Marxismo

Caudwell, pioneiro da crítica marxista inglesa

19/09/2016 // 1 comentário

Por José Paulo Netto / "Parece haver um consenso mínimo entre os estudiosos do marxismo inglês: na crítica da literatura (e, mais amplamente, da cultura), há um autor seminal – Christopher Caudwell. Ele é o ponto fundacional de um complexo desenvolvimento balizado sintética e diferencialmente pelas obras de George Thomson, Raymond Williams e, enfim, Terry Eagleton. Caudwell, estranho ao meio acadêmico, inaugura a reflexão marxista sobre a literatura e a cultura na Inglaterra." [...]

Habermas e o papel da filosofia no marxismo

16/09/2016 // 2 comentários

Por Ricardo Musse / "Para a reconstrução do materialismo histórico (1976), o mais recente lançamento da coleção Habermas, reúne artigos publicados na primeira metade da década de 1970.1 Em sua heterogeneidade conceitual e temática torna visível, de certo modo, as trilhas, desvios, atalhos e ladeiras que conduziram a uma inflexão em sua obra, geralmente descrita como a passagem do “primeiro” para o “segundo” Habermas." [...]

V. Perlo e H. Magdoff: americanos diferentes, americanos notáveis

15/08/2016 // 2 comentários

Por José Paulo Netto / "Estes dois americanos, diferentes e notáveis, permanecem como exemplos para os pesquisadores e intelectuais que, na entrada do século XXI, nos mais diversos cantos do mundo, dispõem-se a contribuir para a solução socialista dos dilemas que hoje ameaçam a existência da humanidade." [...]

A. Lifschitz, editor e crítico

11/07/2016 // 2 comentários

Por José Paulo Netto / "Já vinha de 1930 a amizade que vinculou Lifshitz a Lukács, quando este passou meses em Moscou e teve conhecimento de textos do “jovem” Marx, ainda inéditos, no Instituto Marx-Engels-Lenin. Foi então que iniciaram a colaboração intelectual que os uniu ao longo dos anos 1930: ambos sustentavam a tese, à época original, de que a partir dos materiais marxianos seria possível construir uma estética especificamente marxista. Em vários passos de seus textos autobiográficos, Lukács – que dedicou a Lifschitz um de seus livros fundamentais, 'O jovem Hegel', concluído em 1938, mas só publicado dez anos depois – refere-se à sua relação com ele." [...]

Ainda vale a pena ler J. D. Bernal, o sábio

10/06/2016 // 5 comentários

Por José Paulo Netto / "Nada justifica o relativo esquecimento, ou desconhecimento, da obra de J. D. Bernal pelas gerações atuais. Ao contrário: a sua leitura, com as lentes críticas que o tempo presente disponibiliza, qualifica os jovens pesquisadores para uma enriquecida compreensão do desenvolvimento científico e para a urgente necessidade de superar o fosso entre os especialistas das ciências duras e os que se dedicam à teoria social. Um fosso que tem propiciado, no campo das ciências sociais e humanas, a proliferação das imposturas intelectuais (a expressão é de Sokal e Bricmont) que fazem as delícias pós-modernas." [...]

O marxismo libertário de Michael Löwy

05/04/2016 // 1 comentário

Isabel Loureiro / "A leitura do livro 'Michael Löwy: marxismo e crítica da modernidade', de Fabio Mascaro Querido, indica que a renovação do pensamento anticapitalista pede a descolonização do imaginário e, como consequência, a criação de modelos de uma sociedade alternativa, de visões de um futuro inteiramente outro." [...]

A lógica do império do capital (Uma homenagem a Ellen Wood)

15/01/2016 // 2 comentários

"Não há como entender o que é o imperialismo capitalista sem passar por O império do capital de Ellen M. Wood. Publicado originalmente em língua inglesa em 2003, a obra se tornou acessível ao público brasileiro em 2014 com uma cuidadosa edição da Boitempo. Ela conseguiu demonstrar que no imperialismo do século XXI o Estado continua tão necessário quanto antes. Mais forte do que isso: é necessário um sistema internacional de múltiplos Estados que garanta o funcionamento do império do capital. O sujeito do processo imperialista é o capital – e não uma burocracia estatal qualquer. Nesse pequeno texto, apresentarei minha interpretação sobre um aspecto da contribuição magistral de Ellen M. Wood para a compreensão da lógica do imperialismo capitalista de nossos dias. Trata-se de uma homenagem à pessoa por meio de sua obra." [...]