#LeiaMulheres: Autoras e colaboradoras da Boitempo indicam livros para este 8 de março

O que andam lendo as autoras, trabalhadoras e colaboradoras da Boitempo?

Quantos livros de autoras mulheres você leu ano passado? Quais foram mais marcantes e por quê? Com o intuito de dar mais visibilidade à produção intelectual e criativa das mulheres, o Blog da Boitempo aproveitou este 8 de março para convidar algumas autoras, colaboradoras e trabalhadoras da Boitempo a compartilharem suas indicações de leitura conosco. O resultado você confere abaixo! Quais livros e autoras você indicaria na sua seleção?

Aliás, até segunda-feira, dia 9 de março, todos os livros de autoras mulheres estão com descontos de até 50% no site da Boitempo. Os títulos contemplam diversas áreas do pensamento crítico, incluindo economia, história, urbanismo, teoria literária, psicanálise, filosofia, cinema e marxismo… tem até quadrinhos e literatura infantil! Ao todo, são mais de cem obras para fortalecer as lutas pelos direitos das mulheres e por uma sociedade justa. Confira a seleção completa aqui.

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Anita Leocadia Prestes, historiadora, autora de Viver é tomar partido: memórias, Luiz Carlos Prestes: um comunista brasileiro e Olga Benário Prestes: uma comunista nos arquivos da Gestapo.

O livro: A revolução das mulheres: emancipação feminina na Rússia soviética (2017, org. Graziela Schneider)

As autoras: Aleksandra Kollontai, Anna A. Kalmánovitch, Ariadna V. Tirkóva-Williams, Ekaterina Kuskova, Elena Kuvchínskaia, Inessa Armand, Konkórdia Samóilova, Liubov Guriévitch, Maria Pokróvskaia, Nadiéjda Krúpskaia, Olga Chapír

Por quê? Uma antologia extraordinária de textos de mulheres russas e soviéticas, muitas antes desconhecidas no Brasil, que desde o século XIX vinham se pronunciando pela emancipação feminina. A Revolução Russa de 1917 foi realizada em grande medida pelas mulheres e a favor das mulheres.

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Carolina Mercês, editora da Boitempo.

O livro: Feminismo para os 99%: um manifesto (2019, trad. Heci Regina Candiani)

As autoras: Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya, Nancy Fraser

Por quê? Se você se considera feminista, vale ler este livro e avaliar qual é a concepção de feminismo que você defende. Quando você diz que mulheres deveriam ter os mesmos direitos que homens, você pensa em termos de quem lidera uma empresa? Ou você pensa na precarização do trabalho da funcionária terceirizada da mesma empresa? Quando você usa uma camiseta com o slogan “Lute como uma garota”, você inclui nessa luta as batalhas das mulheres pobres, das imigrantes, das indígenas, das quilombolas?

Um livro para todos que buscam uma alternativa ao “feminismo branco corporativo”, que seja verdadeiramente para os 99%.

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Esther Solano, cientista política, organizadora de O ódio como política: a reinvenção das direitas no Brasil (2018).

O livro: Mulheres, raça e classe (2014, trad. Heci Regina Candiani)

A autora: Angela Davis

Por quê? O Brasil tem uma dívida imensa com as autoras negras, até hoje silenciadas e invisibilizadas nas biografias e bibliotecas. Uma mulher ícone, um livro necessário e um debate imprescindível. Um Brasil que não debate gênero, racismo ou classe é um país sem presente e sem futuro.

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Flávia Biroli, cientista política, colunista do Blog da Boitempo e autora de Gênero e desigualdades: limites da democracia no Brasil (2018).

O livro: Capitalismo em debate: uma conversa na teoria crítica (2020, trad. Nathalie Bressiani)

As autoras: Nancy Fraser e Rachel Jaeggi

Por quê? As autoras dialogam de maneira precisa e corajosa sobre os desafios de uma teoria crítica hoje. No centro de sua análise está o capitalismo em sua fase atual – sua crise atual e como ela afeta todas as esferas da vida, do cotidiano do cuidado à legitimidade e capacidade política dos Estados nacionais, o modo de vida que corresponde ao capitalismo hoje e o esgarçamento das relações sociais. Neste 8 de março, me parece fundamental destacar que o enfrentamento das desigualdades de gênero depende do enfrentamento da precarização e da desumanização. Precisamos entender melhor a dimensão de gênero desse novo ciclo de desvalorização do trabalho reprodutivo e de cuidado, apresentado sob o rótulo da eficiência e da austeridade. Precisamos discutir as conexões entre concentração de renda, as inseguranças com as quais as pessoas lidam em seu cotidiano e a centralidade do gênero para lideranças autoritárias que ganham espaço em um contexto de erosão das democracias.

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Ivana Jinkings, diretora geral da Boitempo, organizadora, entre outros, de As armas da crítica (Boitempo, 2012)

O livroNova divisão sexual do trabalho? (2002)

A autora: Helena Hirata

Por quê? Publicado em 2002, foi o primeiro título da Boitempo a abordar as relações entre classe e gênero. Helena Hirata – especialista em sociologia do trabalho e do gênero, e professora da Universidade de Paris VIII – faz um estudo comparado entre Japão, França e Brasil, para provar que o emprego feminino transcende em muito o mercado de trabalho. Nesses três países ela constata, por exemplo, que as tarefas manuais eram predominantemente atribuídas às mulheres, enquanto as que exigiam mais conhecimentos técnicos eram destinadas aos homens.

Hirata parte do debate sobre as relações de gênero, constituintes das relações sociais e familiares, e sobre as relações sexuais de trabalho, sob uma perspectiva da construção do modo de produção capitalista e das relações sociais. A divisão sexual seria, para ela, um aspecto da divisão social do trabalho. Fica no título, com uma interrogação, a questão: está em curso, no mundo, uma nova divisão sexual do trabalho?

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Janaína Tokitaka, escritora e ilustradora de livros infanto-juvenis. Pelo selo Boitatá, da Boitempo, pulicou Pode pegar! (2017) e Fala baixinho (2020, no prelo).

O livro: Monstro Rosa (2016, trad. Thaisa Burani)

A autora: Olga de Díos

Por quê? Indico o Monstro Rosa, da Olga de Díos, porque foi um dos preferidos da minha filha Rosa, de três anos. Li e reli muitas vezes essa história linda sobre diversidade e encontrar seu lugar no mundo.

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Leda Paulani, economista e autora de Brasil delivery: servidão financeira e estado de emergência econômico (2008) e Modernidade e discurso econômico (2005), entre outros.

Primeiro livro: O nome da marca: McDonald’s, fetichismo e cultura descartável (2002)

A autora: Isleide Fontenele

Por quê? Não é possível entender o capitalismo de hoje sem entender a importância crescente dos chamados ativos intangíveis, sobretudo do mais conhecido deles, a marca. Atualmente, em muitos dos grandes negócios, o valor da marca é maior do que o dos ativos físicos negociados. Na trilha firme do materialismo, Isleide Fontenele investiga uma das marcas mais longevas e bem sucedidas do mundo: McDonald’s. É um trabalho magistral de pesquisa, que revela o caráter superlativo que hoje tem o fetiche da mercadoria. O livro é de 2002, mas não poderia ser mais atual.

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Segundo livro: Sem maquiagem: o trabalho de um milhão de revendedoras de cosméticos (2014)

A autora: Ludmila Costhek Abílio

Por quê? No mundo da sociologia do trabalho, a palavra hoje mais pronunciada é uberização. Neste livro, publicado em 2014, Ludmila já estava no seu encalço. O trabalho maquiado das consultoras, que aparece como atividade e mesmo como consumo, é uma das criativas novas formas de relação entre o capital e o trabalho que deixam a exploração entre parênteses. A economia de plataforma, que hoje impôs a uberização quase como norma, foi preconizada pelo sistema de vendas diretas da empresa de cosméticos. Ludmila teve um fantástico olho clínico ao perceber a importância do fenômeno e diagnosticá-lo.

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Terceiro livro: O tempo e o cão: a atualidade das depressões (2009)

A autora: Maria Rita Kehl

Por quê? Sempre aprendo muito com a Maria Rita e me encanto com sua escrita. O tempo e o cão é um livro indispensável para entender o verdadeiro surto de depressão que caracteriza este início de século XXI, tomado pela velocidade da acumulação, dos giros cada vez mais rápidos da riqueza abstrata, do novo que se impõe sem pedir licença, não importa quantos atrasados atropele pelo caminho. Maria Rita vira o tempo do avesso e coloca em cena com enorme competência de análise, mas com a necessária delicadeza, aqueles que, dolorosamente, tentam resistir a essa vertigem.

Maria Lygia Quartim de Moraes, socióloga, integrante do conselho editorial da revista Margem Esquerda e autora do prefácio a Reivindicação dos direitos da mulher, de Mary Wollstonecraft.

O livro: Marx pelos marxistas (2019, org. André Albert)

As autoras: Clara Zetkin e Eleanor Marx (trad. Renata Dias Mundt e Guilherme Habib Santos Curi)

Por quê? Eis um livro extraordinário que reúne discursos, esboços biográficos e depoimentos que mostram a estreita relação entre a obra teórica de Marx e sua militância no movimento operário internacional. Desse conjunto tão especial quero destacar dois artigos escritos por mulheres. O primeiro deles, aquele que mais me tocou, é o depoimento de Eleanor Marx. Trata-se de uma das mais fortes e inspiradas memórias de um homem que era um feminista dentro de casa: adorava crianças, se ocupava da formação delas, inventando e contando histórias. E que, apesar de todas as dificuldades e os anos de miséria que atravessaram (pelo boicote profissional sofrido por Marx), é descrito por todos que conviveram com ele como um homem generoso, um marido e pai amoroso.

O outro artigo foi escrito por Clara Zetkin, militante incansável, grande organizadora das operárias alemãs e inspiradora do dia internacional das mulheres. É um artigo teórico, uma descrição aprofundada da lógica da produção capitalista, prevendo as desastrosas consequências da concentração da riqueza na mão de poucos e da pobreza para a maioria. Nada mais atual.

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O segundo livro: Reivindicação dos direitos da mulher (2016, trad. Ivania Pocinho Motta)

A autora: Mary Wollstonecraft

Por quê? “Chegou a hora de se efetuar uma revolução nas maneiras das mulheres – hora de restaurar sua dignidade perdida – para que elas possam, como parte da espécie humana, empenhar-se em reformar a si mesmas para assim reformarem o mundo.”

Eis um texto escrito em fins do século XVIII que continua atual. Por sua defesa veemente da igualdade entre os gêneros, Reivindicação dos direitos da mulher pode ser considerado o documento fundacional do feminismo. O texto denuncia os prejuízos trazidos pelo enclausuramento das mulheres exclusivamente à vida doméstica e pela sua dependência em relação ao pai e ao marido, reivindicando maiores direitos às mulheres. Ao mesmo tempo, a obra é também uma condenação ao escravagismo, cujo tráfico rendera quantias fabulosas aos comerciantes e à coroa inglesa.

Outra marca distintiva da Reivindicação é o fato de ter sido escrita por uma mulher numa época em que a vida pública era circunscrita aos homens. Sua autora, Mary Wollstonecraft (1759-1797), foi uma intelectual libertária, uma ativista das causas dos oprimidos, cuja militância abolicionista é hoje reconhecida oficialmente com sua introdução formal no panteão dos abolicionistas ingleses.

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Marília Moschkovich, colunista do Blog da Boitempo e autora do posfácio de A origem da família, da propriedade privada e do Estado (2019), de Friedrich Engels.

O livro: Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento (2019, trad. Jamille Pinheiro Dias)

A autora: Patricia Hill Collins

Por quê? Neste 8 de março, eu gostaria verdadeiramente que todas as pessoas brancas do Brasil lessem este livro. Leiam como quem se senta, calado, para escutar e acolher as ideias, absorvendo cada soco no estômago. Leiam como quem está ouvindo atentamente uma das maiores intelectuais de nossa época – porque é verdade que Hill Collins é exatamente isso. A leitura desse livro, há cerca de 10 anos, me ensinou que muitas das minhas experiências que eu entendia como sendo marcadas pela classe/origem social ou pelo gênero eram, na verdade, marcadas pela branquitude. Numa sociedade estruturada de forma racial e racista, nossa visão de mundo é baseada num ideal de supremacia branca e é isso que nos ensina – a nós brancas e brancos e branques – a nos entendermos como “universais”. Se entendendo particular por ser mulher e universal por ser branca, a mulher branca feminista precisa deixar de se entender, em 2020, de uma vez por todas, como mulher. Somos mulheres brancas e é isso que Collins tem o poder de desvendar nesse livro.

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Marina Valeriano, assessora de imprensa e relações públicas da Boitempo

O livroAs mulheres e os homens (selo Boitatá)

A autora: Luci Gutiérrez (texto de Equipo Plantel)

Por quê? O que é ser homem e o que é ser mulher hoje? De forma lúdica, a obra apresenta aos pequenos a questão da igualdade de gênero. Fugindo dos estereótipos como ‘meninos vestem azul e meninas vestem rosa’, aqui o debate é tratado com respeito e seriedade e com diversas atividades que promovem uma discussão sobre a desigualdade salarial e divisão das tarefas domésticas.

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Paula Vaz de Almeida, tradutora de A véspera (2019), de Ivan Turguiéniev, e O Estado e a revolução (2017), de Lênin, entre outros.

O livro: Mulher, Estado e revolução: política da família soviética e da vida social entre 1917 e 1936 (trad. Natália Angyalossy Alfonso)

A autora: Wendy Z. Goldman

Por quê? Trata-se de uma obra fundamental para as pessoas interessadas em entender como a Revolução de Outubro e os bolcheviques alteraram de maneira radical as relações entre as famílias, os avanços que essa revolução representou na conquista dos direitos das mulheres – a União Soviética foi o primeiro país do mundo a legalizar o aborto! – e como o processo de burocratização do primeiro Estado operário da história fez ruir essas conquistas tão importantes. Um livro atual, que nos ajuda a pensar a revolução socialista no século XXI e os problemas candentes da atualidade.

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Raquel Barreto, historiadora e pesquisadora, autora do prefácio à edição brasileira da autobiografia de Angela Davis (2019).

Os livros: Meu crespo é de rainha (2018, trad. Nina Rizzi)

A autora: bell hooks (ilustrações de Chris Raschka)

Por quê? Quantas histórias infantis você conhece que trazem personagens negras? Quantas mulheres negras autoras de literatura infantil você conhece? Provavelmente, para as duas perguntas as respostas serão poucas ou nenhuma. De fato, as publicações disponíveis no mercado editorial brasileiro para crianças negras são bastante escassas. Sabemos, inclusive, que há histórias infantis consideradas “clássicas” que são racistas (!), representando personagens negras de forma preconceituosa e caricata.

Por isso, este é um livro importante para ser lido não só por crianças negras, mas por todas as crianças. A autora é bastante popular no Brasil como pensadora e teórica do feminismo negro, da educação, dos estudos culturais e da relações raciais. Porém, seu lado escritora de literatura infantil é pouco comentado.

Meu crespo é de rainha aborda com delicadeza um tema muito especial para as crianças negras, especialmente para as meninas negras: os cabelos. “Cabelo tão sedoso, tão gostoso de brincar!” Os versos simples e rimados carregam uma mensagem significativa para as crianças negras que costumam experienciar na infância as primeiras situações de racismo, que em muitos casos envolvem a forma como são percebidos nossos cabelos e características físicas.

O livro tem belas ilustrações, apresentando com muita alegria as crianças negras, seus cabelos e penteados. Uma leitura importante que poderá proporcionar a pequenas e pequenos leitoras e leitores um olhar para o mundo amplo, diverso, antirracista e descolonizado.

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Raquel Rolnik, arquiteta e urbanista, autora do premiado Guerra dos lugares: a colonização da terra e da moradia na era das finanças.

Os livros: Parceiros da exclusão (2001) e São Paulo cidade global: fundamentos financeiros de uma miragem (2007)

A autora: Mariana Fix

Por quê? Os dois livros de Mariana Fix editados pela Boitempo são referências centrais no campo de estudos urbanos. Parceiros da exclusão, um trabalho de campo feito por Mariana no final dos anos 1990 quando as operações urbanas Faria Lima e Águas Espraiadas prometiam transformar o urbanismo garantindo uma cidade melhor, mostrou o quanto essas foram operações de despossessão e expulsão, tendo seguido as famílias e os impactos sobre as vidas delas. Foi um trabalho essencial a publicação desse livro, que mostrou a crítica a um certo urbanismo que ganhava consenso naquele momento no país.

Já o livro São Paulo cidade global também foi extremamente importante em seu momento – este já fruto de sua dissertação de mestrado orientada pelo saudoso Francisco de Oliveira –, mostrando o quanto as conexões entre uma metrópole situada na periferia do capitalismo com suas transformações mais recentes. Mariana Fix é sem dúvida um dos expoentes na produção de estudos urbanos no Brasil, e a Boitempo é a editora que editou seus dois importantes livros.

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Sabrina Fernandes, socióloga, criadora do canal “Tese onze” e autora do texto de orelha do livro Mulheres e caça às bruxas (2019), de Silvia Federici.

Primeiro livro: Ideologia e propaganda na educação: a Palestina nos livros didáticos israelenses (2019, trad. Artur Renzo)

A autora: Nurit Peled-Elhanan

Por quê? Nós que vivemos sob um governo conservador, que não abre mão de intervir na educação de crianças, jovens e adultos para que se tornem cada vez menos críticos, temos bastante o que aprender com o livro de Nurit Peled-Elhanan. Em sua pesquisa, a autora demonstra como os livros didáticos israelenses tomam posição sobre a questão palestina e influenciam crianças ideologicamente antes mesmo que elas possam fazer suas próprias decisões sobre a política de Israel. Assim, torna-se mais fácil de compreender por que jovens israelenses se sentem tão compelidos no exército de Israel a ignorar a humanidade de palestinos e a legitimidade de suas demandas. Considerando que os livros didáticos brasileiros há muito tempo já não apresentam a história brasileira e seu impacto, principalmente no que diz respeito à escravidão negra e ao genocídio indígena, devemos estar cada vez mais atentas à influência pedagógica da colonização.

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Segundo livro: Mulher, Estado e revolução: política da família soviética e da vida social entre 1917 e 1936 (trad. Natália Angyalossy Alfonso)

A autora: Wendy Z. Goldman

Por quê? O livro oferece um exercício fantástico para quem procura exemplos históricos de práticas necessárias. É o primeiro livro a explorar a história da jovem União Soviética do ponto de vista das políticas que contemplaram as mulheres: de seu surgimento à eliminação de muitas delas – destaque para a legalização e posterior revogação da legalização do aborto. Um elemento central de tais políticas e que contempla as discussões posteriores de feministas marxistas acerca da reprodução social é como a revolução socialista não foi entendida apenas do ponto de vista da mudança da propriedade dos grandes meios de produção. O debate sobre organização social ia muito mais além e o estabelecimento de creches e lavanderias comunitárias não foi ocasional: a revolução russa foi feita também por mulheres e para mulheres. Portanto, para aquelas de nós que compreendemos que apenas uma ruptura radical com o sistema nos libertará, a leitura nos orienta nos debates ainda hoje relevantes e na ousadia sempre necessária.

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Está rolando a tradicional promoção da Boitempo em homenagem ao Dia Internacional da Luta das Mulheres.

Tem descontos de até 50% em todas as obras escritas por autoras mulheres ou de temática feminista nos catálogos Boitempo e Boitatá. Os títulos contemplam diversas áreas do pensamento crítico, incluindo economia, urbanismo, teoria literária, psicanálise e marxismo, entre outras. São mais de cem obras para fortalecer as lutas pelos direitos das mulheres e por uma sociedade justa!

A promoção vai até as 23h59 do dia 9 de março em nossa loja virtual, aproveite!

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Confira a lista completa de livros clicando aqui!

2 comentários em #LeiaMulheres: Autoras e colaboradoras da Boitempo indicam livros para este 8 de março

  1. Caco Pinheiro Machado // 22/04/2020 às 10:36 pm // Responder

    Parabéns Anita!

    Um abraço, Caco.

    Professor Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, PhD

    LETA – Lab. de Etologia Aplicada, DZR/CCA

    Universidade Federal de Santa Catarina – Brasil.

    ________________________________

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  2. Caco Pinheiro Machado // 26/05/2020 às 12:22 am // Responder

    Obrigado, Anita. Ótima entrevista. Eu também concordo que se não houver reação democrática, puxada pela esquerda, os fascistas tomam conta. Veja o que aconteceu em Porto Alegre ontem (domingo). Um grupo de jovens fez uma carreata pró-Bozo recuar. Literalmente… https://www.sul21.com.br/areazero/2020/05/nova-manifestacao-antifascista-em-porto-alegre-repercute-pelo-pais/

    [https://www.sul21.com.br/wp-content/uploads/2020/05/20200525-antifascipoa.jpg] Nova manifestação antifascista em Porto Alegre repercute pelo País – Sul 21 Foi a terceira ação antifascista deste tipo na cidade. As duas primeiras foram em 03 de maio e 17 de maio. Foto: Alass Derivas. Da Redação (*) Pelo terceiro domingo consecutivo, dezenas de manifestantes antifascistas realizaram um protesto, na tarde de domingo, nas proximidades do Comando Militar do Sul, no centro de Porto Alegre, contra a ameaça de intervenção militar e de um golpe de … http://www.sul21.com.br

    Professor Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, PhD

    LETA – Lab. de Etologia Aplicada, DZR/CCA

    Universidade Federal de Santa Catarina – Brasil.

    ________________________________

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