Artigos por Boitempo

Postone: Teorizando o mundo contemporâneo. David Harvey, Giovanni Arrighi e Robert Brenner

06/06/2015 // 5 comentários

Moishe Postone / "Apesar de todas as suas vantagens, as abordagens distintas formuladas por Brenner, Arrighi e Harvey não são bem-sucedidas em elucidar por completo o núcleo histórico do capital de uma maneira que aponte para a possibilidade de sua superação histórica. Entretanto, sem uma análise do capital que não se restrinja ao modo de distribuição, mas que possa, no entanto, abordar os impulsos emancipatórios expressos pelo marxismo tradicional, por um lado, e pelo pós-modernismo, por outro, nossas concepções de emancipação continuaram a oscilar entre uma homogeneização geral (realizada ou pelo mercado ou pelo Estado) e um particularismo, uma oscilação que replica as próprias formas dualistas da mercadoria e do capital." [...]

O mercado é mesmo bom?

05/06/2015 // 16 comentários

Por Luis Felipe Miguel. Há um elemento comum, nas manifestações recentes da direita brasileira – e não só brasileira: o discurso de que o Estado deve recuar e o [...]

Manual de autodefesa intelectual (II)

04/06/2015 // 4 comentários

Izaías Almada / "“Para examinar a verdade é necessário, uma vez na vida, colocar todas as coisas em dúvida tanto quanto se possa.” Essa frase do filósofo René Descartes (1596-1650) foi extraída de seus Princípios da Filosofia e Meditações Metafísicas e está citada no programa da peça. Que começa ao som do belíssimo samba de Eduardo Gudin e Roberto Riberti “Velho Ateu”, na voz de Beth Carvalho. A partir daí, é como se todos nós fossemos convidados ao exercício da dúvida ou, se quiserem, das dúvidas. Um desafio às nossas certezas. Não com a obviedade com que escrevo no parágrafo abaixo, claro, mas com sutilezas, com alguma poesia..." [...]

Violência e ideologia

03/06/2015 // 5 comentários

Mauro Iasi / "Assistimos ao espetáculo da violência. A própria frase encerra seu significado mais dramático. Parte das pessoas encara a violência no papel de espectadores e a consomem pelo filtro dos meios de comunicação – seja a televisão, o rádio, as redes sociais. Sujeitos apassivados adornianamente pela indústria cultural, transformados em espectadores que expectoram catarticamente para o vídeo burro seus anseios e frustrações, para vê-los realizados pelo outro inexistente, tornando-os vazios." [...]

Lançamento Boitempo: “A cidade das letras”, de Ángel Rama

02/06/2015 // 1 comentário

Acaba de chegar da gráfica o novo título A cidade das letras, do crítico literário uruguaio Ángel Rama. Considerado por ninguém menos que Antonio Candido como "o maior crítico literário que a América Latina teve" no seu tempo, Rama estuda nesta obra de referência a concepção, o planejamento e a consolidação das cidades latino-americanas, desde a destruição da asteca Tenochtitlán, em 1521, até a inauguração de Brasília, na década de 1960. Ao revelar as cidades latino-americanas por meio das letras e da ordem dos signos, Rama traça um paralelo entre os projetos urbanísticos e o ideal desejado de urbe limpa, estéril e civilizada. Leia, no Blog da Boitempo, a orelha do livro, assinada por Flávio Aguiar. [...]

A segunda transição política na Espanha

26/05/2015 // 1 comentário

Emir Sader / "Se colocam para o Podemos os dilemas de quem se dispõe a governar: a política de alianças, com as plataformas respectivas. Fazendo prever que este ano pode ainda avançar muito, mas acumulando forças diante de um eventual governo de aliança que recomponha a direita e o centro, ou até mesmo o abraço de afogado dos dois partidos tradicionais, para enfrentar um duro período em que as dívidas que a Espanha tem a pagar pode levar essa coalizão a uma vida curta." [...]