política

A liberdade de limitar-se: psicanálise e teoria do poder

23/08/2017 // 8 comentários

Christian Dunker / "A psicanálise desenvolveu uma pequena teoria prática sobre o poder. Pouco se percebe que a limitação de si, justamente por ser contingente, é um ato supremo de liberdade. O modelo de ação, assim estabelecido, tem um profundo efeito moral, de ação capilarizada sobre os subordinados. Ele recria as relações de poder como relações de autoridade e respeito. O limite confere a liberdade – uma das teses menos conhecidas de Lacan." [...]

A tragédia ética da política

11/05/2016 // 8 comentários

Christian Dunker / "Pensar eticamente é respeitar que a contradição entre as formas da lei nunca está totalmente definida. Viver com esta indecidibilidade é o que se chama democracia, o poder pela palavra. O contrário disso é imaginar que o poder e a autoridade não dependem mais da palavra praticada, mas de quem são seus autores e atores: suas famílias, seus títulos de nobreza terrena ou celestial, seu caráter ou disposição de alma, seus amigos ou interesses particulares." [...]

O bloco “Comuna que Pariu!” como fenômeno cultural e político

11/02/2016 // 5 comentários

Mauro Iasi / "O COMUNA QUE PARIU! é um bloco de carnaval que se organizou em 2009 por iniciativa da UJC (União da Juventude Comunista) e tomou forma mais definitiva em 2013, aquecido pelas lutas na cidade do Rio de Janeiro. Tornou-se uma iniciativa da base de cultura do PCB, hoje denominada de célula de cultura, que reúne militantes do partido, ainda que o bloco tenha aglutinado militantes de diversos campos da esquerda de forma bem ampla. Sua proposta inicial era apenas de ser um espaço de confraternização e encontro de companheiros e camaradas, mas foi assumindo uma identidade própria, uma qualidade artística e uma irreverência que lhe dão a feição que hoje assumiu." [...]

Farsa eleitoral ou luta eleitoral: a prioridade das ruas e a disputa nas urnas

14/05/2014 // 18 comentários

Mauro Iasi / "A negação em participar das eleições pode referendar exatamente o que se deseja negar, isto é, que as alternativas estão restritas ao bloco dominante e não é possível uma alternativa anticapitalista. Colocar este tema no debate é estragar a festa do aparente consenso, não como alternativa às ruas, mas para trazer o que explodiu nas ruas para dentro do debate eleitoral." [...]