Artigos por Boitempo

Um novo tsunami financeiro global a caminho?

01/02/2016 // 8 comentários

Edemilson Paraná / "Preço do petróleo mais baixo em décadas, desaceleração chinesa, recrudescimento da política monetária estadunidense com consequente desvalorização das demais moedas nacionais (em especial de emergentes), queda da demanda global à medida que as economias seguem presas ao atoleiro do desemprego e baixo crescimento. Essa combinação bombástica de fatores tem sido apontada por muitos analistas como a tempestade perfeita (“perfect storm”, no linguajar dos “mercados”) capaz de produzir um iminente tsunami financeiro internacional, maior e mais grave do que aquele de 2008, conforme sustentam os mais alarmistas." [...]

Um olhar argentino sobre o Brasil: Raymundo Gleyzer e “La tierra quema”

29/01/2016 // 1 comentário

Luiz Bernardo Pericás / "A câmera de filmar como arma de combate. Era assim que o documentarista argentino Raymundo Gleyzer via sua arte. O diretor portenho pode ser colocado junto com Glauber Rocha, Santiago Alvarez, Fernando Pino Solanas e Octavio Getino como um dos maiores expoentes do cinema engajado de sua época. Mas se estes dois últimos, responsáveis por levar às telas o clássico La hora de los hornos (1968) eram peronistas de esquerda e membros do grupo “Cine Liberación”, Gleyzer seria guevarista e integrante do PRT (Partido Revolucionário dos Trabalhadores)." [...]

Cultura Inútil: Ode à preguiça

26/01/2016 // 9 comentários

Mouzar Benedito / "“Sejamos preguiçosos em tudo, exceto em amar e em beber, exceto em sermos preguiçosos” — pode ter algo de marxista nesse pensamento? Bom... a frase não foi exatamente empregada por Karl Marx, mas foi escolhida pelo genro dele, Paul Lafargue (casado com Laura Marx), como epígrafe de um de seus livros mais ilustres: O direito à preguiça. Li esse livro há um tempão e desde então virei seu fã." [...]

Traduzindo Jabberwocky, de Lewis Carroll

20/01/2016 // 3 comentários

"A tradução de Jabberwocky, de Lewis Carroll, foi uma aventura de interpretação meio surrealista e absolutamente pessoal de uma das obras primas do nonsense literário." Flávio Aguiar na seção "dos tradutores", do Blog da Boitempo. [...]

Magalhães-Vilhena: um marxista erudito – e não só

19/01/2016 // 4 comentários

José Paulo Netto / "Saiba o meu eventual leitor, desde já, que dois motivos me levam a trazer à baila o nome de Vasco de Magalhães-Vilhena (1916-1993), no instante mesmo em que localizo, entre meus velhos livros, a sua obra – seminal e clássica – sobre Sócrates (e Platão). O primeiro motivo é lembrar que, neste ano, decorrerá o centenário de nascimento do filósofo, quando certamente os círculos mais lúcidos da cultura portuguesa (e não apenas dela) haverão de homenageá-lo devidamente; o segundo é registrar a recente publicação de um conjunto de apontamentos seus acerca de uma questão central do pensamento marxista, a questão da ideologia." [...]

Reflexões de um ‘milifestante’

18/01/2016 // 4 comentários

"Tenho 22 anos. Acabo de chegar em minha casa depois de ter participado do 3º ato contra o aumento da tarifa dos transportes públicos da cidade de São Paulo. Fiz o percurso que foi do Theatro Municipal até o MASP. Tirando uma bomba que ouvimos no meio da manifestação (e não sabemos de que lado veio), foi tranquila. Nunca tinha visto tantos policiais em toda a minha vida reunidos e em pose de guerra. Tive notícia de que depois de terminada a manifestação, enquanto os manifestantes que tentaram pegar o metrô da linha verde, estação Consolação, negociavam a possibilidade de terem uma catraca livre, foram reprimidos com bombas de efeito moral jogadas pela tropa de choque. Gente que nem tinha ido manifestar e não seria o “alvo” dessa patuscada acabou sofrendo." [...]