Artigos por Boitempo

Um marco na história dos direitos das mulheres: a ação pela descriminalização do aborto e a Greve Internacional de 8 de março

08/03/2017 // 8 comentários

Flávia Biroli / "Neste momento especial, eu me uno e me solidarizo com mulheres brasileiras e de todo o mundo em suas lutas. Neste 8 de março, eu paro com voz crítica apontada para o capitalismo predatório, que nos rouba energia, tempo, saúde física e psíquica, os aparatos coletivos para a proteção e o cuidado, a possibilidade de que os afetos sejam bem-vividos em vez de nossos corpos serem violados pelo casamento (in)feliz entre neoliberalismo, machismo, homofobia e racismo." [...]

Cora Coralina, 1977

08/03/2017 // 6 comentários

Por Mouzar Benedito / "Remexendo papéis velhos, achei um exemplar do jornal Movimento, de 11 de abril de 1977. Mandei o jornal para um museu da cidade de Goiás, mas antes copiei uma página dele. É que tinha voltado à cidade de Goiás em janeiro de 1977 e fiz uma entrevista com ela, com intenção de publicar no Versus, jornal que ajudei a fundar e era um dos editores." [...]

Hegemonia em coxinhalândia

06/03/2017 // 9 comentários

Por Ruy Braga / "A aprovação popular do prefeito tucano é recorde e os adversários da onda privatizante aparentemente encontram-se imobilizados. Como interpretar essa anomalia? Como explicar que uma agenda política focada na espoliação daquilo que é público receba aprovação popular?" [...]

O fim daquele medo bobo

03/03/2017 // 22 comentários

Por Luis Felipe Miguel / "A história política brasileira é marcada por canções. Foi “Para não dizer que não falei de flores”, no momento de fechamento do regime militar; “Apesar de você”, quando a derrota da esquerda estava configurada; “O bêbado e a equilibrista”, na luta pela anistia; “Vai passar”, anunciando a redemocratização; “Brasil, mostra a tua cara”, para as decepções da Nova República, e assim por diante. A trilha sonora do momento brasileiro é “Medo bobo”, imortalizada (?) por Maiara e Maraisa – o que, por si só, revela a decadência criativa da música popular, mas essa é outra conversa. Tal como o casal da música, o governo do Michel ficou paralisado por um medo que, mais tarde, percebeu que não tinha razão de ser." [...]

O significado da greve das mulheres neste 8 de março

03/03/2017 // 17 comentários

Por Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya. / "Se houver êxito, a greve internacional das mulheres marcará um salto qualitativo e quantitativo no longo processo de reconstrução das mobilizações sociais em escala internacional contra o neoliberalismo e o imperialismo, as quais vários movimentos dos últimos anos, tais como o Occupy Gezi Park, os Indignados, o Standing Rock e o Black Lives Matter, deram forma. Isso também sinalizará a possibilidade concreta de um movimento feminista novo, poderoso, anticapitalista e internacionalista." [...]

Aproveitando o carnaval: “bren por luy”!

02/03/2017 // 5 comentários

Por Mauro Iasi / "Neste mundo controlado do espetáculo e da mercadoria, os blocos de rua são um sopro de vida. Evidente que muitos já foram domesticados (mercantilizados), mas a vida insiste em fluir com seus nomes picantes, seus temas “grotescos”, sua sátira cortante. O questionamento aos poderosos é outra marca do carnaval vivo. Dizem que um certo usurpador golpista se incomodou com a insistência de um certo tema que vicejava em vários blocos e junto aos cortejos alegres de um povo triste. Um gringo meio atrapalhado dizia para a repórter que gostou muito do carnaval no Brasil, mas não entendia porque todo mundo gritava tanto aquela frase que ele não sabia o que significava: 'Fora Temer'!" [...]

Trump e a nova fase do imperialismo

24/02/2017 // 7 comentários

Por Leonardo Leite / "Em sua coluna de janeiro neste blog, Giovanni Alves fez uma competente análise da atual longa depressão do século XXI. Apoiado na tese do marxista inglês Michael Roberts, ele mostra que a raiz da crise é a redução da lucratividade do capital ao longo dos últimos anos. Com base nessa constatação, deixa uma pergunta intrigante que inspirou a reflexão que desenvolverei neste texto: “o que irá contribuir para a saída da longa depressão do século XXI?”." [...]

Uberização do trabalho: subsunção real da viração

22/02/2017 // 26 comentários

Por Ludmila Costhek Abílio / "Em outubro de 2016, o governo de Michel Temer sancionou uma lei que passou desapercebida nos embates sobre as terceirizações. A lei “Salão parceiro – profissional parceiro” desobriga proprietários de salões de beleza a reconhecerem o vínculo empregatício de manicures, depiladora(e)s, cabelereira(o)s, barbeiros, maquiadora(e)s e esteticistas. O estabelecimento torna-se responsável por prover a infraestrutura necessária – os demais trabalhadores seguem sendo reconhecidos como funcionários – para que suas “parceiras” e “parceiros”, agora legalmente autônomos, realizem seu trabalho. Assim, aquela manicure que trabalha oito horas por dia ou mais, seis vezes por semana, para o mesmo salão, poderá ser uma prestadora de serviços." [...]