Artigos por Boitempo

De onde vem o conservadorismo?

15/04/2015 // 26 comentários

Mauro Iasi / "Enganam-se os que querem restringir o pensamento conservador a uma categoria de eleitores, ou apenas aos segmentos médios. O grande risco é que a base de massas para alternativas conservadoras (não creio que no momento possam ser identificadas como fascistas) não pode ser somente as chamadas “classes médias”, ainda que sejam estas a caixa de ressonância por natureza da proposta conservadora. O alvo, contudo, é outro: são os trabalhadores. Por isso o abandono das demandas próprias de nossa classe pelo governo de pacto social é o caminho mais rápido para dotar a alternativa de direita da base social que ela precisa." [...]

Simone de Beauvoir e a teoria política

14/04/2015 // 2 comentários

29 ANOS SEM SIMONE DE BEAUVOIR Por Flávia Biroli e Luis Felipe Miguel / "A figura de Simone de Beauvoir ocupa para o feminismo contemporâneo uma posição fundadora ainda mais central que a de Mary Wollstonecraft para seus primórdios. " [...]

Inaceitável, Dudu, inaceitável…

13/04/2015 // 9 comentários

Emir Sader escreve sobre a "inaceitável" morte de Eduardo Galeano hoje. "Ele nos deu um tempo para sentirmos o que seria a vida sem ele, conforme resistia duramente a doença – “é uma luta aqui dentro do dragão da maldade contra o santo guerreiro”, dizia ele. Mas ninguém pode aceitar uma ausência como a dele. Inaceitável, Dudu, inaceitável." [...]

Manifesto contra o PL 4.330/04

13/04/2015 // 6 comentários

A Rede Nacional de Pesquisas e Estudos em Direito Social (RENAPEDS), formada por Grupos ligados ao Direito do Trabalho e ao Direito da Seguridade Social, instituídos em [...]

Paulo Arantes: O nome da crise

10/04/2015 // 9 comentários

Este texto foi escrito na primeira semana de abril de 2015 como postscriptum à entrevista "Entre os destroços do presente" em que Paulo Arantes procurava fechar um diagnóstico das duas décadas de progressismo brasileiro a partir do clima de "polarização" que aparecia como saldo do processo eleitoral de 2014. Neste postscriptum, atento aos sismógrafos da "tempestade perfeita" que veio à tona nos "idos de março" anunciando a implosão, a poucos meses da posse, do governo Dilma, Arantes procura pensar o que significa a esta altura falar em "crise". [...]

Paulo Arantes: Entre os destroços do presente

10/04/2015 // 3 comentários

Esta “entrevista” foi precedida por uma longa conversa de Paulo Arantes com Aray Nabuco e Lilian Primi, em meados de outubro, de cuja transcrição extraíram as perguntas que foram respondidas por escrito em fins de dezembro de 2014, início de janeiro deste ano. O resultado foi publicado parcialmente na Caros Amigos #215 de fevereiro de 2015., com o título: “O capitalismo está morrendo de overdose”. A versão integral do texto de que o leitor agora dispõe foi enviada diretamente pelo autor ao Blog da Boitempo complementada por um postscriptum redigido na primeira semana de abril intitulado "O nome da crise", sobre os "idos de março". [...]

Cultura inútil: Algumas considerações sobre a cachaça

09/04/2015 // 2 comentários

Por Mouzar Benedito / "A cachaça – e seus equivalentes – não é coisa usada só para maldades. No frio, ela serve para esquentar (não é à toa que a chamam de cobertor de pobre); no calor, para refrescar. Para quem quer entrar numa briga, serve para dar coragem; para os machões do coração duro, serve para soltar o choro. Ela dá eloquência aos tímidos. Um que queira se declarar a uma mulher e não tem coragem (diferente da coragem para brigar), cria essa coragem com uma dose da danada..." [...]