Guia de leitura | ADC#15

Lacan e a democracia
Christian Dunker

Guia de leitura / Armas da crítica #15

A primeira caixa do ano do Armas da crítica aborda um tema crucial para 2022: democracia. E para pensar suas imbricações com a psicanálise, trazemos Lacan e a democracia: clínica e crítica em tempos sombrios, de Christian Dunker.

É possível a associação entre psicanálise e democracia? De que maneira os conceitos de Jacques Lacan se relacionam com a política em geral? Christian Dunker apresenta aos leitores afinidades entre psicanálise e democracia no atual contexto de ascensão de fenômenos como a antipolítica – não apenas conservadora, mas fascista em termos discursivos. O autor mostra como a psicanálise contribui para a tradição crítica, para a reflexão histórica sobre a democracia e também para a revalorização da palavra em sua ação direta pelos sujeitos.

autor Christian Ingo Lenz Dunker
orelha Vladimir Safatle
edição Thais Rimkus
diagramação Antonio Kehl
capa Michaella Pivetti
páginas 312

Quem é Christian Dunker?

Christian Dunker é psicanalista, professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), analista membro de Escola do Fórum do Campo Lacaniano e fundador do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (Latesfip-USP), que coordena conjuntamente com Vladimir Safatle e Nelson da Silva Jr.

A partir de seu canal do YouTube busca transmitir conceitos e interpretações psicanalíticas para um público amplo e diverso.

Autor de várias obras, pela Boitempo publicou Mal-estar, sofrimento e sintoma: a psicopatologia do Brasil entre muros (2015), livro ganhador do prêmio Jabuti em 2016 na categoria psicologia, psicanálise e comportamento, e A arte da quarentena para principiantes (2020), além de contribuir para a coletânea Bala perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação (Boitempo, 2015).

“Por nossa posição de sujeito, sempre somos responsáveis.”

JACQUES LACAN

Uma comunidade que ainda não encontrou forma

O que temos no sintagma Lacan e a democracia, pelas mãos de Dunker, é um mal-entendido produtivo. Pois o que o leitor encontra é, na verdade, o ponto no qual a psicanálise coloca em questão nossa concepção atual de “democracia”. Daí por que uma das colocações fundamentais do livro é: “Entendo que boa clínica psicanalítica é crítica social feita por outros meios. Isso não é uma ilação sobre os efeitos ‘externos’ do que fazemos a respeito da orientação mais egoísta ou mais altruísta de nossos pacientes; isso decorre do fato de que os sintomas de nossos analisantes são feitos de contradições cuja expressão, determinação e realidade localizam-se nos laços sociais, nas relações desejantes e na economia de gozo”.

Lacan e a democracia é o nome de uma impossibilidade, mas de uma impossibilidade que lembra como as intervenções psicanalíticas apontam para a possibilidade de existência de “uma comunidade de exceção, capaz de representar, por si só, a incompletude e a inconsistência de todas as comunidades”. Uma comunidade do que ainda não encontrou forma em comunidade alguma.

Vladimir Safatle

Professor livre-docente do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo, autor de Cinismo e falência da crítica (Boitempo, 2008).

“Se a boa clínica psicanalítica é crítica social é porque ela sabe ouvir as contradições da vida social nos sintomas dos sujeitos que sofrem, ela conhece bem a irrealidade dos valores normativos de nossas sociedades e a maneira com que tal irrealidade produz afetos nos corpos, inibições no desejo, angústias em relação ao tempo e à ação.”

VLADIMIR SAFATLE

Discurso ético e combate ao ódio à democracia

Lacan e a democracia tem a ambição bem-sucedida de colocar em relevo a articulação entre psicanálise e política, indicando como e por quais meios o ensino de Lacan amplia e favorece sobremaneira as condições para que os psicanalistas “não renunciem à sua prática”, indicando que, dentre todas as transformações que se demanda da psicanálise, “a dimensão política tem sido aquela na qual o atraso se mostrou mais amargo e mais pleno de potencialidades”.

A luta em curso depende muito mais da implicação dos psicanalistas na
polis
do que propriamente da política da psicanálise. É notável a implicação de Christian Dunker na sustentação de um discurso ético, na (de)formação dos analistas e na compreensão e no combate ao ódio à democracia.

Maria Lívia Tourinho Moretto

Psicanalista e professora titular do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.

“A psicanálise se sai muito melhor enquanto discurso de sustentação da abertura do campo político que como prática de cura que ultrapassa a ‘politics‘ da saúde. Ela se torna uma experiência que não cessa de não se inscrever, seja no campo da política, seja como estratégia política. Isso ocorre porque ela se identifica como o resto, o rebotalho social, com aquilo que não tem nome, com aquilo que é excluído em sua voz ou em seu corpo.”

[LACAN E A DEMOCRACIA, p. 145]

Um salto mortal salvador

Em Lacan e a democracia, Dunker confirma sua vocação de grande intelectual e psicanalista e faz um esforço ímpar de descrição de algo efêmero e vital: a oportunidade dialética que marca a posição psicanalítica no contemporâneo que nos acolhe e nos expulsa. Ele o faz no momento em que a democracia, laço social que notoriamente é uma das condições de existência da psicanálise, tende a ser neutralizada em um empobrecedor processo de absorção do social na narrativa da gestão.

Não resta dúvida: para a democracia e para a psicanálise, este é o tempo do καιρός, aquele momento do tudo ou nada, da fenda única aberta no presente, em que é possível uma aposta de um salto mortal salvador, aposta que este amigo da verdade, Christian Dunker, realiza com coragem e competência.

Nelson da Silva Jr.

Psicanalista e professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.

“A ideia de pôr a culpa no outro, no estrangeiro, na substância, no objeto fetiche, atravessa impérios, épocas, e está sempre disponível. Ela se desdobra na narrativa do pacto violado que interpreta o mal-estar como violação de acordos, compromissos e contratos e cuja forma degradada aparecerá nos discursos de reinvindicação vingativa, denúncia de traição ou corrupção.”

[LACAN E A DEMOCRACIA, p. 116]

Um contínuo mal-estar

Lacan e a democracia pode ser considerada uma continuação do que levantei em Mal-estar, sofrimento e sintoma em 2015. Ali se tratava de mostrar, a partir da história da recepção das ideias psicanalíticas no Brasil, notadamente a partir da racionalidade diagnóstica na qual elas se entranhavam, que nosso país produziu um novo sintoma, em especial a partir de 1973. Esse sintoma social consistiu em negar o aumento da diversidade e das demandas de inclusão e cidadania por meio da construção de uma sociedade estruturada como conjunto de condomínios.

Mal-estar, sofrimento e sintoma procura mostrar como, a partir de 2013, o sistema brasileiro dos condomínios passa por um desequilíbrio. Aumenta o desejo de espaço público, de circulação pela cidade, de cidadania e participação política. Mas isso fez crescer também a reação contrária, dos que gostariam de regressar aos anos 1970 e reerguer os muros de exclusão e silenciamento. […] A mobilidade social implicou uma nova versão da ideologia conservadora. Esta reedita a batalha cultural antimarxista, rediviva em novas formas religiosas e reestruturada pela disseminação da linguagem digital.

Christian Dunker, na introdução de Lacan e a democracia

“Para os gregos, só é possível democracia se tivermos também isegoria, ou seja, uso livre da palavra em situação pública. E é pelo uso livre da palavra que o destino político pode ser definido pelos homens e não apenas pelos deuses. É pelo livre uso da palavra e diante dela que nós nos fazemos iguais, mas também tratamos nossa diferença.”

[LACAN E A DEMOCRACIA, p. 26]

Isonomia, democracia e psicanálise

É porque a psicanálise adota a lei da palavra e faz da palavra sua lei que ela se mostra profundamente consoante com o segundo princípio da democracia, a saber, a isonomia, a igualdade diante da lei.

Se a psicanálise é filha da modernidade, é porque poucas coisas ela herdou da Antiguidade. Por isso estas são tão importantes. A democracia é uma delas. E outros valores poderiam ser evocados aqui: a liberdade ou a justiça, a solidariedade ou o medo, a coragem ou a indignação, talvez a ética. Todos presentes diretamente na experiência da psicanálise.

A democracia não apenas agrega todos eles, como emerge enquanto prática e discurso que nos faz ultrapassar o domínio dos indivíduos e passar ao das relações coletivas que permitem a existência de tais indivíduos.

[LACAN E A DEMOCRACIA, p. 27]


“Quando idealizamos alguém como um
mito dotado de poderes excepcionais, isso incita a divisão que predica bons e
maus, nós e eles.”

[LACAN E A DEMOCRACIA, p.103]

Palavra e democracia ameaçadas

A terceira afinidade entre psicanálise e democracia está no princípio da isocracia, pelo qual, diante dos bens públicos e suas instituições, não haverá prerrogativa de família, origem ou destino privilegiado que suspenda o pacto instituído pela palavra.

A democracia se perde quando, em vez da fala de cada um, um por um, emerge o funcionamento de massa, onde a fala de cada um apaga-se no líder ou no ideal único, sem isegoria. A massa não é o coletivo, assim como o grupo não é a classe. Na massa, transferimos a autoridade regressiva para um estado de minoridade da razão.

A democracia é suspensa quando reduzimos a experiência coletiva da isocracia aos interesses privados de juízos e juízes de circunstância, quando restringimos ou pervertemos o acesso à palavra no espaço público ou digital. A palavra e a democracia se veem ameaçadas neste momento no Brasil.

[LACAN E A DEMOCRACIA, p.27]

“O novo fundamentalismo brasileiro é herdeiro da crise de nossa cultura em lógica de condomínio. A expansão do muro como estratégia de segregação da diferença social, a consequente invisibilidade e redução do convívio social heterogêneo, associadas a um tipo cínico de autoridade moral, conhecido como síndico, são os ingredientes da fantasia ideológica necessária para a invenção de um novo fundamentalismo cristão.”

[LACAN E A DEMOCRACIA, p. 124]

Bolsonarismo e pulsão de morte

Chegamos, assim, ao enfrentamento da pandemia de covid-19 pelo bolsonarismo como outra grande aplicação do conceito de pulsão de morte, ou seja, entender por que o aumento do sofrimento não incita em nós um movimento de transformação. Isso ocorre porque, no fundo de todo sintoma, há uma paradoxal forma de satisfação. Aqui o circuito da pulsão de morte acopla o sadismo do supereu com o masoquismo do eu.

Quando isso ocorre, a vulnerabilidade do outro não gera em nós solidariedade e empatia, mas ódio e desprezo. Como se aquele estado de miséria e dependência do outro incitasse um reconhecimento traumático, do qual queremos imediatamente fugir. Como se cada um que não soube se salvar fosse um fraco pedindo seu próprio fim.

Aqui a separação entre economia e saúde, com a qual o bolsonarismo enfrentou a crise sanitária, surge como ótimo exemplo da dissociação invertida entre pulsão de morte e pulsão de vida, com o agravante cruel de que a vida está do lado da economia, não do corpo real das pessoas. A indiferença diante da perda de vidas é mitigada por números, curvas e interesses. Assim passamos do nível tácito, pelo qual um grupo se organiza para eliminar outro, para o nível explícito, em que “deixar morrer” gera uma satisfação sádica nos sobreviventes. Sobreviventes que a cada vez confirmam que são especiais, protegidos por uma força excepcional e delirantemente organizada.

[LACAN E A DEMOCRACIA, p. 104]

“O neoliberalismo é contemporâneo de uma nova racionalidade
diagnóstica e da produção de outra maneira de produzir e gerir o sofrimento.”

[LACAN E A DEMOCRACIA, p.40]

Neoliberalismo e sofrimento

O neoliberalismo não é apenas uma proposta econômica, mas também uma moral que apreende o sofrimento como nova fronteira do “capital humano”. Produzir anomia para vender segurança. Propor metas semestrais inalcançáveis para ter o pretexto subsequente a fim de realizar ajustes instrumentais. Produzir competição nociva entre os próprios funcionários para extrair mais produtividade. Demandar mais serviço do que um trabalhador pode atender para deixá-lo em estado permanente de déficit. Produzir medo para criar mais subserviência. Criar trabalhos sazonais e contratos precários para administrar a competição angustiada por uma oportunidade de emprego.

Ou seja, fazer sofrer mais para render mais. Todas táticas que não foram inventadas pelo neoliberalismo, mas articuladas por ele como um projeto de unificação e gestão da vida em forma de empresa. Depois de interiorizada no indivíduo, essa nova lei torna o sujeito imune à experiência do comum, mas também incapaz de produzir laços de intimidade.

[LACAN E A DEMOCRACIA, p.107]

“Um negacionista é refratário à educação por que, por princípio, é ele quem quer nos educar, alertando-nos com teorias conspiratórias, denunciando e criticando os aparelhos de cuidado e instituições universitárias, da ciência e/ou da medicina.”

[LACAN E A DEMOCRACIA, p.110]

Negacionismo e democracia

O negacionismo organizado, ainda que em pequenos grupos, como a reunião dos terraplanistas no Brasil, os que defendem a escola sem partido, os que negam o aquecimento global, o movimento bolsonarista antivacina, assim como o olavismo, não demanda real inscrição no espaço público ou reconhecimento pelas instituições científicas ou universitárias. Pelo contrário, excluir-se e ser excluído do debate, negar e ser negado pelas regras acadêmicas é necessário para cumprir a imagem de um saber extrassistêmico, não hegemônico e “paralelo” exigido pela retórica conspiratória.

Nesse sentido, é uma retórica não democrática, pois evita disputar o espaço público, pretendendo derrogar sua legitimidade. Não se trata de “não faço parte de um clube que me aceita como sócio”, mas de “não aceito esse sistema de clubes, com regras de ingresso e carteirinha de sócio”, ou, em termos políticos, “não aceito o sistema de partidos, mas quero participar das eleições”, ou ainda, na retórica eleitoral, “as eleições são uma fraude e a prova disso acontecerá se eu não for eleito”.

[LACAN E A DEMOCRACIA, p.115]

“Democracia é, antes de tudo, uma maneira de dizer. Depois disso, transforma-se em discurso, daí em conjunto dispositivo de leis e de governo. Radicalizar a democracia é expandir cardinalmente seu número de sujeitos e reduzir ordinalmente suas interdições de dizer.”

[LACAN E A DEMOCRACIA, p. 278]

A encruzilhada brasileira

Não é acaso Bolsonaro ter sido eleito com uma agenda bífida, ostensivamente neoliberal na economia e explicitamente conservadora nos costumes, mas cuja realização, até o momento, não passou de uma farsa. Assim como o discurso do bolsonarismo tenta se realizar institucionalmente, o discurso neoliberal e o discurso da nova política aproveitam a crise do neoliberalismo para criar outra coisa.

A encruzilhada que a democracia brasileira enfrenta coloca, de um lado, o retorno a um Estado que protege e reforça laços de condomínio, definidos por grupos investidos de poderes excepcionais, e, de outro, a recente ampliação da democracia a um número considerável de sujeitos cujos direitos serão agora reduzidos. Fica a pergunta se nos chocaremos contra muros mais duros e contra síndicos mais cínicos ou se recobraremos a importância de processos institucionais de longo prazo, que se realizam por meio de políticas públicas. A partilha dos bens econômicos, culturais e sociais para todos ou para alguns será cada vez mais um desafio para o sujeito democrático

[LACAN E A DEMOCRACIA, p.187]

Leituras complementares

Baixe os conteúdos complementares do mês em PDF!

Este mês trazemos uma seleção de três textos de apoio: um capítulo essencial de Mal-estar, sofrimento e sintoma e outro da coletânea Bala perdida, ambos assinados pelo autor da caixa do mês e a introdução de Bovarismo brasileiro, de Maria Rita Kehl.

Clique nos botões vermelhos abaixo para fazer o download!

Christian Dunker

A lógica do condomínio


Christian Dunker

A violência como nome para o mal-estar


Maria Rita Kehl

Bovarismo, modernidade, paranoia

Vídeos

Este mês trazemos o lançamento antecipado de Lacan e a democracia, com Christian Dunker, Jones Manoel e Andrea Dip (mediação), a apresentação do livro feita pelo autor para a TV Boitempo e o curso “A psicanálise do Brasil entre muros”, com sete vídeos do psicanalista mais famoso do “iutube”.

Para aprofundar…

Uma compilação de textos, podcasts e vídeos que dialogam com a obra do mês.

Mal-estar, sofrimento e sintoma: uma psicopatologia do Brasil entre muros, de Christian Dunker

A arte da quarentena para principiantes, de Christian Dunker

Bala perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação, coletânea com artigo de Christian Dunker

Bovarismo brasileiro, de Maria Rita Kehl

Ressentimento, de Maria Rita Kehl

Cinismo e falência da crítica, de Vladimir Safatle

O que resta da ditadura: a exceção brasileira, organização de Edson Teles e Vladimir Safatle

O ódio à democracia, de Jacques Rancière

Brasil: neoliberalismo versus democracia, de Alfredo Saad Filho e Lecio Morais

A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal, de Christian Laval e Pierre Dardot

Memorial Podcast: Brasil entre muros e brasileiros entre farpas, com Christian Dunker, set. 2021.

Revolushow: Ep. 110 – Psicanálise, marxismo e revolução, com Christian Dunker, abril 2021.

Justificando: O olhar da psicanálise sobre a violência e o punitivismo, com Christian Dunker, fev. 2021.

Trip FM: BBB, Bolsonaro e saúde mental, com Christian Dunker, fev. 2021.

Coemergência: #31 – Vida além dos muros, com Christian Dunker, fev. 2020.

Filosofia Pop: #067 – Jacques Lacan, com Christian Dunker, maio 2019.

Viracasacas Podcast: #105 – Psicanálise e Política, com Christian Dunker, mar. 2019.

Café Filosófico: Lacan: uma linguagem para o real, com Christian Dunker, maio 2018.

Ascensão fascista e autocrítica da esquerda, com Christian Dunker, TV Boitempo, 2021.

Christian Dunker analisa os elementos simbólicos do governo Bolsonaro, Rádio Brasil Atual, 2020.

Afeto, psicanálise e política, com Maria Rita Kehl e Vladimir Safatle, Café Filosófico CPFL, 2019.

Neoliberalismo e sofrimento, Christian Dunker, 2020.

O que é a “lógica do condomínio”?, Christian Dunker, 2018.

Psicanálise e Política, com Christian Dunker, PsiBr, 2017.

Democracia na História, com Christian Dunker, Biblioteca Mário de Andrade, 2017.

O Brasil no divã, com Christian Dunker, TV Boitempo, 2015.

O Brasil entre muros, com Christian Dunker, Vladimir Safatle, Maria Rita Kehl e Paulo Arantes, TV Boitempo, 2015.

Pequeno glossário lacaniano, por Christian Dunker, Revista Cult, jun.2008.

Oniropolítica: alegorias da violência no Brasil contemporâneo, por Christian Dunker Blog da Boitempo, out. 2019.

Uma comunidade que ainda não encontrou forma, por Vladimir Safatle, Blog da Boitempo, jan. 2022.

Entrevista: Christian Ingo Lenz Dunker, Revista Trabalho, Educação e Saúde, dez. 2013.

Narcisismo ressentido, o sintoma nacional que chegou ao poder, entrevista com Christian Dunker, Revista Cult, maio 2021.

“Fascismo”, “nazismo” e “perversão” na crítica política, por Christian Dunker, Blog da Boitempo, jun. 2021.

O Condomínio Brasil, por Manuel da Costa Pinto, Revista Cult, abril 2015.

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