Guia de leitura | Psicanálise nos trópicos | ADC#71

Psicanálise nos trópicos: mitos e percursos lacanianos
Christian Ingo Lenz Dunker
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Margem Esquerda #47

Guia de leitura / Armas da crítica #71

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Quem é
Christian Dunker?

Atualmente é analista membro de escola (AME) do Fórum do Campo Lacaniano. Tem experiência na área clínica com ênfase em psicanálise (Freud e Lacan), atuando principalmente com os seguintes temas: estrutura e epistemologia da prática clínica, teoria da constituição do sujeito, metapsicologia, filosofia da psicanálise e ciências da linguagem. Coordena, ao lado de Vladimir Safatle e Nelson da Silva Jr., o Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (Latesfip) da USP. Recebeu dois prêmios Jabuti em Psicologia e Psicanálise, um deles com Mal-estar, sofrimento e sintoma: a psicopatologia do Brasil entre muros, publicado pela Boitempo em 2015. Também pela Boitempo, lançou A arte da quarentena para principiantes (2020) e Lacan e a democracia (2022). Publica regularmente vídeos sobre psicanálise e cultura em seu canal no Youtube e escreve para o Blog da Boitempo e outros veículos.


Um livro que recusa a friagem dos manuais

É desde o título que o leitor é lançado a passar certa porteira: Psicanálise nos trópicos é combinação significante que inscreve o calor, a efervescência da mistura, o transbordamento de sentidos da vida tropical que nos é própria. Temos em mãos um livro que recusa a friagem dos manuais e admite uma psicanálise em transpiração contínua e prolongada, climatizada pela língua e pelo corpo de um território que nunca coube inteiramente – ainda bem! – nas gramáticas do Norte global. Autor de vasta obra, Christian Dunker discorre sobre os itinerários tantas vezes labirínticos do movimento lacaniano no Brasil com desenvoltura.

Já na primeira página o leitor se aquenta e se achega na rede da história. Aqui o tom é bem menos autobiográfico, como o de Freud em 1925, e parece mais uma inflexão memorialística, como a da primeira parte de Memória, história e diálogo psicanalítico de Marie Langer ou, arrisco dizer, do movimento autoral de Wilhelm Reich em A função do orgasmo. Como se comprometer com uma história a que o próprio autor que lemos pertenceu? Com o perdão da platitude, afirmo: primeiro, lendo. Depois, preferencialmente, relendo. Que se tenha a coragem e a humildade para ler e tirar os pés historiográficos do chão, até porque é com eles, os tais pés, que estamos pensando. É nessa flutuação ambígua entre testemunho e documento, nessa forma de narrar regando interpretações, que este livro extrapola o movimento lacaniano stricto sensu para fazer sobressair a história da psicanálise no Brasil.  

Rafael Alves de Lima

Rafael Alves de Lima é Professor Colaborador do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da USP (PST-IPUSP).


Dunker e o mapa dos mitos

Percorrendo uma detalhada tapeçaria histórica, Christian Dunker propõe aos jovens analistas uma espécie de mapa dos mitos que organizam os caminhos e os descaminhos já trilhados pela psicanálise no Brasil. Uma contribuição cuja necessidade o autor justifica apontando que novas forças que surgem em nosso campo são muitas vezes afetadas pela desmemória colonial: tornam-se incapazes de nomear suas dívidas com as gerações anteriores e acabam por recomeçar do zero um esforço intelectual e político que, na verdade, teria lastro em uma continuidade invisibilizada. 

Gabriel Tupinambá

Gabriel Tupinambá é pesquisador de Pós-Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFRJ, psicanalista e coordenador do Circulo de Estudos da Idéia e da Ideologia.


Existe uma psicanálise brasileira?

Essa pergunta vem batendo à porta de psicanalistas devido à renovação dos costumes clínicos, às práticas de enfrentamento do sofrimento e à segmentação digital dos serviços em saúde mental. […] Este livro é dedicado a examinar essa pergunta e sua recorrência histórica, de forma análoga ao modo como se analisa um mito. Isso significa definir temas e personagens constantes, extrair relações lógicas entre eles, bem como descrever o percurso de soluções e narrativas que definem reciprocamente o que quer dizer psicanálise e o que significa Brasil, no contexto dessa pergunta.

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.11]


O estilo de Lacan no Brasil

O propósito aqui é examinar a segunda entrada da psicanálise, que coincide com o retorno da questão da brasilidade, desde os anos 1970, a partir da chegada da psicanálise lacaniana. Por características inerentes à situação francesa, esta se caracteriza pelo forte impulso de retorno radical aos princípios freudianos, como que a refundar a verdade da psicanálise. Em contrapartida, tanto o percurso de Lacan e o mito em torno de sua excomunhão quanto sua recriação heroica da psicanálise consolidaram a ideia de uma ‘psicanálise de corte francês’, repleta de neologismos, torções e referências à língua francesa. O sucesso de sua empreitada inspirou um fenômeno crescente de desinstitucionalização, formações independentes e marginais, espraiando pelo mundo afora a boa nova de que um psicanalista se autoriza de si mesmo, de que toda análise é por si só didática e de que o desejo de psicanalisar é uma experiência ética, não uma certificação burocrática

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.12]


História mítica da psicanálise lacaniana

Se os mitos são analisáveis pela estrutura lógica das relações entre seus mitemas componentes, podemos isolar quatro narrativas fundamentais na história mítica da psicanálise lacaniana: fundacionistas, tropicalistas, marginais e independentes.

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.32]

Aqueles que pretendem refundar a psicanálise, retornando a Freud ou a Lacan em nome do ganho de rigor e resgate da verdade de sua mensagem, podem ser agrupados em torno de um projeto fundacionista. Os que se opõem aos efeitos desse refundacionismo abstrato, não localizado no território e indiferente aos processos de colonização, podem ser chamados de tropicalistas, como homenagem ao momento de dialetização ou de hibridização cultural analogista ou homologista da psicanálise.

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.151]


Os fundacionistas

Os fundacionistas retomam o projeto barroco de uma língua universal. Eles estão entre os que reconhecem em Lacan um refundador da psicanálise, como saber referido a Freud e à verdade de sua descoberta. A introdução desse novo regime de rigor conceitual, do corte com a diagnóstica psiquiátrica e de implicação ética ou desejante forma uma geração de psicanalistas fortemente dedicados à consolidação das escolas ou das instituições internacionais. É parte importante dessa atitude a ênfase na linguagem lógica e formalizada, assim como a confiança em espécie de léxico comum e transcultural, capaz de assegurar uma transmissão integral.

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.157]

Os tropicalistas

os xamãs horizontais, guerreiros expansionistas, militantes ativistas culturais (tropicalistas) (…).

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.152]

Chega de colonialismo. Queremos ser sujeitos em relação às influências que nos chegam de fora, recebê-las todas, porém utilizá-las segundo nosso estilo bem brasileiro.

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.61]

Os universitários

Quanto aos universitários, estes parecem ter construído a estrada real por onde as ideias de Lacan chegaram ao Brasil. A analogia direta é com o Departamento de Psicanálise de Vincennes (Paris VIII), fundado por Lacan em 1969 como experimento de inclusão universitária.

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.34]

Os marginais e independentes

Os independentes transitam entre a reticência de uma inscrição universitária e a adesão aos novos projetos de instituição ou de colocação em prática do conceito de escola. Divididos quanto ao modelo de transmissão, praticam políticas de formação mais tradicionais, baseadas na relação pessoalizada entre psicanalistas mais experientes e jovens em estrutura mais ou menos piramidal. Em outro sentido, os independentes podem transitar transversalmente entre instituições de psicanálise, universidades e posições no debate público.

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.158]



A verdadeira psicanálise

Em 4 de outubro de 1975, um grupo de vinte pessoas se reuniu para o Encontro Nacional do Centro de Estudos Freudianos (CEF). Jacques Laberge e Ivan Correa, no Recife; Durval Checchinato, em Campinas; e Luiz Carlos Nogueira e Nina Diesendruck, em São Paulo, fundaram a mais antiga iniciativa lacaniana no Brasil. Na ata de fundação, consta: ‘A escolha do nome, pela sua importância simbólica, pode ser considerada como o momento da fundação de nosso grupo […]. Habitualmente ausente das instituições do gênero, o termo freudiano é o único pelo qual se reconhecem os lacanianos. Freud é o cartaz dos lacanianos’. Está posta uma das maiores dificuldades do lacanismo no Brasil: como constituir uma instituição quando a institucionalidade e a força republicana da lei se associam ao poder do centro e suas arbitrariedades

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.39-40]


Tropicalismo lacaniano

Juntos, Milan e Magno, com o apoio constante de Potiguara Mendes da Silveira Jr., inauguraram o que se pode chamar tropicalismo lacaniano, cujo marco foi o conhecido Congresso Psicanalítico da Banana, realizado em 1985, contando com mais de mil participantes. Nos saraus preparatórios para o evento, verificamos a presença animada de intelectuais, como o sociólogo Gilberto Freyre, o lógico Newton da Costa e o dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, além do carnavalesco Joãozinho Trinta, à frente da escola de samba Beija-Flor. Aqui surge a declaração contracolonial expressa nos seguintes termos: ‘Pretendemos marcar uma postura que supõe a especificidade de uma psicanálise brasileira, isto é, sem negar a universalidade da doutrina freudiana’. […] A resposta virá, do Rio de Janeiro, explicitando o caráter colonial da controvérsia: ‘Chega de colonialismo. Queremos ser sujeitos em relação às influências que nos chegam de fora, recebê-las todas, porém utilizá-las segundo nosso estilo bem brasileiro’

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.60-61]


Marginais e independentes

Tanto o refundacionismo quanto o tropicalismo, enquanto projetos de recepção da psicanálise lacaniana, partilhavam da ideia de que seria preciso disputar prerrogativas de justificação pública da formação e da transmissão da psicanálise. […] Todavia, as revoluções culturais dos anos 1960 olhavam com suspeita para os poderes instituídos e apostavam nas organizações à margem e na possibilidade de percursos formativos independentes. A fórmula baseada em grupos de estudo ou coletivos comunitários convinha tanto às elites intelectuais, que prescindiam dos esquemas públicos de ascensão social, quanto ao espírito marginal da contracultura, que ganhou impulso no Brasil a partir das práticas de resistência, clandestinidade e autonomia local de funcionamento…

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.72]


Universitários e suas dialéticas

Mas o percurso universitário é posto em contradição produtiva com a formação psicanalítica lacaniana em função de sua afinidade com a própria tradição crítica brasileira. Primeiro porque ela possui alinhamento histórico, nas ciências humanas, com a tradição francesa. Depois, pela afinidade do pensamento de Lacan com a inflexão crítica de pensadores alemães como Freud, Hegel e Heidegger, que marcaram profundamente o modernismo brasileiro, na própria reflexão sobre economia e sociedade. Em terceiro lugar, pela renovação antropológica e linguística representada pelo método estruturalista. Em quarto lugar, a clínica lacaniana se apresentava como uma crítica sistemática da busca de fundamentação da psicanálise na psicologia do desenvolvimento.

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.85]


Nacional e estrangeiro

Para uma psicanálise que leva radicalmente em conta o papel da linguagem, da língua e da fala, fazer passar o ensino de Lacan do francês ao português não era apenas uma operação técnica e editorial, mas fundamentalmente política. Retornar a Freud, recuperar o sentido e a força de seu texto, imprimir uma leitura rigorosa de seus conceitos e radicalizar sua experiência animou o projeto de refundação da psicanálise. Por sua vez, fazer a psicanálise ser devorada e transformada por tradições, autores e debates nacionais era essencial para que a clínica lacaniana não se tornasse mais uma ideia estrangeira e uma prática fora de lugar. O Brasil se notabilizou como o país que mais rapidamente traduzia os seminários estabelecidos em francês para o português.

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.101]


Institucionalidades e comunidades

Ao contrário do freudismo, que chegou ao Brasil dividido em diferentes correntes teóricas, mas unificado por uma base institucional sólida, unificada e internacional, o lacanismo aparece como um movimento unificado pelo texto de Lacan, mas dividido já de saída entre as linhagens que disputavam sua herança e legitimidade. […] A comunidade mantém uma liberdade de pertencimento baseada na experiência comum; a instituição, ao contrário, presume um desejo de continuidade e expansão, que coloca imediatamente o problema de suas relações com outras instituições: escola, hospital, sistema jurídico ou religioso.

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.115-116]


O retorno do condomínio recalcado

Argumentei que a chegada do lacanismo ao Brasil respondia aos anseios de modernização, redemocratização e progresso em nossos modos de subjetivação, mas também na maneira como reconhecemos e validamos narrativas de sofrimento. Organizado institucionalmente de modo sincrônico com a forma condomínio de vida, tal movimento podia ser lido como mais um sintoma social brasileiro, envolvendo uma cultura de síndicos, muros e câmeras, uma cultura em que os funcionários entram e circulam por caminhos diferentes da ‘gente como a gente’. Um dispositivo de modernização da segregação racial que está na raiz do sentimento contemporâneo de persistência da escravidão

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.133]


Mais além da razão tropicalista ou concreta, surrealista ou barroca, o estilo lacaniano parece ter sido a porta de entrada para os movimentos populares de psicanálise: psicanálise na rua, nas praças, nos espaços públicos, nos serviços de saúde. Depois de tanto tempo convivendo com uma linguagem aparentemente feita para excluir, de repente a psicanálise lacaniana, para o bem e para o mal, parece ter se tornado um movimento social acessível.

[PSICANÁLISE NOS TRÓPICOS:MITOS E PERCURSOS LACANIANOS, p.163-164]


Leituras complementares

Baixe os conteúdos complementares do mês em PDF!

Este mês trazemos “Mal-estar, sofrimento e sintoma”, de Christian Dunker; “Lacan e a democracia”, também de Christian Dunker; e “O desejo de psicanálise”, de Gabriel Tupinambá.

Clique nos botões vermelhos abaixo para fazer o download!

Christian Dunker

Mal-estar, sofrimento e sintoma: uma psicopatologia do Brasil entre muros


Christian Dunker

Lacan e a democracia: clínica e crítica em tempos sombrios


Gabriel Tupinambá

O desejo de psicanálise exercícios de pensamento lacaniano

Vídeos

Assista ao lançamento de Psicanálise nos trópicos: mitos e percursos lacanianos, de Christian Dunker; além de outras programações da TV Boitempo sobre o tema.

Para aprofundar…

Compilação de textos, podcasts e vídeos que dialogam com a obra do mês.

Memorial Podcast: Brasil entre muros e brasileiros entre farpas, com Christian Dunker, set. 2021.

Revolushow: Ep. 110 – Psicanálise, marxismo e revolução, com Christian Dunker, abr. 2021.

Justificando: O olhar da psicanálise sobre a violência e o punitivismo, com Christian Dunker, fev. 2021.

Coemergência: #31 – Vida além dos muros, com Christian Dunker, fev. 2020.

Filosofia Pop: #067 – Jacques Lacan, com Christian Dunker, maio 2019.

Viracasacas Podcast: #105 – Psicanálise e Política, com Christian Dunker, mar. 2019.

Café Filosófico: Lacan: uma linguagem para o real, com Christian Dunker, maio 2018.

Trip FM: BBB, Bolsonaro e saúde mental, com Christian Dunker, fev. 2021.

O Brasil no divã, com Christian Dunker, TV Boitempo, 2015.

O Brasil entre muros, com Christian Dunker, Vladimir Safatle, Maria Rita Kehl e Paulo Arantes, TV Boitempo, 2015. — debate de lançamento de Mal-estar; é a mesa mais forte que a casa já fez sobre o tema.

Ascensão fascista e autocrítica da esquerda, com Christian Dunker, TV Boitempo, 2021.

Lançamento antecipado de Lacan e a democracia, com Christian Dunker, Jones Manoel e Andrea Dip (mediação), TV Boitempo, 2022.

Apresentação de Lacan e a democracia pelo autor, TV Boitempo, 2022.

Curso: A psicanálise do Brasil entre muros, com Christian Dunker — playlist de sete vídeos, TV Boitempo.

O que é a “lógica do condomínio”?, Christian Dunker, 2018.

Neoliberalismo e sofrimento, Christian Dunker, 2020.

Afeto, psicanálise e política, com Maria Rita Kehl e Vladimir Safatle, Café Filosófico CPFL, 2019.

Canal do Christian Dunker no YouTube

“Uma psicanálise à altura de seu tempo? A querela da regulamentação da psicanálise”, por João Felipe Domiciano, Blog da Boitempo, set. 2026.

Gabriel Tupinambá: a verdadeira e nova psicanálise no Brasil, Blog da Boitempo, out. 2024.

“Oniropolítica: alegorias da violência no Brasil contemporâneo”, por Christian Dunker, Blog da Boitempo, out. 2019.

“‘Fascismo’, ‘nazismo’ e ‘perversão’ na crítica política”, por Christian Dunker, Blog da Boitempo, jun. 2021.

“Uma comunidade que ainda não encontrou forma”, por Vladimir Safatle, Blog da Boitempo, jan. 2022.

6 livros para repensar a relação entre psicanálise e política, Blog da Boitempo, nov. 2024.

A edição de conteúdo deste guia é de Maria Clara Cavalcanti e as artes são de Mateus Rodrigues.