família

Erosão democrática e descompromisso com as mulheres: a importância da resistência feminista

07/03/2020 // 1 comentário

Por Flávia Biroli / "Vivemos um momento de descompromisso com a agenda da igualdade de gênero, de pressões diversas contra as premissas de que promover essa igualdade é uma meta para organizações internacionais de direitos humanos e para os Estados nacionais. Os movimentos feministas estão em posição crucial para a produção de informações e para a construção da resistência – e a resistência, entendo, passa pelas ruas e pelos espaços institucionais. É preciso identificar como tem se dado o desmonte das políticas e compromissos para a igualdade de gênero." [...]

Poliamor: desvio liberal ou resistência à família burguesa?

13/09/2019 // 4 comentários

Marília Moschkovich / "Construir condições para o poder popular e uma revolução socialista passa, necessariamente, por operar uma crítica estrutural ao universo simbólico que regula tudo o que nos parece mais íntimo, individual e instintivo (como o sexo) – e, como bons marxistas, não apenas pensar mas efetivamente atuar de uma maneira nova e crítica em nossas próprias relações." [...]

O recesso da democracia e as disputas em torno da agenda de gênero

24/05/2019 // 1 comentário

Por Flávia Biroli / "A apologia conservadora à família é um ponto de convergência entre diferentes conservadorismos e se conecta a duas faces do recesso democrático: a restrição da dimensão pública da política, apoiada em uma lógica orçamentária e traduzida na privatização e na retirada de direitos sociais, de um lado, e a restrição de direitos individuais e de minorias, apoiada na noção de 'maioria moral', por outro." [...]

Família… família!

30/09/2015 // 2 comentários

Mauro Iasi / "Os senhores Deputados Federais da República Teocrática Cristã do Brasil, definiram recentemente que uma família se forma pela união de um homem e uma mulher, ou, por um dos dois e seus filhos na ausência do outro. Estes digníssimos representantes têm uma enorme dificuldade em lidar com sua sexualidade. E a racionalização que deriva de uma repressão (cultural, social, religiosa, ou qualquer outra) volta na forma de um sintoma: o preconceito. Aquilo para o que estão perdendo terreno na vida real, precisa ser defendido pelo Estado na forma de um ordenamento jurídico reacionário." [...]