A Esquerda Revolucionária Brasileira Acabou? Uma breve reflexão sobre a esquerda revolucionária nas eleições de 2026
Fonte: Agência Brasil
Por Fabiano Duarte
1. O primeiro cuidado é conceitual
As eleições de 2026 produziram um resultado que merece ser observado com atenção por aqueles que acompanham a trajetória da esquerda brasileira: a completa ausência, no Parlamento, das organizações partidárias que reivindicam para si o papel de esquerda revolucionária, marxista e de ruptura com a ordem capitalista. Não se trata aqui de afirmar que a esquerda revolucionária desapareceu do Congresso Nacional ou das Assembleias Legislativas. O que ocorreu foi algo mais específico e, talvez por isso mesmo, mais revelador.
A esquerda revolucionária continua existindo. Elegeu dezenas de parlamentares com base na tática da filiação democrática em partidos da esquerda institucional. No PT e no PSOL, conquistou cadeiras na Câmara dos Deputados e em diversas Assembleias Legislativas; o PCdoB também manteve representação federal e estadual. Como exemplos temos: São Paulo com Erika Hilton e Sâmia Bomfim estiveram entre as mais votadas para a Câmara, enquanto o PSOL elegeu uma bancada estadual expressiva e, no DF, Fábio Félix, apesar de não ter conseguido alcançar a cláusula de barreira eleitoral; no Paraná, um dos estados em que a extrema direita tem teve sua maior vitória, tivemos o Renato Freitas e ainda tivemos Minas Gerais com a Ana Elisa.
Entretanto há uma diferença fundamental entre esse campo da esquerda institucional e os partidos que reivindicam explicitamente uma estratégia revolucionária. É justamente nessa comparação que o resultado de 2026 se torna politicamente significativo. A esquerda radical que chegou ao Parlamento não é a esquerda revolucionária clássica representada pelos partidos registrados no TSE: PCB, PSTU, PCO e UP.
No debate político brasileiro, costuma-se colocar no mesmo campo “esquerda radical”, “esquerda socialista”, “esquerda marxista” e “esquerda revolucionária”. Entretanto, essas categorias não são equivalentes. PT, PSOL e PCdoB possuem correntes, tradições e setores profundamente vinculados ao marxismo e ao socialismo. Entretanto, ambos construíram, ao longo de suas trajetórias, táticas e estratégias eleitorais e institucionais próprias, o que possibilitou a construção de correntes que vão do social liberalismo até as mais variadas vertentes do marxismo revolucionário.
O PSOL, particularmente, transformou-se em uma força eleitoral relevante em grandes centros urbanos. O resultado de 2026 confirma esse processo. O PCdoB, por sua vez, permanece integrado à Federação Brasil da Esperança, ao lado de PT e PV, participando diretamente da disputa institucional e da construção de importantes bancadas parlamentares.
A situação é completamente diferente quando olhamos para PCB, PSTU, UP e PCO. Essas organizações mantêm discursos muito mais próximos da tradição revolucionária clássica: crítica estrutural ao capitalismo, defesa da transformação radical da sociedade e rejeição da adaptação da esquerda à lógica tradicional do sistema político. Mas o problema que 2026 coloca para essas organizações é justamente este: onde está sua representação institucional e nas bases sociais?
2. O paradoxo de 2026
O paradoxo é evidente. A chamada esquerda radical conseguiu eleger parlamentares. Mas os partidos que reivindicam explicitamente uma estratégia revolucionária não conseguiram eleger ninguém. O levantamento das eleições de 2026 mostra que UP, PCB, PSTU e PCO não elegeram deputados federais e muito menos deputados estaduais. Isso não significa que essas organizações tenham deixado de existir. Tampouco significa que tenham perdido automaticamente qualquer relevância social, sindical, intelectual ou militante. Porém, significa algo bastante concreto: elas perderam espaço não apenas na disputa institucional, mas também no mundo concreto da luta de classes nas bases sociais.
Essa diferença é fundamental. Um partido pode ter militantes, participar de movimentos sociais, organizar sindicatos, produzir jornais, disputar eleições e manter uma identidade ideológica definida. No entanto, quando sua presença eleitoral não consegue garantir minimamente uma representação parlamentar, sua capacidade de interferir diretamente na base social também diminui drasticamente — por mais que o discurso seja: “as eleições não são prioridade e servem apenas para divulgar o programa da organização”.
A eleição de 2026 tornou essa distância particularmente visível ao observarmos o exemplo de Pernambuco, onde Jones Manoel, como candidato a deputado federal pelo PSOL, obteve mais votos do que a soma dos votos para presidente, em todo o país, dos quatro partidos: UP, PCB, PSTU e PCO.
3 – Da questão da revolução à representação
Há, portanto, uma questão histórica que a esquerda revolucionária brasileira precisa enfrentar. Durante décadas, esses partidos construíram sua identidade justamente a partir da crítica à esquerda institucional. PT, PCdoB, PSB, PDT e posteriormente PSOL foram frequentemente acusados, em diferentes momentos e por diferentes correntes, de adaptação à institucionalidade burguesa.
O argumento tradicional era relativamente simples: ocupar o Estado não significaria transformar a sociedade. No entanto, a eleição de 2026 apresenta uma ironia histórica. Aqueles militantes e organizações — muitos oriundos de partidos como UP, PCB, PSTU e PCO — que aceitaram disputar sistematicamente o terreno eleitoral conseguiram construir representação e ampliar significativamente sua influência na base social. Já aqueles que preservaram organizações revolucionárias mais rígidas, tentando de alguma forma manter um registro partidário junto ao TSE, permaneceram praticamente sem representação parlamentar e reduziram enormemente sua influência nas bases sociais. Aqui vale sublinhar que não apenas individualidades mais os dois maiores movimentos socias brasileiros do meio urabano, MTST, e do meio rural, MST, também vem mostrando forte presença nas redes digitais e ampliando suas representatividades no meio institucional e especialmente parlamentar com uma utilização eficiente das redes digitais.
O resultado, por si só, não resolve o debate estratégico — mas muda os termos em que ele precisa ser realizado. A pergunta deixa de ser simplesmente: “Devemos ou não disputar a institucionalidade e as eleições?” E passa a ser: “Como disputar as instituições sem abandonar um projeto de transformação social e manter influência social?
Essa talvez seja uma das principais questões colocadas pela eleição de 2026. O eleitorado não desapareceu, ele mudou de interlocutor. Também seria equivocado interpretar o resultado como se o eleitorado de esquerda tivesse simplesmente abandonado ideias socialistas. O que os resultados sugerem é algo diferente. Uma parcela desse eleitorado parece ter preferido candidatos e partidos capazes de combinar determinadas pautas de esquerda, inclusive anti sistema, com presença institucional, comunicação eleitoral, atuação parlamentar e capacidade de disputar eleições proporcionais.
E aqui aparece uma característica que talvez seja uma das maiores novidades da esquerda nas eleições contemporâneas: a capacidade de transformar o candidato ou movimento por ele representado em uma marca política permanente nas redes digitais. Grande parte dos parlamentares identificados com a esquerda radical que conseguiu se eleger em partidos da esquerda institucional construiu, além da estrutura partidária, uma relação direta com o eleitorado por meio das redes digitais.
São lideranças parlamentares que atuam também como comunicadores, produtores de conteúdo e, em alguns casos, verdadeiros influencers políticos. Instagram, YouTube, TikTok, X e outras plataformas deixaram de ser apenas instrumentos de divulgação de uma campanha para se transformarem em espaços permanentes de formação de opinião, mobilização e construção de identidade política
Essa talvez seja outra diferença decisiva em relação aos partidos legalizados e abertamente marxistas da esquerda revolucionária tradicional com registro legal. Enquanto essas organizações continuam, em grande medida, estruturadas segundo formas tradicionais de comunicação política — jornais partidários, páginas institucionais, reuniões, panfletagem, atos e comunicação dirigida principalmente à própria militância, uma nova geração de lideranças parlamentares aprendeu a falar diretamente com milhões de pessoas sem depender da mediação da estrutura partidária.
O fenômeno produz uma inversão importante: antes, o partido construía o candidato; agora, em muitos casos, é o candidato que constrói sua própria audiência e leva essa audiência para dentro do partido. Isso altera profundamente a relação entre partido, militância e eleitorado, logo base social. O seguidor não necessariamente é militante, o compartilhamento não equivale à organização política e a audiência digital não substitui uma estrutura partidária. Mas, eleitoralmente, essa capacidade de comunicação pode ser decisiva para transformar uma candidatura pouco conhecida nacionalmente em uma candidatura competitiva.
Os partidos revolucionários precisam, portanto, enfrentar também essa questão. Não basta ter uma boa formação de Marx, Lênin, Trotsky, Gramsci, Stalin, Mao Tse Tung ou de qualquer tradição teórica revolucionária se a organização não consegue estabelecer comunicação com uma geração que constrói sua visão de mundo por meio das plataformas digitais. O problema não é abandonar a teoria ou transformar a política em espetáculo, é compreender que a disputa pela consciência social também passa, hoje, pela disputa dos algoritmos, das narrativas, dos vídeos curtos, dos podcasts, dos memes e das comunidades digitais.
E talvez aqui esteja uma das maiores contradições da esquerda revolucionária contemporânea: organizações que possuem décadas de experiência na formação política de militantes muitas vezes têm enorme dificuldade para transformar esse conhecimento em uma linguagem capaz de alcançar milhões de pessoas que não participarão de uma reunião partidária, mas assistirão a um vídeo de dois minutos no celular.
Portanto, a guerrilha digital e o domínio dos algoritmos na disputa de narrativas vão muito além do mero uso das redes sociais como entretenimento ou vitrine eleitoral. A atuação de quadros políticos como Ana Elisa, Sâmia Bomfim, Elias Jabbour, Humberto Mattos, Renato Freitas, Fábio Félix e outras lideranças da nova geração lança luz sobre o que o militante e historiador Jones Manoel define como “guerrilha digital”. Trata-se de compreender que as plataformas virtuais não são terrenos neutros, mas campos de batalha ideológicos regidos por lógicas proprietárias e algoritmos desenhados para favorecer o engajamento rápido, a polarização e o consumo imediato.
Logo, dominar o algoritmo, sob essa perspectiva, não significa render-se à mercantilização da política ou transformar o debate teórico em mero espetáculo. Pelo contrário: significa apropriar-se das ferramentas técnicas de agitação e propaganda no século XXI para romper as bolhas institucionais e o cerco da mídia hegemônica. Deste modo, a guerrilha digital exige que a formação teórica — seja leninista, gramsciana ou oriunda de qualquer tradição revolucionária — seja traduzida em estratégias de avanço sistemático, métricas de retenção, estética audiovisual e capacidade de resposta em tempo real, diante de uma população consumida pelo tempo social em que os padrões são imediatos.
Enquanto os partidos revolucionários tradicionais continuam limitados a formas panfletárias e analógicas de comunicação — atingindo majoritariamente aqueles que já estão convencidos —, o domínio dos algoritmos permite disputar a atenção da juventude e da classe trabalhadora no terreno em que elas efetivamente constroem suas visões de mundo. Dominar a gramática dos algoritmos passa a ser, portanto, uma condição estratégica indispensável da luta de classes contemporânea: sem a maestria técnica da comunicação de massas no ambiente digital, a crítica radical ao capitalismo permanece estéril, restrita às reuniões de quadros e incapaz de se converter em força política concreta.
4 – O paradoxo da comunicação e a contradição estratégica
Esse fenômeno também ajuda a compreender por que determinados candidatos conseguem construir votações expressivas mesmo quando seus partidos possuem estruturas relativamente pequenas. A força eleitoral deixa de depender exclusivamente da máquina partidária. O candidato passa a carregar consigo uma comunidade digital que exerce influência sobre uma base social ampla e diversificada.
Essa comunidade pode ser mobilizada durante uma eleição, mas também pode ser mantida entre eleições. A liderança parlamentar continua produzindo conteúdo, comentando acontecimentos, denunciando adversários, explicando projetos de lei, participando de debates e apresentando sua própria interpretação da realidade. Cria-se, assim, uma espécie de mandato permanente nas redes sociais, o que, na prática, representa uma transformação importante da política contemporânea — até então explorada principalmente pela extrema direita.
O partido continua necessário para registrar a candidatura, organizar a chapa, participar do sistema eleitoral e garantir estrutura jurídica e institucional. Mas a capacidade de comunicação do candidato pode ultrapassar em muito a estrutura tradicional da própria organização partidária. É justamente essa combinação de ideologia, identidade política, atuação institucional e comunicação digital profissionalizada que, desde as eleições de 2018 e, agora, em 2026, adquiriu enorme importância no cenário eleitoral e na disputa da luta de classes.
É aqui que reside a principal contradição. A esquerda revolucionária sempre ensinou que as instituições são instrumentos de disputa da luta de classes, e não necessariamente seu objetivo final. Mas, se essas instituições são efetivamente um espaço onde decisões fundamentais da sociedade são tomadas, abrir mão de disputar esse espaço significa deixar que outras forças políticas o ocupem.
O resultado de 2026 demonstra isso empiricamente. A esquerda revolucionária não deixou de eleger parlamentares. Ela simplesmente os elegeu por meio de organizações diferentes daquelas que historicamente reivindicaram para si o monopólio da representação da esquerda revolucionária.
E, cada vez mais, esses parlamentares chegam às instituições não apenas carregados por partidos da esquerda institucional, mas por comunidades digitais construídas em torno de suas próprias figuras públicas que se conectam com movimentos sociais e pautas que repercutem e têm a atenção e engajamento de amplos segmentos da classe trabalhadora, essa talvez seja uma das principais lição política das urnas em 2026.
5 – O desafio para a esquerda revolucionária brasileira e o segundo turno das eleições 2026
A questão colocada agora para essas organizações não é abandonar seus princípios, tampouco transformar-se simplesmente em mais uma legenda eleitoral. Na prática, após décadas de participação, partidos como PSTU, PCB, PCO e, mais recentemente, a UP não conseguiram crescer eleitoralmente em votos e representação institucional, nem ampliar sua inserção na base social. Afinal, essas organizações não acumularam crescimento significativo nas organizações populares, seja no meio urbano ou no rural.
O desafio é explicar por que, depois de décadas de construção política, partidos que se apresentam como revolucionários conseguem tão pouca capacidade de representação eleitoral enquanto outras organizações e individualidades, muitas delas também identificadas com o socialismo e com tradições marxistas revolucionárias, conseguem ocupar espaços institucionais parlamentares relevantes utilizando o mecanismo de filiação democrática nos partidos da esquerda institucional.
Tendo como base as concepções de partido leninista em diálogo frutífero com a linha gramsciana, talvez seja necessário repensar a relação entre partido, movimento social, território, comunicação e disputa eleitoral. Além disso, pode ser preciso acrescentar uma sexta dimensão a essa equação: a construção de comunidades políticas digitais capazes de dialogar para além da própria militância.
Afinal, Lenin e os bolcheviques deixaram como lição a capacidade de enfrentar uma das realidades mais hostis da luta de classes. Com impressionante inventividade, flexibilidade tática e firmeza estratégica, formularam para seu tempo histórico um modelo de organização. Assim, sua grande contribuição não está apenas no modelo de partido em si, mas sobretudo no método e na capacidade de adaptação à realidade concreta, para fazer avançar a luta dos explorados.
Deste modo, pode ser necessário os partidos discutir novas formas de organização mais sintonizadas com as demandas da juventude, que constrói sua visão de mundo a partir das telas dos celulares. Ou, talvez, essas organizações partidárias concluam que a disputa pela representação parlamentar nunca foi seu objetivo principal e que sua atuação deve permanecer concentrada fora das instituições. Nesse caso, poderiam abrir mão de seus registros no TSE, do fundo eleitoral1e de todas as obrigações burocráticas previstas na legislação eleitoral.
Mas, qualquer que seja a resposta, 2026 tornou impossível ignorar a pergunta. A esquerda socialista, comunista, das mais variadas vertentes revolucionárias no Brasil continua tendo presença política, mas perdeu a disputa pela representação institucional com seus próprios partidos tradicionais da esquerda que possuem o registro no TSE. E essa perda ocorre em duas dimensões: no Parlamento e na comunicação política de massas2.
Enquanto os partidos revolucionários tradicionais preservam estruturas militantes relativamente pequenas e uma presença digital limitada, uma nova geração de lideranças parlamentares de esquerda socialistas, comunistas, revolucionários de variadas vertentes que aprendeu a ocupar simultaneamente as instituições e as redes, transformando seguidores em audiência, audiência em identidade política e identidade política em votos e votos em influência na realidade concreta da luta de classes.
Esse talvez seja um dos fatos mais importantes — e menos discutido — produzido pelas eleições de 2026. Ao contrário do que se propaga, a esquerda radical não desapareceu das instituições. O que perdeu espaço foi a velha forma partidária de representar essa esquerda socialista, comunista e anticapitalista, presa entre uma caricatura de partido leninista e seus registros legais no TSE, mas que, na prática, se transformaram em micro máquinas burocráticas sem influência no mundo real da juventude e dos trabalhadores.
Nesse sentido, essas novas lideranças parlamentares vinculadas à esquerda socialista, comunista e das mais variadas correntes revolucionárias que emergiram das eleições de 2026 não devem ser vistas apenas como uma renovação das bancadas parlamentares. Eles representam uma nova forma de fazer política, construída a partir da capacidade de organizar comunidades digitais, dialogar diretamente com milhões de pessoas e transformar influência nas redes sociais em força política concreta.
Essa experiência pode ser decisiva para a esquerda brasileira a para o campo democrático popular na batalha do segundo turno no próximo dia 25 de outubro de 2026. Se esses parlamentares conseguirem articular suas comunidades, suas pautas e sua capacidade de comunicação em torno de um projeto político mais amplo, poderão desempenhar papel importante na construção da vitória do presidente Lula.
O desafio, portanto, é a direção da campanha do presidente Lula convocar essas lideranças da esquerda socialista para a linha de frente e transformar seguidores em militantes, audiência em participação política e influência digital em capacidade de mobilização popular eleitoral. Para a esquerda institucional e para o próprio campo da esquerda revolucionária, compreender e potencializar essa nova geração de jovens lideranças que se tornaram deputadas e deputados será fundamental para disputar a sociedade e garantir que a força acumulada nas redes digitais se converta também em força política, capaz de contribuir para a vitória de Lula nas eleições presidenciais.
Notas:
- Fundo Especial de Financiamento de Campanha – FEFC destinado pelo TSE só em 2026 foi de
R$ 3.307.679,85 para cada um dos partidos: PCB, UP, PSTU e PCO. ↩︎ - Evidente que devemos levar em consideração as mudanças no sistema eleitoral e as dificuldades
burocráticas impostas pela crise sistêmica e seu estado, mas isso não explica os resultados eleitorais pífios e a ínfima influência social. ↩︎
*** Fabiano Duarte possui graduação em História pela Universidade Federal de Alagoas (2001), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Alagoas (2010) e doutorado em Linguística na linha Discurso: Sujeito, História e Ideologia pela Universidade Federal de Alagoas (2018). Atualmente é Professor Titular de História e Educação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas (IFAL).
Descubra mais sobre Blog da Boitempo
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário