michel temer

O quadro, a cena, a forca

20/07/2017 // 3 comentários

Por Rosane Borges / "Ao nos empurrarem para tempos pretéritos no que se refere à economia, ao direito trabalhista e à política de costumes, o desgoverno nos obriga a adotar como utopia primordial as boas vindas ao tempo presente. Sonhemos e lutemos para que possamos ressoar em alto e bom som "Bem vindo ao século XXI", ao invés de balbuciarmos, como agora, o triste “Bem vindo ao deserto do real!”" [...]

Feminismo e política em tempos de retrocessos

23/06/2017 // 24 comentários

Flávia Biroli discute as relações entre o movimento feminista e o projeto neoliberal à luz da conjuntura brasileira após o golpe de 2016. E provoca: "Uma crítica que se recuse a lidar com as políticas do cotidiano pode ser tão frágil quanto uma crítica que se recuse a encarar as implicações das instituições e do projeto neoliberal para as relações e para as vidas das mulheres." [...]

As estrebarias de Aúgias

12/06/2017 // 12 comentários

Por Christian Dunker / "Muitos não concordaram ou não entenderam os termos e os meios do julgamento sobre as pedaladas fiscais. Mas acreditaram que ele significava um novo estado de coisas, que implicava reformular as antigas práticas erradas. Um voto de fé para iniciar um processo transformativo. O 'golpe dentro do golpe' que vivemos agora é desmobilizador, silencioso e apático porque se apoia sobretudo na vergonha dos enganados." [...]

Nove teses sobre a crise política brasileira

29/05/2017 // 14 comentários

Por Carlos Eduardo Martins / "O aprofundamento da crise política brasileira tem deixado cientistas sociais e observadores internacionais perplexos ao atuar na contramão da propalada versão institucionalista e liberal que predominou durante a Nova República, segundo a qual a democracia brasileira estaria consolidada." [...]

Cai, não cai… mas, afinal, o que deve cair?

23/05/2017 // 29 comentários

Por Mauro Iasi / "A presente crise não clama por mais democracia representativa, mas indica seu mais evidente limite, o que exige urgentemente uma nova forma política. Há uma alternativa que se abre na medida em que a crise política se converte em crise do Estado." [...]

Diretas já – pelos direitos e pela democracia

18/05/2017 // 7 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Os últimos desdobramentos da crise política deixam claro que se tornou insustentável a permanência de Michel Temer no poder. As evidências que partem das denúncias de Joesley Batista são fortes demais, mesmo com a enorme tolerância que cerca o atual governo. A reação da bolsa de valores e do câmbio mostra que o capital entendeu que a manutenção de Temer gera desgaste excessivo. Se ele alimentou a esperança de abafar o escândalo com a cumplicidade do Congresso, do Judiciário e da mídia, como vinha fazendo até agora, essa esperança se desfez nas últimas horas." [...]

O futuro da democracia no Brasil

05/05/2017 // 9 comentários

Por Luis Felipe Miguel / Sem mobilização social permanente para além das instituições políticas, por meio das greves, ocupações, manifestações, “perturbações da ordem pública” e outros atos de desobediência civil, permaneceremos prisioneiros do dilema que sempre assombrou a política brasileira: o regime democrático só sobrevive quando abre mão do enfrentamento das desigualdades. [...]

Um marco na história dos direitos das mulheres: a ação pela descriminalização do aborto e a Greve Internacional de 8 de março

08/03/2017 // 7 comentários

Flávia Biroli / "Neste momento especial, eu me uno e me solidarizo com mulheres brasileiras e de todo o mundo em suas lutas. Neste 8 de março, eu paro com voz crítica apontada para o capitalismo predatório, que nos rouba energia, tempo, saúde física e psíquica, os aparatos coletivos para a proteção e o cuidado, a possibilidade de que os afetos sejam bem-vividos em vez de nossos corpos serem violados pelo casamento (in)feliz entre neoliberalismo, machismo, homofobia e racismo." [...]

O fim daquele medo bobo

03/03/2017 // 23 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "A história política brasileira é marcada por canções. Foi “Para não dizer que não falei de flores”, no momento de fechamento do regime militar; “Apesar de você”, quando a derrota da esquerda estava configurada; “O bêbado e a equilibrista”, na luta pela anistia; “Vai passar”, anunciando a redemocratização; “Brasil, mostra a tua cara”, para as decepções da Nova República, e assim por diante. A trilha sonora do momento brasileiro é “Medo bobo”, imortalizada (?) por Maiara e Maraisa – o que, por si só, revela a decadência criativa da música popular, mas essa é outra conversa. Tal como o casal da música, o governo do Michel ficou paralisado por um medo que, mais tarde, percebeu que não tinha razão de ser." [...]