Plataformas digitais na educação: da dependência tecnológica à autonomia democrática da educação pública 

Foto: Compare Fibre (Unsplash)

Por Cássio José de Oliveira Silva

A plataformização da educação vem redefinindo as relações entre tecnologia, trabalho docente e política educacional. Mais do que uma ameaça ao direito à educação, essa dinâmica também tem ameaçado a profissionalização docente, a autonomia pedagógica das escolas e a própria soberania tecnológica do país.

O avanço das empresas de tecnologia nas redes estaduais e municipais de ensino brasileiras não se resume à adoção de novas tecnologias ou à digitalização de processos escolares. Trata-se da constituição de uma nova infraestrutura de governança educacional baseada na coleta massiva de dados, no monitoramento do trabalho pedagógico e na crescente influência de empresas privadas sobre funções historicamente exercidas pelo Estado e pelas comunidades escolares.

Neste texto, a questão central, parece-me, é questionarmos a que objetivos as tecnologias servem, quem as concebe e como devem ser estruturadas à luz dos interesses pedagógicos. Por essa ótica, o desafio passa a ser a democratização da governança dos sistemas digitais educacionais. Isso implica discutir quem produz os algoritmos, quem controla os dados, quais interesses orientam as plataformas e quais mecanismos garantem transparência, participação e controle social em seus usos.

Sem enfrentar essas questões, a digitalização da educação vai aprofundar processos de centralização decisória e dependência tecnológica, transformando a promessa de inovação educacional em uma sofisticada, porém ineficiente arquitetura de controle sobre escolas, professores e estudantes.

Plataformas não são apenas ferramentas tecnológicas

A chamada plataformização da educação começou antes mesmo da pandemia de Covid-19, mas se ampliou significativamente entre muitos governos estaduais e municipais após o período de distanciamento social com a contratação de inúmeras empresas de tecnologia educacional. Em diversos estados brasileiros, como São Paulo, Paraná e Minas Gerais, as plataformas digitais passaram a ocupar um lugar central na organização do trabalho pedagógico das escolas. Como indica o trabalho de Geo Saura, Theresa Adrião e Mateus Arguelho1, essas tendências constituem um movimento global de reformas educacionais digitais que incluem as chamadas agendas tecnoeducativas, as redes políticas de governança digital e os mercados tecnoeducativos da financeirização da indústria EdTech. Em nome de uma suposta eficiência oriunda da inovação e da modernização da gestão, as empresas de tecnologia passaram a definir o que deve ser ensinado, como deve ser ensinado e até mesmo como o trabalho docente deve ser organizado e monitorado.

As evidências recentes sugerem que esse fenômeno não é apenas um processo de modernização tecnológica, mas sim uma nova fase de acumulação do capitalismo digital. No caso da educação, mais do que coletar e registrar informações administrativas sobre os estudantes e profissionais, as plataformas convertem atividades pedagógicas, interações escolares e práticas docentes em dados passíveis de mensuração, comparação, classificação e mercantilização. Conforme argumentam Viegas e Lamb2, a dataficação constitui um elemento central da plataformização, pois permite ampliar formas de vigilância, padronização e controle do trabalho docente por meio de sistemas algorítmicos frequentemente opacos para seus próprios usuários. Nessa lógica, os saberes produzidos pelos professores, suas estratégias pedagógicas, formas de organização do trabalho e modos de interação com os estudantes tornam-se insumos para sistemas digitais que retroalimentam mecanismos de gestão e avaliação. Portanto, trata-se de uma reconfiguração dos mecanismos de governança educacional.

O caso da rede estadual paulista, a maior do país, ilustra de forma particularmente expressiva essa transformação. O governo estadual investiu mais de 500 milhões de reais para a implementação das plataformas digitais de ensino e gestão na rede de ensino nos últimos anos. Uma nota técnica elaborada pela Rede Escola Pública e Universidade (REPU) e pelo Grupo de Pesquisa Escola Pública e Democracia (GEPUD) identificou a constituição da complexa infraestrutura digital do estado, composta por dezenas de plataformas articuladas entre si e integradas por sistemas de inteligência gerencial, como o painel Super BI. Esse ecossistema digital reúne plataformas de gestão, avaliação, conteúdos pedagógicos, frequência escolar, formação docente e monitoramento institucional. A centralização dessas informações permite acompanhar em tempo real a utilização das plataformas, o cumprimento de tarefas, a frequência e o acesso dos estudantes às plataformas, a participação em formações e diversos outros indicadores utilizados para avaliar escolas e profissionais da educação.

Com base em depoimentos de professores, diretores e estudantes da rede estadual paulista, uma reportagem detalhada do Intercept Brasil evidenciou a constituição de um sistema de metas agressivas associado ao uso obrigatório de plataformas digitais, avaliações padronizadas e monitoramento permanente do desempenho escolar durante o governo de Tarcísio de Freitas na rede paulista. Entre os principais achados estão o aumento expressivo dos casos de adoecimento mental de profissionais da educação – com 42 mil afastamentos por transtornos mentais e comportamentais em 2024 –, relatos de ameaças de remoção de diretores e professores em função dos resultados obtidos pelas escolas, denúncias de manipulação de registros de frequência para melhorar indicadores institucionais e evidências de que a pressão por metas tem afetado inclusive a saúde mental dos estudantes.

Em contrapartida, a nota técnica do GEPUD e da REPU conclui que não há correlação robusta entre o uso das plataformas digitais e a melhoria dos resultados educacionais obtidos pelas escolas paulistas nas avaliações externas. Foram identificados efeitos mais evidentes relacionados à ampliação da carga burocrática sobre o trabalho dos profissionais da educação (professores e equipe de gestão escolar), além da redução dos espaços de decisão pedagógica pela comunidade escolar e do fortalecimento de mecanismos de vigilância institucional – inclusive por meio do afastamento de diretores que não conseguiram cumprir as metas estabelecidas pela Secretaria Estadual de Educação de SP.

Outro aspecto relevante refere-se à crescente influência das empresas de tecnologia educacional (as chamadas EdTechs) na formulação e implementação das políticas educacionais. Essas empresas deixaram de atuar apenas como fornecedoras de ferramentas tecnológicas para ocupar posições estratégicas na produção de currículos, avaliações, sistemas de aprendizagem adaptativa, plataformas de gestão e ambientes de análise de dados. Como também observa a já mencionada pesquisa de Saura, Adrião e Arguelho, as EdTechs constituem atualmente infraestruturas de governança educacional, assumindo funções historicamente desempenhadas por órgãos públicos. Esse movimento fortalece processos de dependência tecnológica e cria novas formas de privatização da educação pública, não necessariamente pela transferência direta de recursos, mas pela incorporação das escolas a ecossistemas digitais controlados por corporações privadas.

As experiências recentes evidenciam um problema mais amplo, que ultrapassa governos específicos: a crescente relação orgânica entre empresários da educação, fornecedores de tecnologias educacionais e a formulação das próprias políticas públicas. Em São Paulo, sob a liderança de Renato Feder, empresário do setor de tecnologia educacional e defensor da gestão baseada em plataformas, dados e metas, consolidou-se um modelo de governança marcado pelo monitoramento permanente do trabalho escolar, pela centralidade dos indicadores de desempenho e pela ampliação da dependência das plataformas digitais. Em Minas Gerais, a breve passagem de Rossieli Soares pela Secretaria de Educação foi marcada por controvérsias envolvendo a contratação de materiais didáticos em valores superiores a R$ 348 milhões junto à empresa Fazer Educação, posteriormente objeto de investigações e questionamentos dos órgãos de controle.

Embora sejam situações distintas, ambas revelam uma tendência preocupante: a constituição de um complexo político-empresarial da educação, no qual agentes oriundos do mercado passam a ocupar posições estratégicas no Estado e, simultaneamente, a definir agendas, instrumentos e soluções para os problemas educacionais. Nesse contexto, plataformas digitais, sistemas de avaliação, materiais didáticos padronizados e tecnologias de monitoramento deixam de ser simples ferramentas pedagógicas para se converterem em mercados altamente lucrativos, cuja expansão depende da incorporação crescente das redes públicas às infraestruturas privadas de gestão, produção de dados e controle do trabalho escolar.

Governança educacional e democracia

Quando a digitalização da educação é concebida prioritariamente como instrumento de monitoramento e responsabilização individual dos profissionais da educação, corre-se o risco de reduzir a complexidade dos processos educativos a indicadores quantitativos e métricas de desempenho que dizem muito pouco sobre a organização do trabalho pedagógico no interior das escolas e, inclusive, sobre as possibilidades reais de sua transformação. Da forma como temos observado, essas tendências implicam um reforço da racionalidade gerencialista e espelhada no mercado, que subordina a autonomia pedagógica aos imperativos da gestão baseada em dados, à ingerência de empresas de tecnologia e ao controle burocrático do Estado.

Nesse cenário, emerge uma contradição fundamental. Embora os discursos oficiais enfatizem inovação, personalização da aprendizagem e uma suposta melhoria dos resultados educacionais, as evidências disponíveis não demonstram uma relação consistente entre o uso intensivo de plataformas e a melhoria da aprendizagem dos estudantes. Ao contrário. A Suécia, por exemplo, após duas décadas de forte investimento em dispositivos digitais, passou a defender explicitamente mais livros impressos, mais escrita à mão e menos telas, especialmente na educação infantil e nos anos iniciais. O argumento central não é antitecnológico. O governo sueco sustenta que as evidências científicas são mais favoráveis ao uso de leitura em papel, escrita manual e interação presencial nas etapas iniciais da escolarização.

Como demonstrou o pesquisador canadense Nick Srnicek3 ao analisar o capitalismo de plataforma, as infraestruturas digitais privadas, a exemplo das plataformas de ensino e gestão da educação, constituem um novo modelo de acumulação baseado na captura de dados, na centralização de informações e no controle dos fluxos de conhecimento. O que está em disputa não é simplesmente o uso de tecnologias, mas a capacidade de controlar as redes que organizam a vida social contemporânea. A educação tornou-se apenas mais um dos territórios dessa disputa. Quando uma plataforma privada passa a mediar as atividades escolares de milhões de estudantes e professores, ela não apenas oferece um serviço. Ela estabelece critérios de funcionamento, define métricas de desempenho, produz bases de dados estratégicas e influencia decisões pedagógicas e políticas. Trata-se de uma forma inédita de poder sobre as políticas educacionais, a governança educacional, a organização do trabalho pedagógico da escola e a própria democracia.

Evgeny Morozov4 também alertou para o fato de que o problema não reside apenas na utilização das tecnologias digitais, mas na forma como elas são concebidas e apropriadas por grandes corporações. O chamado “solucionismo tecnológico”, segundo o autor, transforma problemas complexos, sociais e políticos em questões aparentemente técnicas, ocultando os interesses econômicos e ideológicos que orientam as soluções propostas. É exatamente isso que ocorre quando os desafios da educação pública passam a ser reduzidos a rankings, algoritmos e indicadores de desempenho.

Sobre isso, Marx já observava, ainda no século XIX, que as forças produtivas não podem ser compreendidas separadamente das relações sociais que lhes dão origem. Discutindo a relação entre tecnologia e organização social em Miséria da filosofia, o autor afirmou que “o moinho movido pelo braço humano nos dá a sociedade com o suserano; o moinho a vapor nos dá a sociedade com o capitalista industrial” (p. 102). Essa passagem não sugere um determinismo tecnológico no pensamento marxiano, mas evidencia que as tecnologias incorporam e expressam relações históricas de poder, formas de organização do trabalho e estruturas de dominação social.

Os movimentos democráticos e populares do campo educacional enfrentam hoje um desafio que vai além da crítica às empresas de tecnologia ou do apontamento da necessidade de sua maior regulamentação. Essas são posturas e agendas necessárias, obviamente, mas insuficientes. Fazer a crítica ou regular a dependência tecnológica não eliminará sua ameaça.

Construindo alternativas

Se o problema não é a tecnologia em si, mas a forma como ela é apropriada e gerida por grandes corporações, então as questões decisivas são outras: Quais infraestruturas digitais poderiam servir aos interesses da educação pública e não à lógica da acumulação privada? Por que a escola pública brasileira ainda não possui suas próprias infraestruturas digitais? Por que educadores, universidades públicas, Institutos Federais, sindicatos e movimentos sociais permanecem atuando em novas formas de trabalho e organização social dependentes e subservientes às plataformas digitais, concebidas segundo interesses empresariais e de mercado?

Respondê-las exige recuperar uma tradição frequentemente esquecida da crítica socialista à tecnologia. Ao contrário da caricatura frequentemente difundida pelo senso comum, Marx e Lênin jamais defenderam a rejeição das forças produtivas modernas – incluem-se aí as tecnologias. Lênin chegou a afirmar que o socialismo deveria apropriar-se criticamente dos avanços científicos e tecnológicos produzidos pelo capitalismo, colocando-os a serviço das necessidades coletivas e não da acumulação privada e do lucro. Hoje, isso significa que devemos disputar, também, os algoritmos, os bancos de dados, os sistemas digitais e as infraestruturas de comunicação que têm se expandido em diversas organizações da vida social contemporânea.

Esse debate, inclusive, foi atualizado de maneira muito assertiva por meio da tradição crítica envolvendo os estudos de Ciência, Tecnologia e Sociedade na América Latina. A contribuição do professor e pesquisador do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Unicamp, Renato Dagnino, em suas propostas envolvendo a noção de Tecnologia Social e Tecnociência Solidária, parece constituir um caminho oportuno para o campo das políticas educacionais.5 Dagnino argumenta que muitos problemas sociais atuais não serão resolvidos apenas pela crítica ao uso das tecnologias ou pela defesa da democratização do acesso a elas. É necessário, segundo ele, construir tecnologias orientadas por outras racionalidades, outros interesses e outros sujeitos sociais. Por essa via, as perguntas deixam de ser como combater a ingerência das empresas de tecnologia na realidade educacional atual ou como utilizar melhor as tecnologias disponíveis na educação. Contrariamente, nosso questionamento – e de todo o campo popular e democrático – deveria ser: Quais tecnologias precisamos construir para atender aos interesses da maioria da população, especialmente a classe trabalhadora?

Aplicada à educação, essa reflexão pode nos colocar como horizonte a defesa de uma plataforma pública dos próprios educadores brasileiros.

Trata-se de uma proposta que não busca substituir a autonomia docente por novos mecanismos de controle estatal. Seu objetivo é exatamente o oposto: uma plataforma pública poderia funcionar como infraestrutura digital aberta, transparente, colaborativa, destinada à produção coletiva, autogestionária e em redes de conhecimento sobre o sistema educacional e as práticas pedagógicas das escolas.

Em vez de controlar excessivamente o trabalho pedagógico dos professores por meio de políticas de accountability vertical e burocracias digitais, ela serviria para fortalecer a capacidade de organização, luta e intervenção dos profissionais da educação no debate público e nas políticas educacionais. Sua arquitetura poderia integrar, por exemplo, diagnósticos participativos das condições reais de funcionamento das escolas brasileiras – que quase sempre estão sucateadas em termos de infraestrutura física e humana –; a produção colaborativa de materiais e experiências pedagógicas; a construção de indicadores qualitativos sobre a vida institucional das escolas, elaborados pelas próprias comunidades escolares, redes de cooperação com universidades públicas, sindicatos, movimentos sociais ou observatórios públicos sobre o direito à educação em diferentes localidades.

Essa proposta dialoga diretamente com a proposta da avaliação institucional participativa, defendida pelo professor e pesquisador aposentado da Faculdade de Educação da Unicamp, Dr. Luiz Carlos de Freitas, para quem a qualidade educacional não pode ser reduzida a indicadores externos ou aos resultados das avaliações em larga escala. Mais do que uma ferramenta tecnológica, portanto, essa proposta constituiria um espaço de inteligência coletiva digital e luta dos educadores pela qualidade da educação pública brasileira.

Nessa mesma direção, a proposta de compreender os serviços públicos como instituições do “comum”, formulada por Pierre Dardot e Christian Laval em Comum: ensaio sobre a revolução no século XXI, oferece uma importante chave política para pensar o futuro da educação pública em tempos de capitalismo digital e assédio empresarial sobre a educação. Não basta defender os serviços públicos contra a privatização, assim como não é suficiente preservá-los sob o controle exclusivo do Estado. É necessário transformá-los em espaços de autogoverno democrático, nos quais trabalhadores, usuários e comunidades participem efetivamente da definição de suas finalidades, regras e formas de funcionamento.

Aplicada ao debate sobre as plataformas educacionais, essa perspectiva sugere que a alternativa à dependência das empresas e corporações tecnológicas da educação não reside apenas na construção de plataformas estatais, mas na criação de infraestruturas digitais públicas, abertas e governadas coletivamente pelas comunidades escolares, universidades públicas, sindicatos e movimentos sociais.

A luta pela soberania tecnológica não pode se reduzir à disputa pela propriedade dos sistemas digitais, mas envolve a construção de formas democráticas de gestão do conhecimento capazes de fortalecer a autonomia pedagógica das escolas e reafirmar a educação como um bem comum.

Se no Brasil o século passado foi marcado, entre outras coisas, pela disputa em torno da universalização do acesso à escola pública, o atual talvez deva se orientar pela disputa em torno do controle das infraestruturas digitais que organizam a produção do conhecimento sobre a vida institucional das escolas públicas. A pergunta que permanece aberta é simples, porém, profundamente política: quem deve controlar as plataformas que controlam a educação? A resposta a essa questão nos ajudará a definir não apenas o futuro da escola pública, mas também os limites e as possibilidades da democracia diante da ameaça do capitalismo digital.

Notas

  1. Ver: SAURA, Geo; ADRIÃO, Theresa; ARGUELHO, Mateus. Reforma educativa digital: agendas tecnoeducativas, redes políticas de governança e financeirização edtech. Educação & Sociedade, v. 45, 2024.   ↩︎
  2. VIEGAS, M. F.; LAMB, M. E.. PLATAFORMAS DIGITAIS, ESTADO E DESIGUALDADE NO TRABALHO DOCENTE COM DADOS. Cadernos CEDES, v. 45, 2025. ↩︎
  3. SRNICEK, Nick. The challenges of platform capitalism: Understanding the logic of a new business model. Juncture, v. 23, n. 4, p. 254-257, 2017. ↩︎
  4. O texto tem como título original “Digital Socialism?” e foi publicado na New Left Review em 2019. ↩︎
  5. Ver, por exemplo, as obras Tecnologia Social: contribuições conceituais e metodológicas (2014) e Tecnociência solidária: um manual estratégico (2019). ↩︎

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Cássio José de Oliveira Silva é sociólogo (PUC-RJ), com doutorado e pós-doutorado em Educação (Unicamp). É professor e pesquisador do Ensino Superior nas áreas de política educacional e sociologia da educação.


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