Guia de leitura | Walter Benjamin: uma introdução | ADC#66

Walter Benjamin: uma introdução
Fabio Mascaro Querido
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Margem Esquerda #46

Guia de leitura / Armas da crítica #66

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Quem é Fabio Mascaro Querido?

Fábio Mascaro Querido é professor livre-docente, atual chefe do Departamento de Sociologia da Unicamp e pesquisador do CNPq. Entre 2024 e 2025, foi professor e pesquisador visitante na Universidade Paris-Cité. Pela Boitempo publicou Lugar peiférico, ideias modernas: aos intelectuais paulistas as batatas (2024) e Michael Löwy – marxismo e crítica da modernidade (2016). 

O fio vermelho de Walter Benjamin

Querido diferencia com razão a diversidade e a amplitude do pensamento de Benjamin, que o tornam ao mesmo tempo inclassificável e sedutor, da pecha de incoerência ou mesmo de contradição. Nesse percurso, procura seguir um “fio vermelho” na obra labiríntica de Benjamin, “um pensamento destrutivamente produtivo”.

Podemos distinguir, então, três camadas de reflexão: a primeira é a insistência muito justa e muito bem
documentada na relação de Walter Benjamin com a história de seu tempo, com a construção e a destruição da República de Weimar, com a ascensão do nazismo – e em especial as dificuldades dos movimentos de esquerda de resistir a essa ascensão.

A segunda camada, consequência da primeira, consiste em mostrar que o pensamento de Benjamin não pode ser tranquilo e sistemático pela falta de carreira estável, já que as portas da academia lhe foram fechadas – lembrando que, mesmo que sua tese de habilitação (o famoso livro sobre o drama barroco) tivesse sido aceita, ele acabaria expulso por ser judeu.

Enfim, a terceira camada, fundamental, me parece consistir em, nas pegadas das leituras de Michael Löwy, mostrar como um marxismo pouco ortodoxo e um judaísmo messiânico podem convergir na obra benjaminiana por serem, ambos, pensamentos da liberdade. Hoje, mais que nunca, essa convergência merece ser lembrada e celebrada.

Jeanne Marie Gagnebien 

Jeanne Marie Gagnebien é professora titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e livre-docente pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

O objetivo aqui, portanto, é esboçar os contornos de uma trajetória intelectual que, embora com inflexões importantes pelo caminho, apresenta alguns fios vermelhos que lhe garantem não uma coerência linear (como uma obra que se constrói por camadas, passo a passo, num só movimento, sempre ascendente), mas uma unidade na diversidade, ou uma diversidade na unidade, na esteira de um pensamento elaborado num período – entre as décadas de 1910 e de 1930 – marcado por uma crise permanente. Nem a obra nem o itinerário de Benjamin estiveram imunes às contingências de uma Europa em ebulição, na qual a questão do antissemitismo se impunha como um dos problemas centrais para os jovens intelectuais judeus.

FABIO MASCARO QUERIDO

Origens familiares

Nascido em 1892, em Berlim, Walter Benedix Schönflies Benjamin era filho de pais judeus relativamente bem assimilados à sociedade burguesa alemã em ascensão. O pai, Emil Benjamin, era dono de um antiquário, cujos negócios garantiam uma vida confortável à família. A mãe, Pauline Schönflies, filha de um farmacêutico francês, era dona de casa. Além de Walter, o mais velho, o casal teve ainda mais dois herdeiros, Georg e Dora. Georg se tornaria médico e chegaria a aderir ao Partido Comunista – passo que, como se verá, o irmão nunca efetivou

[WALTER BENJAMIN: UMA INTRODUÇÃO, p.15-16]

A geração anterior, a dos pais de Benjamin, tornou-se alvo de reprovação por seu anseio de integração à sociedade burguesa e, em consequência, por abandonar os preceitos anticonformistas do judaísmo.

O que ocorria, portanto, entre a velha geração e setores da nova era uma verdadeira “ruptura geracional”, em que a luta contra a autoridade paterna, contra o capitalismo e contra o judaísmo racionalista se entrelaçava numa só visão de mundo.

Era uma geração cuja condição política e intelectualmente marginal lhe conferia um certo “privilégio epistemológico”, na medida em que seus membros detinham a possibilidade de alcançar uma perspectiva crítica dos valores de uma sociedade que desvalorizava a alteridade deles. 

[WALTER BENJAMIN: UMA INTRODUÇÃO, p.22-23]

O fracasso acadêmico

Foi na Universidade de Frankfurt que Benjamin acabou se engajando de fato na tentativa de obtenção da habilitação e, em consequência, do tão esperado posto acadêmico. Desestimulado a apresentar o ensaio sobre Goethe como tese, Benjamin havia começado a escrever sobre o “drama barroco alemão” em 1923. De início, considerou inscrever a tese na área de literatura alemã. No entanto, a conselho do professor Franz Schultz, ele o fez na disciplina de estética, sob orientação de Hans Cornelius. O que não poderia prever era quanto a sugestão do próprio orientador acabaria por contribuir para o fracasso da empreitada.  

A história é rocambolesca. Ao que parece, tão logo a tese foi apresentada, Cornelius a julgou obscura, no limite do incompreensível, argumento que seria partilhado por Max Horkheimer, futuro diretor do Instituto de Pesquisa Social e um dos expoentes do que viria a ser a Escola de Frankfurt. O destino estava selado. Em julho de 1925, o conselho da faculdade convidou Benjamin a retirar sua candidatura, a fim de evitar o vexame da reprovação pública. Por carta, Franz Schultz foi o encarregado de lhe dar a notícia, que caiu como uma bomba. Era o fim humilhante de qualquer esperança de uma carreira universitária, situação que, no contexto da República de Weimar (em que o mercado editorial também havia sido atingido pela crise), indicava um futuro materialmente nebuloso. 

[WALTER BENJAMIN: UMA INTRODUÇÃO, p.38]


Em 1928, três anos depois da rejeição acadêmica, a tese “incompreensível” seria publicada em livro, com o título Origem do drama trágico alemão, revelando que, talvez, o “problema” do texto estivesse muito mais em seu caráter academicamente indisciplinado que em seu hermetismo – o qual, de fato, se faz presente. O trabalho se articula em torno da oposição, ancorada em uma teoria da alegoria, entre o “drama barroco” e a tragédia.

No limite, ao reabilitar a alegoria contra o “preconceito classicista”, Benjamin sustentava a relevância das imagens como forma de conhecimento, em oposição à desconfiança racionalista, inclusive da dialética clássica, em relação ao mundo fenomênico. Adiante, veremos que essa valorização das imagens, dos fragmentos, da “visibilidade da história”, será um dos elementos centrais do marxismo sui generis de Walter Benjamin. 

[WALTER BENJAMIN: UMA INTRODUÇÃO, p.39-40]

Marxismo e surrealismo 

Nesse período, Benjamin passaria ainda por três acontecimentos quase simultâneos que, se não tiveram o impacto material do fim das esperanças acadêmicas, ocasionaram juntos a mais importante inflexão intelectual e política na trajetória do autor. O desfecho desses acontecimentos deixaria marcas profundas no pensamento de Benjamin até seu fim trágico, em setembro de 1940. O primeiro deles é a amizade, a partir de 1924, com Asja Lacis, por quem se apaixonaria. O segundo, estreitamente relacionado ao anterior, é a adesão ao marxismo, no mesmo ano. E o terceiro, mas não menos importante, é a descoberta do surrealismo, em 1926-1927. 

[WALTER BENJAMIN: UMA INTRODUÇÃO, p.41]

No surrealismo, ele encontrou uma revolta iconoclasta, inicialmente anárquica, contra a racionalidade burguesa, desmoralizada na guerra. Enxergou no movimento liderado por Breton, como diria em ensaio de 1929, uma capacidade única de “mobilizar as energias da embriaguez na direção da revolução”. Benjamin acreditava que, desde Mikhail Bakúnin, conhecido anarquista russo com quem Marx digladiara na Primeira Internacional, a Europa não tinha uma “ideia radical de liberdade”, ao que acrescenta: “Os surrealistas têm essa ideia”. O elogio à defesa intransigente da liberdade pelos surrealistas não deixaria de ser acompanhado, porém, como veremos, de uma mirada crítica para a sua consequência política: o desapego à necessidade de organização e de “disciplina revolucionária”. 

FABIO MASCARO QUERIDO

A marca surrealista se faz presente naquele que seria o primeiro livro marxista de Benjamin, Rua de mão única, publicado em 1928, mas escrito nos anos anteriores. Além do apelo à imaginação, ao sonho, essa inspiração se faz valer na fascinação pelo espaço urbano da cidade moderna – em especial, é claro, de Paris, mas não apenas, no caso de Benjamin. 

No total, Rua de mão única apresenta sessenta pequenos “fragmentos em prosa” que, juntos, configuram uma coleção de “imagens de pensamento”. É na “rua de mão única” que o intelectual vai recolhendo os trapos do espaço urbano, à procura de seus significados inauditos. Mais que enxergar por um ato teórico a totalidade da floresta, Benjamin visualiza nas árvores, ou melhor, em seus galhos, as alegorias que, na especificidade, apontam para uma interpretação possível da vida social em seu conjunto. Rua de mão única é dedicado, como não poderia deixar de ser, a Asja Lacis. “Esta rua chama-se rua Asja Lacis, em homenagem àquela que, na qualidade de engenheiro, a rasgou dentro do autor”, escreve ele. Melhor demonstração de quanto a dramaturga letã habitava seu imaginário afetivo, intelectual e político naqueles anos, impossível. 

[WALTER BENJAMIN: UMA INTRODUÇÃO, p.56-57]

É compreensível, portanto, a perplexidade que o marxismo de Benjamin causou entre seus contemporâneos, incluindo aí os próprios marxistas. À parte do exagero de quem não se identificava com essa tradição política, Hannah Arendt não deixou de captar uma sensação mais ou menos comum quando afirmou que “Benjamin foi provavelmente o marxista mais singular já produzido por esse movimento que, sabe Deus, teve seu quinhão completo de excentricidades”. De fato, é difícil encontrar na história dos marxismos, no plural, um autor tão inclassificável, tão ambivalente na sua incorporação da obra de Marx e de outros marxistas, como Benjamin. Marxista e messiânico? Defensor do “machado afiado da razão” à procura do “maravilhoso no cotidiano”? Dialético fascinado pela imagem/ imaginação e que se desinteressa da tarefa de buscar a essência por trás da aparência?

FABIO MASCARO QUERIDO

A crítica da modernidade

É a partir de 1927 que o mergulho na cultura francesa se transforma em projeto intelectual – na verdade, em seu mais importante projeto (que, não por coincidência, permaneceria inacabado). Vivendo em Paris, com algumas interrupções, Benjamin começa nesse ano a dar forma ao projeto das Passagens, nome que faz referência às diversas vielas nas quais, no século XIX, foram alocadas as primeiras lojas em que mercadorias ficavam expostas em vitrines, como se tivessem existência própria, valor próprio, para além tanto de sua utilidade quanto de seu processo de produção. 

No projeto inaugurado em 1927, Benjamin tomava as passagens como uma espécie de alegoria através da qual se tornava possível compreender aspectos centrais da cultura moderna francesa no século XIX. Assim como em alguns dos fragmentos de Rua de mão única, era a imagem – que entrelaçava espaço urbano e mercantilização da vida – de um “novo” mundo em surgimento que interessava ao crítico alemão. Benjamin queria flagrar a modernidade burguesa (europeia) em suas origens francesas. Almejava compreender os primórdios da fascinação exercida pelas mercadorias, assim como suas consequências no âmbito social ou em sua dimensão “psíquica”

[WALTER BENJAMIN: UMA INTRODUÇÃO, p.59-60]

Na contramão do cânone, a dialética não precisa se conformar aos limites do “símbolo” com seu equilíbrio entre o particular e o geral. Ela pode – e deve – se reconstituir através do visível, nele penetrando para extrair significados inauditos sobre a sociedade em questão. Para Benjamin, não é possível compreender a forma mercadoria sem mergulhar mundo constituído a sua imagem semelhança. A “imagem dialética” condensa na imagem do agora, portanto, o presente do qual advém e o passado que nele persiste sob a forma do sofrimento dos “vencidos”, como ele diria nas teses de 1940. 

A aposta benjaminiana era de que as imagens contivessem em si a possibilidade de, a partir delas, emergir uma interpretação crítica do mundo, capaz de revelar o outro lado da modernidade burguesa. “As imagens dialéticas são constelações entre coisas alienadas e uma significação penetrante, detendo-se no instante de indiferenciação entre a morte e a significação”, escreve Benjamin. Tal como a alegoria, elas se materializam nos detritos, nos trapos, o que abre a possibilidade de descobrir “na análise do pequeno momento singular o cristal do acontecimento total”.

[WALTER BENJAMIN: UMA INTRODUÇÃO, p.65-66]

O Intelectual como Produtor

Benjamin visitou Brcht na Dinamarca entre junho e outubro de 1934. Um pouco antes, em 27 de abril daquele ano, tinha proferido a conferência “O autor como produtor”, no Institut pour l’étude du fascisme (INFA), em Paris. Scholem vê na palestra “o ponto culminante de seus esforços materialistas”. De fato, o texto lido por Benjamin manifesta – através de Brecht – certa adesão a uma visão positiva do “progresso técnico”, algo que destoa tanto da maioria de seus ensaios anteriores quanto dos que escreveria entre 1936 e 1940.

Benjamin chega mesmo a falar numa “dependência funcional existente, sempre e sob todas as circunstâncias, entre a tendência política correta e a técnica literária progressista”. Quando o foco é colocado na “posição da inteligência no processo produtivo” – que é o que delimita o “lugar do intelectual na luta de classes” –, são superadas as antinomias entre forma e conteúdo, qualidade e tendência. “Para o autor como produtor, o progresso técnico é a base de seu progresso político.” Enquanto a “inteligência de esquerda burguesa” se situa ao lado do proletariado, limitando- se ao plano das convicções, o verdadeiro intelectual revolucionário trabalha para a “mudança de função” (Umfunktionierung) das próprias forças e relações produtivas da vida artística e/ou intelectual. E aqui a referência a Brecht é direta: foi ele o primeiro a dirigir aos intelectuais essa “exigência abrangente de não abastecer o aparelho de produção sem simultaneamente, na medida do possível, o modificar no sentido do socialismo”. Ele percebeu, como poucos intelectuais, que “a batalha revolucionária não se dá entre o capitalismo e o espírito, mas entre o capitalismo e o proletariado”.  

[WALTER BENJAMIN: UMA INTRODUÇÃO, p. 72, p.73-74]

É na segunda metade dos anos 1930 que Benjamin leva a cabo a última fase do projeto das Passagens, cujos desdobramentos se entrelaçam cada vez mais à figura de Charles Baudelaire. Agora, o tom levemente esperançoso de ensaios como “O autor como produtor” ou “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica” dá lugar a uma visão mais sombria da modernidade. A multidão da cidade moderna não é mais vista como a “massa” com a qual o intelectual “engenheiro” ou “cirurgião” deve interagir, moldando-a num sentido progressista. Ela é tomada, antes, como um coletivo de “autômatos” – tal como o trabalhador diante da máquina –, que pouco a pouco vai perdendo qualquer lembrança de uma experiência autêntica (Erfahrung), em benefício da mera vivência imediata (Erlebnis).

FABIO MASCARO QUERIDO

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O “Anjo da História”

Muito já se falou sobre as famosas teses “Sobre o conceito da história”, o último escrito de Benjamin. Enigmáticas, elas condensam a reflexão que Benjamin vinha fazendo desde 1936, mas, mais que isso, podem ser vistas como síntese muito particular de questões que já o interessavam desde a juventude, como o tema do progresso, ou melhor, da crítica tanto ao “progresso” capitalista em si quanto a suas expressões ideológicas.

Assim, quando Benjamin sustenta sem nenhuma hesitação que, na verdade, o papel do “materialista histórico” é explodir o continuum histórico – ato após o qual seria preciso remontar a temporalidade histórica, condensando-a no presente –, ele está propondo a demolição de um edifício teórico e político zelosamente construído e restaurado por mais de um século. Dá para imaginar, portanto, a perplexidade causada: um socialismo que não seja o último estágio do progresso, o ponto em que a história se torna, enfim, digna desse nome? Uma revolução que interrompe o desenvolvimento histórico em vez de simplesmente readequá-lo e que, mais ainda, apoia-se apenas na força política do presente e no espírito dos vencidos do passado?

[WALTER BENJAMIN: UMA INTRODUÇÃO, p. 99-100, p. 102-103]

“Como acompanhamos neste livro, Benjamin parecia um “vencido da história” mesmo antes de seu trágico suicídio, em setembro de 1940. Em vida, manteve-se relativamente às margens nas cenas intelectuais de Berlim ou de Paris. O Benjamin sobre quem todos já ouviram falar, mesmo antes de o terem lido, essa espécie de mito intelectual, é uma construção posterior, notadamente a partir dos anos 1970. O mesmo establishment  universitário que o recusara nos anos 1920 via-se então seduzido pelo autor inclassificável. Aos poucos, até mesmo a recepção da obra começou a se tornar tema de pesquisa. Além de interpretar Benjamin, era preciso interpretar os intérpretes de Benjamin. Vencido em vida, Benjamin acabou assim “vencendo na morte”, tendo sido agraciado com uma fama póstuma inversamente proporcional à marginalidade que experimentara em vida. 

FABIO MASCARO QUERIDO

Leituras complementares

Baixe os conteúdos complementares do mês em PDF!

Este mês trazemos “Uma leitura das teses ‘Sobre o conceito de história’”, de Michael Löwy, publicado em Walter Benjamin, aviso de incêndio; “O autor como produtor”, de Walter Benjamin, incluído em Ensaios sobre Brecht; e “Diálogo sobre a religiosidade do nosso tempo”, de Walter Benjamin, publicado em O capitalismo como religião.

Clique nos botões vermelhos abaixo para fazer o download!

Michel Löwy

Uma leitura das teses ‘Sobre o conceito de história’


Walter Benjamin

“O autor como produtor”


Walter Benjamin

Diálogo sobre a religiosidade do nosso tempo

Vídeos

Este mês trazemos o lançamento adiantado de Walter Benjamin: uma introdução, de Fabio Mascaro Querido, além de dois vídeos dedicados à trajetória e ao pensamento do autor. Confira:

Lançamento de Walter Benjamin: uma introdução
Com Fabio Mascaro Querido e Isabel Loureiro, mediação de Rafael Vieira.

Quem foi Walter Benjamin?
Em comemoração aos 130 anos de seu nascimento, Fabio Mascaro Querido apresenta a trajetória intelectual de Benjamin, situando-o no interior do marxismo e da história dos intelectuais do século XX.

O marxismo de Walter Benjamin
No segundo vídeo da série, Fabio Mascaro Querido discute o caráter singular e idiossincrático do marxismo benjaminiano, explorando suas tensões e originalidades.


Para aprofundar…

Compilação de textos, podcasts e vídeos que dialogam com a obra do mês.

O capitalismo como religião, de Walter Benjamin

Ensaios sobre Brecht, de Walter Benjamin

Walter Benjamin, aviso de incêndio, de Michael Löwy

A estrela da manhã: surrealismo e marxismo, de Michael Löwy

Centelhas, de Michael Löwy e Daniel Bensaïd

A jaula de aço, de Michael Löwy

Michael Löwy: marxismo e crítica da modernidade, de Fabio Mascaro Querido

Trabalho intelectual e manual, de Alfred Sohn-Rethel

A indústria cultural hoje, organizado por Fábio Durão, Antonio Zuin e Alexandre Fernandes Vaz

Baudelaire, de Théophile Gautier

Em torno de Marx, de Leandro Konder

Margem Esquerda 34 | Motins

Rádio Boitempo: O marxismo de Walter Benjamin com Fabio Mascaro Querido, dez. 2023.

Filosofia Pop: Walter Benjamin, com Olgária Matos, ago. 2020.

In Our Times: Walter Benjamin, fev. 2022.

Philosophize This! The Frankfurt School – Walter Benjamin pt.1, mar. 2021.

Philosophize This! The Frankfurt School – Walter Benjamin pt.2, abr. 2021.

Thinking Allowed Walter Benjamin – a special programme on his work and influence, jun. 2019.

Ideas How a German philosopher predicted our digital age, out. 2025.

Always Already Podcast,a critical theory podcast Walter Benjamin on the concept of history, mar. 2015.

O capitalismo como religião, com Michael Löwy, TV Boitempo.

Walter Benjamin, intérprete do capitalismo como religião com Maria Rita Kehl e Michael Löwy, TV Boitempo.

A trajetória intelectual e política de Michael Löwy, com Fabio Mascaro Querido, TV Boitempo.

Marxismo e surrealismo, uma combinação revolucionária com Michael Löwy, TV Boitempo.

O que é ecossocialismo?com Michael Löwy, TV Boitempo.

Benjamin a(?) um minuto do fim com Paulo Arantes, GT Histórias das Filosofias.

No limiar do fim dos tempos: Walter Benjamin, messianismo e fascismo, por Bruna Della Torre, Blog da Boitempo, jan. 2026.

Resgatar a tradição dos oprimidos: sobre uma tese de Walter Benjamin por Michael Löwy , Blog da Boitempo, set. 2025.

Walter Benjamin e o marxismo, 100 anos depois por Rafael Vieira , Blog da Boitempo, dez. 2024.

130 anos de Walter Benjamin: um intelectual na corda bamba, por Fabio Mascaro Querido, Blog da Boitempo, jul. 2022.

The Benjamin Files”, de Fredric Jameson”, por Bruna Della Torre, Blog da Boitempo, abr. 2022.

“Veneno puro!” Iná Camargo Costa escreve sobre “Ensaios sobre Brecht”, de Walter Benjamin, por Iná Camargo Costa, Blog da Boitempo, ago. 2017.

Maria Rita Kehl comenta “O capitalismo como religião”, de Walter Benjamin por Maria Rita Kehl , Blog da Boitempo, ago. 2013.

Sete teses sobre Walter Benjamin e a teoria crítica por Michael Löwy, Blog da Boitempo, out. 2011.

A edição de conteúdo deste guia é de Camila Góes e as artes são de Mateus Rodrigues e Victoria Lobo.