Guia de leitura | Fascismo e liberalismo | ADC#64

Fascismo e liberalismo: afinidades seletivas
Alvaro Bianchi

Guia de leitura / Armas da crítica #64

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Quem é
Alvaro Bianchi?

Alvaro Bianchi é professor titular do Departamento de Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do Laboratório de Pensamento Político (Pepol/Unicamp). É mestre em sociologia (2000) e doutor em ciências sociais (2004) pela Unicamp. Além de Fascismo e liberalismo: afinidades seletivas (Boitempo, 2026), é autor de O laboratório de Gramsci (Zouk, 2018) e Gramsci entre dois mundos (Autonomia Literária, 2020). Foi diretor do Arquivo Edgard Leuenroth (2009-2017) e do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (2017-2020).

Um estudo provacativo sobre os laços entre fascistas e liberais

Todos os livros de história, ainda que tratem de uma realidade remota, têm uma relação com o presente. Essa lição de Jaques Le Goff é seguida de maneira exemplar neste Fascismo e liberalismo: afinidades seletivas. Aqui a pesquisa histórica e a análise comparativa como método iluminam as relações entre o ontem e o hoje e permitem, sem anacronismos, compreender para interpretar.

Bianchi destrincha a ideologia fascista, acompanhando sua transformação e atualização em agremiações como a Fratelli d’Italia e o Reagrupamento Nacional, para mostrar de que forma o pós-fascismo procura passar pela alfândega da política e se apresentar como força comprometida com os valores democráticos

Os liberais italianos do século XX, como bem demonstra Bianchi, não opunham a liberdade à autoridade; antes, acreditavam que sem Estado não haveria liberdade, pois esta dependeria da autoridade. Compartilharam o projeto imperial de Roma, que excluía os povos colonizados da cidadania, assim como agora fazem com os imigrantes. Não foi só o pânico da onda vermelha que levou os liberais a Mussolini; Fascismo e liberalismo mostra que suas afinidades seletivas iam além do anticomunismo. 

Marcelo Godoy

Jornalista e escritor, é autor do livro A Casa da Vovó, vencedor dos prêmios Jabuti (2015) e Sérgio Buarque de Holanda, da Biblioteca Nacional (2015)

“Desafiando o mito da oposição entre ambos, este livro revela uma tradição liberal-fascista que ligava a liberdade à autoridade e ao Estado forte. Alvaro Bianchi oferece uma visão essencial sobre como os ecos da ideologia fascista persistem nas democracias de mercado atuais.“

CLARA E. MATTEI

Autora de  A ordem do capital

Passado e presente do fascismo

Se este livro tivesse sido publicado algumas décadas atrás, provavelmente seria necessário explicar aos leitores por que gastar tempo com as ideias de um movimento político cujo ápice ocorreu na primeira metade do século passado.

Hoje, antigas organizações neofascistas, convertidas em máquinas eleitorais, disputam, ganham pleitos e governam países, combinando em diferentes proporções ultranacionalismo, conservadorismo moral e autoritarismo.

Não é, entretanto, apenas na política institucional que ideias fascistas têm dado as caras. Uma miríade de grupúsculos neofascistas e neonazistas parece ter encontrado na internet solo fértil para divulgar suas ideias, promover o revisionismo histórico e acalentar uma revolução cultural.

Mobilizando mitos de decadência civilizacional, narrativas de vitimização e teorias conspiratórias, oferecem não apenas uma ideologia, como também uma subcultura na qual ocorre a socialização de jovens e a criação de um senso de comunidade e de destino partilhado.

[FASCISMO E LIBERALISMO, p. 9-10]

Um acerto de contas com o passado

Os historiadores do pós-guerra tiveram que lidar com o fascismo depois de muitos deles o terem enfrentado com armas na mão. Essa geração teve o mérito de não deixar que a ferida cicatrizasse e contribuir para definir um campo de estudos que continua importante.

A partir de meados da década de 1960 novos estudos começaram a destacar a importância da cultura, da ideologia e do pensamento fascista para uma compreensão mais abrangente do fenômeno. Paradoxalmente, foi fora da Itália que o tema passou a ganhar atenção.

No contexto italiano, a maneira de ver o fascismo e sua ideologia começou a mudar quando Renzo de Felice iniciou a publicação da monumental biografia de Benito Mussolini, trabalhando com uma documentação até então inédita.

[FASCISMO E LIBERALISMO, p. 27, 29 e 31]

Papel importante, embora nem sempre reconhecido, coube à revista Studi Storici, animada pelo Instituto Gramsci. Esse periódico reunia historiadores que, embora críticos a certas teses do biógrafo de Mussolini, investigaram a construção do consenso fascista e o lugar dos aparelhos culturais em uma chave de leitura gramsciana.

Nota-se na pesquisa desses autores e autoras um uso intenso de arquivos pessoais ou de instituições culturais, de periódicos fascistas, da correspondência privada e de registros autobiográficos que permitiram captar a complexidade do
processo de construção de uma cultura fascista
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Evitando reduzir essa ideologia ao discurso mussoliniano e aos documentos públicos, essa historiografia foi capaz de registrar a polifonia nela presente, identificar em seu interior diferentes tendências e revelar conflitos ocultos. Esses historiadores e historiadoras também estiveram atentos àquilo que Gramsci chamou de “estrutura material das ideologias”, investigando a construção dos aparelhos culturais do fascismo.

[FASCISMO E LIBERALISMO, p. 32-33]

O fascismo não foi apenas uma ideologia, foi também uma máquina de extermínio. Não é possível esquecer isso. Entretanto, afirmar a inexistência de uma ideologia fascista, ou mesmo sua irrelevância como chave explicativa, como alguns autores fizeram, impede a comparação.

É essa ideologia que conecta o fascismo do entreguerras aos novos movimentos neofascistas. Por isso é tão importante estudá-la.”

ALVARO BIANCHI

Cacofonia fascista

O estudo das discussões doutrinárias no fascismo italiano dos primeiros anos do governo Mussolini revela um quadro muito mais complexo do que as visões monolíticas tradicionais poderiam sugerir. A partir da pluralidade de vozes que compunham o movimento fascista – nacionalistas, neoidealistas, corporativistas, católicos, liberais etc. – emergem conflitos que refletem as tensões inerentes à tentativa de conciliar revolução e conservação, inovação
e tradição
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Esses embates, longe de serem resolvidos com a publicação de La dottrina del fascismo, evidenciam o caráter irresoluto e contraditório das propostas ideológicas do regime.

O que estava em jogo não era apenas a formulação de um pensamento político, mas a reinterpretação do passado à luz das expectativas para o futuro. Esse contexto de debate e cacofonia interna prepara o terreno para o segundo momento do fascismo, em
que o regime busca institucionalizar e consolidar sua visão histórica através de
um amplo projeto cultural
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[FASCISMO E LIBERALISMO, p. 66]

“Com a consolidação do regime fascista após 1925, o debate doutrinário emergiu intensamente. São os anos nos quais o regime passou a investir em um projeto cultural capaz de fornecer a base simbólica para sua legitimação. O ato de lançamento desse novo projeto foi a realização de um congresso das instituições fascistas de cultura, organizado por Francesco Ciarlantini, responsável pelo Departamento de Imprensa e Propaganda do Partido Nacional Fascista.”

ALVARO BIANCHI

Antiliberal?

A percepção de que a ideologia fascista era “frequentemente confusa, composta, aproximativa e viciada de negligência” levou muitos pesquisadores a defini-la não por aquilo que ela afirmava, e sim por um conjunto de negações, um elenco de ideias e movimentos ideológicos aos quais o fascismo se oporia.

Embora o conjunto das negações varie de acordo com os autores, o antiliberalismo parece ser um denominador comum em todas as definições desse
tipo, e continua a ressoar na pesquisa contemporânea.

Não é difícil encontrar no fascismo fortes evidências empíricas para sustentar essa tese. Na citada La dottrina del fascismo, Mussolini definia: “Diante das doutrinas liberais, o fascismo está em atitude de oposição absoluta, tanto no campo da política quanto no da economia”.

Embora a tendência predominante no fascismo fosse fortemente antiliberal, como boa parte da literatura destacou, é importante reconhecer a existência de uma corrente intelectual que advogou por um novo liberalismo, reivindicando a tradição da Direita histórica no Risorgimento italiano. Muito ativa no início da década de 1920, essa tendência reuniu intelectuais de orientações diversas, que encontraram nas revistas La Nuova Politica Liberale e Critica Fascista importantes canais de expressão.

O liberal-fascismo, como é chamado aqui, era uma corrente intelectual marcada por três principais características. Primeiro, rejeitava uma visão atomista e naturalista da sociedade. Segundo, buscava conciliar a ideia de liberdade – individual ou coletiva – com a autoridade, defendendo que direitos e liberdade não precedem a lei, mas são criados por ela. Terceiro, afirmava o primado do direito da nação sobre os direitos individuais.

Muitos desses liberais só aderiram ao fascismo após a Marcha sobre Roma. Para eles, o movimento representava a força política capaz de restaurar a ordem e concretizar o ideal do Estado-ético, promotor e guardião da liberdade. Essas ideias foram mais intensas nos primeiros anos do fascismo, antes que ele se consolidasse como um novo regime político.

[FASCISMO E LIBERALISMO, p.97-99]

“A definição do fascismo como antiliberalismo pressupõe, entretanto, uma concepção que nem sempre é explicitada, na qual liberdade e autoridade encontram-se em oposição e o liberalismo é entendido como sinônimo de democracia. Para uma corrente importante do liberalismo italiano, entretanto, a liberdade era fruto da autoridade e só existiria amparada por ela. Apenas no Estado os indivíduos encontrariam proteção. Concebido dessa maneira autoritária, o liberalismo poderia se aproximar do fascismo e até mesmo submeter-se a ele.

ALVARO BIANCHI

Afinidades seletivas

Afinidades seletivas entre o liberalismo e o fascismo foram destacadas em pesquisas contemporâneas. Ishay Landa, por exemplo, argumentou que “o liberalismo econômico, […] estava muito mais próximo do cerne da experiência fascista do que o antiliberalismo econômico”. Em uma mesma direção se moveu a alentada investigação de Clara Mattei sobre a política econômica de austeridade do governo de Mussolini e a influência no fascismo das ideias de economistas liberais como Alberto de’ Stefani, Maffeo Pantaleoni, Umberto Ricci e Luigi Einaudi.

Meu argumento, entretanto, destaca um aspecto diferente. O que interessa neste livro não é o liberalismo econômico e sim o liberalismo político; não são as ideias de livre-mercado e propriedade privada, e sim as de liberdade individual e Estado de direito.

Tentativas de acomodação, hibridismos ou sínteses entre o liberalismo e o fascismo são frequentes nos movimentos neofascistas e pós-fascistas contemporâneos. O caso do Movimento Social Italiano (MSI) e os seus sucessores, como a Aliança Nacional (AN) e Irmãos da Itália, no pós-guerra é exemplar. Quando precisaram conciliar os conceitos de liberdade e de Estado de direito com o ultranacionalismo e a defesa de um Estado autoritário forte, já tinham à mão um dispositivo ideológico apropriado. Esse dispositivo havia sido formulado pelo liberal-fascismo nos anos 1920, nas duras lutas internas que tiveram lugar no partido.

[FASCISMO E LIBERALISMO, p.121-122]

“Não foram poucas as vezes que esse dispositivo foi mobilizado, estabelecendo uma linha de continuidade histórica e ideológica com o fascismo do entreguerras, depurando-o, gradativamente, de suas características mais inconvenientes, normalizando-o e institucionalizando-o.”

ALVARO BIANCHI

Formas da extrema direita contemporânea

A ascensão em todo o mundo de grupos e partidos políticos autoritários e antissistema que defendem a restrição dos direitos dos imigrantes ou de populações marginalizadas trouxe consigo um intenso debate conceitual. Na última década, pesquisadores e pesquisadoras recorreram a múltiplas ideias para definir esses fenômenos.

Os movimentos político-ideológicos fascistas, neofascistas e pós-fascistas são formas particulares da extrema direita.

A relação dos movimentos fascistas com os neofascistas é, muitas vezes, de descendência direta e de continuidade. Em outros casos, a relação é mediada, e não há uma reivindicação explícita de um passado fascista, como no caso da Frente Nacional, na França. Mas, aqui, o que define esses movimentos não é uma linha genealógica, e sim uma ideologia.

A ideologia pós-fascista se define por uma permanência dos principais traços da ideologia dos movimentos neofascistas, renunciando, entretanto, ao caráter redentor da violência promovida por uma elite política. Ultranacionalismo, autoritarismo e anticomunismo continuam centrais, bem como uma visão de mundo no qual uma comunidade imaginada sitiada necessita renascer purificada. Mas a oposição à democracia liberal e a exaltação da violência presente no discurso neofascista cedeu lugar a uma adesão verbal às regras do jogo.

[LIBERALISMO E FASCISMO, p.159-160 e 162-163]

“A transição do neofascismo para o pós-fascismo não significou a ruptura com os valores fundamentais dessas tradições políticas, mas sim a adaptação de seu discurso e estratégias às condições impostas pela democracia liberal. A persistência de um núcleo ideológico ultranacionalista, xenófobo e autoritário, combinado com uma retórica de crise e renascimento, indica que essas forças políticas continuam a representar um desafio às instituições democráticas.”

ALVARO BIANCHI

“Faz tempo que Antonio Gramsci avisou: ‘A história ensina, mas não tem alunos.

Ainda é cedo para sabermos o que acontecerá com os pós-fascismos contemporâneos, mas compreender o passado pode evitar a repetição de erros. Afinal, a história ensina; o que ela precisa é de pessoas dispostas a aprender.”

ALVARO BIANCHI

Leituras complementares

Baixe os conteúdos complementares do mês em PDF!

Este mês trazemos um artigo de Os líderes e as massas em que o revolucionário italiano Antonio Gramsci discute as diferenças organizativas e políticas entre fascistas e comunistas; o ensaio de Tiago Ferro que dá título à coletânea Prisão perpétua e outros escritos, no qual analisa a violência política nos EUA e a reeleição de Trump; além de um trecho de A ordem do capital, em que Clara Mattei investiga a relação entre políticas de austeridade e a ascensão do fascismo.

Clique nos botões vermelhos abaixo para fazer o download!

Antonio Gramsci

Os líderes e as massas


Tiago Ferro

Prisão perpétua


Clara E. Mattei

Austeridade, antes e agora

Vídeos

Este mês trazemos o lançamento antecipado do livro com Alvaro Bianchi, Luciana Genro e mediação de Ronaldo Tadeu; um vídeo da série A ordem do capital em que Clara Mattei explica a relação entre a adoção de políticas de austeridade e a ascensão do fascismo; uma análise de Virginia Fontes sobre a fascistização da política brasileira durante o governo Bolsonaro; além de uma playlist com a íntegra das aulas ministradas durante o VI Salão do Livro Político, dedicadas a destrinchar a permanência dos fascismos — e como combatê-los.

E tem mais! Para os assinantes do Armas da Crítica, a TV Boitempo disponibiliza a íntegra do debate com a filósofa Marilena Chaui ocorrido durante A Feira do Livro, em que a autora de Ideologia: uma introdução desmascara o quão autoritário é o neoliberalismo.


Para aprofundar…

Compilação de textos, podcasts e vídeos que dialogam com a obra do mês.

Odeio os indiferentes: escritos de 1917, de Antonio Gramsci

Homens ou máquinas: escritos de 1916 a 1920, de Antonio Gramsci

Vozes da Terra: escritos de 1916 a 1926, de Antonio Gramsci

Os líderes e as massas: escritos de 1921 a 1926, de Antonio Gramsci

A ordem do capital, de Clara E. Mattei

Fascismo, de Evguiéni B. Pachukanis

O tacão de ferro, de Jack London

Alguém disse totalitarismo?, de Slavoj Žižek

URSS Itália Brasil, de Astrojildo Pereira

Questões gramscianas, de Gianni Fresu

Os prismas de Gramsci, de Marcos Del Roio

Dicionário gramsciano, de Guido Liguori e Pasquale Voza

Margem esquerda #39 | Guerra

Opera Mundi: Por que o fascismo está vivo?, programa 20 Minutos entrevista Alvaro Bianchi, mai. 2025.

Rádio Boitempo: Acervo Boitempo #12: O marxismo de Antonio Gramsci, com Daniela Mussi, nov. 2023.

Rádio Boitempo: Megafone #5: HOMENS OU MÁQUINAS?, de Antonio Gramsci, com Hiago Soares, out. 2022.

Grupo de estudos e pesquisa História, Trabalho e educação no Brasil: Curso Gramsci – aula 9: Filologia e política em Gramsci, com Alvaro Bianchi, out. 2021.

Rádio Boitempo: Acervo Boitempo #5: Eleições, multidões e partido, com Jones Manoel, Juliane Furno e Vladimir Safatle, out. 2022.

Rádio Boitempo: Acervo Boitempo #1: Breve história da democracia, com Marilena Chaui, jun. 2022.

Rádio Boitempo: Acervo Boitempo #6: Democracia na América Latina, com Antonio Carlos Mazzeo, nov. 2022.

Dica da editora| Para além de “Bella ciao!” playlist Canções revolucionárias italianas.

O nazismo era de esquerda?, com Domenico Losurdo, TV Boitempo.

Neoliberalismo e neofascismo no Brasil e no mundo, com Christian Laval, TV Boitempo.

Nós somos a última barreira contra o fascismo, com Vladimir Safatle,TV Boitempo.

Pensar (e combater) o fascismo hoje, com João Bernardo e Felipe Musetti,TV Boitempo.

Austeridade econômica abre caminho para o fascismo, com entrevista de Clara Mattei ao Brasil de Fato, TV Boitempo.

A inteligência artificial é neutra?, entrevista de Clara Mattei para Brasil de Fato, TV Boitempo.

Fascismo, gênero e luta de classes no Brasil, com Flávia Biroli e Talíria Petrone, TV Boitempo.

Como ler os Cadernos do cárcere?, com Alvaro Bianchi, Blog Junho.

Playlist: Escritos gramscianos, TV Boitempo.

Playlist: O marxismo de Gramsci, TV Boitempo.

O fascismo e os ‘homens bons’“, por Mauro Iasi, Blog da Boitempo, out. 2018.

O fascismo nosso de cada dia… nas telas“, por Alysson Oliveira, Blog da Boitempo, fev. 2026.

‘Fascismo’, ‘nazismo’ e ‘perversão’ na crítica política“, por Christian Dunker, Blog da Boitempo, jun. 2021.

No limiar do fim dos tempos: Walter Benjamin, messianismo e fascismo“, por Bruna Della Torre, Blog da Boitempo, jan. 2026.

O retorno à política de força e o fim da ilusão multilateral: como um mundo conflagrado abre caminho para a política da extrema direita“, por Estevão Rafael Fernandes, Blog da Boitempo, fev. 2026.

O labirinto fascista e a monstruosa coleção de mercadorias“, por Tiago Ferro, Blog da Boitempo, set. 2020.

Fascismo e crise como contradição“, por Carlos Rivera-Lugo, Blog da Boitempo, out. 2020.

Fascismo: uma cadela que está sempre no cio!“, por Mouzar Benedito, Blog da Boitempo, jun. 2023.

Análise estrutural do fascismo: breves apontamentos“, por Juliana Paula Magalhães, Blog da Boitempo, nov. 2020.

Bolsonarismo: uma ameaça fascista?“, por Anita Leocadia Prestes, Blog da Boitempo, jul. 2021.

A edição de conteúdo deste guia é de Carolina Peters e as artes são de Mateus Rodrigues.