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A pequena política ficou menor

24/04/2026 // 1 comentário

Mauro Iasi: "Para surpresa daqueles que pouco entendem da política e do Brasil, em pleno 2026 o quadro conjuntural se apresenta como uma reedição do contexto de 2022, com as preferências eleitorais dividindo o país ao meio." [...]

O macho e o cu

23/04/2026 // 5 comentários

Douglas Barros: "O que a fala de Paulo Galo revela é justamente um imaginário do trabalhador cuja genealogia se liga à noção protestante do que é ser trabalhador. Numa sociedade como a brasileira – cujas raízes coloniais permanecem operando os modos de distribuição dos corpos – esse trabalhador imaginário será branco, e sua sexualidade, marcada pela normatividade. Quem dá o cu, supostamente, não trabalha." [...]

Opinião pública e política externa: a Venezuela em Lula III

20/04/2026 // 2 comentários

Marsílea Gombata e Carolina Silva Pedroso: "Os resultados da nossa agenda de pesquisa pretendem expor as problemáticas que envolvem o desafio diplomático que a Venezuela constitui para o governo brasileiro, doméstica e regionalmente, uma vez que o caso venezuelano divide até mesmo os líderes progressistas entre os mais e menos críticos ao regime chavista-madurista." [...]

Tábua de Frios Socialista

17/04/2026 // 1 comentário

Evgeny Morozov: "Se o socialismo algum dia vai vencer o capitalismo – nas urnas ou nas barricadas –, ele precisa competir no terreno onde o capitalismo agora colhe sua legitimidade mais profunda: a promessa de agência expandida, criatividade intensificada, poderes de criação de mundos distribuídos (por mais desigual e cinicamente que seja) na textura da vida cotidiana." [...]

Morrer por uma causa justa: o individualismo encantado da extrema direita  

17/04/2026 // 1 comentário

Thiago Turibio: "Como o bolsonarismo pôde soldar, com o fogo do entusiasmo, o favelado e o rentista bilionário, o precário e o dono da fábrica, o sem terra e o barão da soja? Em tempos comuns, esse tipo de prestidigitação desmoraliza o mágico, não convence. Algo na materialidade brasileira, e do mundo, deve ter mudado para que a comunidade de interesse fascista voltasse a ter capilaridade e poder de encantamento. " [...]

“O Drama”: o que fazer com as cinzas?

16/04/2026 // 1 comentário

Matheus Cosmo escreve sobre "Hora do Recreio", documentário de Lucia Murat: "Hora do Recreio revela ao espectador que a incorporação discursiva das pautas progressistas ainda não alterou a materialidade dos processos sociais, que são mesmo historicamente lentos e demorados. Por ora, conseguimos conviver muito bem juntando bandeiras de diversidade e acolhimento a práticas de exclusão e silenciamento." [...]

Marx, Engels e a escrita da História  

15/04/2026 // 1 comentário

Michel Goulart da Silva : "Marx e Engels esboçaram, dentro de sua compreensão, também indicações de escrita da História. Para tanto, negaram as compreensões idealistas, fossem aquelas que vissem a história como um processo linear, fossem aquelas que se limitassem à descrição superficial de processos políticos. Com isso, apontaram para uma forma inovadora não apenas de compreender como de escrever a História, enquanto processo marcado pela luta de classes." [...]

A criminalização da misoginia e a fabricação da perseguição aos homens 

13/04/2026 // 1 comentário

Camila Galetti e Nathaly Royer: "Pode-se afirmar que a disputa em torno da criminalização da misoginia revela, portanto, uma dimensão mais profunda: trata-se de uma disputa sobre a própria inteligibilidade da violência. Nomear a misoginia não é apenas um ato descritivo, mas um gesto político que torna visível aquilo que determinados projetos de poder buscam ocultar. " [...]

O jornalismo alternativo como alternativa? 

10/04/2026 // 1 comentário

João Pedro Piza e Vitor Forini Lima: "Pensar o jornalismo como prática dialógica exige abandonar a ideia de diálogo como harmonia, consenso ou simples soma de vozes. O diálogo, aqui, não se confunde com interação nem com engajamento. Comentários, curtidas e compartilhamentos não constituem, por si só, práticas dialógicas. Tampouco o pluralismo formal – entendido como a equivalência entre posições estruturalmente desiguais – garante diálogo democrático." [...]