Cultura inútil | Empreendedorismo e as bets: a alegria de ser trouxa e enganado!

"Eu caí em si e se fiz por si próprio" ou Empreendedorismo é uma palavra usada por ricos para enganar pobres trouxas

Imagem: WikiCommons.

Por Mouzar Benedito

Eu me lembro sempre de uma frase de Simone de Beauvoir, e repito aqui pela enésima vez: “O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos.” E isso se comprova nos tempos atuais, quando a tentativa de cobrar impostos de ricos causou protestos não só de bilionários, mas também, por exemplo, de jornalistas que gozam com o pau do patrão.

Mas antes disso eu já pensava num tipo de pobre cuja maioria se coloca do lado dos patrões como se fosse um deles…

“Empreendedor”, tá aí uma palavra que a cada dia, para mim, torna-se mais imbecil e odiosa. Já falei dela antes. Pessoas que estão na pindaíba e arrumam um jeito de se virar são louváveis, mas quando elas se dizem “empreendedoras”, tentam se igualar mentalmente a “empreendedores” que se tornaram bilionários. E se comportam ideologicamente como esses bilionários… acho que merecem se ferrar. Acham que ficarão ricos com o que ganham como “se-virantes” (como chamávamos respeitosamente os que se viram para sobreviver).

Tornam-se de extrema direita, odeiam seus semelhantes e rastejam para os grandes capitalistas, julgando-se parte deles. “Igualam-se” nos discursos a Elon Musk ou Zuckerberg e se consideram seus aliados. Há igrejas que se dizem cristãs, mas não levam nem um pouco a sério a frase de Cristo citada por São Mateus Evangelista: “É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”. Louvam o enriquecimento (desde que o “empreendedor” enriquecido pague o dízimo, claro).

Vemos agora as tais de “bets”, apostas online, em que um monte de pobres perdem o pouco que ganham jogando nelas. Uma mulher, Deolane, presa em Pernambuco sob a acusação de fazer apostas ilegais e lavar dinheiro, garfando uma baita grana, ao ser solta logo depois, com habeas corpus (ah, justiça!!!), foi aplaudida por uma multidão quando saía da cadeia – quase todo mundo, segundo vi, “vítima” dela. O cordeiro aplaudindo o lobo. Ela foi presa de novo um dia destes, acusada de ligação com o PCC e de fazer lavagem de dinheiro para o crime organizado. Um monte de babacas que perderam o que tinham pra ela devem estar remoendo seu ódio… não contra ela, mas contra a prisão dela. Parecem ter uma fascinação por quem os explora.

Por que não acabar com essas apostas? Proibir as tais bets? Bom… Pra começar, precisaria de uma lei aprovada pelo Congresso. Esse Congresso? Quá-quá-quá… Está cheio de gente envolvida até o pescoço com essas tranqueiras.

E isso me faz lembrar de uma coisa parecida, não muito, mas parecida. Lá pelo ano 2000, surgiu uma piada: “Quer ouvir um monte de velhinhas gritando puta que pariu? É só gritar: bingo!”. As casas de bingo foram precursoras das bets, eu acho. Criadas em 1994 por uma tal de “Lei Zico”, que tinha a pretensão de liberar os bingos e os caça-níqueis em troca de uma pequena porcentagem para patrocinar esportes. Zico foi secretário nacional dos Esportes no governo Collor, propôs a tal lei em 1991 e ela foi sancionada em 1994. Pelé foi ministro dos Esportes no governo FHC e deu um toque final nessa lei em 1998, determinando que 7% (no mínimo) do valor arrecadado nos bingos deveria ir para o patrocínio de esportes. Também propôs que, para ser legalizada, uma casa de bingo precisaria ter ligação com alguma instituição esportiva. Assim, federações de esportes como boxe, por exemplo, e times de futebol (especialmente de divisões inferiores) cederam seus nomes para empresários muito espertos em troca de uns trocados.

As casas de bingo eram frequentadas especialmente por aposentados (principalmente mulheres, diziam), que deixavam lá a grana que recebiam e passavam o resto do mês reclamando da falta de dinheiro. Em 2000, a coisa estava tão braba que surgiram propostas de acabar com os bingos, houve leis para isso, mas andavam lentamente e, mesmo quando aprovadas, não passavam a valer imediatamente. Só em 2004, finalmente, o governo Lula lançou uma Medida Provisória determinando o fechamento dessas casas de bingo e de caça-níqueis. O Congresso da época, como o atual, cheio de parlamentares ligados ao lobby desse pessoal, tentou proibir – e derrubou a Medida Provisória. Mas as casas de bingo não foram reabertas por causa de leis anteriores, que passaram a valer.

Lula ficou com a “culpa” de ter fechado os bingos. Na própria campanha para as eleições municipais de 2004, idosos que perdiam tudo nessas casas esbravejavam dizendo que jamais votariam no PT, porque o Lula tinha acabado com os bingos. Então acho que o mesmo vale para o caso das bets: se conseguisse o milagre do Congresso agir com decência para proibir as bets, o governo provavelmente receberia a ira dos endividados por elas.

Por falar nisso, vejo gente que ganha milhões fazendo propaganda dessas tranqueiras para ganhar mais um pouco. Pra mim, são pessoas que perderam totalmente o respeito, se é que algum dia tiveram. Torço para que se deem muito mal.

Durante a Copa do Mundo em que a Fifa se arreganhou para Donald Trump, e em que a seleção brasileira desfilou em campo se exibindo e não como se estivesse jogando futebol, pelo menos tive notícia de atitudes decentes em relação a essa merda: Mbappé não aceitou uma proposta de ganhar milhões para propagandear bets, dizendo que elas destroem a vida de muita gente, especialmente de pobres. E me disseram que Endrick, jovem da seleção brasileira, também não topou. Tenho uma birra com futebolistas e outras pessoas ligadas ao futebol (comentaristas, por exemplo) que ganham um absurdo e topam qualquer mutreta para ganhar um pouquinho mais. Mas pelo menos estes demonstraram uma certa dignidade.

Voltando ao início, ando ruminando sobre essa coisa de querer ficar rico de qualquer jeito e de pobres entrando nesse discurso. Desprezam o coletivo e partem para um individualismo sem limites e muitas vezes sem ética. Pode acontecer de um deles ficar rico… e muitos milhões continuarem na pindaíba, mas ideologicamente aliando-se aos bilionários. São pobres de direita. Eles se identificam com quem os explora (as próprias donas das empresas de aplicativos).

Acho normal e digno alguém encarar uma merda de subemprego para sobreviver, repito. Mas, repito também, agora tem o “se-virante” autoproclamado empreendedor fazendo pose como se fosse da turma dos bilionários. Quero que se dane! Merece se ferrar!

Enfim, fiquei pensando em frases sobre isso de querer ficar rico e sobre ricos, e aí vão as que coletei:


Bertolt Brecht (na Ópera dos três vinténs): “O que é roubar um banco comparado a fundar um banco?”

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George Bernard Shaw: “O problema dos pobres é a pobreza; o dos ricos é sua inutilidade.”

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Coluche (comediante francês): “Se ouvíssemos o que se diz, os ricos seriam os bandidos e os pobres os mocinhos. Então por que todo mundo quer se tornar mau?”

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Mêncio (filósofo chinês): “Quem quer ser rico não será bom; quem quer ser bom não será rico.” 

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Ditado popular: “O dinheiro é a fonte de todo o mal.”

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Barão Pierre de Coubertin (suíço, fundador dos Jogos Olímpicos modernos): “Honestidade é um luxo que os ricos não podem pagar.”

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Warren Buffet (empresário estadunidense): “Vou lhe dizer como ficar rico. Feche as portas. Tenha medo quando os outros forem gananciosos. Seja ganancioso quando os outros estiverem com medo.” 

Confúcio: “Se houvesse uma maneira honesta de ficar rico, eu ficaria feliz em cuidar disso. Mas como tal método não existe, posso bem seguir minhas próprias inclinações.”

Alphonse Karr (jornalista e escritor francês): “Se você quer ganhar a vida, apenas trabalhe. Se você quer ficar rico, você tem que encontrar outra coisa.”

Sese Seko Mobutu (ex-presidente da República Democrática do Congo): “Se você quer voar, voe um pouco, gentilmente. Mas se você roubar muito para ficar rico da noite para o dia, você será pego.”  

Richard Branson (empresário britânico): “Como se tornar milionário nos negócios? É simples. Basta começar como bilionário.”

Ralph Waldo Emerson (escritor e filósofo estadunidense): “O dinheiro às vezes custa muito caro.”

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Jim Carrey (ator): “Acho que todos deveriam ficar ricos e famosos e fazer tudo o que sempre sonharam para poderem ver que essa não é a resposta.”

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Ernest Hemingway: “Os ricos são muito chatos e, além disso, bebem demais.”

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Mouloud Feraoun (escritor argelino): “Todo mundo sabe que o rico é ganancioso. Avarento para guardar zelosamente sua riqueza e aumentá-la quando necessário; a ganância é uma qualidade fundamental para se tornar e permanecer rico.”

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Emmanuel Carrère (escritor e cineasta francês): “A maioria das pessoas acredita que está na Terra para encontrar o amor, enriquecer, exercer poder, gerar pontos de crescimento ou deixar sua marca nas areias do tempo. Pessoas que sabem que estão na Terra para contemplar o céu são raras.”

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Alexander Chase (ator estadunidense): “Os ricos podem não ir para o céu, mas os pobres já estão cumprindo pena no inferno.”

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Aristóteles Onassis: “Um milionário deve viver um pouco além de suas posses – para manter a credibilidade.”

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Onassis, de novo: “É possível que muitas ações de minhas propriedades estejam na posse de outra pessoa. Seja como for, eu sou o proprietário dessa pessoa.”

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Provérbio chinês: “É melhor ficar rico depois de ser pobre do que ficar pobre depois de ser rico.”

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Gertrude Stein (poetisa estadunidense): “Já fui rica e já fui pobre. É melhor ser rica.”

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Samuel Johnson (escritor inglês): “É melhor viver rico do que morrer rico.”

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Imelda Marcos (ex-primeira-dama das Filipinas, governadas truculentamente por Ferdinand Marcos): “Ser novo rico é melhor do que não ser rico.”

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Mathurin Régnier (poeta satírico francês): “Um vilão rico é melhor que um cavalheiro pobre.”

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Provérbio espanhol: “Do pobre para o rico, duas mãos; do rico para o pobre, dois dedos.”

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Juvenal: “Os pobres aceitariam de bom grado o reumatismo dos ricos.”

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Francis Bacon: “O dinheiro é um grande servo, mas um mau mestre.”

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Woody Harrelson (ator estadunidense): “Os ricos das cidades vivem em casas bonitas, mas o ar é tão poluído que eles não conseguem ver as estrelas.”

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Adam Smith: “Para a maioria das pessoas ricas, o maior prazer da riqueza é exibi-la.”

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Claude Rich (ator e escritor francês): “Ser rico é não pensar em dinheiro.”

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Louis Vigée (pintor francês): “Sou rico nas coisas de que sei prescindir.”

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Epicteto: “A riqueza não consiste em ter grandes posses, mas em ter poucas necessidades.”

George Lorimer (editor estadunidense): “É bom ter dinheiro e as coisas que o dinheiro pode comprar; mas é bom, também, verificar de vez em quando e se certificar de que você não perdeu as coisas que o dinheiro não pode comprar.”

Ambrose Bierce: “Cleptomaníaco: Ladrão rico.”

Provérbio francês do século XVI: “Um avarento nunca é rico.”

Georges Elgozy (economista argelino): “Igualitarismo = o sonho dos pobres, o pesadelo dos ricos.” 

Jonathan Swift (escritor irlandês): “Uma pessoa sábia deve ter dinheiro na cabeça, mas não no coração.” 

Benjamin Franklin: “O dinheiro nunca fez um homem feliz nem fará. Quanto mais um homem tem, mais ele quer. Em vez de preencher um vazio, ele cria.”

Arthur Schopenhauer: “A riqueza é como a água do mar: quanto mais bebemos, mais sedentos ficamos; e o mesmo vale para a fama.”

Henry David Thoreau (escritor estadunidense): “Riqueza é a capacidade de vivenciar a vida plenamente.”

Picasso: “Eu gostaria de viver como um homem pobre com muito dinheiro.”

Marlene Dietrich: “Há uma diferença gigantesca entre ganhar muito dinheiro e ser rico.” 

Barão de Itararé: “Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.”

Virginia Woolf: “A mais inútil das classes, os ricos com um verniz de cultura.” 

Ditado popular: “Quanto mais rico, mais rídico.”

Mark Twain: “Ganhe dinheiro e o mundo inteiro conspirará para chamá-lo de cavalheiro.”

Santo Agostinho: “Os ricos: você pode ver o que eles têm, mas não pode ver o que lhes falta.”

Diógenes, o cínico: “Qual é o melhor horário para jantar? Se alguém é rico, quando quer; se alguém é pobre, quando pode.”

Francisco de Quevedo (poeta espanhol): “Os ricos comem, os pobres se alimentam.”

Anatole France: “A lei, em sua solene equidade, proíbe tanto os ricos quanto os pobres de dormirem debaixo de pontes, de mendigarem nas ruas e de roubarem pão.”

Milton Santos (geógrafo brasileiro): “Existem apenas duas classes sociais: a dos que não comem e a dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem.”

Bertolt Brecht, de novo: “Para aqueles que estão acima, falar sobre comida é coisa baixa.”

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Provérbio chinês: “Quanto mais consciência, menos bens; quanto mais bens, menos consciência.”

Ditado popular: “Quando o dinheiro fala, tudo cala.”

Herman Melville (escritor estadunidense): “De todas as suposições pretensiosas da humanidade sobre a humanidade, nenhuma supera muitas das críticas feitas aos hábitos dos pobres pelos bem alojados, bem aquecidos, bem alimentados.”

Albert Camus: “Solidão, luxo dos ricos.”

Charles Bukowski: “Só os pobres podem compreender o sentido da vida; os ricos só podem adivinhar.” 

Maureen Dowd (colunista do New York Times): “As celebridades distorcem a democracia ao dar aos ricos, bonitos e famosos mais autoridade do que merecem.”

Judith Krantz (escritora estadunidense): “Pessoas ricas só são diferentes porque as pessoas as tratam como se fossem.”

W. C. Fields (humorista estadunidense): “Um homem rico é apenas um homem pobre com dinheiro.”

Ann Radcliffe (escritora inglesa): “Como é estranho que um tolo ou um patife rico seja tratado com mais respeito do que um homem bom ou sábio por natureza!”

Ditado popular: “Rico bêbado é divertido. Pobre bêbado é pervertido.”

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Sarah Strange (atriz canadense): “Quem é rico não se atormenta o suficiente para escrever.”

Provérbio turco: “A ambição é uma doença que só encontra remédio sob alguns palmos de terra.”

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Sartre: “Até os pobres têm uma função precisa na vida social: permitir que os ricos exerçam a generosidade.”

James Joyce: “Aquele que rouba o pobre empresta ao Senhor.”

Ditado popular: “Pobre só vai pra frente quando tropeça.”

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Eu: “Tem situações em que os pobres, e não os ricos, é que vão pra frente. Na guerra, por exemplo…”

Anatole France: “Considero a piedade dos ricos para com os pobres um insulto e contrário à verdadeira fraternidade humana.”

Oscar Wilde: “A verdadeira tragédia dos pobres é que eles não podem se dar ao luxo de nada além de abnegação. Pecados belos, como todas as coisas belas, são privilégios dos ricos.”

Peter Ustinov (cineasta inglês): “O terrorismo é a guerra dos pobres e a guerra é o terrorismo dos ricos.” 

Gilbert Keith Chesterton (escritor inglês, morto em 1936): “A ciência do mundo moderno tem muitas utilidades; sua principal utilidade, contudo, é fornecer palavras longas para encobrir os erros dos ricos.”

Provérbio malgaxe: “Ser rico e passar privações não é ser rico, é ser guarda de tesouros.”

Ditado popular: “Rico ri à toa.”

Charles Aznavour: “Não quero morrer e ser o homem mais rico do cemitério. Nem quero morrer.”

Cantinflas: “Deve ter algo errado com o trabalho, ou os ricos já o teriam assumido.”  

Um “empreendedor” anônimo que se julga bem sucedido: “Eu se fiz por si próprio”…  


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Mouzar Benedito, jornalista, nasceu em Nova Resende (MG) em 1946, o quinto entre dez filhos de um barbeiro. Trabalhou em vários jornais alternativos (Versus, Pasquim, Em Tempo, Movimento, Jornal dos Bairros – MG, Brasil Mulher). Estudou Geografia na USP e Jornalismo na Cásper Líbero, em São Paulo. É autor de muitos livros, dentre os quais, publicados pela Boitempo, Ousar Lutar (2000), em coautoria com José Roberto Rezende, Pequena enciclopédia sanitária (1996), Meneghetti – O gato dos telhados (2010, Coleção Pauliceia) e Chegou a tua vez, moleque! (2021, Editora Limiar). Colabora com o Blog da Boitempo mensalmente.


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