Artigos por Boitempo

Não chores por mim seleção brasileira

03/07/2014 // 1 comentário

Jorge Luiz Souto Maior / "Deixem os problemas do país em outras mãos, não os carreguem nos ombros e os transfiram para os seus pés, pois isso os impede de flertar com o futebol arte, que não deixa de ser competitivo, por óbvio." [...]

Berlim, afinal Berlim

03/07/2014 // 1 comentário

Flávio Aguiar / "É odioso: nesta semana a revista alemã 'Focus' – cuja capa 'Época' copiou – publicou comentário dizendo que o jogo do Brasil contra a Colômbia se passaria na “capital do crime” – Fortaleza. Esquecem talvez que as grandes capitais do crime são as bolsas de Nova Iorque, da City londrina, Paris e – por que não – Frankfurt." [...]

Que fim levou a direita ilustrada?

02/07/2014 // 82 comentários

Christian Dunker / "Quando leio Reinaldo Azevedo, Olavo de Carvalho, Diogo Mainardi, Rodrigo Constantino e os chamados neoconservadores eu me pergunto: o que aconteceu com a tênue, mas boa, tradição da direita ilustrada brasileira? Que fim levou o pessoal que realmente acreditava nas ideias de Milton Friedman, que queria discutir Ayn Rand ou que, no geral, tinha teses para interpretar o Brasil?" [...]

Esquerda padrão Fifa

01/07/2014 // 2 comentários

Vladimir Safatle / "Parece o sintoma mais acabado de falência ideológica usar megaeventos como dispositivo de mobilização nacional. Tentar reeditar luta de classes por meio da defesa da Copa do Mundo é uma situação patética que alguns defensores do governo deveriam nos poupar. Mais um pouco e teremos gente que se dizia de esquerda gritando: 'Brasil, ame-o ou deixe-o'." [...]

Paulo Arantes: O legado da Copa e os mecanismos de repressão

30/06/2014 // 2 comentários

Paulo Arantes / "Meganegócios à parte, o real legado da Copa será um 'upgrading' dos aparelhos coercitivos. Ou inovação de gestão, como preferem dizer as autoridades encarregadas de todo esse festival de violações, gabando-se, por exemplo, de que com os Centros de Integração de Comando e Controle, Secretaria Extraordinária de Segurança Pública para Grandes Eventos, e congêneres, o 'legado de gestão pública já é realidade na segurança', jargão para integração das variadas forças de segurança e destas com as Forças Armadas, para não mencionar o aparato tecnológico antidistúrbios contratado sem limites orçamentários junto aos fornecedores de sempre, Israel, Alemanha, etc. Um outro capítulo seria a tão influente quanto discreta e próspera indústria bélica local, reforçada ultimamente pela entrada das mesmas empreiteiras dos megaprojetos neste ramo de negócio, cuja quinquilharia não exportada destina-se ao controle interno das 'forças oponentes' elencadas pelo recente Manual de Garantia da Lei e da Ordem." [...]

Juízes exibidos e outras futebolices

30/06/2014 // 1 comentário

Mouzar Benedito / "Aí vão mais umas historinhas com referências ao futebol. Se a gente for puxando pela memória, parece que a coisa não tem fim. Começo por histórias relacionadas aos juízes..." [...]

Copa 2014: Charles

27/06/2014 // 1 comentário

Roniwalter Jatobá / "Se a Fifa tivesse um pouco de interesse pelo Brasil (fora o econômico, claro), pela história do Brasil, e o governo uma mínima noção de memória, adivinha qual seria o mote para a abertura da Copa do Mundo 2014? Certamente, os precisos 120 anos da chegada do futebol ao Brasil, em São Paulo, pelas mãos (ou pés) de Charles Miller, um brasileiro de origem inglesa." [...]

Política e megaeventos esportivos

27/06/2014 // 1 comentário

Camilo Onoda Caldas / " Os agentes do capital não querem apenas um ambiente de trocas mercantis garantido pelo Estado, eles também demandam políticas estatais que lhe sejam mais favoráveis. E isso ocorre com relação à Copa do Mundo de Futebol e com relação às Olimpíadas. Aliás, quanto maior a expressão econômica do evento, maior poder político envolvido. Não é à toa que João Havelange, no final de seu longo reinado na FIFA, considerava-se o homem mais poderoso do mundo e se gabava de que os chefes de Estado se curvavam diante dele." [...]

Considerações sobre as posições revisionistas (oportunistas) do marxismo no Brasil de hoje

26/06/2014 // 2 comentários

Anita Leocadia Prestes / "Se lançarmos um olhar retrospectivo sobre a história do Brasil a partir da independência de Portugal, verificaremos que as situações de crise vividas pelo país foram sempre solucionadas através de compromissos estabelecidos entre facções das classes dominantes. Os setores populares ficaram de fora, reprimidos com violência quando tentaram conquistar posições que lhes fossem propícias dentro dos novos esquemas de poder." [...]