Guia de leitura | Fronteiras do trabalho | ADC#69

Fronteiras do trabalho: migração decasségui e reprodução social
Mariana Roncato
Guia de leitura / Armas da crítica #69
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Os trabalhadores imigrantes no Japão são conhecidos como decasséguis, que significa algo como “sair para trabalhar”. A comunidade brasileira que vive no arquipélago nessas condições contabiliza mais de 200 mil pessoas, em 30 anos de fluxo migratório.
Em Fronteiras do trabalho: migração decasségui e reprodução social, nova obra da coleção Mundo do Trabalho, Marina Shinohara Roncato investiga o fenômeno migratório sob as lentes de classe, gênero, raça e etnia, entrelaçados à teoria da reprodução social.
Além do livro em edição física e versão e-book, os assinantes do Armas da Crítica de julho de 2026 receberão adesivo, marcador de páginas e um exemplar do livro Gestão algorítmica: despotismo, limites e jurisprudência, coordenado por Ricardo Antunes e Clarissa Ribeiro Schinestsck.
autora Mariana Shinohara Roncato
prefácio Ricardo Antunes
orelha Juliana Sayuri
quarta capa Lívia Moraes
edição Pedro Davoglio
coordenação editorial Thais Rimkus
coordenação de produção Juliana Brandt
assistência editorial Maria Eduarda Xavier
assistência de produção Livia Viganó
preparação Mariana Zanini
revisão Clara Altenfelder
capa Maykon Nery
diagramação Antonio Kehl
páginas 272
coleção Mundo do Trabalho


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Quem é Mariana Shinohara Roncato?
Mariana Shinohara Roncato é socióloga, professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e pesquisadora colaboradora da Unicamp. É doutora e mestra em sociologia pela Unicamp e graduada em ciências sociais pela UEL. Foi pesquisadora visitante da Universidade de Sophia/Tóquio, Japão, entre 2016 e 2017. Intrgra o grupo de pesquisa Mundo do Trabalho e suas Metamorfoses sob a coordenação do professor Ricardo Antunes e é membra do Grupo de Estudos sobre Teoria da Reprodução Social.
Pela Boitempo, publicou Trabalho em plataformas: regulamentação ou desregulamentação? O exemplo da Europa (2024), com Christina Hiessl, Marco Gonsales, Murillo van der Laan e Ricardo Antunes.
“Este livro vem a público no momento histórico em que a migração ganha centralidade no debate internacional. A forma original como são tecidas as relações entre trabalho, migração e teorias feministas torna esta leitura imprescindível.”
LÍVIA MORAES
Socióloga e docente do Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Política Social da UFES. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Trabalho e Práxis. Membra do Grupo de Estudos sobre Teoria da Reprodução Social e do Grupo de Pesquisa Mundo do Trabalho e suas Metamorfoses, coordenado pelo Prof. Ricardo Antunes.


Como vivem os imigrantes brasileiros que trabalham no Japão?
Dekassegui pode ser traduzido como “sair de casa para trabalhar”. Decasségui, a versão aportuguesada, entrou nos nossos dicionários na década de 2000, quando se consolidava o fenômeno de nipo-brasileiros que atravessaram meio-mundo para trabalhar em fábricas do Japão. Atualmente, cerca de 211 mil brasileiros vivem no arquipélago, muitos deles nessas condições.
A socióloga Mariana Shinohara Roncato voltou a Toyota, onde passou parte da infância até a juventude, para ouvir dos imigrantes como são as condições de trabalho na “cidade-fábrica” que abriga a sede da montadora Toyota Motors. Mais especificamente, voltou ao Homidanchi, um conjunto habitacional conhecido como Little Brazil por abrigar mais de mil famílias brasileiras.
Seu pai trabalhou por muito tempo como operário na década de 1990, submetido a jornadas semelhantes às dos relatos colhidos ao longo da investigação de campo que a autora fez entre 2016 e 2017: contratos de trabalho terceirizados, mediados por empreiteiras, com pagamentos por hora trabalhada e remunerações distintas conforme a nacionalidade e o gênero.
Roncato narra um episódio em que um grupo nacionalista escancarou essa diferenciação: um ônibus rondou o “Homi”, o conjunto habitacional, propagando discursos de ódio contra imigrantes num megafone. Muitos brasileiros não imaginavam que passariam por situações assim quando embarcaram rumo ao Japão. Na verdade, a maioria tinha expectativa de “sair de casa para trabalhar”, guardar um bom dinheiro e voltar ao Brasil. Não foi o que aconteceu com muitos deles, que foram ficando, ficando, ficando, como que “para sempre temporários”, à margem de uma série de direitos, inclusive políticos.
Juliana Sayuri
Jornalista, historiadora e autora de Viúvas Ilustres (2021), Paris – Palestina (2020), Paris – Buenos Aires (2018) e Diplô: Paris – Porto Alegre (2016), finalista do Prêmio Jabuti.


Da vida para a teoria
Nascida no Brasil, tendo mãe descendente de japoneses e pai filho de italiano e lituana, aos 9 anos de idade Mariana Shinohara Roncato foi com a família para o Japão, viver na cidade de Toyota, conhecida pela fábrica automotiva com forte presença masculina, que reservava às mulheres e aos imigrantes o espaço fora da fábrica-mãe, no qual visceja o mundo da terceirização e da precarização.
Na terra do sol nascente, onde viveu muitos anos, a jovem imigrante não se via acolhida e reconhecida como nipônica. Anos depois, ao retornar ao seu país de origem, o país dos trópicos, era reconhecida mais pelo seu biotipo de mulher japonesa, do que como brasileira. E foi percorrendo os caminhos entre vida, estudo e trabalho que, pouco a pouco, floresceu a ideia de mergulhar para melhor compreender o modo de ser decasségui.
Assim, mergulhada na efetiva concretude e na dura realidade e ancorada na teoria da reprodução social, ela articulou criativamente o nó górdio que enfeixa as complexas e imbricadas dimensões entre classe, gênero, etnia e raça, desvendando enigmas presentes no modo de ser decasségui. São novos caminhos para uma melhor intelecção dos dilemas e contradições que caracterizam o polo mais universal da classe trabalhadora, aquele que compreende o trabalho imigrante.
Ricardo Antunes
Professor titular de sociologia do tabalho na Unicamp e coordenador da coleção Mundo do Trabalho, da Boitempo. Autor, entre outros, de Os sentidos do trabalho, O caracol e sua concha, O continente do labor, O privilégio da servidão e Capitalismo pandêmico.
Imigração no epicentro do debate hoje
O caráter expansionista das relações sociais capitalistas de produção e o desenvolvimento das forças produtivas em uma escala nunca antes vista potencializaram os movimentos migratórios, ampliando quantitativamente o volume desses fluxos e transformando qualitativamente o sentido das migrações modernas.
A relação entre Brasil e Japão e os fluxos dela decorrentes, embora objetos de numerosas pesquisas, raramente tiveram o trabalho e as categorias de classe, gênero, raça e etnia como eixos centrais de análise.
Não obstante, o chamado fenômeno decasségui, que nomeia a população brasileira que migra a trabalho para o Japão, condensa especificidades paradigmáticas para a análise do que acontece nas linhas de frente das relações de trabalho contemporâneas, […] pois articula o esforço estatal para suprir a demanda econômica, a carência de força de trabalho decorrente de uma crise da reprodução social, bem como revela as consequências dessa migração, que acabam por intensificar opressões de gênero e raça.
[FRONTEIRAS DO TRABALHO, p. 13-14 e 18]


Estrangeiros com
ethos local
Apesar da fraca tradição japonesa em receber estrangeiros, desde a década de 1980 a força de trabalho imigrante tornou-se fundamental, sobretudo nos setores automobilístico e eletroeletrônico. Esse processo é fruto do envelhecimento populacional, da baixa taxa de fecundidade e da rejeição, por parte de uma juventude crescentemente escolarizada, de postos de trabalho em pequenas e médias empresas – considerados limitados no que diz respeito à mobilidade profissional.
Apesar de sempre ter havido uma diminuta parcela de imigrantes oriundos da China, da Coreia do Sul, de Bangladesh, entre outros países asiáticos, eles geralmente permaneciam indocumentados e seus hábitos culturais eram considerados distantes dos da população local.
A entrada de imigrantes descendentes de japoneses mostrou-se funcional para o preenchimento desses postos de trabalho. Ademais, como afirma Fábio Ocada, a classe empresarial japonesa da época estava preocupada em recrutar uma força de trabalho numerosa, participativa, produtiva e perseverante.
Nesse sentido, os decasséguis que emigraram para o Japão, associados a uma moral de matriz confuciana expressa no espírito do gambarê, seriam portadores de um tipo de conduta particularmente funcional às exigências do capital.
[FRONTEIRAS DO TRABALHO, p. 22-23]
“A evolução da população brasileira residente no Japão, desse modo, passa a acompanhar o movimento da economia nacional.
Esse montante continuou a crescer, totalizando 176 mil em 1995, 254 mil em 2000 e 317 mil em 2007, quando atingiu o ápice.”
MARIANA SHINOHARA RONCATO


Muito além da 6×1
Em média, um decasségui trabalha seis dias por semana, com uma jornada diária de trabalho de dez, doze horas, podendo chegar a mais horas dependendo da produção. Diferentemente de trabalhadores japoneses, o decasségui recebe por hora, por isso a necessidade de cumprir horas extras para assegurar sua subsistência e, se possível, constituir uma poupança. Entretanto, a exaustiva carga de trabalho cobra o preço no corpo.
Maurício, de 35 anos, relatou-nos: “O máximo de horas de zangyo [hora extra] que eu fiz [no mês] foi 160 horas”. No caso desse entrevistado, a hora extra semanal seria de quarenta horas, quantidade muito superior ao permitido e com altos riscos de adoecimento.
Muitos brasileiros optam por jornadas longas devido ao tipo de relação de trabalho horista e à impossibilidade de recusar a demanda. A flexibilidade do regime de trabalho reduz a margem de negociação com os superiores. Segundo relatos, caso se recusassem a fazer horas extras, esses funcionários ficariam “marcados” e poderiam ser os primeiros a serem demitidos em momentos de baixa produção.
[FRONTEIRAS DO TRABALHO, p. 62-63]
Little Brazil
Em mais de quarenta anos de história, o Homidanchi passou por diversas transformações. Certamente, o que mais o diferenciou de complexos habitacionais similares foi a chegada dos brasileiros. Nesse processo, a relação entre o imigrante brasileiro e a vizinhança japonesa nem sempre foi harmoniosa. Em 1999, o número de decasséguis no Homi ultrapassou os mil habitantes e o conflito se instaurou.
Diferentemente dos dias de hoje, em que há a presença de intérpretes para os imigrantes, naquela época não havia preparo algum para receber crianças com uma bagagem cultural diferente. Os filhos das decasséguis tinham de se adaptar a todo custo, caso contrário, acabavam saindo da escola e permanecendo sozinhos em casa.
Ainda em 1999, alguns adolescentes filhos de decasséguis passaram a se envolver em conflitos com as gangues japonesas locais (chamadas de Bosozoku), culminando no episódio de esfaqueamento de um membro da gangue japonesa. Tendo esse episódio como estopim, o conjunto habitacional
passou a ser assunto de inúmeras reportagens em toda a mídia japonesa, quase sempre retratando os brasileiros de forma pejorativa.
Depois dessa repercussão, ainda em 1999, grupos organizados da extrema direita nacionalista chamados Uyoku Dantai passaram a fazer rondas em ônibus pelo Homidanchi.
[FRONTEIRAS DO TRABALHO, p. 67-68]


A diversidade do precariado
A experiência dos decasséguis, sobretudo a partir da década de 1990, evidencia que as transformações nas relações de trabalho decorrentes da imigração não inauguram a precariedade, mas aprofundam uma condição estrutural previamente existente.
Historicamente o salário decasségui tem se mantido um pouco abaixo da renda média japonesa. No entanto, o que o difere substancialmente é a falta de proteção social, quando comparado ao colega de fábrica japonês.
Como já foi mencionado, os decasséguis trabalham quase exclusivamente na indústria, e sua participação no comércio limita-se, em grande parte, aos estabelecimentos voltados à comunidade imigrante. Em comparação, o trabalhador japonês precarizado tem uma mobilidade maior, ainda que dentro de nichos de trabalho com péssimas condições.
[FRONTEIRAS DO TRABALHO, p. 86, 90-91]
“Dessas considerações, podemos concluir que o precariado é muito mais diverso e amplo, diferenciando-se e hierarquizando-se internamente a partir de eixos étnico-raciais.
O chamado precariado autóctone, ainda que constrangido por sua condição precária, não necessariamente se limita ao trabalho na fábrica, com status social inferior ao do comércio, por exemplo. Assim, o que os distingue é a diferenciação étnica que coloca o decasségui em uma condição mais desfavorável e vulnerável que o próprio precariado japonês.”
MARIANA SHINOHARA RONCATO


Gênero, raça e classe
Os dados quantitativos sobre o trabalho das mulheres decasséguis apresentam limites importantes. Os órgãos governamentais japoneses não captam de forma sistemática a diferença entre os gêneros e, até 2008, nem sequer distinguiam nacionalidades. No caso das estrangeiras, os registros são ainda mais precários e não oferecem o mesmo nível de detalhamento disponível para as trabalhadoras japonesas. Não há, por exemplo, qualquer informação oficial sobre o rendimento das imigrantes.
Rosa, 52 anos, compartilhou parte de sua trajetória. À época da entrevista, morava no conjunto habitacional Homidanchi com o filho do segundo casamento, que tinha pouco mais de vinte anos e estava desempregado. Natural de Pernambuco, não possuía ascendência japonesa. Sua história de vida abarca tanto a migração interna no Brasil quanto a internacional para o Japão. Rosa relatou que conheceu seu segundo marido, nikkei, em São Paulo, e mudou-se com ele para o Japão em 1995.
Apesar de não ter ascendência japonesa, poderíamos supor que nossa interlocutora compartilhasse de um éthos do trabalho típico do nikkei. Talvez a longa estadia no Japão, ou mesmo a condição de uma cidadania precária, faça com que muitos imigrantes tenham um vínculo forte com as empresas. Por vínculo, não nos referimos aos contratos de trabalho, pois estes são bastante frágeis e instáveis.
[FRONTEIRAS DO TRABALHO, p. 126-126 e 144]
A relação que Rosa estabelecia com o kaisha [a companhia] expressava certa gratidão, devido às situações em que considerava ter sido auxiliada pela empresa. Assim como Helena Hirata descreveu, faz parte da gestão paternalista o “desaparecimento dos limites entre empresa e família”. Por Rosa ter recebido suporte da empresa, descrevendo que a “fábrica ajudou a cuidar do meu filho”, espera-se, da parte dela, fidelidade e retribuição. Em japonês há a expressão ongaeshi (恩返し), que significa “devolver” ou “retribuir o favor recebido”, que constitui uma estrutura de afetos fortemente presente em todos os tipos de relações interpessoais.
Sendo mãe solo, mulher negra não nikkei e sem familiares no Japão, conta com pouco suporte para estruturar sua vida. A informalidade do trabalho, o menor rendimento, a condição estrangeira, a ausência de laços de parentesco, o desconhecimento da língua, entre outras formas precárias de viver, se refletem em maior necessidade de proteger o emprego.
[FRONTEIRAS DO TRABALHO, p. 145-146]


Gênero, raça e classe
Na história das ideias e nas organizações políticas, muitas vezes a libertação das mulheres aparece apenas como um acessório da teoria socialista, sem uma conexão estrutural com esta. Além disso, em algumas análises materialistas ainda persiste certo economicismo que reduz a compreensão da condição da mulher e das pessoas negras a diferenças meramente quantitativas. O conceito de superexploração é um exemplo dessa limitação, pois seu uso restrito ao estudo das mulheres ou das pessoas negras mostra-se insuficiente, uma vez que não captura apenas desigualdades numéricas, mas também discriminações qualitativas que escapam a essa categoria.
Heleieth Saffioti rejeita a separação analítica que confina a dominação ao campo da política e a exploração à esfera econômica. Na experiência concreta da mulher da classe trabalhadora, dominação e exploração constituem um mesmo processo, operando de forma simultânea e inseparável: “Não se trata de somar racismo + gênero + classe social, mas de perceber a realidade compósita e nova que resulta desta fusão.”
Para entender a condição da decasségui inserida na sociedade de classes japonesa, sua noção de nó nos parece pertinente, quando entendemos que exploração-dominação são partes constitutivas da sociedade capitalista. A proposta de uma “qualidade distinta” que nasce no cruzamento das categorias também nos parece acertada.
[FRONTEIRAS DO TRABALHO, p. 153, 168]

Leituras complementares
Baixe os conteúdos complementares do mês em PDF!
Este mês trazemos o posfácio de Feminismo para os 99%, em que as autoras do manifesto discutem o conceito de “reprodução social” e sua crise; um capítulo de O caracol e sua concha, de Ricardo Antunes; além de um artigo de Tithi Bhattacharya, uma das principais teóricas da reprodução social da atualidade, publicado na revista Margem Esquerda #34.
Clique nos botões vermelhos abaixo para fazer o download!
Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya e Nancy Fraser
Feminismo para os 99%: um manifesto
Ricardo Antunes
Algumas teses sobre o presente (e o futuro) do trabalho
Tithi Bhattacharya
Teoria da reprodução social: por que precisamos dela para entender a crise da covid-19

Vídeos
Este mês trazemos o lançamento antecipado do livro com Mariana Shinohara Roncato, Yumi Garcia, mediação de Gabriel Akira e participação de Ricardo Antunes; um vídeo em que Ruy Braga explica o conceito de precariado; lições do feminismo marxista para derrotar a extrema direita, por Cinzia Arruzza; além do debate “A vida além do trabalho é uma utopia?“, com Arlene Clemesha, Ricardo Antunes e mediação de Carolline Sardá, ocorrido em 2025 durante a Festa de Aniversário do Marx em São Paulo.

Para aprofundar…
Compilação de textos, podcasts e vídeos que dialogam com a obra do mês.

Os sentidos do trabalho, de Ricardo Antunes
A classe trabalhadora: de Marx ao nosso tempo, de Marcelo Badaró Mattos
Feminismo para os 99%, de Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya e Nancy Fraser
O caracol e sua concha: ensaios sobre a nova morfologia do trabalho, de Ricardo Antunes
Destinos do feminismo, de Nancy Fraser
O ardil da flexibilidade, de Sadi Dal Rossoa
A angústia do precariado, de Ruy Braga
As novas infraestruturas produtivas: digitalização do trabalho, e-logística e indústria 4.0, organizado por Ricardo Festi e Jörg Nowak
Margem esquerda #46 | Que horas são?

Rádio Boitempo: Megafone #11: “Trabalho e (des)valor no capitalismo de plataforma”, com Ricardo Antunes, out. 2023.
Ontocast: A Teoria da Reprodução Social, com Clara Saraiva, mar. 2024.
Rádio Boitempo: Léxico Marx #6: O que é o proletariado?, com Ruy Braga, nov. 2022.
Economia e sociedade para além da aparência: A Teoria da Reprodução Social e as relações de gênero no capitalismo, com Arelys Borrego e Lívia Moraes, mar. 2025.
Rádio Boitempo: Conversas camaradas #2: Nancy Fraser e a justiça social, com Ingrid Cyfer e Nathalie Bressiani, jul. 2022.
Rádio Boitempo: Coleção Marx-Engels #3: CAPÍTULO IV (INÉDITO) e ENQUETE OPERÁRIA, de Karl Marx, com Murillo van der Laan, set. 2023.

A luta de classes é uma disputa pelo tempo, com Ricardo Antunes, TV Boitempo.
Trabalho imigrante e produção de diferença: diálogos sobre gênero, raça e classe entre Brasil-Ásia, com Mariana Roncato, Fronteiras Cruzadas.
Trabalho em plataformas: regulamentação ou desregulamentação?, com Murillo van der Laan, Marco Gonsales e Mariana Shinohara, TV Boitempo.
Lançamento de ICEBERGS À DERIVA: O TRABALHO NAS PLATAFORMAS DIGITAIS, com Luci Praun, Marco Gonsales, Mariana Roncato, Murillo van der Laan, Roseli Figaro e Ricardo Antunes, TV Boitempo.
Entre trabalho e tempo livre, com Mariana Shinohara Roncato, Murillo van der Laan e Ricardo Antunes, TV Boitempo.

“A jornada para mulheres, especialmente negras e imigrantes, sempre foi mais longa“, entrevista com Mariana Roncato, Esquerda Diário, nov. 2024.
“Como vivem os imigrantes brasileiros que trabalham no Japão?“, por Juliana Sayuri, Blog da Boitempo, jul. 2026.
“Mulheres: trabalho e movimento“, entrevista com Helena Hirata, Blog da Boitempo, ago. 2022.
“O admirável mundo do trabalho na era da IA (de)generativa“, por Ricardo Antunes, Blog da Boitempo, set. 2025.
“Um feminismo que visa libertar todas as mulheres deve ser anticapitalista“, entrevista com Nancy Fraser, Blog da Boitempo, nov. 2019.
“Financeirização, trabalho precário e a dominação meritocrática da vida social“, por Ederson Duda, Blog da Boitempo, set. 2026.
A edição de conteúdo deste guia é de Carolina Peters e as artes são de Mateus Rodrigues.


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