Quem foi Mary Wollstonecraft?

Conheça Mary Wollstonecraft, autora de uma das obras fundacionais do feminismo publicada há 230 anos. Não perca os descontos de até 40% em obras escritas por ou sobre mulheres no #8M da Boitempo!

Mary Wollstonecraft nasceu em Londres, na Inglaterra, em 1759. A segunda de sete filhos de uma família rica que acabou falindo, Mary trabalhou como governanta em casas de família abastadas para ajudar a sustentar sua mãe e irmãs a sobreviveram ao pai alcoólatra e violento.

Depois de sair de casa aos 19 anos por conta própria – o que normalmente ocorria somente após o casamento – Mary também abriu uma escola em Londres com a amiga Fanny Blood, depois voltou a ser governanta na Irlanda até decidir se dedicar à escrita e retornar à capital inglesa. Em Londres, aprendeu a falar alemão e francês e atuou como tradutora e resenhista no periódico Analytical Review, de Joseph Johnson. Passou a frequentar jantares na casa do novo chefe, onde entrou em contato com pensadores iluministas do período como Thomas Paine, William Godwin e Henry Fuseli. Naquele momento, o tema central desses debates era a Revolução Francesa, principal acontecimento da época.

Em 1790, ao ler as críticas à Revolução Francesa feitas pelo conservador Edward Burke, intituladas Reflexões sobre a Revolução na França, Mary Wollstonecraft decidiu escrever uma resposta, publicada primeiro de forma anônima. Sob o título de A reivindicação dos direitos dos homens, o texto defendia a revolução como uma “chance gloriosa de obter virtude e felicidade”. Quando a segunda edição foi publicada, dessa vez assinada, Wollstonecraft ficou bastante conhecida em Londres. Mudou-se para a França dois anos depois, onde publicou sua obra mais famosa: Reivindicação dos direitos da mulher, há exatos 230 anos.

No livro, amplamente considerado como um dos documentos fundacionais do feminismo, Wollstonecraft denuncia a exclusão das mulheres do acesso a direitos básicos no século XVIII, reforçando a educação feminina como base para o fim das desigualdades. Além disso, escreve sobre a importância do voto feminino, a paridade no casamento em relação aos bens da esposa, à tutoria dos filhos e até ao divórcio, além da defesa de uma educação na qual as tarefas domésticas fossem partilhadas por todos os gêneros.

Em 1794, publicou An historical and moral view of the french revolution, no qual fazia uma retrospectiva dos primeiros estágios da revolução sob o ponto de vista de pessoas comuns que haviam se unido à causa. Em maio do mesmo ano, Wollstonecraft teve sua primeira filha, Fanny, e voltou a Londres em busca do pai da criança, que a rejeitou. Após tentar o suicídio, retornou ao círculo de Joseph Johnson, onde reencontrou William Godwin, com quem se casou e teve outra filha: Mary Shelley –a célebre autora de Frankenstein.

Aos 38 anos, em decorrência de uma infecção após o parto de Mary Shelley, Wollstonecraft faleceu deixando cerca de 20 obras que contemplam registros históricos, tratados, comentários políticos, livros infantis e romances que questionam a ordem sexual e de gênero e debatem sobre os principais acontecimentos de época, repercutindo ainda nos dias atuais.

Para saber mais sobre a autora, confira aqui no Blog da Boitempo:
Mary Wollstonecraft, uma feminista no século XVIII,
por Diana Assunção
A potência do não: Nise da Silveira e Mary Wollstonecraft,
por Daniela Lima
Mary Wollstonecraft e as origens do feminismo, por Luis Felipe Miguel


Reivindicação dos direitos da mulher, de Mary Wollstonecraft

Considerado um dos documentos fundadores do feminismo, o livro denuncia a exclusão das mulheres do acesso a direitos básicos no século XVIII, especialmente o acesso à educação formal. Considerado um dos documentos fundadores do feminismo, o livro denuncia a exclusão das mulheres do acesso a direitos básicos no século XVIII, especialmente o acesso à educação formal. Escrito em um período histórico marcado pelas transformações que o capitalismo industrial traria para o mundo, o texto discute a condição da mulher na sociedade inglesa de então, respondendo a filósofos como John Gregory, James Fordyce e Jean-Jacques Rousseau.

Além de estar na lista de descontos de 20 a 40% entre os dias 7 e 14 de março, Reivindicação dos direitos da mulher também faz parte do combo Essenciais, juntamente com Pensamento feminista negro, de Patricia Hill Collins; Mulheres, raça e classe, de Angela Davis e Feminismo para os 99%, de Nancy Fraser, Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya.


Não perca o debate Mary Wollstonecraft e o documento fundacional do feminismo: atualidade e limites, com Eunice Ostrensky, Maria Lygia Quartim de Moraes e Sarah Bonfim (mediação), que marca o início da programação do 8 de março! Dia 7 de março às 14h, na TV Boitempo:


A atualidade de Mary Wollstonecraft, pioneira do feminismo, com Maria Lygia Quartim de Moraes


As mulheres que vieram antes de nós, debate com Rosane Borges, Maria Lygia Quartim e Diana Assunção


Da reivindicação dos direitos da mulher ao feminismo marxista, confira a programação do #8M da Boitempo:

Da reivindicação dos direitos da mulher há 230 anos aos desafios do marxismo feminista com a ascensão do fascismo no Brasil e no mundo. O já tradicional #8M da Boitempo buscará apresentar o documento fundacional do feminismo, sua atualidade e seus limites, passando pelas origens do 8 de março na Rússia, pelos conceitos de patriarcado e reprodução social, pelas contribuições do feminismo negro às questões de gênero, raça e classe, com destaque para a interseccionalidade, até chegarmos às lutas feministas no Brasil contemporâneo e aos desafios do marxismo feminista. Ao longo de seis debates na TV Boitempo entre os dias 7 e 14 de março, apresentaremos as obras de Mary Wollstonecraft, Aleksandra Kollontai, Silvia Federici, Angela Davis, Patricia Hill Collins, Nancy Fraser Flávia Biroli.

Além da programação de debates na TV Boitempo, fizemos uma seleção de ebooks por até R$19,90 nas principais lojas do ramo, descontos de até 40% em livros escritos por ou sobre mulheres e combos arrasadores em nossa loja virtual:

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