E agora? É hora de chutar o tabuleiro!

"Marx disse certa vez que não se deve brincar com a insurreição se não quiser levá-la até as últimas consequências. Ao que parece o lulopetismo espera que as massas garantam que Lula não seja preso e dispute as eleições, mas que depois saiam de cena para que tudo volte aos trilhos da normalidade para que se possa remendar o pacto social esgarçado pelo golpe."

Gleisi Hoffann, senadora e atual presidente nacional do PT, e Lula anunciam a pré-candidatura do ex-presidente um dia após sua condenação em segunda instância. 25/01/2017 (Nelson Almeida/AFP)

Por Mauro Iasi.

A confirmação da condenação de Lula seguiu o script esperado. Apesar da inconsistência de provas, fatos e fundamentos jurídicos, era necessário retirar o ex-presidente da disputa eleitoral de 2018 e seguir com um governo cuja única lealdade é com as contrarreformas e os interesses do grande capital. O fim da democracia de cooptação operada pelos governos petistas abriu espaço para a barbárie explícita e a canalhice que presenciamos, política, jurídica, cultural e comunicacional.

Os pesados ataques contra os trabalhadores, em especial a reforma trabalhista e a ameaça da reforma da previdência, não tiveram a resposta necessária porque o petismo e seus aliados ainda esperavam a “marcha dos acontecimentos” que desembocaria nas eleições de 2018, ainda que programaticamente isso não garantisse a reversão das medidas aprovadas até aqui. Com a condenação de Lula a conjuntura muda radicalmente em dois sentidos.

Primeiro que a aposta nas eleições se transforma em um desafio aberto a legalidade institucional estabelecida, uma vez que a manutenção da candidatura do ex-presidente se torna uma desobediência civil. Segundo que as frágeis aparências de normalidade institucional podem se esvanecer rapidamente e abrir espaço para medidas políticas mais duras de parte da classe dominante e do seguimento usurpador no comando do Estado.

Nesse cenário, a combinação de espaços institucionais estabelecidos e ações por fora e além da legalidade ganha relevo para os dois lados envolvidos na disputa. Da parte das classes dominantes, isso não é uma novidade, porque diferente de certo setor da esquerda, a classe dominante nunca acreditou na institucionalidade democrática e sempre a utilizou pragmaticamente segundo seus interesses. O Estado trata a todos de forma igual perante a lei, mas nada que uma mala de dinheiro e um lobby eficiente não possam contornar. A burguesia pode operar no terreno da democracia porque tem os instrumentos de coerção do Estado e do domínio econômico à sua disposição. Assim, pode alternar formas democráticas e autoritárias com mais eficiência, o que não se dá com os trabalhadores.

Quando uma força política escolhe operar nos limites da institucionalidade, fica muito difícil romper e operar com formas abertamente insurgentes. A única força política que pode criar as condições para tanto é a disposição das massas em romper a legalidade no sentido da rebelião. Como todo bom leitor de Lênin sabe, esta é uma condição objetiva – isto é, não está ao alcance desta ou daquela força política colocar as massas em movimento, de certa forma elas reagem a uma determinada situação política.

O que a burguesia talvez tenha feito, inadvertidamente ou não, é dar o pretexto para que as massas entrem em cena numa dimensão que pode ir além da institucionalidade dada. Entretanto, neste ponto intervém a intencionalidade política dos sujeitos. Marx disse certa vez que não se deve brincar com a insurreição se não quiser levá-la até as últimas consequências. Ao que parece o lulopetismo espera que as massas garantam que Lula não seja preso e dispute as eleições, mas que depois saiam de cena para que tudo volte aos trilhos da normalidade para que se possa remendar o pacto social esgarçado pelo golpe. De certa maneira a rebelião das massas se converte em um instrumento de chantagem ou ameaça para que os segmentos burgueses caiam em si e aceitem renegociar os termos do pacto.

Esse é um jogo perigoso. Primeiro porque não se deve blefar quando se trata de uma política revolucionária que se pretenda séria. Parece que não se convoca as massas para que a classe trabalhadora estabeleça as condições de seu próprio poder, mas para que garanta a correlação de forças para que se recomponha as condições que marcaram a conciliação de classes que prevaleceu até 2016. O grande problema dessa alternativa é que o petismo se assusta mais com a rebelião das massas do que a burguesia: não há lugar para a insurreição na estratégia democrática popular e o PT não sabe o que fazer quando ela se apresenta, como ficou evidente em 2013. Por outro lado, a burguesia tem meios jurídicos, políticos e repressivos para enfrentar um descontrole social – alguns desses instrumentos, aliás, gentilmente oferecidos pelos governos petistas como a manutenção da Lei de Segurança Nacional, a Portaria Normativa que estabelece as Operações da garantia da Lei e da Ordem de dezembro de 2013 e a Lei Antiterrorismo, só para citar alguns dispositivos –, além, é claro, de um sistema judiciário que se emancipou da tutela incomoda do Direito e da Justiça.

Portanto, trata-se de definir até onde as forças políticas estão dispostas a tencionar a legalidade. Estou convencido de que a burguesia mantém suas apostas, mesmo se for necessário romper (como tem feito no governo do usurpador) qualquer base legal, política e institucional. O PT está disposto a fazer o mesmo? Não sei.

Quais são os próximos passos indicados pelo o segmento dominante? Tentar tocar as eleições sem Lula, diante do risco da extrema direita e da ausência de uma candidatura que possa retomar a estabilidade que a burguesia precisa, ou, cancelar as eleições e constituir alguma espécie de transição, uma junta provisória que prepare as condições políticas de uma alterativa mais estável nos termos da ordem, como o semi-presidencialismo, o parlamentarismo ou outra forma qualquer.

Volto a dizer: a burguesia pode cancelar as eleições de 2018. E pergunto: as forças populares estão dispostas a colocar o enfrentamento diante das contrarreformas e o arbítrio burguês acima das eleições, inclusive agindo no sentido de inviabilizá-las?

O ponto obscuro é o próximo passo do petismo. Será que ele está mesmo disposto a resistir e enfrentar a decisão judiciária com todos os meios necessários, ou é mais um blefe? A moderada e elegante presidente nacional do PT afirmou recentemente que a única maneira de reagir à consolidação de um cenário político no qual Lula vai preso e é impedido de disputar as eleições é a greve geral. Vejam vocês! A esquerda já sabia que a única maneira de evitar a consolidação do golpe contra os trabalhadores, a reforma trabalhista e da previdência é a greve geral, mas o PT discordava disso, pois acreditava que existia outra possibilidade: a candidatura de Lula. Agora que essa alternativa saiu de cena… então, vamos à greve!

Marx e Engels, em um famoso texto de 1850, diziam que os trabalhadores não podem evitar que a pequena burguesia aja como o segmento social vacilante que está condenado a ser, mas os trabalhadores devem, em suas palavras, “agir no sentido de contrapor-se às dissuasões burguesas” contemporizadoras e “obrigar os democratas a concretizar o seu fraseado terrorista atual” (“Mensagem do Comitê Central à Liga [dos comunistas]”, em: Karl Marx e Friedrich Engels, Lutas de classes na Alemanha, Boitempo, 2010, p. 67). Querem um Greve Geral? Certo, então vamos fazê-la até que as medidas contra os trabalhadores sejam revogadas e até que o governo Temer caia. Aí discutiremos o que fazer. Certamente alguns irão propor que tudo volte ao “normal” e que volte a se convocar eleições “limpas” (como as de 2014, na qual o financiamento privado jogou R$ 5 bilhões nas mais diferentes candidaturas, menos nas do PCB, do PSTU e do PCO). Nós manteremos nossa proposta de estabelecer um Poder Popular Revolucionário fundado em uma nova forma de governabilidade na classe trabalhadora da cidade e do campo, na juventude e nas massas urbanas.

Não importa agora que uns se mobilizem em torno de um líder cujos interesses no fundo, ao nosso juízo, são contrários aos da classe trabalhadora porque quer recompor o pacto desfeito. Neste momento se produz uma aproximação interessante na qual o interesse do lulopetismo em enfrentar a decisão que tira Lula das eleições coincide com o interesse da esquerda em enfrentar as contrarreformas reacionárias com uma Greve Geral. Se os interesses forem os mesmos (derrotar o governo Temer e suas contrarreformas), ótimo! Caso contrário, os caminhos se bifurcarão e nós, como temos feito, pegaremos a caminho da esquerda.

***

Mauro Iasi é professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (Núcleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB. É autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o não ser da consciência (Boitempo, 2002) e colabora com os livros Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil e György Lukács e a emancipação humana (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, às quartas.

22 comentários em E agora? É hora de chutar o tabuleiro!

  1. Hector Benoit (Professor Livre-Docente da Unicamp, Deptº de Filosofia. // 26/01/2018 às 22:17 // Responder

    As colocações de Iasi são bastantes pertinentes, no entanto, a greve geral, nas condições atuais dos sindicatos, da CUT, e das outras centrais, dificilmente ajudarão a concretizar tal perspectiva. Somente um crescimento de organizações dentro das fábricas, comitês de fábrica independentes dos sindicatos, e organizações independentes de setores que não exploram trabalho, podem criar conselhos que embasariam de forma mais concreta a possibilidade de convocar uma greve geral que não desmoralizasse mais uma vez essa palavra de ordem tão importante.

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    • Mauro Iasi // 26/01/2018 às 23:15 // Responder

      Tem razão Héctor, esta é sempre uma tarefa cotidiana de toda força que se pretenda revolucionária, mesmo com todas as dificuldades hoje existentes.

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    • MOTTA SANTOS // 30/03/2018 às 19:57 // Responder

      Acho que ficamos reféns da alta cúpula do partido , que nunca se preocupou em criar um outro nome forte dentro do partido , deveriámos ter outros nomes crescendo com o passar do tempo , resultado ! se lula não concorrer agora , é certo que a esquerda não vence as eleições , pois infelizmente trabalhamos errado nos últimos 10 anos , vimos o resultado desastroso que foi dilma roussef , sem o minimo preparo para assumir , por essas e outras estamos passando por essa situação . Hoje infelizmente não temos um outro candidato dentro das esquerdas que tenha consenso e qualificação para reerguer nossos principios e projetos , realmente a coisa não esta boa para o nosso lado .

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  2. Antonio Tadeu Meneses // 26/01/2018 às 22:54 // Responder

    Não foi possível organizar uma greve geral de efetividade, nem para defender a permanencia da “presidenta” Dilma, quando o PT estava no poder, agora que o efeito torcida dividiu a sociedade deve ser muito mais difícil.

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  3. Infelizmente tenho que admitir que o PT e a esquerda em geral está completamente perdido não esta entendendo a oportunidade do momento. E principalmente acovardados. Eu acho nesse momento muito apropriado para um rebelião de toda a esquerda , para aproveitar o momento de comoção nacional, mas como disse o texto para resolver muito problemas não somente pelo Lula ou PT. Eu penso assim: quando a esquerda sai as ruas sai em grupos menores isso não gera efeito algum , agora seria a hora de sai todos (professores, passe livre e etc), depois que o caos estiver estabelecido aí eu tenho certeza que a grande massa iria para as ruas também. O grosso do povão só ira para ruas depois que estiver estabelecido o caos total. Aí a massa de desempregados e trabalhadores ira resolver definitivamente a bagaça, mas teria que ter o start, e não se preocupar com que vira adiante, do caos nasce a ordem. CAVALO SELADA NÃO PASSA TODO DIA.

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  4. O senhor que inventou o termo “lulopetista”? Senão foi de onde tirou?

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  5. A massa vai entrar em cena para defender o Lula? Quer dizer que a massa quer a conciliação do Lula?

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    • Salvo engano, o termo “lulopetismo” foi criado pelos porta-vozes da direita nativa (cf. O Estado de São Paulo e Revista Isto É, várias edições, bem como diversos sítios de direito na Internet).

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  6. O PT não fez Greve antes do Golpe pq aceitou o Golpe? Não era mais fácil Dilma renunciar?

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  7. Brilhante! Não esperava ler algo tão lúcido enquanto todos parecem pensar que nossos maiores problemas são desembagrinhos e corruptos engravatados. Fora uma espécie de indulto de atmosfera que mais uma vez surge a rondar misericordiamente o lulopetismo(Lula! The guy! Como não amá-lo, não é?!). Bom…o ano será longo…para Lula e para todos nós (especialmente). Talvez do tamanho dum século. Do tamanho do tempo. Ou talvez só fúria. Só.

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  8. Totalmente fora da realidade! As massas não são revolucionárias, pelo contrário, são um exército de reserva do reacionarismo.

    “Volto a dizer: a burguesia pode cancelar as eleições de 2018.”
    Fala sério…

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    • ” “Volto a dizer: a burguesia pode cancelar as eleições de 2018.”
      Fala sério…”

      Porra, eles golpearam uma presidenta há dois anos atrás…sério mesmo que qualquer artimanha para cancelar as eleições não passa pela sua cabeça?

      “(…) exército de reserva do reacionarismo”. Talvez um batalhão, camarada. Um batalhãozinho…do tipo que cabe nos BOLSOneros de várzea. Nada de mais.
      Ainda?

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  9. Afff, comecei a ler e parei no primeiro parágrafo. Assiste ao julgamentos e ele está muito bem embasado, fundamentado e com provas irrefutáveis. É um texto aprovado em comissão petista esse seu? Porque todos falam a mesma coisa e bate na mesma tecla! Parece que tem que repetir milhões de vezes pra ver se quem sabe não se concretize. Cadeia pra esse ladrão corrupto!!!!

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  10. Vicente The Thinker // 29/01/2018 às 11:46 // Responder

    o professor que é comunista nao entende que lula nunca sera uma solucao para a situaçao politica atual de acirramento e fortalecimento da direita, o que ocorre é um descarte do servilista petista com o pagamento via prisao tal como ocorre aos servilista da mafia, depois que fazem seu servico sao descartados, isto é o que ocorre o o ex-presidente. outro fato é que a esquerda esta sectaria e nao possue força nas bases, se e que existe bases proletarias, para mobilizar as massas trabalhadoras para uma revoluçao e nao uma eleicao de um servilista com discurso populista que so enganar os trabalhadores. E necessario dizer que as centrais sindicais com anos de peleguismo e apoio ao suposto expresidente agora quer greve geral de um dia resultado > temos fracasso de mobilizaçao e depois ficam espantado pela falta de mobilizaçao dos trabalhadores sem saber qual a causa dessa apatia das massas trabalhadoras . coisa curiosa : depois de decadas de populismo, sectarismo e peleguismo agora gritam para um greve geral de um dia. os partidos ditos comunistas e de esquerda nao esta em melhor situaçao, o sectarismo e oportunismo domina este partidos , leiam os editorias quanta confusao : apoiar o expresidente ou nao .A questao é outra , é buscar mobilizaçao das massas trabalhadoras para revolucçao , mas sera necessario um novo partido, novos lideres compromentido nao com legalidade burguesa de salvaçao da patria via eleicao, basta disso, ainda nao aprendemos a licao? queremos derrubar este governo com revolucao socialista nao estalinista ou autoritaria mais com gestao operaria das fabricas, bancos, industrias e comercio, atraves dos conselhos rotativos operarios, isto sim. Tenho dito…………

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  11. Roberto Arrais // 30/01/2018 às 14:17 // Responder

    O Poder Judiciário como a maioria do congresso nacional aliados com a grande mídia e o grande capital, é quem estão dando as cartas na política brasileira, tudo isso para eles se recomporem nos espaços do poder, e fazerem as reformas que eles querem fazer, levando o Brasil para o atraso, para o retrocesso nas leis e direitos trabalhistas, naquilo que se configurou avanços na Constituição Brasileira de 1988, querem avançar descaradamente sobre os recursos naturais e mercantilizarem a saúde, a educação, a natureza, a vida… O artigo do professor Mauro Iasi é de uma clareza imensa, pois ele afirma o que todo jurista e democrata assistiu, um julgamento viciado, de cartas marcadas, promovendo a condenação sem provas, coisas da idade média, quando se os acusados tinham que provar a sua inocência, e ainda assim, prevalecia a decisão da toga, do arbítrio, nos tempos pós- constituição de 1988, e de um tempo mais atrás, quem tem que provar, com provas materiais, é quem acusa, o cidadão, tem a presunção da inocência, e nada foi apresentado de concreto, é tudo parte de um jogo das elites desesperadas porque querem manter e ampliar seus ganhos e pouco importa a Barbárie em que o Brasil se encontra ou que possa piorar… Com relação às saídas, é a luta organizada, é o fortalecimento das lutas contra as reformas reacionárias da previdência e a trabalhista, contra as negociatas das privatizações, e muito trabalho de base para recompor o fortalecimento sindical, associativo, do movimento estudantil, e encaminhar sim, a organização da Greve Geral. O que estes cidadãos estão armando nestes campos minados e carregados de autoritarismo, não é por prurido moral e contra a corrupção, até porque ela é a essência do sistema capitalista, mas por trás de tudo isso está o ódio de classe, o ódio ao que foi feito de positivo, mesmo que limitado nos governos petistas, que infelizmente, priorizaram a conciliação de classes, ajudando os ricos e os pobres, quando ao meu ver poderiam ter feito muito mais pela classe trabalhadora e pela defesa do meio ambiente, pela democratização da comunicação e pelo aprofundamento da democracia brasileira.

    Curtido por 1 pessoa

  12. Léa Madureira Gurgel Lima // 30/01/2018 às 14:17 // Responder

    Excelente análise! Greve Geral seria o caminho, mas há conscientização das massas, para tanto? Será que a insatisfação (Que parece unânime contra o governo Temer) encontraria resposta na greve? Mesmo que parta das massas, a revolução, é necessário liderança, creio.

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  13. PT sempre precisou de viver de marketing político poderosíssimo:
    para disfarçar o tanto que é barango e cafona! É o Kitsch na política.

    O Último e Derradeiro Mandamento. Ei-lo:

    O Décimo Mandamento:

    10º.
    Não ouvirás lixo cultural do baranguérrimo petismo da época
    decadente lula-dilma, como “sertanejo universitário”
    (criado e inventado nessa época), criado no próprio inferno.
    Enquanto este povão deseducado e inculto não aprender a votar,
    sempre haverá tetas pra todos nós e música bem ruim e
    extremamente barangona pro povão imbeciloide.
    Mamemos em paz e que outros senhores petistas nos acompanhem.
    ________
    “Escreve as coisas que tem
    visto, e as que são, e as que
    depois destas hão de acontecer.”
    (Apocalipse, livro derradeiro da Bíblia).
    —-
    Como é extremamente barangão o lula!
    UM TOSCO.
    Um tosco, não. Um «toscão».

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  14. O que acontece com uma trabalhador se ele perder o emprego? Se vira, dá um jeito, arruma outro trabalho.
    O que acontece com EMPRESAse ela perder DEFINITIVAMENTE os EMPREGADOS? A EMPRESA quebra, é por isso que GREVE AUMENTA O SALÁRIO
    Tem gente que prefere ser bonzinho com o PATRÃO, trabalhar mais, nunca chegar atrasado, etc pra ver se rola um aumento. O PATRÃO malzão pega o aumento do cara e vai comprar MANSÃO e CARRO IMPORTADO!
    É por causa das, GREVES, que o ABC paulista tornou-se uma das regiões do BRASIL com melhor qualidade de vida e melhores salários.

    Curtido por 1 pessoa

  15. Antonio Campos Monteiro Neto // 09/02/2018 às 12:37 // Responder

    Falta ao autor uma (re)leitura básica de Gramsci. Não se pode conclamar uma rebelião sem que as condições objetivas já estejam presentes na sociedade. O Esquerdismo continua a ser a doença infantil do comunismo.

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  16. roberto caldeira soares // 09/02/2018 às 18:33 // Responder

    O DE SEMPRE…UM INTELECTUAL MARXISTA PREGANDO A MOBILIZAÇÃO E REVOLTA DAS MASSAS QUE, SE CONCRETIZADA, PODE DERRUBAR UMA BURGUESIA DA DIREITA E COLOCAR…UMA BURGUESIA OPRESSORA DA ESQUERDA !! E QUANTO AS MASSAS REVOLUCIONÁRIAS E POPULARES QUE FIZERAM A TAL REVOLUÇÃO ??… PÉ NA BUNDA DELAS !! TEM SIDO ASSIM DESDE 1917, COM OS GENOCIDAS LENIN, TROTSKY, STALIN, MAO TSE TUNG, ETC. SÃO MILHARES OS MAURO IASI ESPALHADOS NAS ESCOLAS PÚBLICAS, UNIVERSIDADES, ETC. ATÉ HOJE SONHAM COM UMA TRINDADE DE GENOCIDAS “A LA RÚSSIA” PARA “RESOLVER” OS PROBLEMAS DO BRASIL! O QUE NÃO FALTA É BOBO PARA CRER EM TAIS “SOLUÇÕES”.

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  17. Vilson Ortiz // 06/04/2018 às 12:28 // Responder

    Iasi fala das ‘massas’ como se elas fossem homogêneas (o próprio termo ‘massas’ já possui esse significado), como se todos os trabalhadores se identificassem com uma ‘classe’ e fossem assíduos leitores de revolucionários. Conta com uma quimera, uma vez que não citou uma pesquisa a respeito dessas identificações. O desprezo dos marxistas pela antropologia tem lhes custado caro no último século. Marx não contava com o poder da televisão – uma fábrica de desejos de ‘inclusão’, e não de ruptura. Formei-me em história e nunca mais retornei a universidade, por entender que trata-se também de um ‘mundo de ficção’, longe das conversas que escuto nas ruas e bares. Se o Dr. Iasi escutasse mais suas ‘massas’, acabaria descobrindo que elas detestam política e que não se arriscariam por ‘sabichões’ universitários e suas teorias. Se estudasse mais geopolítica, teria que ter um programa de defesa contra potências estrangeiras, pois após sua revolução, porta-aviões atracariam em nossa costa para recuperar investimentos. O povo podia muito no século XIX, contra as armas de fogo precárias da época – mas o que pode contra drones, bombardeiros, tanques e misseis? Bastaria bombardear linhas de transmissão e algumas pontes que o país pararia e fome jogaria as tais ‘massas’ contra suas ‘vanguardas’. Não sou de direita e muito menos um defensor da candidatura de Lula. Minha pergunta é essa – se o povo vencesse as forças armadas (kkkkkkkkkk), como seria o dia seguinte?

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