Mauro Iasi

E agora? É hora de chutar o tabuleiro!

26/01/2018 // 26 comentários

Por Mauro Iasi / "Marx disse certa vez que não se deve brincar com a insurreição se não quiser levá-la até as últimas consequências. Ao que parece o lulopetismo espera que as massas garantam que Lula não seja preso e dispute as eleições, mas que depois saiam de cena para que tudo volte aos trilhos da normalidade para que se possa remendar o pacto social esgarçado pelo golpe. De certa maneira a rebelião das massas se converte em um instrumento de chantagem ou ameaça para que os segmentos burgueses caiam em si e aceitem renegociar os termos do pacto." [...]

Cai, não cai… mas, afinal, o que deve cair?

23/05/2017 // 29 comentários

Por Mauro Iasi / "A presente crise não clama por mais democracia representativa, mas indica seu mais evidente limite, o que exige urgentemente uma nova forma política. Há uma alternativa que se abre na medida em que a crise política se converte em crise do Estado." [...]

Atire a primeira pedra!

19/04/2017 // 5 comentários

Por Mauro Luis Iasi / O sangue ainda manchava a areia onde tinha ocorrido a execução. As pedras e o muro testemunhavam as marcas da violência e na Polis não se falava de outra coisa. 'Ela fizera por merecer', diziam os cidadãos, como que desculpando-se da ignomínia, 'a lei determina e nossos valores condenam, ela sabia.' Foi quando veio a notícia de que entre os que atiraram as pedras havia pelo menos seis cidadãos que praticaram o mesmo ignóbil ato." [...]

A mentira e a pós-verdade

11/04/2017 // 8 comentários

Mauro Luis Iasi escreve sobre "pós-verdade" e ideologia no Brasil contemporâneo a partir do instrumental teórico do ensaísta marxista inglês Terry Eagleton. [...]

Aproveitando o carnaval: “bren por luy”!

02/03/2017 // 5 comentários

Por Mauro Iasi / "Neste mundo controlado do espetáculo e da mercadoria, os blocos de rua são um sopro de vida. Evidente que muitos já foram domesticados (mercantilizados), mas a vida insiste em fluir com seus nomes picantes, seus temas “grotescos”, sua sátira cortante. O questionamento aos poderosos é outra marca do carnaval vivo. Dizem que um certo usurpador golpista se incomodou com a insistência de um certo tema que vicejava em vários blocos e junto aos cortejos alegres de um povo triste. Um gringo meio atrapalhado dizia para a repórter que gostou muito do carnaval no Brasil, mas não entendia porque todo mundo gritava tanto aquela frase que ele não sabia o que significava: 'Fora Temer'!" [...]