Artigos por Boitempo

Dia 9/11: cereja do bolo ou gota d’água?

01/11/2016 // 1 comentário

Por Jorge Luiz Souto Maior / "No próximo dia 09 de novembro, o STF, que tem se mostrado extremamente ágil para julgar questões trabalhistas no ano 2016, vai colocar em pauta a questão da ampliação ilimitada da terceirização...." [...]

Eneida, a voz poderosa

31/10/2016 // 5 comentários

Por José Paulo Netto / "É possível arriscar a hipótese de que as novas gerações brasileiras, mesmo nos seus segmentos letrados e que passam pela academia, não conheceram/conhecem Eneida. Se a hipótese tem pertinência, agora o que há a fazer é contribuir para que este público se interesse por conhecê-la. Estas gerações só têm a ganhar – sob todos os aspectos – se também ouvirem a voz poderosa de Eneida." [...]

Transição à ditadura

28/10/2016 // 15 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "Assim como sofremos um golpe de novo tipo, estamos vivendo o início de uma ditadura de novo tipo – a palavra “ditadura” pode parecer excessiva, mas é exatamente disto que se trata." [...]

Viviane Vergueiro: “Estes tempos de golpe são tempos para encararmos as pseudo-virilidades fascistas que acham mais legitimadas para atuar”

27/10/2016 // 6 comentários

Viviane Vergueiro é ativista transfeminista, professora e pesquisadora em identidades de gênero e diversidades corporais no Grupo de Pesquisa em Cultura e Sexualidade da Universidade Federal da Bahia (CuS-UFBA). Graduada em Ciências Econômicas, é mestra pela Universidade Federal da Bahia no Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos. Nesta entrevista, Viviane discorre sobre múltiplos temas, como o conceito de cisgeneridade, embates e tensões acerca dos colonialismos, o processo transexualizador, o golpe parlamentar instalado no Brasil ao longo do ano de 2016 e possíveis consequências para a população LGBT. Esta conversa, conduzida por Fernando Luiz Salgado da Silva (doutorando em psicanálise pela Universidade de Paris 7) e Maria Luiza Rovaris Cidade (doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro) dá sequência à série de entrevistas do Movimento Democrático 18 de Março (MD18) com grandes intelectuais de esquerda publicadas, no Blog da Boitempo. [...]

Cultura Inútil: Honrados, dignos e virtuosos

26/10/2016 // 6 comentários

Por Mouzar Benedito / "Cadê eles? Estão no governo? No Congresso? No Judiciário? Nas redações de jornais e revistas? Nas emissoras de rádio e TV? Nas igrejas? Nesses lugares todos tem gente posando como se tivessem essas qualidades e exigindo-as dos outros. Na política, uma mesma coisa pode ser considerada “qualidade” e elogiada como virtude, se seu detentor for do seu partido, ou excomungada como grande defeito se for seu adversário. Fui à caça do que pensadores disseram sobre essas qualidades. E também de ditados populares sobre o assunto." [...]

A PEC 241 e a blindagem constitucional da hegemonia rentista

25/10/2016 // 4 comentários

Por Rodrigo Castelo / "A PEC 241, apelidada carinhosamente de #PecDoFimDoMundo, surge como o maior símbolo de uma inflexão na nova fase do capitalismo dependente brasileiro. Em poucas palavras, com esta nova legislação o governo define como prioridade o pagamento dos juros e amortizações da dívida pública. Hoje, caso a PEC 241 seja aprovada, a margem de disputa do fundo público em favor do trabalho será nula!" [...]

“Um livro imprescindível!” | Frei Betto escreve sobre o “A difícil democracia”, de Boaventura de Sousa Santos

24/10/2016 // 1 comentário

A esquerda precisa urgentemente se reinventar. E essa reinvenção passa necessariamente por uma reflexão profunda sobre os impasses da experiência democrática cujos sintomas despontam de maneira mais aguda no presente. É essa a tônica de A difícil democracia: reinventar as esquerdas, o novo livro do renomado sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. [...]

A PEC 241, a contrarreforma neoliberal e a Tragédia de Prometeu

19/10/2016 // 6 comentários

Por Giovanni Alves / "É importante entendermos a PEC 241 num contexto mais amplo do processo histórico. Ela se situa no bojo da reação neoliberal no Brasil, sendo ela a espinha dorsal da Agenda Infernal da coalização de direita que tomou de assalto o Palácio do Planalto. Ela sacramenta na Constituição Federal, a espoliação do fundo público pelo capital financeiro. Ao lado da Reforma da Previdência, que deve ocorrer logo a seguir; e da Reforma Trabalhista, levado a cabo pelo STF, algoz da CLT ao legislar a favor da terceirização e do negociado sobre o legislado, a PEC do Teto dos Gastos Públicos é o eixo principal da contrarreforma do capitalismo brasileiro. Enfim, mais uma vez, a classe dominante demonstrou ter verdadeira consciência de classe. " [...]