Colunas

A tragédia depois da tragédia do incêndio no Largo do Paissandu: uma ferida aberta na cidade

02/05/2018 // 11 comentários

Por Isabela Oliveira Pereira da Silva / "Os sobreviventes estavam do lado de fora da grade. Esta frase não sai da minha mente. Não sei por quantos dias essa frase irá ecoar e junto dela a imagem das mães totalmente ao relento e sem nenhuma proteção aguardando o resgate de seus filhos do lado de fora. Grades de metal separam a polícia militar do lado de fora com as famílias sobreviventes e, do lado de dentro, aquilo que chamamos de poder público, incluindo saúde e proteção social." [...]

Nós sabemos fazer um país

26/04/2018 // 12 comentários

Por Mauro Iasi / "Nós sabemos como transformar esta catástrofe em um país, mas para isso precisamos derrotar aqueles que ganham muito transformando este país em uma catástrofe." [...]

A regra do jogo

24/04/2018 // 31 comentários

Por Christian Dunker / "O pior aspecto da prisão de Lula é que ela simboliza a derrota de um projeto e a extinção de uma perspectiva de Brasil. Abole-se também a ideia de que é possível partilhar modos de exercer o poder e de o alternar. Sai vitoriosa uma concepção arcaica de poder." [...]

Entre o fascismo e nós, só há nós

20/04/2018 // 10 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Quem nos protegerá do avanço do fascismo? Certamente não a lei, que vigora de forma tão insuficiente e que se encontra nas mãos de pessoas dispostas a compactuar com esse avanço na medida em que colabore para a promoção de seus próprios interesses." [...]

Estado de exceção e decadência estética

17/04/2018 // 4 comentários

Por Rosane Borges / "Os objetos da coleção de obscenidades políticas não param de desfilar efusivamente à nossa frente. De fato a brutalidade, as imagens intoleráveis e o obsceno também representam o novo normal." [...]

O que acontece aos sábados na política? Militarização e desmilitarização da vida cotidiana

16/04/2018 // 4 comentários

Por Isabela Oliveira Pereira da Silva / "A carreata, além de um ato rápido, representa segurança para os apoiadores de Bolsonaro, protegidos de eventuais reações em seus automóveis. Corpos resguardados por máquinas em forma de motocicletas e carros que compensam – pelo barulho e pelo espaço que ocupam nas ruas – a presença de um número pequeno de pessoas na manifestação. Mas, ainda que a carreata em si não tenha sido expressiva, seu modelo de ação não é desprezível para se compreender um fenômeno de articulação entre manifestações, cidade e política tendo a presença do carro como tecnologia principal de protesto." [...]