Guia de leitura | Diretrizes para uma política econômica brasileira | ADC#67

Diretrizes para uma política econômica brasileira
Caio Prado Júnior.
Guia de leitura / Armas da crítica #67
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Preparado como monografia para o concurso à cadeira de Economia Política da Faculdade de Direito da USP em 1954, Diretrizes para uma política econômica brasileira, de Caio Prado Júnior, nunca foi publicado comercialmente – teve apenas algumas cópias distribuídas à época.
Na obra, o autor discute o processo histórico brasileiro, a questão do mercado interno e externo, o “marginalismo” de algumas regiões do país, os ciclos econômicos, o papel do capital estrangeiro, a indústria, o imperialismo e a questão agrária. Caio Prado Júnior defende “larga reorganização e redistribuição dos elementos estruturais do país” e apresenta uma compreensão das contradições existentes no território nacional com o objetivo de assegurar uma democratização real não restrita às esferas jurídicas e políticas.
Além do livro em edição física e em versão e-book, os assinantes do Armas da Crítica de maio de 2026 receberão um pôster A3 da Coluna Prestes, com textos de Anita Leocadia Prestes e arte de Mateus Rodrigues, além de adesivo exclusivo e marcador de páginas.
autor Caio Prado Júnior
orelha Lincoln Secco
quarta-capa Paulo Nogueira Batista Júnior
edição e preparação Tulio Kawata
coordenação editorial Thais Rimkus
coordenação de produção Juliana Brandt
assistência editorial Marcela Sayuri
assistência de produção Livia Viganó
revisão Maísa Kawata
capa Maikon Nery
diagramação Sandra Kato
coleção Caio Prado Júnior
páginas 208


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Quem foi
Caio Prado Júnior?
Caio da Silva Prado Júnior (1907-1990) foi bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Em 1935, tornou-se presidente regional da Aliança Nacional Libertadora (ANL) em São Paulo. Foi preso no fim do mesmo ano. Libertado em 1937, partiu para a Europa, de onde retornou em 1939. Em 1943, junto a outros, fundou a editora Brasiliense. Eleito deputado estadual pelo PCB em 1947, teve seu mandato cassado no ano seguinte, sendo encarcerado por quase três meses. Em 1969 foi indiciado por “incitação subversiva” e, depois de se exilar por alguns meses no Chile, retornou ao Brasil. Em 1970 foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão e libertado em agosto de 1971. Faleceu no dia 23 de novembro de 1990.
Do autor, além de Diretrizes para uma política econômica brasileira, a Boitempo publicou História e desenvolvimento, Esboço dos fundamentos da teoria econômica e URSS, um novo mundo e O mundo do socialismo.
“Caio Prado Júnior trouxe para a análise da história econômica do nosso país o que o marxismo tem de melhor: a ênfase na base material da história, a visão sistêmica e a compreensão do papel crucial que os conflitos de classe desempenham.”
PAULO NOGUEIRA BATISTA JÚNIOR


Um clássico ainda atual
Caio Prado Júnior defende “um ponto de vista que seja nosso” em economia e que nos dê uma visão de totalidade. E esse ponto de vista é o da história.
Na década de 1950, a indústria voltada ao mercado interno, cuja produção superava o total das exportações, parecia dar fim ao sentido da colonização. Mas o crescimento industrial continuava dependente de divisas obtidas com a exportação de gêneros tropicais e sofria os abalos da balança de pagamentos. Caio Prado Júnior dizia isso quando muitos estavam embriagados pelo desenvolvimentismo associado ao capital estrangeiro.
Hoje, aquele crescimento deixou ruínas ambientais e humanas em um país que permanece dependente da exportação de commodities.
Diretrizes para uma política econômica brasileira, livro quase desconhecido, agora encontrará seu lugar: o de um clássico que segue atual.
Lincoln Secco
Professor Livre Docente de História Contemporânea na Universidade de São Paulo e autor de Caio Prado Júnior: o sentido da revolução (Boitempo, 2008).
Marco nos estudos caiopradianos
A publicação de Diretrizes para uma política econômica brasileira é um dos acontecimentos editoriais mais aguardados há décadas por pesquisadores e estudiosos da vida e obra de Caio Prado Júnior. Escrita como monografia para o concurso à cadeira de Economia Política da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), a obra foi impressa em 1954, em tiragem reduzida, e nunca veio à luz como livro.
Quando escreveu, já se encontrava em plena maturidade e tinha uma trajetória sólida como militante político e intelectual comprometido com as causas sociais. Havia publicado alguns de seus livros mais emblemáticos, como Evolução política do Brasil (1933), Formação do Brasil contemporâneo (1942) e História econômica do Brasil (1945). Era considerado um dos principais intelectuais do país.
Com sete capítulos (e um apêndice), esta obra “perdida”, nunca antes disponibilizada para o grande público, tem agora, em 2026, sua primeira edição com ampla distribuição nas livrarias do país. Um feito emblemático da Boitempo, que por certo permitirá que um número significativo de leitores tenha, finalmente, acesso a este trabalho fundamental, assim como marcará os estudos caiopradianos daqui em diante.
Luiz Bernardo Pericás
Luiz Bernardo Pericás é professor de História Contemporânea na USP e autor, entre outros, de Caio Prado Júnior: uma biografia política (Boitempo, 2016), vencedor do troféu Juca Pato de Intelectual do Ano e do Prêmio Jabuti de melhor biografia, e coordenador da coleção Caio Prado Júnior.


No Brasil, o passado se faz presente
Por força das contingências do mundo moderno e contemporâneo em que se situa a história do Brasil, a nossa evolução se precipitou num ritmo irregular e espasmódico que o país em conjunto não pôde acompanhar. Acumularam-se, por isso, lado a lado, e frequentemente numa confusão inextricável, formas econômicas de contraste chocante que pertenceriam, numa evolução mais regular, a épocas largamente afastadas entre si. A nossa história ainda é, por isso, em muitos casos, uma atualidade.
Encontramos no Brasil, e participando ainda ativamente do conjunto de nossa vida econômica, feições que segundo os padrões oficiais da economia política pertencem a um passado longínquo.
Refiro-me a relações de trabalho que pouco se distinguem da servidão da gleba, como a desses trabalhadores rurais presos por dívidas a seus patrões, e por isso completamente à mercê deles. Encontramos disso, quase juridicamente reconhecido, em muitas regiões do Brasil; e endêmico por toda parte, com exceção de raras zonas de maior progresso.
De tudo isso resulta, para o economista que pretende observar a vida brasileira, uma extrema complexidade.
[DIRETRIZES, p. 47-50]
Por um ponto de vista brasileiro
É uma tal perspectiva do conjunto da economia brasileira que raramente se procura. Essa a razão por que muitos trabalhos de pesquisa entre nós realizados mostram‑se no final infecundos.
Consideram-se as categorias econômicas, e não o sistema de relações humanas em que tais categorias se configuram.
Em suma, são as relações humanas e as ações que nelas se configuram que constituem o conteúdo real do fato econômico.
Somos, segundo esbocei, e todos que conhecem o Brasil sabem muito bem, uma colcha de retalhos, a julgar pelos critérios e padrões estabelecidos no terreno da ciência econômica. E assim, se ficamos nas categorias clássicas dessa economia ao considerarmos os nossos fatos, teremos deles fatalmente uma visão unilateral e deformada.
O que precisamos é adquirir um ponto de vista que seja nosso e que nos dê aquela visão de conjunto.
[DIRETRIZES, p. 52-56]


“Os fatos econômicos, como quaisquer fatos, não se explicam por si, e sim por aquilo que os precedeu; ou antes, pelo processo que os engendrou. E isso em economia é a perspectiva histórica.”
CAIO PRADO JÚNIOR
Uma constante na economia brasileira
A economia brasileira se organizou e evoluiu em função do comércio externo; mais particularmente, da exportação de produtos primários. Em consequência, tudo o mais que nela se encontra é acessório e deriva
direta ou indiretamente daquele setor fundamental, isto é, existe para ampará-lo e o manter em funcionamento. Essa é uma constante da evolução econômica do Brasil.
Assim, por exemplo, o nosso primeiro grande ciclo do açúcar determinou uma atividade econômica de certo vulto, não ligada diretamente à exportação, mas cuja dependência com relação à produção açucareira é evidente. Refiro-me à ocupação e desenvolvimento de extensas zonas, como os sertões nordestinos, de onde provinha o gado de corte necessário ao consumo de carne dos centros açucareiros; bem como de outros setores, esses litorâneos, que abasteciam aqueles centros de produtos agrícolas. Além disso, deu origem a algumas cidades importantes, como a Bahia e Recife, com suas atividades comerciais e industriais – mais precisamente artesanais.
As repercussões diretas e indiretas da conjuntura determinada por um ciclo, e que se vão propagando à medida que ele se desenvolve, são, assim, de maior ou menor monta conforme a importância daquele ciclo.
[DIRETRIZES, p. 83-85]


Consideremos o reverso da medalha, isto é, o que ocorre na fase descendente dos ciclos. Desaparecem os estímulos produzidos pela conjuntura favorável da exportação, e as atividades declinam e caminham para o aniquilamento.
Daí esse marginalismo tão pronunciado e de tão grandes proporções que se observa no Brasil, e que é de todos os tempos de nossa história, inclusive o atual. Marginalismo de regiões inteiras e compactas que não participam, efetivamente, daquilo que se pode considerar a vida brasileira.
É preciso notar muito bem essas circunstâncias para se compreender a economia brasileira. O nosso marginalismo é produto de decomposição de um ciclo que já foi florescente. Não é apenas como acontece normalmente em qualquer fase de desenvolvimento econômico, o refugo de um progresso em marcha que expele o inaproveitável, e que por isso mesmo é geralmente o excepcional. Em nosso caso, o marginalismo é uma regra; é o resultado necessário do progresso; é esse próprio progresso, podemos dizer, em sua última etapa.
[DIRETRIZES, p. 86-87]
“As relações capitalistas de produção se difundiram no Brasil sem, contudo, tocarem a substância de sua feição econômica. Continuamos essencialmente o que éramos no passado, a saber, um produtor de matérias-primas destinadas ao abastecimento de mercados estranhos. Em outras palavras, um território e população periféricos do sistema internacional do capitalismo.”
CAIO PRADO JÚNIOR


Efeitos do imperialismo no Brasil
A penetração e domínio da finança internacional ou imperialismo encontrou entre nós uma situação para ele ideal. O sistema da economia brasileira e a dependência que daí resultava para o país fizeram do Brasil um campo aberto e praticamente indefensável.
Já constituíamos, antes do advento do imperialismo, e pela própria essência de nossa economia e estrutura, uma simples dependência do comércio internacional, nada mais que um apêndice dele. Éramos isso e unicamente isso, não havendo um setor ponderável de nossa economia fora desse sistema colonial. Todas as peças da economia brasileira eram também peças daquele sistema.
O que se pode observar é que a eclosão dessa nova etapa do capitalismo que foi o imperialismo, bem como a transformação daí derivada do tipo de relações econômicas internacionais, resultaram para o Brasil, em primeiro lugar, num reforçamento do sistema colonial vigente; isso inclusive por efeito dos progressos técnicos verificados.
O que ocorreu e está ocorrendo cada vez mais intensamente é o aguçamento das contradições inerentes ao sistema colonial; e essas contradições, devidamente aproveitadas, abrem perspectivas para a transformação daquele sistema.
[DIRETRIZES, p. 99-100; 102 e 111]
Reconhecer os limites do desenvolvimentismo
Devemos notar muito bem o dualismo que observamos na economia brasileira, a saber, de um lado, o sistema colonial que nele prevalece; de outro e esboçando-se no interior daquele sistema, novas formas econômicas que apontam na direção de um desenvolvimento diferente daquele que sempre tivemos no passado.
Essa distinção é essencial para se ter um panorama adequado da economia brasileira e para nele se orientar, pois de outro modo resulta a ilusão de que podemos passar como que automática e espontaneamente de uma para outra linha de desenvolvimento; e mesmo que não haja que se preocupar com o assunto, uma vez que de qualquer maneira todos os caminhos levam num mesmo sentido que não se procura caracterizar suficientemente e que se inclui indiferenciadamente na expressão vaga e indeterminada de “desenvolvimento”.
Em suma e no essencial, o desenvolvimento de países como o nosso pode representar simplesmente, como aliás já se viu antes, um crescimento dentro dos mesmos moldes de sempre, e que nada trazem de substancialmente novo. O que se verificou no Brasil, durante um século e mais, no domínio da economia cafeeira, é uma evidência disso.
Não se trata aqui de simples preciosismo teórico. Estamos a todo momento, na execução de nossa política econômica, em face de uma tal escolha.
[DIRETRIZES, p.155-156]


“Construir no Brasil uma nova estrutura econômica que em todas suas partes se harmonize para a realização do fim a que realmente se deve destinar: produzir para a satisfação das necessidades dos indivíduos que dela participam e a fazem funcionar.”
CAIO PRADO JÚNIOR
A superação da herança colonial não virá pela mão dos liberais
Se em outros lugares, e particularmente na aurora do capitalismo europeu, foi sob o signo do liberalismo econômico e do laissez faire, laissez passer que as relações capitalistas de produção se puderam estabelecer e florescer, as circunstâncias são hoje outras; o que entre nós é patente.
A economia brasileira acha-se articulada a um sistema internacional de que é função e que a impele num sentido predeterminado contra o qual é preciso lutar porque a estrutura econômica colonial forma precisamente uma das peças e partes integrantes daquele sistema.
O liberalismo econômico, entendido como livre iniciativa e concorrência irrestrita entre os indivíduos deixados às suas próprias forças, e em geral a liberdade ampla de ação econômica individual não proporcionam e não podem proporcionar ao capitalismo brasileiro condições que lhe permitam levar avante sua luta.
[DIRETRIZES, p.192]


“É isso o que objetivam ou devem objetivar as ciências humanas; e a economia, no caso específico que ora nos ocupa. A saber, tornar os indivíduos conhecedores e conscientes dos processos e fenômenos sociais em que se acham engajados, permitindo-lhes com isso orientarem-se de maneira adequada e conveniente a seus interesses e aspirações; isto é, proporem-se objetivos e adotarem normas de ação cabíveis para os atingirem.”
CAIO PRADO JÚNIOR

Leituras complementares
Baixe os conteúdos complementares do mês em PDF!
Este mês trazemos um capítulo de Caio Prado Júnior: uma biografia política, em que Luiz Bernardo Pericás explora a atuação do marxista brasileiro durante a década de 1950; o posfácio de Leda Paulani a História e desenvolvimento, de Caio Prado Júnior; e um texto do autor sobre “Os fundamentos econômicos da revolução brasileira”, compilado na antologia Caminhos da revolução brasileira, organizada por Luiz Bernardo Pericás.
Clique nos botões vermelhos abaixo para fazer o download!
Luiz Bernardo Pericás
A batalha das ideias
Leda Paulani
A economia política do Brasil e seu mestre soberano
Caio Prado Júnior
Os fundamentos econômicos da revolução brasileira

Vídeos
Este mês trazemos o lançamento antecipado de Diretrizes para uma política econômica brasileira, com Luiz Bernardo Pericás, Fernando Sarti Ferreita, Íris Kantor e mediação de Fabiana Marchetti; três vídeos em que o saudoso historiador Fernando Novais apresenta diferentes aspectos da obra caiopradiana; além do episódio “Pensando com Caio Prado Júnior”, da série Realidade Brasileira, produzida pela Escola Nacional Florestan Fernandes.

Para aprofundar…
Compilação de textos, podcasts e vídeos que dialogam com a obra do mês.

URSS, um novo mundo e O mundo do socialismo, de Caio Prado Júnior
Esboço dos fundamentos da teoria econômica, de Caio Prado Júnior
História e desenvolvimento, de Caio Prado Júnior
Caio Prado Júnior: uma biografia política, de Luiz Bernardo Pericás
Caio Prado Júnior: o sentido da revolução, de Lincoln Secco
Caminhos da revolução brasileira, organizado por Luiz Bernardo Pericás
Intérpretes do Brasil: clássicos, rebeldes e renegados, organizado por Luiz Bernardo Pericás e Lincoln Secco
Margem Esquerda #20 | com “Carta a Correligionários do PCB” (1932) e “Telegrama para a Embaixada da União Soviética” (1968), de Caio Prado Júnior
Brasil: uma biografia não autorizada, de Francisco de Oliveira
Sinfonia inacabada: a política dos comunistas no Brasil, de Antonio Carlos Mazzeo
Margem Esquerda #45, com entrevista de Fernando Novais

Podcast do IEB: Caio Prado Júnior e as diretrizes para uma política econômica brasileira, com Alexandre de Freitas Barbosa, mai. 2020.
Clyo Psycast: #23 Caio Prado Júnior | Formação social brasileira e relações de classe, com Virgínia Fontes, nov. 2022.
A Terra é redonda: Caio Prado Júnior – o sentido da revolução, com Lincoln Secco e Francisco Teixeira, fev. 2021.
Rádio Boitempo: Conversas camaradas #3 – Astrojildo Pereira e os 100 anos do PCB, com Antonio Carlos Mazzeo e Renata Cotrim, ago. 2022.
Grupo Gramsci: Caio Prado Júnior – A história econômica do Brasil, com Fabio Gentile, nov. 2020.
Ontocast: A superexploração do trabalho na Teoria Marxista da Dependência, com Thiago Mandarino, nov. 2024.
Quem somos nós?: Que país é esse? Caio Prado Júnior e Celso Furtado, com Alexandre Saes, mai. 2018.
Inseto no rodapé: História e desenvolvimento, de Caio Prado Júnior, com Zé Arigó, fev. 2026.

[Playlist] Caio Prado Júnior, vida e obra, com Luiz Bernardo Pericás, TV Boitempo.
30 anos sem Caio Prado Júnior, com Luiz Bernardo Pericás, Antonio Carlos Mazzeo, Rodrigo Ricupero e Anderson Deo, Instituto Caio Prado Jr.
Lançamento de História e desenvolvimento, com Leda Paulani e Antonio Carlos Mazzeo, TV Boitempo.
30 anos sem Caio Prado Júnior, com Luiz Bernardo Pericás, Antonio Carlos Mazzeo, Rodrigo Ricupero e Anderson Deo, Instituto Caio Prado Jr.
Marx e os marxismos no Brasil: o caso Caio Prado Júnior, com Bernardo Ricupero e Bernardo Buarque, FGV.
História e desenvolvimento, de Caio Prado Júnior, com Fernando Novais, TV Boitempo.
Caio Prado Júnior e a União Soviética, com Luiz Bernardo Pericás, TV Boitempo.
Caio Prado Júnior, com Fernando Novais, Instituto de Economia da Unicamp.
Leituras de Marx no Brasil, com Roberto Schwarz, José Arthur Giannotti e João Quartim de Moraes, TV Boitempo.

“Obra de Caio Prado Júnior nasce da rebeldia moral“, por Florestan Fernandes, Blog da Boitempo, nov. 2021.
“A trajetória política de Caio Prado Júnior“, por Bernardo Ricupero, Blog da Boitempo, abr. 2016.
“Caio Prado Júnior, sempre um historiador“, por Fernando Novais, Blog da Boitempo, dez. 2021.
“Caio Prado Júnior no país dos sovietes“, por Guilherme Arruda, Outras Palavras, fev. 2023.
“Obra de Caio Prado Júnior nasce da rebeldia moral“, por Florestan Fernandes Blog da Boitempo, nov. 2021.
“Marx na América: a práxis de Caio Prado e Mariátegui“, por Paulo Alves Júnior, A Terra é redonda, nov. 2021.
“Caio Prado Jr. e Antonio Gramsci: uma relação inexistente?“, por Bernardo Ricupero, Revista Outubro, jul. 2016.
“Heresias do marxismo brasileiro: a agonia de Caio Prado Júnior“, por Deni Alfaro Rubbo, Estudos Avançados, maio 2017.
“Caio Prado Jr.: um intelectual entre a academia e a revolução“, por Paulo Henrique Pompermaier, Revista Cult, fev. 2017.
A edição de conteúdo deste guia é de Carolina Peters e as artes são de Victoria Lobo.


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