar- e, assim, quem ousasse pensar só poderia ser um herege. Cabia, agora, por a mão na massa – ao que, alegre e submissamente, se prontificaram tantos intelectuais de esquerda. E tantos ex-pensadores saíram por aí tentando fazer- ou, pelo menos, apoiar logisticamente- a revolução salvadora profetizada por Marx. Mais tarde, Gramsci se encarregaria de por uma certa ordem na bagunça, ensinando àquelas crianças desorientadas que o melhor caminho para chegar ao céu da servidão era pelo pastoreio do rebanho.
    Deu no que não poderia dar de outro modo. E aí, os fatos históricos se encarregaram de comprovar, não as profecias, mas aquilo que estava bem lá no DNA do socialismo: o autoritarismo, ” o horror” como diria o capitão Kurtz, de “ O Coração das Trevas”. Todos os regimes socialistas foram, assim, cruéis e assassinas ditaduras. Nunca antes na história do mundo se matou tantos “ hereges”, se cometeram tantos e hediondos crimes contra a humanidade. O socialismo matou mais de 100 milhões de seres humanos, aprisionou em campos de concentração e de trabalhos forçados outras muitas dezenas de milhões e escravizou uma enorme parcela da população mundial.
    E eis que, finalmente, chegamos de volta ao Brasil de hoje –esse Brasil que foi subitamente remetido de volta ao séc 20 pela esquerda, e lá ficou até hoje . Mas é fazendo esse mergulho na História- e não essa viagem com passagem só de ida ao passado- é que somos capazes de melhor entender porque paramos o debate, ou melhor paramos mesmo é de pensar. Pois é, assim, que podemos entender essa súbita proliferação de listas negras com os nomes de alguns rebeldes que ousam pensar, criticar , debater.
    E dizem os “progressistas” do séc 20: como ousam esses hereges, esses “reacionários”, esses direitistas, esses conservadores etc vir aqui contestar aquelas verdades reveladas nas nossas profecias sagradas? Lula, o nosso guru, não disse que o mundo é dividido entre “ nós”- que vamos para o paraíso- e “eles- que vão para o inferno”?

    • [[[Não existe mais debate de ideias no Brasil. Desde que o PT assumiu o poder, qualquer crítica e oposição é demonizada como se fosse uma verdadeira heresia. ]]]

      Mais um maluco do “#GolpeComunista2014. É pior do que o Lula com o “nunca antes na história deste paiz”.

      Quando era a Ditadura Militar, havia muita liberdade.

      Com o PSDB, quem não repetia os cacoetes efêmeros em moda do começo da década era chamado “neo-bobo”.

      E hoje, o que mais há é debate de ideias. Só que ao invés de ideias, vocês vivem de um macarthismo caricato; ao invés de ideias, vocês direitistas insuflam o apego passional à desigualdade social para a pessoa ter auto-estima. Vocês investem contra qualquer mínima noção de justiça social; apregoam demofobia, plutocracia, homofobia, maqueação ou resignação ante ao racismo estrutural. Para vocês, feminismo é “feminazi”.

      [[[Mas a esquerda sempre foi autoritária, como comprovam enfaticamente os fatos históricos e os próprios evangelhos de sua religião. ]]]

      Verdade, o governo facista ao qual Mises se devotou e serviu era muito libertário. A Inglaterra e a Bélgica coloniais, liberais, eram libertárias para com a Índia e o Congo. Pinochet, Efraím Rios, o Terror Branco de Taiwan, Suharto… todos libertários.

      Como afirma Hayek, em O Caminho da Servidão: “No que se referia à liberdade, os fundadores do socialismo não escondiam suas intenções. Eles consideravam a liberdade de pensamento a origem de todos os males do séc XIX.”

      Que afirmação gratuita esta!! Marx partia para embates intelectuais para com Bastiát e Herbert Spencer. Hayek, que se devotou ao libertário Pinochet, amante da liberdade de pensamento.

      “””O socialismo de Marx, como está claro em toda a sua obra, é impossível de se realizar sem ditadura”.

      O liberalismo econômico sim. Como trataria sindicatos, se é contra negociação coletiva e contra direitos trabalhistas? Massacraria todos os que ousassem clamar por justiça social, contra externalização de custos ecológicos e sociais, ou para que o excedente de capital gerado do trabalho fosse socialmente revertido. Seriam como no país de “V, de Vingança”.

      A “ditadura” a que se fala é que o Estado é um lócus dos jogos de poder entre as classes e está a favor da que protagoniza o momento histórico, na interpretação marxista, o capitalismo se desmoronaria pelas suas contradições e emergiria a classe trabalhadora como protagonista. Ele não apregoou uma minoria de trabalhadores ditatoriando uma maioria de capitalistas, porque na visão dele, não haveria estas classes e o estado se reconfiguraria.

      [[[Ele mesmo, nas Teses sobre Feuerbach, decreta literalmente o fim do pensamento, exortando os filósofos a se tornarem meros agentes a serviço da “verdade” revelada por ele. Não havia mais o que pensar- e, assim, quem ousasse pensar só poderia ser um herege.]]]

      Que besta! Ele disse que da interpretação do mundo se deveria partir para a transformação do mesmo. Este é o mote de toda a modernidade, de H.G.Wells, Voltaire, mesmo Aynd Rand e Mises preconizava o mesmo. Quanto ao restante, você retroprojetou o que está em seu âmago. Falou mais sobre você do que Marx. Se pra você isso é decretar o fim do pensamento, é que seu guru chama-se Claudio Frollo.

      [[[Mais tarde, Gramsci se encarregaria de por uma certa ordem na bagunça, ensinando àquelas crianças desorientadas que o melhor caminho para chegar ao céu da servidão era pelo pastoreio do rebanho.]]]

      E Mises, Ayn Rand e Hayek, dizendo ao rebanho que deveria cultuar os mais ricos e se sacrificar no altar deles, os “John Galts”, os mesmos que levaram à bancarrota de 2008.

      “E aí, os fatos históricos se encarregaram de comprovar, não as profecias, mas aquilo que estava bem lá no DNA do socialismo: o autoritarismo, ” o horror” como diria o capitão Kurtz, de “ O Coração das Trevas”.”””

      O horror que Charles Dickens denunciava na liberal Inglaterra vitoriana, em que as pessoas são descartáveis no “darwinismo social” que move plutocratas como você.

      Se pode falar esta maluquice de 100 milhões de mortos sem conseguir corroborar, podemos falar de 300 milhões vítimas da exploração, expoliação, acumulação primitiva do capital, escravidão, campos de concentração, cobaias humanas, esfolação que o capitalismo histórico promoveu e as quais você não só não está nem aí, como brinda. Todas as pessoas vítimas da invasão nas Américas, do colonialismo, o povo de Bengali que foi morto de fome por Churchill, que sofreram nas mãos de Suharto, Ferdinando Marcos, Rei Leopoldo, Somoza, Pinochet, Rafael Trujillo, Porfírio Diaz, o Kwomintang, o Apartheid sul-africano, Efraím Rios, a United Fruits Company, a Chiquita Banana, a Aramco, Joseph Mobut, Noriega, Carlos Humberto Romero, Luís García Meza, Ruan Carlos Organía, Médici, Juan María Bordaberry, Wessin y Wessin, Balaguer, as “guerras indígenas” nos E.E.U.U. com matança de 90%, mais de vinte milhões, da população indígena, o genocídio dos Cheyenne, os campos de concentração de japoneses nos EUA, a bomba em Hiroshima e Nagazaki, as vítimas de Bush, Nixon, Reagan, etc. O Nazismo que promoveu o maior programa de privatização da história até então. No Congo com a Bélgica do liberal Rei Leopoldo até posteriormente envolver, desde a base, corporações ocidentais de países ricos, tais como Cogecol sprl, Masingiro GMBH (alemã), H. C. Starck (filial da Bayer), Finning e Raremet (suíça), Triniteh (EUA), Chemi Pharmacie Holland (holandesa), até a ponta: Alcatel, Compaq, Dell, Ericsson, HP, Lucent, Motorola, Nokia, Siemens, Intel. O o povo de Bengali que foi morto de fome por Churchill.

      Pra você, a noção de que o capitalismo brasileiro incorporou massas ao seu consumo e saiu da 14ª posição para a 6ª no ranking mundial, diminuindo, insuficientemente, a posição no ranking da desigualdade, diminui sua auto-estima. Você se masturba com a exclusão social, precisa dela para se sentir gente, e quer nos levar ao passado, ao mundo pré-1929. E dizem os reacionários plutocratas do séc 21: como ousam esses hereges, esses “progressistas”, esses esquerdistas, esses centristas, esses anti-racistas, anti-machistas, anti-homofóbicos, anti-demófobos, etc., vir aqui contestar aquelas verdades reveladas nas nossas profecias sagradas? Spamtantino, o nosso guru, não disse que o mundo é dividido entre “ nós”- os “John Galt” que vamos para o paraíso- e “eles- que vão para o inferno”?

      Tudo o que vocês direitistas fazem é racionalização de suas misantropias, é ranço de acharem que deveriam ter nascido aristocratas vitorianos.

      Aliás, há muito na esquerda além de Marx. Karl Polanyi, por exemplo, o austríaco que influencia as denúncias do papa.

      Date: Thu, 10 Jul 2014 13:54:52 +0000 To: rodrisou@hotmail.com

    • [[[Não existe mais debate de ideias no Brasil. Desde que o PT assumiu o poder, qualquer crítica e oposição é demonizada como se fosse uma verdadeira heresia. ]]]

      Mais um maluco do “#GolpeComunista2014. É pior do que o Lula com o “nunca antes na história deste paiz”.

      Quando era a Ditadura Militar, havia muita liberdade.

      Com o PSDB, quem não repetia os cacoetes efêmeros em moda do começo da década era chamado “neo-bobo”.

      E hoje, o que mais há é debate de ideias. Só que ao invés de ideias, vocês vivem de um macarthismo caricato; ao invés de ideias, vocês direitistas insuflam o apego passional à desigualdade social para a pessoa ter auto-estima. Vocês investem contra qualquer mínima noção de justiça social; apregoam demofobia, plutocracia, homofobia, maqueação ou resignação ante ao racismo estrutural. Para vocês, feminismo é “feminazi”.

      [[[Mas a esquerda sempre foi autoritária, como comprovam enfaticamente os fatos históricos e os próprios evangelhos de sua religião. ]]]

      Verdade, o governo facista ao qual Mises se devotou e serviu era muito libertário. A Inglaterra e a Bélgica coloniais, liberais, eram libertárias para com a Índia e o Congo. Pinochet, Efraím Rios, o Terror Branco de Taiwan, Suharto… todos libertários.

      Como afirma Hayek, em O Caminho da Servidão: “No que se referia à liberdade, os fundadores do socialismo não escondiam suas intenções. Eles consideravam a liberdade de pensamento a origem de todos os males do séc XIX.”

      Que afirmação gratuita esta!! Marx partia para embates intelectuais para com Bastiát e Herbert Spencer.

      Hayek, que se devotou ao libertário Pinochet, amante da liberdade de pensamento.

      “””O socialismo de Marx, como está claro em toda a sua obra, é impossível de se realizar sem ditadura”.

      O liberalismo econômico sim. Como trataria sindicatos, se é contra negociação coletiva e contra direitos trabalhistas? Massacraria todos os que ousassem clamar por justiça social, contra externalização de custos ecológicos e sociais, ou para que o excedente de capital gerado do trabalho fosse socialmente revertido. Seriam como no país de “V, de Vingança”.

      A “ditadura” a que se fala é que o Estado é um lócus dos jogos de poder entre as classes e está a favor da que protagoniza o momento histórico, na interpretação marxista, o capitalismo se desmoronaria pelas suas contradições e emergiria a classe trabalhadora como protagonista. Ele não apregoou uma minoria de trabalhadores ditatoriando uma maioria de capitalistas, porque na visão dele, não haveria estas classes e o estado se reconfiguraria.

      [[[Ele mesmo, nas Teses sobre Feuerbach, decreta literalmente o fim do pensamento, exortando os filósofos a se tornarem meros agentes a serviço da “verdade” revelada por ele. Não havia mais o que pensar- e, assim, quem ousasse pensar só poderia ser um herege.]]]

      Que besta! Ele disse que da interpretação do mundo se deveria partir para a transformação do mesmo. Este é o mote de toda a modernidade, de H.G.Wells, Voltaire, mesmo Aynd Rand e Mises preconizava o mesmo. Quanto ao restante, você retroprojetou o que está em seu âmago. Falou mais sobre você do que Marx. Se pra você isso é decretar o fim do pensamento, é que seu guru chama-se Claudio Frollo.

      [[[Mais tarde, Gramsci se encarregaria de por uma certa ordem na bagunça, ensinando àquelas crianças desorientadas que o melhor caminho para chegar ao céu da servidão era pelo pastoreio do rebanho.]]]

      E Mises, Ayn Rand e Hayek, dizendo ao rebanho que deveria cultuar os mais ricos e se sacrificar no altar deles, os “John Galts”, os mesmos que levaram à bancarrota de 2008.

      “E aí, os fatos históricos se encarregaram de comprovar, não as profecias, mas aquilo que estava bem lá no DNA do socialismo: o autoritarismo, ” o horror” como diria o capitão Kurtz, de “ O Coração das Trevas”.”””

      O horror que Charles Dickens denunciava na liberal Inglaterra vitoriana, em que as pessoas são descartáveis no “darwinismo social” que move plutocratas como você.

      Se pode falar esta maluquice de 100 milhões de mortos sem conseguir corroborar, podemos falar de 300 milhões vítimas da exploração, expoliação, acumulação primitiva do capital, escravidão, campos de concentração, cobaias humanas, esfolação que o capitalismo histórico promoveu e as quais você não só não está nem aí, como brinda. Todas as pessoas vítimas da invasão nas Américas, do colonialismo, o povo de Bengali que foi morto de fome por Churchill, que sofreram nas mãos de Suharto, Ferdinando Marcos, Rei Leopoldo, Somoza, Pinochet, Rafael Trujillo, Porfírio Diaz, o Kwomintang, o Apartheid sul-africano, Efraím Rios, a United Fruits Company, a Chiquita Banana, a Aramco, Joseph Mobut, Noriega, Carlos Humberto Romero, Luís García Meza, Ruan Carlos Organía, Médici, Juan María Bordaberry, Wessin y Wessin, Balaguer, as “guerras indígenas” nos E.E.U.U. com matança de 90%, mais de vinte milhões, da população indígena, o genocídio dos Cheyenne, os campos de concentração de japoneses nos EUA, a bomba em Hiroshima e Nagazaki, as vítimas de Bush, Nixon, Reagan, etc. O Nazismo que promoveu o maior programa de privatização da história até então. No Congo com a Bélgica do liberal Rei Leopoldo até posteriormente envolver, desde a base, corporações ocidentais de países ricos, tais como Cogecol sprl, Masingiro GMBH (alemã), H. C. Starck (filial da Bayer), Finning e Raremet (suíça), Triniteh (EUA), Chemi Pharmacie Holland (holandesa), até a ponta: Alcatel, Compaq, Dell, Ericsson, HP, Lucent, Motorola, Nokia, Siemens, Intel. O o povo de Bengali que foi morto de fome por Churchill.

      Pra você, a noção de que o capitalismo brasileiro incorporou massas ao seu consumo e saiu da 14ª posição para a 6ª no ranking mundial, diminuindo, insuficientemente, a posição no ranking da desigualdade, diminui sua auto-estima. Você se masturba com a exclusão social, precisa dela para se sentir gente, e quer nos levar ao passado, ao mundo pré-1929. E dizem os reacionários plutocratas do séc 21: como ousam esses hereges, esses “progressistas”, esses esquerdistas, esses centristas, esses anti-racistas, anti-machistas, anti-homofóbicos, anti-demófobos, etc., vir aqui contestar aquelas verdades reveladas nas nossas profecias sagradas? Spamtantino, o nosso guru, não disse que o mundo é dividido entre “ nós”- os “John Galt” que vamos para o paraíso- e “eles- que vão para o inferno”?

      Tudo o que vocês direitistas fazem é racionalização de suas misantropias, é ranço de acharem que deveriam ter nascido aristocratas vitorianos.

      Aliás, há muito na esquerda além de Marx. Karl Polanyi, por exemplo, o austríaco que influencia as denúncias do papa.

  16. Leonardo Resende

    Professor, meu sinceros parabéns pela brilhante explicitação. Já pelo outro membro do debate (se é que pode ser chamado de debate pois o outro lado não colocou nenhum razoável argumento) não se pode esperar compreender quem faz discursos apenas para angariar odiosos.

  17. Acho que os leitores precisam ler também a resposta do Rodrigo Constantino a este novo texto e tirarem de ambos as suas considerações:

    http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/filosofia-politica/a-esquerda-dissimulada/

  18. Gostaria de saber porque o Rodrigo Constantino não coloca os comentários que criticam suas idéias em sua coluna . Só põe os que concordam com ele! Vários comentários meus foram barrados. Outro dia fiz um teste (para saber se não era problema com meu computador) e comentei falando bem, elogiando e ele, aí sim publicou. Por aí voce já percebe que o cara não merece atenção. É um babacão de primeira! Parabéns Dunker pelo nocaute nesse xarope. Me senti muito bem representado.

  19. Para Constantino o mundo se resume aos impulsos da inveja. Numa rápida pesquisa, encontramos a chave da interpretação a partir da inveja. Divirtam-se.
    “Ou alguém com a mentalidade de uma criança de 3 anos, e com uma inveja brutal dos mais ricos”.
    “Os inimigos são o “capitalismo de laços”, os bancos centrais politizados, o socialismo, a demagogia, a inveja”.

    “Os invejosos são aqueles que preferem prejudicar os ricos em vez de ajudar os pobres”

    “Outra parte da explicação tem caráter mais psicológico. A inveja é a mais mesquinha das paixões humanas, disse John Stuart Mill. Infelizmente, ela está enraizada em nossa natureza. Os invejosos são aqueles que preferem prejudicar os ricos em vez de ajudar os pobres. Acham que podem correr mais se o vizinho quebrar as pernas”.

    “Partindo desse pressuposto, podemos concluir que o socialismo é a idealização da inveja. Basta notar que sempre atacam mais os ricos do que qualquer outra coisa”.

    “Punir os mais ricos nunca ajudou de verdade os mais pobres. Mas bandeiras demagógicas como essa tocam fundo nos corações mais invejosos, ansiosos por destruir as diferenças materiais no mundo”.
    “Mas a esquerda não liga, pois seu objetivo não é gerar mais riqueza para todos, e sim tirá-la dos que têm mais. Pura inveja”.

    “Não toleram as “patricinhas” e os “mauricinhos”, a riqueza alheia, a civilização mais educada. Não aceitam conviver com as diferenças, tolerar que há locais mais refinados que demandam comportamento mais discreto, ao contrário de um baile funk. São bárbaros incapazes de reconhecer a própria inferioridade, e morrem de inveja da civilização”.
    “Os “rolezinhos” da inveja precisam ser duramente repreendidos e punidos. Caso contrário, será a vitória da barbárie sobre a civilização”.

    “Só quer abolir a livre concorrência quem odeia o sucesso alheio. E, no processo, ao dar asas à inveja, o grande sacrificado é o próprio aluno, impedido de dar o melhor de si para não “ofender” os demais. Uma cultura dessas não pode parir um país desenvolvido. Jamais”!

    “…estas são frutos de sua inveja mal-disfarçada do sucesso alheio”.
    “Deve ser muita inveja e limitação intelectual”.

  20. Tréplica louvável, devastadora, eu diria. Os textos dos colunistas da veja são de uma verdadeira indigência e desonestidade intelectual. Evito ler, é uma distribuição de insultos, argumentos que vão pouco alem do ad hominem, uma completa campanha de ódio. Louvável também sua coragem de ter lido um texto tão pobre de argumentos e tão odioso.

  21. José Vargas

    Muito bons ambos os textos, Prof. Dunker. Se eses arremedos de intelectual fogem ao debate sério e preferem se atrincheirar nas cloacas dos pasquins da direita mais retardatária, é um bom sintoma. A eles, deve dizer-se a famosa frase do Manco de Lepanto: “Ladran, Sancho, señal de que cabalgamos”.

  22. Encontrei isso num log chamado Pensar Não Dói

    A esquerda ama Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho, Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Julho Severo & Cia

    Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho, Diego Mainardi, Reinaldo Azevedo e Júlio Severo não são homens de direita. Essa turma é um grupo espertalhão e histriônico que aglutina os direitosos mais toscos e ocupa um espaço na mídia que envergonha a direita séria e dificulta tremendamente a organização de uma direita combativa, sóbria e respeitável.
    Tudo que a esquerda malandra quer é que Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho, Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e Júlio Severo continuem vomitando as asneiras de sempre e atraindo manifestações de apoio radical ou de repúdio radical, gerando centenas ou milhares de artigos raivosos ou ressentidos na blogosfera, sendo idolatrados ou moralmente massacrados no Orkut, tendo que responder a inúmeros processos (ou tentativas de processo) e reagindo histrionicamente em nome da liberdade de expressão e de uma pobre e envergonhada direita sóbria que acaba constrangida e sem representação. Panes et circences.
    O surgimento de um ideólogo sério e ponderado, que organize uma direita combativa e respeitável, é tudo que a esquerda malandra não quer. Se não existissem Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho, Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e Júlio Severo, a esquerda malandra confiaria a tarefa de bancar o pseudo-direitista histriônico a meia dúzia de seus mais leais representantes, que seriam regiamente recompensados por cumprir o papel de Boneco de Judas, aqueles bonecos da tradição quase extinta de malhar ou queimar Judas no Sábado de Aleluia.
    Aliás… pensando bem… considerando a intensidade e freqüência que esse pessoal posta coisas completamente sem noção… considerando que eles não somente não aprendem nada com todos os interlocutores ponderados que os abordam mas ainda preferem polemizar e polarizar o debate com os mais barulhentos… considerando que a estratégia de radicalizar um debate é extremamente eficiente para aniquilar as chances de o bom senso preponderar… será mesmo que esses caras não são “companheiros” pagos pela esquerda só para achincalhar e trollar a organização da direita?

    • Comentário leviano. Ninguém quer estas personagens, porque levam as pessoas a estado de espírito e posturas sociopatas e demófobas, além de imbuídas de uma postura quase anti-civilizacional no dia a dia por se julgarem aristocratas vitorianos ultrajados.

      Seria muito, muito bom para a dialética do debate público, nem se precisa ser habbermasiano para conceber isto, que os setores de direita e centro-direita dessem mais voga para outros analistas com maior capacidade de ponderação e consistência, maior rigor, e menos arroubos insanos.

  23. Ou seja, há outros que se revoltam e escrevem contra esse arremedo de direita.

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