Idiossincrasias sobre inteligência artificial e educação
Cartão de Jean-Marc Côté (c. 1900) imaginando o ano 2000.. Imagem: Public Domain Review
Por Cleonilton Souza
Há um processo de midiatização da cultura e da sociedade1 centrado em divulgar especificidades de aparatos técnicos formados por uma instância física (hardware) e uma lógica (software), que exerce influência sobre as maneiras como a sociedade se educa, trabalha2 e se diverte. Esse processo demarca os modos de existência na terceira década do século XXI e resulta em um conjunto articulado de idiossincrasias que domina a circulação de discursos nos diversos segmentos da sociedade.
Idiossincrasias são traços que vão caracterizar as pessoas ou grupos nas diversas relações de convivência, em âmbitos comerciais, financeiros, artísticos, econômicos, educacionais, de lazer e outros. No início do século XXI, as idiossincrasias predominantes se manifestam por meio de vozes de governos, empresas e uma ampla gama de profissionais como jornalistas, cientistas, educadores, blogueiros, influenciadores, ensaístas, escritores (técnicos e literários), que se tornam arautos das visões de mundo de uma época.
É a partir desse contexto que terminologias como internet das coisas, big data e algoritmos3 pautam as discussões sobre os rumos da sociedade planetária no século XXI. No caso do algoritmo, os usos do termo foram direcionados para uma instância específica: inteligência artificial (IA)4, dando origem à popularização de outros termos técnicos como aprendizado de máquina, aprendizado profundo, redes neurais artificiais, processamento de linguagem natural, visão computacional, inteligência artificial generativa etc. que estão sendo incorporados pela sociedade sob a forma de fetiche5, ligados à ideia de que as pessoas que não utilizarem as tecnologias de IA estarão fora dos meios de sociabilidade próprios da nossa era.
Mas a discussão central que precisa ser travada durante o século XXI não deve ficar restrita às especificidades das tecnologias, subordinadas à ideia dicotômica do ato de usar ou do não usar essas invenções humanas. Deve, sim, ser ampliada aos estudos da cultura, aprofundando discussões já iniciadas por pensadores do porte de Raymond Williams, Vilém Flusser, Milton Santos e Álvaro Vieira Pinto6, somente para citar algumas referências a respeito do pertinente debate sobre sociedade, em que a questão da técnica não está somente atrelada ao manuseio instrumental de tecnologias emergentes que são lançadas de maneira constante, mas sim nos modos como os humanos produzem cultura mediados por uma diversidade de aparatos técnicos; ou seja, é preciso discutir também o caráter social inerente às tecnologias.
Concebendo as tecnologias como elementos pertencentes ao mundo da cultura, é necessário tecer algumas considerações acerca dos modos de existência desses meios técnicos, científicos e informacionais, observando com mais proximidade os elementos que estão diretamente ligados aos modos como as pessoas se relacionam em situações de ensino e aprendizagem para produção de conhecimentos.
Para isso, são apresentados a seguir alguns aspectos dos usos e concepções sobre tecnologias de inteligência artificial que necessitam ser melhor debatidos tanto por quem educa quanto por quem se educa neste mundo mediado por sensores, dados e algoritmos7. Chamaremos os referidos aspectos de Visões sobre IA, uma forma de se comunicar, perceber, usar e avaliar esse tipo de tecnologia que demarca os modos como a sociedade vai ser midiatizada.
Visões sobre IA
IA como novidade
Tecnologias de inteligência artificial não são invenções recentes. Na década de 19508, cientistas de diversas áreas do conhecimento se reuniram em Dartmouth, Estados Unidos, e conceberam o termo “inteligência artificial” para denotar o desenvolvimento de objetos, sistemas e ambientes que realizassem processos técnicos similares às maneiras como os humanos pensam, agem e se comunicam e, a partir dali, muito já houve de pesquisa e construção de tecnologias com recursos de IA; mas, mesmo depois de quase 80 anos de usos e pesquisas sobre inteligência artificial, ainda há apreciações midiáticas que consideram essas tecnologias como se tivessem sido concebidas de forma disruptiva em anos recentes.
Tecnologias de IA vêm se desenvolvendo em movimentos sinuosos de avanços, obstáculos, conquistas e retrocessos. Por exemplo, o buscador da Alphabet, o Google, possui uma história de quase 30 anos de construção e aperfeiçoamentos. No site da big tech será possível observar como uma tecnologia que foi concebida dentro de uma universidade (Stanford, década de 1990) alcançou desempenhos técnicos cada vez mais sofisticados, a ponto de hoje a plataforma construir processamentos computacionais que vão bem além de atividades que seriam realizadas por um simples serviço de busca de conteúdo por meio do uso de palavras-chave na internet.
IA como metonímia
No afã de propagar a pretensa novidade, temas sobre tecnologias emergentes acabam por dominar a circulação de discursos de uma época, e tudo o que é produzido pela sociedade precisa assumir o nome da referida tecnologia. Assim, em vez de dizer efeitos especiais, diz-se inteligência artificial; em vez de sistema de reconhecimento de caracteres, diz-se inteligência artificial; em vez de carro automático ou autônomo, diz-se carro com inteligência artificial, fazendo com que o termo IA esteja presente no processo de nomeação de quase toda tecnologia computacional que aparece.
Esse é um recurso midiático usado por grandes empresas quando têm interesse em criar monopólios em determinados segmentos do mercado. Há pouco tempo, as pessoas diziam “Google” para indicar todo e qualquer mecanismo de busca; “Photoshop”, para editor de ilustrações; “Word”, para processador de textos. E atualmente é comum chamar qualquer tecnologia que utilize recursos de inteligência artificial generativa de “ChatGPT”.
Essa visão restringe a possibilidade de as pessoas identificarem diversidade9 no modo como as tecnologias são criadas e consumidas, dando a impressão de que só existe um mundo técnico criado pela proprietária de um determinado produto comercial, uma forma de conceber a realidade sob a ótica de um pensamento único, para citar Milton Santos10.
IA como ferramenta
É comum encontrar também acepções que designam tecnologias de inteligência artificial como ferramentas. Tecnologias de IA são invenções distintas de ferramentas. Quando em uso, a ferramenta serrote não tem motor para funcionar automaticamente, como uma máquina, e ela também não tem embutido um software que funcione independentemente da ação humana, como as tecnologias computacionais (computadores, notebooks, carros automáticos, relógios eletrônicos etc.).
Quando um humano utiliza um processador de textos com recurso de correção automática de redação ou mesmo recurso de alteração de estilo de escrita, há nessa interação explícita influência do processamento computacional sobre o agir e o pensar humanos. Há, inclusive, aplicações que processam texto para o humano utilizar a partir de um prompt11 com parâmetros de como deve ser a composição do texto, o que leva a interação entre o humano e a tecnologia a ter um nível de complexidade diferente das formas como as pessoas interagem com as tecnologias denominadas ferramentas.
Em um breve levantamento feito em documentos oficiais do Estado brasileiro sobre usos do termo ferramenta para designar tecnologias de inteligência artificial ou outras tecnologias computacionais, foi constatado o seguinte resultado:
- Inteligência artificial na educação básica (MEC): 82 ocorrências
- Saberes digitais docentes (MEC): 19 ocorrências
- Educação digital e midiática (MEC): 12 ocorrências
- Referencial para Desenvolvimento e Uso Responsáveis de Inteligência Artificial na Educação (MEC): 213 ocorrências
- Lei nº 15.211/2025 – sobre a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente): 11 ocorrências.
Os documentos citados acima são discursos, e o que está exposto em um discurso pode influenciar a forma como o interagente vai recepcionar (compreender e interpretar) a mensagem. A IA obedece a uma lógica de concepção própria, bem diferente da maneira como, até agora, a humanidade criou e usou ferramentas e máquinas (objetos técnicos motorizados).
É preciso ir além do uso instrumental dessas tecnologias, debatendo as especificidades desses meios técnicos e informacionais tanto no momento de formação dos cidadãos em geral quanto no momento especial de formação de educadores de um país, e a forma como vamos denominar dispositivos computacionais pode influenciar o entendimento sobre as implicações nos usos dessas tecnologias na vida cotidiana.
A IA como ser humano
Em uma palestra sobre inteligência artificial generativa na educação, um debatedor conversava sobre os usos que fazia de tecnologias de IA. Durante a preleção utilizava frases como: “ChatGPT, você está errado!”, “ChatGPT, não é isso que eu queria!”, “ChatGPT, a informação correta é tal!”.
Interações mediadas nesse nível resultam em um comportamento conhecido como antropomorfização12, atitude na qual humanos se relacionam com tecnologias as considerando como se fossem humanas também.
Tecnologias computacionais funcionam com cálculos para estabelecer rotinas baseadas em probabilidades; essas tecnologias operam com processos de predição, quer dizer, buscam identificar o que o humano deseja fazer e, a partir disso, podem gerar conteúdos mediante procedimentos de análise combinatória, tendo como fontes conteúdos depositados em bancos de dados gigantescos (big data), administrados por, também, gigantescas empresas de tecnologias (big techs13), ou mesmo por dados cujas fontes o próprio humano as forneceu no momento da interação mediada.
A humanização das tecnologias de inteligência artificial alcança diversos contextos. Instituições de comunicação aderiram à prática de criar títulos de notícias em que essas tecnologias assumem a função de sujeitos-agentes em situações como: “Inteligência de dados antecipa falta de água no campo” (Pesquisa Fapesp), “Inteligência Artificial dá acesso direto às contas públicas do Brasil” (Serpro), “Inteligência artificial impulsiona mercado de trabalho e aumenta procura por qualificação em 2026” (A Crítica) e “IA ajuda hospital de Boston a diagnosticar 18 crianças com doenças raras” (UOL).
São instituições diferentes, que convergem no tratamento de notícias sobre IA, operando como se essas tecnologias existissem por si e não houvesse ingerência humana nas situações acima referidas.
Vejamos um último exemplo desse processo de midiatização: “IA recria gol que Pelé considerava o mais bonito de sua carreira” (Band Jornalismo). A postagem se refere ao projeto Reconstructing Pelé lost goal realizado no laboratório Google DeepMind, pertencente à Alphabet. Nessa situação específica, a big tech mobilizou recursos tecnológicos diferentes para fazer um vídeo reconstituindo um acontecimento que na época não pôde ser registrado em vídeo.
Para a realização do projeto foram necessários, pelo menos, profissionais para criar o roteiro, pessoas para simular as jogadas que foram realizadas naquele momento da história do futebol, pessoal de gravação, edição e pós-edição de vídeo, programadores, historiadores, designers, analistas de requisitos, pesquisadores de conteúdos, profissionais de fotografia, artesão para criar uma bola nos moldes da bola que era usada na época em que o evento aconteceu… Mas o título da notícia cria a expectativa de que a tecnologia criou o vídeo de forma autônoma.
IA como ficção
Ela (Spike Jonze, 2014), A.I. Inteligência Artificial (Steven Spielberg, 2001), Blade Runner (Ridley Scott, 1982) e 2001, uma odisseia no espaço (Stanley Kubrick, 1968) são narrativas exemplares no campo da ficção científica que exploram interações com tecnologias de inteligência artificial, assinalando como desfecho destinos distópicos cujas narrativas assinalam mudanças significativas na vida em sociedade oriundas de transformações tecnológicas.
Nelas predominam o fatalismo e o pessimismo, demarcando as tecnologias como algo incontrolável e de existência independente da agência humana. Filmes dessa envergadura muitas vezes se tornam clássicos, o que faz com que muitos profissionais da educação os adotem como subsídios de discussão didática para análise de tecnologias em geral.
O problemático dessa situação ocorre quando as discussões ultrapassam o âmbito da análise fílmica14, em que elementos como verossimilhança, ou seja, a forma de representar o que poderia acontecer em uma dada realidade, passam a ser considerados como acontecimentos de verdade factual nos debates em sala de aula, omitindo-se da discussão as reais especificidades da tecnologia em análise.
Em situações assim, o conhecimento a ser construído em sala de aula se afasta do debate pertinente sobre a relação humano-tecnologia em si para se direcionar para as acepções criadas sob a visão ficcional presente na peça fílmica em análise, distanciando os educandos do processo de aprendizagem de como realmente as tecnologias funcionam.
IA como oráculo15
As tecnologias computacionais trazem possibilidades de armazenamento de grandes quantidades de dados que podem servir para a tomada de variados tipos de decisões. Isso é positivo, mas tecnologias são bens culturais criados por humanos, e as criações humanas estão sujeitas a erros, omissões, acréscimos desnecessários e lapsos, motivos pelos quais é necessário aprender a checar os dados que serão gerados por esses objetos, sistemas e ambientes técnicos.
As tecnologias não contêm respostas para tudo, e é preciso atenção e cuidado na utilização dos dados de saída oriundos desses processos computacionais. Aqui entra o papel do educador de trabalhar junto com os estudantes de maneira positivamente desconfiada16 para avaliar os resultados advindos dessas tecnologias, estimulando o pensamento crítico e criador dos educandos.
IA como procuradora
Ao considerar esses meios técnicos como seres humanos e como oráculos, outra idiossincrasia que se instaura de maneira predominante é a da outorga sociotécnica, na qual os humanos passam a transferir afazeres, que antes eram realizados pelos próprios humanos, para que as tecnologias os realizem, criando um tipo de cultura específico, a cultura algorítmica17. E essa é a discussão central em educação, pois as escolas existem para proporcionar aos educandos aprendizagem, mediante um esforço próprio dos educandos, junto com os educadores, alicerçado em atos de curiosidade, invenção e descoberta.
Se educandos e educadores dentro das escolas delegam atividades a tecnologias computacionais, deixando de agir de forma crítica, para que servirá uma escola?
IA como instância determinista
Determinismo tecnológico18 ocorre quando tecnologias são consideradas como entes independentes, de existência própria, apartados de nós, humanos. Uma visão determinista pode levar as pessoas a agir de maneira parcial, considerando as tecnologias como instâncias unicamente perniciosas ao modo de vida humano (tecnofobia) ou como instrumentos sempre disponíveis para o bem da humanidade (tecnofilia).
Tecnologias não são objetos puramente técnicos, elas contêm especificidades técnicas e estão acompanhadas de valores criados pelos humanos, o que influencia a forma como vamos criá-las, compartilhá-las, armazená-las, recepcioná-las, comercializá-las ou doá-las. Os valores que criamos durante o uso e a elaboração dos diversos tipos de tecnologias são o fator que precisa ser observado e avaliado a cada interação mediada dentro da escola.
Agir e pensar de forma determinista pode nos levar a enganos, como ter dificuldade de atribuir responsabilização pelos resultados causados pela manipulação incorreta de uma determinada tecnologia.
IA como fatalismo
Um último aspecto a ser levado em consideração quanto às relações educativas em ambientes mediados por tecnologias computacionais diz respeito à atitude de considerar que o movimento histórico de construção da humanidade levará a um fim previsível moldado por dispositivos técnicos pertencentes às grandes empresas de tecnologia, o qual não poderá ser alterado por outras forças sociais.
O mundo, até o momento, vem se transformando por meio de relações de forças às vezes de concordância, às vezes de discordância, às vezes de concorrência, às vezes de lógica ou contradição; ou seja, a formação do mundo ainda é um devir: um processo de construção permanente que não cabe na ideia de um fatalismo tecnológico.
As idiossincrasias como alicerces de uma tendência tecnicista19 em educação
A conjugação dessas idiossincrasias vai resultar em um jeito de fazer e pensar educação bem peculiar: o tecnicismo, uma tendência em educação inspirada em modelos empresariais de concepção, prática e gestão educacionais, cuja organização é construída a partir de uma racionalidade que atua de acordo com orientações de um modo de produção de tendência capitalista, em que há papéis demarcados para pessoas que executam e para as que planejam os processos de trabalho e de educação, subordinando a escola às exigências de setores ligados à indústria e à tecnologia.
A perspectiva tecnicista tem por fundamento pressupostos filosóficos do positivismo e é alicerçada por estudos relacionados ao behaviorismo20, em que a observação dos comportamentos se converte em elemento central de formação da cidadania. O conhecimento positivo, quer dizer, o conhecimento concebido a partir dos pressupostos do positivismo, é um tipo de conhecimento sujeito aos processos de observação e experimentação, de condicionamento e de controle do comportamento via ações mediadas, atualmente, por lógica algorítmica, cuja ação socioeconômica preponderante é o capitalismo de vigilância21.
Disso decorre um processo de supervalorização de instrumentos didáticos oriundos de tecnologias computacionais alicerçadas em processos sociotécnicos de gestão de grandes bases de dados (big data), conexão continuada via sensores (internet das coisas) e criação de códigos que simulam ações e pensamentos humanos (algoritmos computacionais).
No Brasil, a tendência tecnicista vem se concretizando por meio de políticas públicas em educação cuja centralidade é a ciência voltada para a engenharia, a matemática e a tecnologia, influenciadas pela cultura estadunidense STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics), o que se reflete em documentos de referência do Estado brasileiro como a BNCC da Computação, assunto que extrapola os limites de discussão deste trabalho.
Formação em ciência com mais proeminência em tecnologia, engenharia e matemática contribui de forma parcial para o desenvolvimento da cidadania, pois o mundo da cultura é extenso, diverso e complexo para ser compreendido e transformado sob uma visão de mundo sujeita somente a um pensamento lógico-matemático.
Idiossincrasias como as aqui mencionadas contribuem para a construção de discursos de uma época e podem interferir nas relações que vão ocorrer na base de formação da sociedade, dentro da escola, e na superestrutura, atravessada por relações entre grandes empresas transnacionais, sociedade e instituições estatais22.
É preciso então se debruçar sobre as formas culturais que dão sustentação a tais idiossincrasias e abrir novas possibilidades de discussão e práticas de ensino e aprendizagem. Parafraseando Milton Santos23, uma outra educação é possível.
Notas
- HJARVARD, Stig. Midiatização: conceituando a mudança social e cultural. Matrizes, v. 8, p. 21–44, 2014. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/matrizes/article/view/82929>. Acesso em: 15 jul. 2026. ↩︎
- Sobre a questão do trabalho e inteligência artificial, leia: GROHMANN, Rafael. Inteligência artificial e trabalho digital. In: Os laboratórios do trabalho digital: Entrevistas. São Paulo, SP: Boitempo, 2021, p. 117–152. Especificamente sobre trabalho, leia: WILLIAMS, Raymond. Trabalho. In: Palavras-chave: um vocabulário de cultura e sociedade. São Paulo, SP: Boitempo, 2007, p. 396–399, e ANTUNES, Ricardo. Dez teses e uma hipótese sobre o presente (e o futuro) do trabalho. In: Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo, SP: Boitempo, 2009, p. 247–262. ↩︎
- Sobre a natureza dos algoritmos, leia: CORMEN, Thomas. O que são algoritmos e por que você deve se importar com eles? In: Desmistificando algoritmos. São Paulo, SP: Elsevier, 2014, p. 1–7. ↩︎
- Leia mais sobre o assunto em: TAULLI, Tom. Introdução à inteligência artificial. São Paulo, SP: Novatec, 2020. ↩︎
- Sobre fetichismo consulte: ABBAGNANO, Nicola. Fetichismo. In: Dicionário de Filosofia. São Paulo, SP: WMF Martins Fontes, 2012, p. 512-513. ↩︎
- WILLIAMS, Raymond. Televisão – tecnologia e forma cultural. São Paulo, SP: Boitempo, 2016; FLUSSER, Vilém. A escrita – há futuro para a escrita? São Paulo, SP: Annablume, 2010; SANTOS, Milton. Técnica, espaço, tempo. São Paulo: Edusp, 2013; PINTO, Álvaro. O conceito de tecnologia, volume I. Rio de Janeiro, RJ: Contraponto, 2005. ↩︎
- Sobre o assunto, leia ACCOTO, Cosimo. O mundo dado – cinco breves lições de filosofia digital. São Paulo, SP: Paulus, 2020. ↩︎
- KNUESEL, Ronald. Como a inteligência artificial funciona – da magia à ciência. São Paulo, SP: Novatec, 2024. ↩︎
- Sobre a diversidade de visões sobre tecnologias, consulte: HUI, Yuk. Tecnodiversidade. São Paulo, SP: Ubu, 2020. ↩︎
- Sobre esse assunto, consulte: SANTOS, Milton. Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal. 17. ed. São Paulo: Record, 2008. ↩︎
- Consulte: LARGUESA, Ricardo. Engenharia de prompt para DEVS – um guia para aprender a usar a IA antes que a IA aprenda a usar você. São Paulo, SP: Casa do Código, 2024. ↩︎
- Sobre interação mediada, leia: THOMPSON, John. A interação mediada na era digital. Matrizes, v. 12, p. 17–44, 2018. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/matrizes/article/view/153199/149813>. Acesso em: 25 out. 2021. Consulte também: ABBAGNANO, Nicola. Antropomorfismo. In: Dicionário de Filosofia. São Paulo, SP: WMF Martins Fontes, 2012, p. 77–78. ↩︎
- Leia mais sobre o assunto em MOROZOV, Evgeny. Big tech – a ascensão dos dados e a morte da política. São Paulo, SP: Ubu, 2020. ↩︎
- Sobre análise fílmica, consulte: VANOYE, Francis; GOLIOT-LETÉ, Anne. Ensaio sobre a análise fílmica. 7a. Campinas, SP: Papirus, 2012. ↩︎
- Para uma discussão mais aprofundada do assunto, consulte: VICENTE, Paulo. Os algoritmos e nós. Salvador, Bahia: Edufba, 2023. ↩︎
- Flusser chamava essa atitude de farejar desconfiado (decifração crítica). Leia mais em: FLUSSER, Vilém. Decifrações. In: A escrita – há futuro para a escrita? São Paulo, SP: Annablume, 2010. ↩︎
- Para mais informações, leia o artigo Algorithmic Culture, do pesquisador Ted Striphas. EUROPEAN JOURNAL OF CULTURAL STUDIES. Disponível em https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/1367549415577392. Acesso em 25 jul. 2026. Outra leitura esclarecedora é PINTO, Álvaro. A evolução das máquinas e a liberação das energias humanas,. In O conceito de tecnologia, volume I, p. 80-89. Rio de Janeiro, RJ: Contraponto, 2005. ↩︎
- Sobre determinismo em tecnologias, consulte WILLIAMS, Raymond. Televisão, op. cit. ↩︎
- Sobre a tendência tecnicista em educação, consulte: ARANHA, Maria Lúcia. A tendência tecnicista. In: Filosofia da educação. 3a. São Paulo, SP: Moderna, 2006, p. 231–234. ↩︎
- Leia mais em: ABBAGNANO, Nicola. Positivismo. In: Dicionário de Filosofia. São Paulo, SP: WMF Martins Fontes, 2012, p. 77–78; SKINNER, Frederic Burrhus. Sobre o Behaviorismo. São Paulo, SP: Cultrix, 2006. ↩︎
- Sobre o assunto, consulte: ZUBOFF, Shoshana. As bases do capitalismo de vigilância. In: A era do capitalismo de vigilância- a luta por um futuro humano na nova fronteira do poder. São Paulo: Autêntica, 2020, p. 41–228. ↩︎
- Consulte: WILLIAMS, Raymond. Base e superestrutura na teoria da cultura marxista. In: Cultura e materialismo. São Paulo, SP: Unesp, 2011, p. 43–68. ↩︎
- Veja mais em: SANTOS, Milton. Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal. 17. ed. São Paulo: Record, 2008. ↩︎
***
Cleonilton Souza é educador, tem mestrado em Políticas Sociais e Cidadania (UCSAL) e doutorado em Educação (UFBA). Atualmente pesquisa Cultura, Educação e Tecnologias.
LEITURAS PARA SE APROFUNDAR NO ASSUNTO




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Colonialismo digital, de Deivison Faustino e Walter Lippold
Quais são os impactos das tecnologias em nossa sociedade? Que consequências enfrentamos com a concentração das principais ferramentas tecnológicas que regem a vida de milhões de pessoas no domínio de um punhado de empresas estadunidenses? De que maneira é possível relacionar algoritmos a racismo, misoginia e outras formas de violência e opressão? A obra apresenta um debate provocador sobre o colonialismo digital, suas ramificações e impactos contemporâneos. Explora temas como racismo algorítmico, soberania digital e o papel das tecnologias na perpetuação das desigualdades. Vozes renomadas do debate nacional contribuem para esta discussão fundamental.
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O valor da informação: de como o capital se apropria do trabalho social na era do espetáculo e da internet, de Marcos Dantas, Denise Moura, Gabriela Raulino e Larissa Ormay
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