Artigos por Boitempo

PEC 241, o Brasil de volta à senzala

13/10/2016 // 11 comentários

Por Guilherme Boulos / "Não se viu nada igual nos últimos 30 anos. A PEC 241 é o mais ousado ataque ao povo brasileiro desde a ditadura militar, violando a Constituição de 1988 precisamente naquilo em que ela pôde ser chamada de "cidadã". É uma verdadeira "desconstituinte", uma ode à desigualdade social." [...]

10 perguntas e respostas sobre a PEC 241

13/10/2016 // 19 comentários

Por Laura Carvalho / "Organizei 10 perguntas e respostas sobre a PEC 241, com base na minha apresentação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Espero que ajude aqueles que estão sendo convencidos pelo senso comum. Lembrem-se: o orçamento público é muito diferente do orçamento doméstico." [...]

Um trabalho sobre ética

13/10/2016 // 7 comentários

Por Izaías Almada / "Na pesquisa que faço em paralelo à escrita das minhas memórias, surpreendi-me ao encontrar numa velha pasta cinza de papelão um trabalho escolar sobre ética, escrito por meu filho caçula, o Vinícius, em 1997, quando tinha quinze anos de idade e estudava no Instituto Espanhol de Lisboa, cidade onde vivemos alguns anos." [...]

A República do Bananal

11/10/2016 // 5 comentários

Por Flávio Aguiar / "Era uma vez a República do Bananal. Com uma peculiaridade: nela, banana era do gênero masculino. Porque depois de um certo tempo, só bananas masculinos entrevam pro governo. Por isto ela era também conhecida como a República dos Bananas. Havia milhões de bananas – de todos os sexos – na República do Bananal. Havia dois times de futebol – os azuis e os vermelhos. Muito tempo atrás houve uma história muito confusa." [...]

Investigando a pilhagem

10/10/2016 // 5 comentários

Por Ruy Braga / "O retrocesso parece não ter fim. Atualmente, existem 27 projetos de lei tramitando no Congresso Nacional cujo sentido consiste em eliminar ou limitar os direitos trabalhistas. A lista de ataques à CLT simplesmente não acaba. Acrescente a isso os ataques aos direitos previdenciários e a política de austeridade imposta ao país por vinte anos por meio da iminente aprovação da PEC 241 e perceberemos o sentido profundo do golpe de 2016: assegurar que o aprofundamento da acumulação por espoliação balize o modelo de desenvolvimento brasileiro pelas próximas décadas." [...]

A mídia, a crise e o golpe

07/10/2016 // 3 comentários

Por Flávia Biroli / "O ponto mais agudo da crise, a deposição de Dilma, ganha sentido nas camadas de discurso colocados em circulação pela mídia empresarial, tanto quando na representação mais direta do processo de impeachment, com seus ritos e protagonistas. Como explicar a atuação política da mídia das grandes empresas nessa crise?" [...]

Manifesto em favor do arco-íris

06/10/2016 // 5 comentários

Por Flávio Aguiar / "5 de outubro de 2016: o governo anuncia que quer tirar o Brasil do vermelho. Não é bem assim. Porque este governo está transformando o Brasil num cheque sem fundo para os brasileiros, mas especial e sem limite para as multinacionais, as petroleiras, as financeiras. Na verdade o que o governo quer é expulsar o vermelho do Brasil. Não vai dar certo. Pra começo de conversa, o governo teria de aprovar uma PEC reformando o arco-íris." [...]

A televisão e a cena do mundo contemporâneo

05/10/2016 // 4 comentários

Por Rosane Borges / "É com o empenho de demonstrar o que é a TV e o que ela representa que o livro de Raymond Williams possui validade atemporal, conservando intacta sua força para explicar como um dispositivo tecnológico conseguiu cotidianizar os relatos, “desprovincianizar” o mundo e se instalar, irrevogavelmente, em vários lugares, os mais recônditos, e absorver e homogeneizar as expectativas dispersas." [...]

Sonhos de um casal gringófilo

03/10/2016 // 10 comentários

Por Mouzar Benedito / "O casal gringófilo torcia levemente para Hilary Clinton, mas “entendia” as razões de Trump para propor um muro entre os Estados Unidos e o México. “Hispânicos”, segundo diziam, eram um problema nos Estados Unidos. Brasileiros, em parte, também. Mas eles, “bem formados”, pretenciosos, se integrariam perfeitamente à sociedade “americana” (só os naturais dos Estados Unidos são “americanos”, né?), com Trump ou com Hilary. Talvez com Trump teriam um pouco mais de dificuldades, mas “venceriam”. “Somos vencedores”, se autoproclamam pessoas assim." [...]